Caixa dos fios

31.12.10

2011


Para uns o ano muda hoje à meia-noite, para mim mudou ontem quase ao final da tarde.
2011, definitivamente, quero-o doce.

[Estamos felizes]

29.12.10

[silêncio]


não me faltam palavras, elas continuam a assolar-me a mente, falta-me disposição para as ordenar, faltam-me forças para construir frases.
Guardo-as para mim e saboreio o silêncio.

28.12.10

da barrinha ali ao lado e do direito à indignação

Dá-me um gozo do caraças ver que pelo menos 3 bloggers: Ême, com este post e mais este post, a Maria com este e o Miguel Marujo com este se insurgiram contra a liberdade de expressão na blogoesfera. Quando uma loja tenta retirar uma liberdade fundamental, algo vai muito mal no reino das bananas.
Felizmente, a Ensitel nunca viu um chavo meu, depois destas também não verá, que eu cá gosto de ser bem tratada.

24.12.10

do meu voyeurismo imobiliário

eu já sei, de cor e salteado, mas ainda caio na tentação e provo sempre o mesmo: Sempre que vejo casas quando ainda não posso comprar aparece sempre a* que me enche as medidas.

[o que vale é que quando posso também têm surgido]

* mas esta é que era!

22.12.10

de todas as mensagens optimistas que circulam pela net, esta ganha.

Se fores... vai mais longe!
Se fizeres... faz diferente!
Se rires... ri até chorar!
Se sonhares... sonha mais alto!
Se arriscares... arrisca tudo!
Se pensares... pensa por ti!
Se saíres... sai da rotina!
Se mudares... muda tudo!

tenho muito sono

[era só isto]

21.12.10

da época

coisas muito boas das escolas dos meus filhos: Nem uma nem outra fez festa de Natal para os pais.

[O meu mais sincero obrigada!]

20.12.10

perfumes

Eu sei que o meu ganha pão provém da publicidade e aquilo que para uns é uma seca [intervalos carregadinhos de anúncios] para mim é muito trabalhinho feito até serem emitidos e ter trabalhinho é muito bom.
Este ano anda tudo pejado de perfumes, não se aguenta, ver um intervalo é como fazer maratonas a experimentar perfumes numa perfumaria qualquer, já não se cheira nada mas insiste-se em borrifar mais um papelinho carregado de essências florais ou coisa que o valha, um enjoo pegado, se vir mais do que um intervalo desconfio que sou acometida por uma crise de rinite alérgica. Fartinha, estou fartinha da indústria dos perfumes, em especial da Bvlgari que não anunciando por aí além, resolveu [e sem pré aviso] descontinuar o meu perfume. Sete anos [deve ser uma crise, pode ser que haja esperança] a usar o mesmo perfume, sem misturas pelo meio, sempre o mesmo que eu cá sou pouco dada a cheiros diferentes, agora ele é perfumes em todo o lado, de todos os géneros e feitios e os senhores da Bvlgari acabam com o meu cheiro perfume. Sinto-me enganada [e sem cheiro].

19.12.10

o Chakal nunca chegará aos calcanhares do Jamie Oliver

entre ver o Chakal a abrir embalagens da Vitacress e ver o Jamie Oliver no meio da horta a provar legumes crus, prefiro o Oliver.

17.12.10

uma década

já passou, foi em 2009 que fez 10 anos que entrei pela primeira vez naquele que viria a ser o meu emprego até aos dias de hoje, mas foi agora que resolveram presentear os colaboradores com 10 anos de casa. Enquanto via cada um dos vinte e tal presenteados com uma caneta montblanc passaram-me fragmentos destes 11 anos aqui enfiada. Como entrei, o que aprendi, o que cresci, todas as dificuldades porque passei [e foram tantas, meu Deus...], o que lutei, o que eu era e o que me tornei. Passaram 11 anos, cresci eu e cresceu a empresa, passei aqui 11 anos da minha vida, mais de metade da minha vida profissional. É muito tempo, pelo menos a montblanc temprateado em vez de dourado.

o meu pequeno duende

O T. hoje trocou uma ida ao cinema com os colegas da escola porque queria ir comigo ao E.S. ajudar a distribuir presentes. Fomos os dois e entusiasmou-se com a quantidade de presentes em cada sala por onde passou. O T. pôs o gorro de pai Natal e esteve todo o dia entregue ao E.S. a ajudar a descobrir presentes e a entregá-los, ajudou a carregar uma carrinha com alimentos e presentes que ia para Castelo Branco.
Adorou, percebeu muita coisa. Diz que as pessoas do E.S. estão sempre muito atarefadas, que há muitas coisas para fazer. O T. aos 8 anos teve o seu primeiro dia como voluntário e trabalhou a sério. Quer lá voltar aos 9 e sempre.

[E eu que raramente me lembro, hoje, no carro enquanto o ouvia com uma animação contagiante contar as aventuras do dia, lembrei-me que o T. é uma criança, tem 8 anos e um coração maior do que ele: Passou o dia à procura de presentes em montes carregadinhos de brinquedos sem pestanejar, feliz porque estava a ajudar outras crianças a sorrirem no Natal].

[Estou a transbordar de orgulho do meu filho. ]

11.12.10

anjinhos - o balanço

Obviamente que eu não podia estar mais satisfeita com o balanço que faço dos anjinhos neste ano de 2010. Já publiquei e escrevi agradecimentos a todos os que me acompanharam nesta "missão", que este ano foi muito dura, confesso. Não me arrependo e voltaria a fazer tudo novamente, como espero voltar no próximo Natal. A satisfação e o orgulho de ver publicadas notícias sobre a acção, o entusiasmo de entrar no email e ver 500 emails recebidos num só dia. Centenas de pedidos de anjinhos, noite após noite a responder a dúvidas e distribuir anjinhos por quem quis colar um sorriso. A pressão de só conseguir responder a pouco mais de cem por noite, o ter de esperar pelo fim de semana para poder distribuir mais. Foram muitas noites de muito poucas horas de sono, têm sido dias de carregar/descarregar carrinha, várias vezes e até debaixo de chuva. Gerir as entregas nos vários pontos do país, dos presentes que não foram entregues, das entregas que só vêm com um dos presentes, embrulhar os que não vêm embrulhados, descobrir o número dos que são entregues sem identificação... são muitos anjinhos, são muitos presentes. Apesar de todo o cansaço, de todo o esforço, só consigo sorrir quando penso nas crianças que vão ser presenteadas, nas mensagens que recebi, na força que essas mesmas mensagens me deram, nas pessoas fantásticas que se cruzaram comigo através do email ou pessoalmente, nas minhas amigas renas que se mobilizaram para distribuir anjinhos e recolher presentes, nas pessoas que usaram os meios que tinham ao seu alcance para juntar presentes ou recolhê-los para mos entregar. Honestamente, não tenho palavras para descrever o que a dimensão alcançada pelos anjinhos 2010, me faz sentir. É tão gratificante fazer a ponte entre quem precisa da ajuda e quem realmente quer ajudar, este sim é um verdadeiro presente de Natal.
Obrigada a todos.

vão acabar? Como, vão acabar?

5.12.10

Lara

Andava a dias para tratar da questão da gata, mas com tanto anjinho metido pelo meio, fui adiando, fui adiando, até que, claro, chegou o dia onde não dava para adiar mais. Mal acordei fui ver o email para ver se tinha alguma resposta aos emails que tinha enviado a quem, supostamente, tinha bichanos para dar. Havia uma que me interessava muito e até estava disponível para adopção, mas havia o porém que quem adoptasse o bichano, neste caso a bichana, tinha de se comprometer a deixar que se fizessem visitas à nova família e também posteriormente. Perdoem-me a ignorância, mas desconhecia que havia um processo complicado na adopção de gatos. Desisti daquela, se a minha casa tem um direito de admissão apertado, muito menos vou por a casa de uma amiga nesta situação. Enquanto buscava alternativas [faltavam poucas horas para outinhagataounãotinhagata] tive um rasgo e liguei para o Veterinário que [não há coincidências] tinha uma gata com 2 meses para oferecer. Lá lhe contei a história da amiga que queria muito um gato e que outra amiga tinha ficado de lhe oferecer, mas eu meti-me pelo meio porque queria ser eu a oferecer o bichano porque queria ir com os miúdos buscá-la para que vissem que os animais não vêm da loja e iadaidaiadiada, até que consegui combinar com a veterinária ir buscar a gata. Fomos, primeiro a saga de conseguir comprar a boxe de transporte, depois o medo... sim porque já agora queria oferecer um bicho com ar decente. Quando chegámos nem queríamos acreditar na doçura do animal. O A., o mariquinhas dos animais, que nem se deixa cheirar que começa a emaranhar por mim acima estava de bracinho esticado a fazer festinhas.
E cá tivemos a Lara durante algumas horas para deleite de todos e o nosso jantar foi animado pelas peripécias da gata com a árvore de Natal. A dona que vinha jantar saiu jantada e com uma gatinha linda e amorosa. O T. teve pena que ela não fosse para nós, eu também, mas olho para os meus sofás e passa-me.

3.12.10

já cheira a Natal

e a minha casa está cheia de anjinhos e embrulhos e presentes para embrulhar e papéis e envelopes e o meu carro faz mais viagens carregado de presentes que o trenó do Pai Natal. Uma canseira que vale tanto a pena que nem consigo descrever [e mesmo que conseguisse as dores nas costas impedem-me de escrever mais].
Mails centenas de emails que recebi, outros tantos que respondi. Este país está carregadinho de gente boa e boa gente, não me canso de dizer, é um verdadeiro prazer colaborar nesta mega acção dos anjinhos de Natal do Exército de Salvação, participar na colagem de sorrisos destas crianças, ler os emails e mensagens que recebo.

Quando a coisa acalmar [e as dores nas costas permitirem] cá voltarei para contar mais coisas.


30.11.10

repetitiva

mas não consigo deixar de me espantar com as pessoas maravilhosas com que me cruzo no email.

28.11.10

semi-abandonado

Não tenho tido tempo para bloggar. Até me apetece, mas a verdade é que mal tenho tempo para vir cá espreitar. E tinha tanto para escrever sobre os emails fantásticos que recebo agarrados ao pedido de um anjinho. Às mensagens no FB ou mesmo os comentários que me deixam na timeline. Num mundo que vejo cada vez mais podre, sem escrúpulos, sem valores, cheio de pessoas com duas caras, é um alívio, uma benção, um lavar de alma ler tudo o que me têm escrito e apetecia-me tanto escrever sobre essas pessoas que, madrugada dentro, me fazem pensar em pessoas boas, com valores.
A acção dos anjinhos existe para colar sorrisos nas crianças, em mim já colaram milhares.

Bem-haja quem cola sorrisos.





26.11.10

licitar e sofazar

Ide aqui e licitem que termina hoje [dia 26]. É o chamado 2 em 1, a Maria e o gato juntam mais uns cobres enquanto vocês sofazam com uma mantinha a devorar séries.

25.11.10

A todos os que gostariam de se juntar a esta colagem magnífica de sorrisos.

Dado o número de emails que ainda tenho para responder e o número de anjinhos que espero ainda receber do Exército de Salvação, já não terei anjinhos para novas inscrições. Façam Like na página, poderão acompanhar o decorrer da acção e sempre que houver novas acções serão os primeiros a saber através da vossa timeline.

Aos que já enviaram email e que aguardam uma resposta, o vosso anjinho chegará, mal eu consiga responder a todos os emails. Neste momento tenho 417 emails na caixa do correio, serei tão breve quanto possível a responder a todos.

Agradeço a todos os que espalharam a palavra, aos que pediram o seu anjinho e colaram sorrisos nestas crianças.

O meu muito obrigada.

Ana Almeida

24.11.10

"compro o que é nosso"

Eu sei

"Poucas pessoas sabem o que é começar do zero

ah pois é

a minha voz dá dez a zero à da Demi Moore.

continuamos de molho

Ontem tive de ficar em casa. O A. queixava-se da garganta e estava meio prostrado. A minha garganta também dava sinais de existência [nem vou mencionar as dores que tinha no corpo].
Passei a manhã entre emails de trabalho a partir de casa e a tarde foi passada a dormir para ver se recuperávamos. Mas a noite nem sempre ajuda e além de ter acordado várias vezes com a malfadada da garganta a doer, hoje de manhã o termómetro marcava 39.8º. Mal me conseguia mexer. O A. está melhor, eu nem por isso. Esta arrasou-me por completo. Espero que seja mal de pouca dura, porque se não me importo de estar em casa, estar em casa doente já é outra história.

22.11.10

um domingo entre anjos e tachos

Ontem finalmente lá consegui por um pouco de ordem na casa que andava virada do avesso e já me estava a dar conta do sistema não consegui foi chegar às pilhas de roupa para passar que crescem a olhos vistos. Entre um email e outro também consegui matar saudades da cozinha, já que durante a semana andei a despachar jantares em vez de cozinhar. Deu-me uma coisa e despachei mais três quilos de marmelos em marmelada e geleia, fiz um peixe de forma diferente para o almoço que foi muito apreciado pelas princesas, fiz uma dose industrial de molho de tomate para pizzas e outros pratos que me rendeu uma série de frascos já devidamente acondicionados no congelador prontos a usar, experimentei fazer pão de sementes que ficou um espectáculo tão grande que ainda fiz um segundo para dividir por duas casas, finalmente consegui experimentar a iogurteira que a Mary me ofereceu de presente de Natal adiantado e hoje de manhã tinha o resultado; o iogurte ficou fantástico. Para terminar em beleza, a pizza que fiz para o jantar estava de se lamber os dedos.
Agora resta-me esperar pelo próximo fim de semana porque a semana prevê-se que cozinha, só a correr porque não há tempo para cozinhar.

[o pão maravilhoso]

21.11.10

a imagem que ilustra as minhas noites

As minhas noites têm sido passadas no meio de anjos. Anjinhos de papel que vou distribuindo por quem me pede para colar um sorriso na cara de uma criança.
Eu gostava de conseguir descrever como cada email me incentiva a continuar mesmo quando as minhas costas já se queixam da horas sentada, os dedos começam a ficar lentos ou os meus olhos pesam de sono. Não tenho palavras para descrever.
Os anjinhos cresceram, "deram um pulo", se no ano passado fiz um novo recorde e distribui 357 anjinhos, este ano o número já passou a barreira dos 1000 e ainda tenho tantos pedidos de anjinhos para entregar.
Os emails que recebo incentivam-me, não só pelas palavras que muitas vezes a eles vêm agarrados, mas principalmente porque cada email corresponde a, pelo menos, mais um sorriso colado na cara de uma criança.
Além de todo este movimento de pessoas fantásticas dispostas a fazer sorrir estas crianças, existem nos bastidores de toda esta acção outras pessoas.
As pessoas que me ligam a estas crianças, as pessoas do Exército de Salvação, que me atura os telefonemas a pressionar para que me enviem mais anjinhos porque os que recebi estão a acabar e se há crianças que precisam que lhes colem um sorriso, felizmente não me tem faltado quem o quer colar.
As minhas amigas, algumas que conheci exactamente por causa dos anjinhos, que me incentivam e de que me orgulho de ser amiga, porque se mexem quando é preciso, porque têm garra, porque se mostram, porque sinto que vivem esta acção como eu. Às minhas amigas-renas que se mantêm de pedra e cal a apoiarem-me neste sonho de uma noite de Natal feliz, o meu muito e sincero obrigada: -Vocês são as melhores amigas que se pode ter.
O N. que me atura o cansaço, que me obriga a ir para a cama para que eu não durma só 3 horas por noite, que é também o meu braço direito e que por cada email que envio dá baixa na base de dados, que se espanta com o número de Likes na página ou com as visitas aqui, com quem partilho as palavras que recebo que me tocam mais, que me limpa as lágrimas quando elas saltam porque há quem saiba escrever ao coração, porque é o homem da minha vida e tem vivido a acção ao meu lado sempre pronto para mais emails ou para fazer quilómetros a recolher presentes.
O meu filho T., porque vibra com os resultados, porque consegue aprender com o meu exemplo, porque tem um coração maior do que ele.

Era muito melhor que todas as crianças tivessem um sorriso sem precisarem que fôssemos nós a colá-lo, como não é possível, tenho muito orgulho em abraçar esta acção e lutar para que cada uma tenha alguém que lho cole.




18.11.10

resultados

Lembram-se daquele post sobre a a ASAE? Para quem não leu está aqui.

Infractores segurem-se! Descobri que a coisa funciona e até já mandaram os inspectores para provar a comida [espero que tenham tido uma azia]

16.11.10

dos males que vêm por bem

Era suposto este ano haver um blogue criado apenas para os anjinhos e eu não teria de utilizar o fios, mas com os atropelamentos do dia a dia [não envio email agora, agora não dá jeito, envio a seguir...] e ficou a ideia e para o ano cá estará.
Graças à Cat, lá me apareceu a página do FB, entregue assim a modos que chave na mão e prontinha a utilizar. Claro que achei que ia ser um sucesso mas confesso que substimei os poderes do FB e da partilha de páginas. Está a ser um verdadeiro sucesso graças a quem cola sorrisos.
E agora eu, que até nem gosto de holofotes, ter aqui visitas assim, aos milhares de uma só vez, deixa-me assim a modos que não sei se hei-de limpar as mãos ao avental e começar a servir cafezinhos a tanta gente.
Nunca me passou pela cabeça ter um blog com uma audiência destas, nem queria, para ser franca, que isto de escrever para tanta gente é muita responsabilidade e eu cá quero é escrever o que me dá na real gana.
Mas há sempre um lado bom, e não, não é o meu lado estrela porque nasci desprovida de um, é o lado em que se vê alguém que também se queixa de excesso de trabalho, de falta [tanta] de tempo, mas que abraça uma causa que obriga a deitar tarde todos os dias para responder atempadamente a todos os que querem ajudar e, se a minha história servir para que pelo menos uma pessoa abrace uma causa já é uma vitória. Ganha quem usufruir da dedicação e ganha própria pessoa pelas pessoas que a apoiam, pelos emails que recebe, porque é uma excelente, senão a melhor forma de sentir que há de facto pessoas maravilhosas e estas pessoas não sabem, mas são quem muitas vezes me dá alento quando olho para o mail e vejo centenas de emails para responder.
E depois lembro-me dos sorrisos que ajudo a colar e vá, até aceito um ou outro holofote desde que aponte para este lado, o lado dos sorrisos colados.


Foto: Olhares

um dia histórico por estas bandas

VISITS
Total38,100
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Average Visit Length2:16
Last Hour42
Today7,193



colar sorrisos

Um grande obrigada ao Sapo e em especial à Jonas por ajudarem a colar sorrisos

14.11.10

link directo para colar sorrisos


Acompanhem esta mega-acção pelo facebook

[já agora, façam LIKE, divulguem pelos amigos, pela família, pelos colegas e peçam o vosso anjinho. Colem um sorriso]


13.11.10

draft para post - as Pessoas que colam sorrisos

Eu queria conseguir escrever um post decente acerca dos emails que tenho recebido, das pessoas fantásticas que não se cansam de divulgar, de apoiar, dos que participaram noutros anos e voltaram este ano, dos que pedem anjinhos, muitos ou só um, dos grupos que se criam, das pessoas que mesmo não estando a atravessar um bom momento nas suas vidas e que têm orçamentos muito limitados me pedem um anjinho e oferecem ajuda na logística da acção, mas perdoem-me hoje foi mesmo um dia muito difícil e depois de responder a 119 emails já tenho os dedos a modos que a pedir descanso, para além de que estar acordada a esta hora não é fácil [graças a Deus amanhã é sábado] e tenho de me poupar para os pedidos de fim de semana. Por isso e para não me esquecer [como se fosse possível!] aqui fica uma nota para um post que há-de aparecer logo que eu recupere as minhas capacidades.

E apesar do cansaço que se apoderou de mim, estou muito feliz porque o número de anjinhos entregues por mim já ultrapassou o número do ano a passado.

Obrigada a quem continua a colar sorrisos nas carinhas destas crianças.

11.11.10

do que mais me impressiona

São as pessoas que se juntam aos apelo de tornar o Natal de algumas crianças num verdadeiro Natal em vez de mais um dia que só seria diferente pelo amontoado de lixo que se vê espalhado pelos caixotes atolados.
São as pessoas que independentemente do seu orçamento ser limitado, cortam onde podem, apenas porque há quem esteja em pior situação.
São as pessoas que independentemente da localização geográfica, transpõem as fronteiras da distância apenas com o intuito de colar um sorriso no rosto de uma criança.

Tenho recebido dezenas de emails, existem centenas de anjinhos por distribuir e, todas as noites quando me sento à frente do computador a ler e a responder todos os emails do dia, renovo a minha esperança nas muitas pessoas que apadrinham estes anjinhos.

Confesso, que apesar de ser uma infelicidade existirem por esse país fora crianças necessitadas é com enorme satisfação que ano após ano abraço esta causa. Os anjinhos de Natal do Exército de Salvação fazem parte integrante do nosso Natal, para nós, cá em casa, Natal sem anjinhos é como Natal sem árvore, literalmente.
E no dia em que me chegam os primeiros penso sempre, lá vou eu outra vez, andar numa roda viva e, eu que sou humana como as outras pessoas também vacilo, porque estou cansada, porque tenho uma vida de correria e porque é muito mais fácil ter uns momentos de ócio a vegetar à frente da televisão do que me agarrar ao computador a responder a emails mas, e o gozo? Sim, o gozo que me dá entregar cada um destes anjinhos, saber que de alguma forma eu participei um pouco no alcance de alguma felicidade destas crianças? Há 10 anos que todos os Novembros da minha vida são invadidos por anjinhos, todos os anos tenho conseguido, com a ajuda de todos os que abraçam a causa e que a divulgam, conseguido aumentar o número de anjinhos por mim entregue, ano após ano tenho tentado absorver os anjinhos de que outros desistem. Não consigo, nem quero desistir, não conseguiria olhar para o lado e ignorar que há crianças sem um presente, um embrulho comprado especificamente para elas. Afinal é Natal e devia ser todo o ano, mas infelizmente é nesta altura que a maioria das pessoas que são necessárias para ajudar estão mais "abertas" a abraçar as causas. Afinal é Natal e, enquanto eu tiver meios, porque a disponibilidade somos nós que a fazemos, os nossos Natais terão sempre anjinhos.


porque dar também é bom


(..)

Crianças que não têm presentes de Natal e que pedem aquilo que gostavam de ter (e de caminho também levam com um fato de treino). Quando compramos as coisas sabemos que estamos a comprar exactamente aquilo que aquela criança deseja e que não terá, se não formos nós. São crianças sem presentes de Natal. Tudo isto, misturado com a imagem de excesso de presentes lá em casa, que todos os anos tentamos, debalde, reduzir (este ano é que é, andamos a dizer ao tempo), faz com que eu queira aderir, de novo, a esta acção.

No ano passado fi-lo já muito em cima da hora (e atrasei-me e tudo) e "apadrinhei" 4 ou 5 anjinhos. Este ano está mais difícil, acho que não consigo chegar a tantos (e este "tantos" parece tão pouco, face à minha vontade), mas já angariei o meu filho para o processo (eu compro o fato de treino, ele paga o presente), e vou angariar mais pessoal (família e meninos do SAPO). Até já recomendei a coisa via Facebook, imagine-se, eu que quase nunca facebuco, e que acho que nunca usei as recomendações daquela coisa.

(...)


Um testemunho da Jonas


Podem consultar toda a informação sobre os anjinhos na página do Facebook

9.11.10

os anjinhos no nosso reino

O meu reino tem uma rainha [moi même!], um rei, dois príncipes e duas princesas e quando entramos em Novembro um dos nossos castelos [temos dois] enchem-se de anjinhos de cartão. Ando às voltas com mails e anjinhos e anjinhos e mails. Mas desengane-se quem pensar que cá em casa nos limitamos a distribuir anjinhos pelas almas caridosas que os acolhem, nós também o fazemos. Este ano cá em casa adoptamos 8 anjinhos, aliás 7 e meio já que um pede um CD que eu consigo arranjar à borlix, por isso para essa anjinha, que vai ter o presente que pede só vou comprar o fato de treino. E desenganem-se, também, aqueles que acham "eh pá 8 anjinhos, devem ser ricos..." nada disso. Cá em casa cada criança tem direito apenas a um presente oferecido por nós, já que, felizmente, recebem presentes de outras pessoas, assim, em vez de entupirmos os miúdos com presentes a que não vão ligar no meio de tantos, oferecemos a quem mais deles precisa. Os mais velhos, os que já sabem que o senhor das barbas pertence apenas ao mundo da fantasia têm consciência que esta é também uma forma de partilha e aceitam-na muito bem.
O T., o maior entusiasta da acção dos anjinhos, anda a pairar à minha volta enquanto respondo a emails, procura os números dos anjinhos na lista onde coloco os dados da pessoa a quem entreguei o anjinho, lê os nomes dos meninos e meninas, os presentes que pedem, a idade.
Quando o T. tinha 5 anos eu fiquei apenas com um anjinho em vez dos dois ou três habituais e, fiquei só com um porque quis ficar com um em particular, o anjinho tinha 3 anos e queria uma bicicleta. Quando recebi os anjinhos para distribuir, achei difícil entregá-lo, afinal uma bicicleta é uma bicicleta e, perdoem-me os que fazem parte da excepção, mas muitas das pessoas que me pedem anjinhos não estão dispostas a tanto. Fiquei com o anjinho de 3 anos que queria a bicicleta. Quando o T. entrou no carro viu os anjinhos e perguntou-me com quantos anjinhos eu tinha ficado, expliquei-lhe que tinha ficado apenas com um porque pedia uma bicicleta. O T. ficou em silêncio, uns metros à frente perguntou-me se podia oferecer a bicicleta dele, que estava nova, só tinha ido à rua duas vezes e, assim eu podia ficar com mais anjinhos. Assim foi. O anjinho teve a bicicleta dele, oferecemos presentes a mais duas crianças, o T. sentiu-se feliz por ter oferecido a bicicleta dele e eu, confesso, que até hoje me babo com a história. Este ano e, como o T. recebe semanada, que anda a juntar religiosamente, perguntou-me se podia ficar com um anjinho para ser ele a oferecer o presente, como é óbvio acedi, o fato de treino fica por minha conta, senão o miúdo fica sem poupanças.
Sou humana, sou mãe e orgulho-me muito desta vontade de ajudar o próximo que o T. tem incutida nele, sei que muito vem da humanidade que é dele, mas também sei que ver-me ano após ano a distribuir anjinhos, a comprar presentes para os meus e para os dos outros [sim, já consegui distribuir muitos desde que fosse eu a tratar de tudo] o ajudaram a cimentar esta "tradição" que existe no reino em meados de Novembro.
Que o T. nunca perca este gosto por ajudar quem mais precisa, porque infelizmente haverá sempre quem precise.

repetições

trabalho nocturno 2009

Todos os anos a cena repete-se, primeiro é a azafama da distribuição dos Anjinhos, pedidos que me chegam de todo o lado, amigos que fazem angariações preciosas [são os meus duendes], dezenas de mails recebidos e enviados, outras dezenas de anjinhos metidos em envelopes, peregrinações pelos departamentos da empresa na tentativa de angariar ainda mais "Pais Natal", depois vem a compra dos presentes, dos meus para os meus anjinhos, dos ocupados do costume que me incubem da tarefa. Compras feitas e carro atolhado de brinquedos e fatos de treino, muitos embrulhos para fazer. Incontáveis viagens de carro a levantar presentes aqui e ali [este ano parece que vou passear até Coimbra]. Carro atolhado e descarregamentos no armazém da empresa. Andar atrás dos esquecidinhos do costume que nas datas marcadas ainda não entregaram os presentes. Verificações para que nenhuma criança fique sem presente [sim, já me sairam uns quantos do bolso]. E depois... depois é olhar para aquele monte enorme de presentes antes de serem carregados para a camioneta, sorrir com vontade, sentir aquele calor que aquece a alma, sentir que valeu a pena, porque mais uma vez consegui dar o meu contributo para um Natal muito mais alegre a estas centenas de crianças.

Trabalho nocturno 2010

8.11.10

Chegaram mais 200 anjinhos que esperam ter um presente este Natal

Os anjinhos são crianças desfavorecidas, às quais o Exército de Salvação, com a nossa participação e de colaboradores de muitas outras empresas ajudam a ter um Natal mais alegre. As crianças mais carenciadas são seleccionadas pelo Exército de Salvação, que faz a pesquisa no terreno junto das famílias mais necessitadas.
Depois de seleccionados os nomes e idades das crianças são colocados num cartão com o pedido da prenda.

O anjinho é o cartão onde vem mencionado a idade e o presente da criança em causa; um brinquedo e um fato de treino para a idade. Todos os anjinhos correspondem a uma criança específica, por esse motivo em todos os presentes deve ser colocado o número correspondente à criança, este número vem mencionado no cartão-anjinho.

Quem quiser contribuir pode solicitar o número de anjinhos que pretende através do mail: fiosoltos@gmail.com eu enviarei toda a informação do anjinho o mais rápido possível para que possam aproveitar os descontos de fim de semana.

Estes pedidos devem ser feitos no máximo até dia 30 de Novembro e a data de entrega dos presentes será feita entre os dias 2 e 7 de Dezembro nas instalações da TVI, ao cuidado de Ana Almeida ou contactar-me para que eu possa indicar outro local ou mesmo ir levantar os presentes, nenhum anjinho ficará sem presente por motivos logísticos.

É muito importante que todos os presentes sejam entregues devidamente identificados com o número do anjinho.

Um grande OBRIGADA a todos os que acolherem esta acção.
Os Anjinhos no Facebook: LINK
[Brevemente num blog perto de si haverá muito mais informações e desenvolvimentos dos nossos anjinhos, mantenham-se atentos.]


da Maria e do gato

Eu gosto de abraçar causas em que acredito, porque por detrás das causas estão pessoas [e às vezes gatos, como é o caso] e, eu acredito que os sonhos inventaram-se para serem realizados e não para serem guardados em gavetas para nunca mais se abrirem. A Maria tem um sonho [que é o sonho do gato, também] e se a Maria resolve mover céus e terra para alcançar o seu sonho há que fazer um bocadinho [mesmo que pequenino] para a ajudar. A Maria, ao contrário do gato que imagino passe os dias a dormir, não se cansa, não desiste, tem iniciativa, pede e bate às portas todas para conseguir atingir o seu sonho. E eu, que acredito na Maria, vou ficar tão feliz por ela e pelo gato como se fosse eu a ter alcançado um sonho, quando souber que ela e o gato estão de malas aviadas lá para Bruges, porque é o que acontece quando acarinhamos o sonho de alguém.
No dia em que a Maria e o gato levantarem voo, vou inspirar, expirar e esboçar um sorriso daqueles que só quem conhece o prazer de alcançar um sonho consegue esboçar.

Está aí o Natal à porta, espreitem os leilões da Maria e experimentem fazer parte deste sonho.

do fim de semana

[inesquecívelmente bom]

6.11.10

há anjos no Facebook


Visitem a página dos nossos anjinhos no facebook. Aqui

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Todos os inícios de mês são caóticos para mim em termos de trabalho. Esta semana não foi excepção. Se normalmente o meu nome anda sempre à baila [porque é tão mais fácil perguntar em vez de porem a caixa da mioleira a funcionar] em período de facturação a coisa toma proporções completamente estapafúrdias. Hoje não foi excepção. Os meus níveis de stress e de cansaço subiram a pique e no início da tarde tinha-se instalado uma enxaqueca na minha cabeça. Comprimido no bucho, que estes amiguinhos andam quase sempre comigo e eu a esperar que a maldita passasse. Não passou, aliás, só piorou, que isto de andar a esforçar ainda mais, a stressar ainda mais, em open space com a algazarra habitual das sextas-feiras [juro que não consigo entender onde é que aquela gente no final de uma semana tem energia para fazer tanto barulho] não podia ter um final feliz. Saí direitinha para as urgências do Hospital da Luz com a esperança que sextas-feira-hora-de-jantar a coisa estaria pacífica. Nada disso, duas horas de espera depois da triagem. Meia volta volver, direitinha aos Lusíadas. Só para a inscrição tinha 12 pessoas à minha frente. E tinha também uma enxaqueca monstra que cada vez que dava um passo sentia o cérebro a ser espremido contra o crânio, um olho com vista reduzida e uma dor lancinante na parte detrás da cabeça e duas crianças por jantar atreladas a mim. Desisti. Voltei para casa e enfiei-me debaixo de um duche com água a temperaturas dignas de escaldar galinhas e deixei-me ficar um bom bocado a sentir a água a amolecer-me a moleirinha. Melhorei, mas nem perto do meu estado normal. Veremos amanhã a ressaca com que acordo, que as ressacas de enxaqueca não costumam ser melhores do que as ditas.

5.11.10

E porque este fim de semana o Modelo e o Continente têm descontos nos brinquedos peçam um Anjinho

Os anjinhos são crianças desfavorecidas, às quais o Exército de Salvação, com a nossa participação e de colaboradores de muitas outras empresas ajudam a ter um Natal mais alegre. As crianças mais carenciadas são seleccionadas pelo Exército de Salvação, que faz a pesquisa no terreno junto das famílias mais necessitadas.
Depois de seleccionados os nomes e idades das crianças são colocados num cartão com o pedido da prenda.

O anjinho é o cartão onde vem mencionado o nome, a idade e o presente da criança em causa; um brinquedo e um fato de treino para a idade. Todos os anjinhos correspondem a uma criança específica, por esse motivo em todos os presentes deve ser colocado o número correspondente à criança, este número vem mencionado no cartão-anjinho.

Quem quiser contribuir pode solicitar o número de anjinhos que pretende através do mail: fiosoltos@gmail.com eu enviarei toda a informação do anjinho o mais rápido possível para que possam aproveitar os descontos de fim de semana.

Estes pedidos devem ser feitos no máximo até dia 30 de Novembro e a data de entrega dos presentes será feita entre os dias 2 e 7 de Dezembro nas instalações da TVI, ao cuidado de Ana Almeida ou contactar-me para que eu possa indicar outro local ou mesmo ir levantar os presentes, nenhum anjinho ficará sem presente por motivos logísticos.

É muito importante que todos os presentes sejam entregues devidamente identificados com o número do anjinho.

Um grande OBRIGADA a todos os que acolherem esta acção.

[Brevemente num blog perto de si haverá muito mais informações e desenvolvimentos dos nossos anjinhos, mantenham-se atentos.]


o melhor conselho

(...)
Depois perdoa-te. Acho que esse é o conselho mais importante que se pode dar. Perdoa-te. Esquece, erraste, acertaste, asneiraste, viveste, já passou, não houve mortos nem sequer feridos e está tudo bem, de nada vale o coração apertado, a mente culpabilizada, isto é mesmo assim, de vez em quando as coisas acontecem e não lidamos com elas da melhor maneira, perdoa-te, esquece, segue em frente. Rodeia-te de pessoas que te façam rir, que te ridicularizam com carinho, tu gostas que te ridicularizem com carinho, eu sei que gostas, e sei também que não és previsível, que és de instinto, de cheiro, de pele, de coisas que não se vêem e por isso tens alguma dificuldade em explicar porque morres de paixão por a e não confias em b.
(...)

a primeira feita à minha medida e gosto



3.11.10

escapes

Encontrei a minha terapia diária para descomprimir: cozinhar. Hoje andei em experiências e da massa da pizza que sobrou fiz pão de alho e já que estava em modo Italy experimentei mellanzane alla parmigiana que ficou uma delícia, para amanhã também já está ali meio feito dois lombinhos de porco assado. Fotos é que não tirámos porque estávamos demasiado distraídos a provar o que ia saindo do forno, fica para a próxima.


lindas, lindas



31.10.10

zen & doce

é terminar a tarde numa sala perfeitamente zen a receber uma massagem enquanto a cara-metade está deitada ao meu lado a receber também ele uma massagem, seguido de jantar a dois servido por quem o faz com verdadeiro gosto.

29.10.10

vale a pena relembrar

eu, as garantias e eu

Comigo anda sempre tudo ali no limite dos limites. Umas vezes safo-me, outras não. O meu carro fez dois anos este verão, nem uma semana depois de terminada a garantia, o alternador resolveu morrer. Alternador novo, bateria nova e uma conta astronómica para pagar que uma semana antes tinha custado z-e-r-o. Agora foi a máquina da roupa. Máquina toda xpto, que lá em casa lava-se muita roupa e eu cá sou fiel a marcas que até irrita. Ora a menina resolveu não trabalhar, metia água [mas isso todos metemos, mais cedo ou mais tarde e uns mais do que os outros] mas a cuba dar voltinhas, tá quieto que isso é cansativo. Marcação para a assistência técnica, enquanto a roupa acumula no cesto, técnico experimenta a máquina e máquina funciona. Justificação: picos de corrente. Agendamos reparação para dia 8, para que eu possa testar a máquina e para não ter de pagar nova deslocação. Técnico saí de minha casa e despejo o cesto dentro da máquina a achar que vou lavar aquilo tudo. Ah, pois... máquina com roupa não funciona e máquina entra em coma profundo. Telefonema para a assistência técnica, choradinho por a garantia ter acabado à 16 dias e voilá, quem não chora não mama e o malfadado do módulo que ia custar trezentos e trinta euros passou a cortesia. E assim, se justifica a minha lealdade a certas marcas. Compensa e muito.
[Estou profundamente arrependida de não ter ido para a porta da Ford rodeada pelos meus filhos e de lágrima no olho].

28.10.10

ele há dias em que gosto tanto disto

Entrar mais cedo para fazer o trabalho de outros que saíram mais cedo e estão-se nas tintas para as suas responsabilidades é do melhor, não é?

27.10.10

de "amanelo" para amarelo

Não tenho escrito sobre os meus filhos, não tenho nenhuma razão para não o fazer e todas para fazê-lo, até porque daquelas coisinhas que vão acontecendo vão-se perdendo nas memórias que às tantas já não sei de quem foi a tirada ou que idade tinham e um pequeno registo ajuda sempre.
Não me lembro de alguma vez ter publicado acerca da forma como eles falavam, mais o A. do que o T., obviamente, dada a idade aquando dos meus primeiros passos na blogoesfera. Hoje, propositadamente escrevo sobre o "amanelo".
O A. sempre disse "amanelo" e "amanela". Estas são para mim, as palavras do A. que para a idade tem um vocabulário fantástico e uma dicção ainda melhor [sim, sim, eu sei, sou a mãe o que haveria de dizer? Mas é a verdade!], graças às correcções constantes da minha parte, graças à insistência incansável do T. que repete as silabas e as palavras inúmeras vezes até o irmão repetir bem ou, na maior parte dos casos o A. lhe dizer que não repete nem mais uma vez porque está farto.
Hoje quando cheguei ao colégio o A. veio a correr informar-me com o seu ar maior de felicidade que já sabia dizer amarelo e amarela. E eu fiquei encurralada entre o sentimento de mãe babada que o vê crescer e a mãe [só mãe] que o vê crescer e cujo tempo lhe passa por entre os dedos. Desde que o fui buscar que não me saía da cabeça -Ele já não diz amanela... e confesso que fiquei um bocadinho triste. Depois quando o estava a secar do banho e por causa de uma conversa com o irmão saiu-lhe o "tulabão". O T. caiu-lhe em cima com repetições de silabas até que o outro se fartou e lhe disse: "- Não repito mais." O T. ainda insistiu, mas não teve sorte e, desta vez, não me meti ao barulho, vou gozar o "tulabão" e os "tulabões" antes que se acabem.

hobbies

pôr no forno

tirar do forno

e o T. dispara a máquina como se não houvesse amanhã

24.10.10

sweet sunday II [a casa ficou com o cheiro da nossa infância]

e correu muito bem. A marmelada ficou fantástica, agora resta-me munir-me de mais tigelas e voltar a fazer em quantidade maior.


sweet sunday

A casa cheira aos marmelos que neste momento estão a cozer. Na televisão Notting Hill.

22.10.10

grow up


Há alturas, momentos, situações, pessoas, condicionantes, boas notícias, más notícias, uma panóplia de coisas que nos mudam. Não é mudar por fora, mas lá dentro, naquele cantinho que fica lá ao fundo atrás dos olhos, que nos orienta na forma como vemos a vida e como a queremos viver. Não perdi a conta, porque nunca contei o número de vezes que me aconteceu, mas já foram várias e conheço bem os sintomas que antecedem estas mudanças. E eu estou novamente a mudar, sinto-o tão bem, pelo que me entusiasma, pelo que me enfada. Deixo-me enamorar, ainda que timidamente, pelo que me dá prazer, devagarinho, sem pressas, como uma conquista sedutora e vou-me desligando do resto, deslizando suavemente para fora da zona de conforto à espera do dia em que olho para trás e sei que mudei. Mas enquanto não acontece, deixo-me ir, seduzida.

20.10.10

objects of desire

mais uma


Há dois anos, foi a minha mui querida Rosinda que tive de dispensar: Sinto-lhe a falta e sinto sobretudo a falta de chegar a casa e ter tudo arrumado, limpo e no sítio. Agora aproxima-se a data [final do mês] em que vou dispensar os serviços do Sr. Paulo, vou deixar de ter roupa passada a ferro sem esforço. Não sei até que ponto vou poupar de um lado para depois ter de largar os euros no ortopedista para me endireitar a coluna, mas por princípio e numa altura em que se tem [eu pelo menos tenho] de apertar o cinto, o serviço de engomadoria soa-me a luxo dispensável. Assim, a próxima semana será a última em que a roupa sai da corda directamente para o saco da Ikea, a partir daí vai ser uma animação cá em casa com o ferro de engomar, olarila.

Ahhh... como eu odeio o ferro de engomar!

19.10.10

alterações de calendário

o dia das mentiras mudou de 1 de Abril para dia 1 de Janeiro. Quando desejarmos bom ano vamos estar a mentir com os dentes todos.

[pfff]

Ando assim mais para o chateada do que perú em véspera de Natal. Não, não aconteceu nada, ou pelo menos nada que não tenha acontecido a mais uns milhões de portugueses. É a crise, pah! Pois é... eu que nem sou nada destes pessimismos e que já passei por outros apertos de cinto em alturas [teoricamente] mais complicadas, ando fodida da vida com este apertar repentino do cinto. Vai doer este apertão. E depois não é só o aperto, é tudo em catadupa à volta: as notícias da desgraça, o fecho das empresas, os trabalhadores na rua, as filas no centro de emprego, a falta de vendas dos carros, as taxas de juro e as rendas a subir,a violência a aumentar, as greves, os pedidos desesperados, as campanhas para ajudar, os protestos, tudo...e a nossa paciência a cair.
Por isso, não se passa nada, mas ando mesmo, mesmo chateada.

[Vai ser linda a passagem de ano, vai, vai... -Podemos mudar logo para 2012 ou 2013? É que 2011, não me apetece.]

15.10.10

e se de repente

encontrasse aquele que foi o meu melhor [e único] amigo na fase mais complicada da minha vida?

O acaso tem destas coisas e numa noite de serão a trabalhar, vou até ao bar comer uma sopa, chega logo a seguir o A.. - O A.! Tantos anos passaram desde a última vez que nos vimos, aqui, na mesma empresa, por mero acaso, porque trabalhávamos cá os dois, muitos anos depois da última vez que estivemos juntos.
E numa refeição rápida pesquisamos memórias que ficaram guardadas lá atrás da tralha que trazemos na arrecadação da mente. Os sonhos que tínhamos, a realidade que vivia, aparece tudo, até as voltas da vida. Uma viagem para trás no tempo. Eu estou igual e ele também, mas com barba. Somos os mesmos aos olhos um do outro que não conseguem ver o passar dos anos. O A. lembra-me do quanto eu gostava de escrever. Tantas cartas escritas às escondidas, enviadas para outra morada que não a minha. Évora! Lembro-me sempre do A. quando vou a Évora. Foi graças a ele e a uma fuga que conheci Évora. Foi em casa dele que me abriguei e, até hoje acho que ele não sabe o quão libertadores foram aqueles dois dias. Quase vinte anos depois voltamos a encontrar-nos. Há pessoas que vale a pena encontrar. Há pessoas que vale a pena encontrar e não voltar a perder. Não sei as voltas que a vida ainda dará, mas o A., por tudo quanto a nossa amizade significou para mim, vai ser sempre daquelas pessoas que longe ou perto estará guardado na minha caixa dos afectos e vou sentir sempre a perda se o contacto se cortar novamente. Eu não sei se ele sabe, mas a amizade dele foi, sem sombra de dúvida, das mais importantes que tive na minha vida.

Obrigada A.


[Como mãe, adorava que os meus filhos tivessem a capacidade de fazer bons amigos como eu.]

14.10.10

CSI

Mas porque é que os presumíveis culpados têm sempre vestido ou calçado algo que os incrimine quando são interrogados?

um Senhor

Critiquem o cabelo, o fato de treino, a voz ou mesmo a tranquilidade. Paulo Bento é um Senhor

nem 8 nem 80

é que se oito é pouco para receber, oitenta é muito para dar.

13.10.10

amigos, mas não como dantes

[A propósito do post da ême, que saiu da blogoesfera directamente para o sítio dos meus afectos mais próximos, que é também, provavelmente, a pessoa que melhor entende os meus conceitos mais básicos acerca da amizade.]

Ultimamente a minha teoria de que não há amizades imparciais tem sido muito posta à prova, a bem dizer, toda a minha vida o foi, essa é a verdade. Eu não vejo os meus amigos como júris de concurso de popularidade, nem eu alguma vez quis ser popular. Quando sou amiga de alguém sou-o de facto, largo tudo para ir para lá e quando finalmente lá chego, estou também de facto lá, para rir, para chorar, para consolar e se for caso disso para o puxão de orelhas. Comigo a amizade não tem meio termo, ou se é ou não se é. E se alguém quiser aqui falar no efeito matilha que fale, porque é isso mesmo. Se alguém faz mal a um amigo meu, seja de que forma for, não me faz mal a mim, mas eu sinto-me quando um amigo sofre. Sinto as injustiças como se a mim fossem infligidas e, mesmo apesar de ter sempre o péssimo hábito de ver o "filme" de todos os ângulos e calçar os sapatos de todos os intervenientes, que me faz umas vezes pôr água na fervura e outras em que ainda consigo ver mais lenha para atirar para a fogueira, tomo partidos e se quando se trata de uma migo não há nada a dizer, porque a decisão é fácil, quando existem duas pessoas envolvidas em que existia uma amizade com ambas chegou a altura de escolher um caminho. Chegou a altura de escolher quem consolar, quem ouvir. A velha desculpa que o problema é deles, eles que resolvam, comigo não pega. Eu não posso ouvir de um lado e ouvir do outro e manter-me imparcial, muito menos posso emitir comentários de um lado e abster-me do outro, ou, ainda pior, emitir comentários de ambos os lados, por isso só há um caminho a escolher e uma pessoa a quem dar a mão. Como se faz a escolha, não é fácil, o leque de variáveis é tão grande, que, no meu caso, sigo sempre o meu coração. Mas também não traio ninguém e, tomada a decisão, o/a excluído/a é informado/a da decisão. Amigos, sim, mas não como dantes. Claro que esta forma de pensar e de agir não aumenta grandemente o número de amigos que vou coleccionando ao longo da vida, até porque a tendência está mais para rupturas do que para casamentos, mas gosto muito de poder encarar os outros, olhos nos olhos, sem pesos de consciência e com a certeza de que os outros sabem com o que contam.

felizmente ainda alguma coisa funciona neste país, nem que seja a ASAE

Ontem à noite fiz uma queixa no site deles.

Hoje à tarde recebo a resposta.

Exmo(a) Senhor(a)

Por este meio acusamos a recepção da mensagem de V.Exa. do passado dia 13 de Outubro de 2010, cujo conteúdo agradecemos, e por conter matéria que se insere no âmbito das competências desta Autoridade, informamos que iremos tomar todas as diligências consideradas necessárias.

Porém, constata-se que existe, igualmente, matéria da competência da Inspecção Geral da Educação, pelo que nesta data, procedemos ao reenvio da mensagem para a mesma.

Com os melhores cumprimentos,

O Director de Serviços

telefonemas e cigarros

Aproveito sempre as minhas idas à rua para fumar, para pôr os meu telefonemas em dia. Na minha segunda viagem para o efeito, telefono a alguém com quem não falo à várias semanas.
- Bom dia! Está vivo?
- Olá bom dia! Estou no Dubai!
- (cof, cof) Há pessoas com uma vida muito boa.
- Estou a trabalhar.
- Pois, também eu. Olhe quando chegar ligue-me!

[Porra que deve ser bem melhor estar a trabalhar no Dubai]

12.10.10

gadgets

e porque não tarda é Natal


O meus anjinhos estão quase a chegar!

azedume

Hoje estou assim, um "bocadinho" azeda. É bom que não puxem muito por mim, é que a paciência tem limites e, se as pessoas estão bem, ora ainda bem e sigam lá a sua vidinha que eu há muito que sigo a minha e não me torrem a paciência que eu tenho mais o que fazer e com que me entreter. É que a blogoesfera já anda tão poluída que mais um bocadinho de lixo também não mata ninguém [até porque há pessoas que nem de vergonha socumbem] e posso começar aqui a debitar posts atrás de posts e é chato porque tenho mais que fazer.


11.10.10

hoje

E a até vinha escrever umas linhas que se andam aqui a baloiçar na minha cabeça, mas dói-me. Não escrever, mas a cabeça e a garganta e o corpo todo e perdi a vontade ao ver a caixa aberta. Amanhã, ou noutro dia qualquer. Agora vou é dormir e enroscar-me num saco de água quente que como estou hoje é o que me apetece. [Só falta chover, caramba!]

[Pela boca morre o peixe: E cada vez com menos vontade de blogoesfera, será que passa?]

sem palavras

8.10.10

o que realmente interessa


é fim de semana. A casa encheu-se já hoje com quem nos aquece o coração. E, amanhã os amigos irão encher ainda mais, acabaram os desencontros das férias e voltamos à nossa [tão boa] rotina dos jantares. Amanhã teremos a casa cheia de miúdos e graúdos e uma mesa farta. Amanhã e, tão a propósito com o tempo que está, é dia de cozinha e vamos inaugurar a modalidade dos mais novos cozinharem para os seus congéneres, o que promete uma enorme animação durante a tarde. A noite vai ser ainda melhor. Ergam-se os copos e brindemos, a nós.

7.10.10

das séries


Lembro-me dos tempos em que ficava acordada até Às 4 da matina para ver o Seinfeld, a luta contra o sono, o que maldizia da minha vidinha na manhã seguinte. Era estúpido, todos os dias acordava a muito custo, cheia de sono, pois claro, a jurar a pés juntos que naquela noite é que era e que iria para a cama cedo. E a vontade de dormir mantinha-se até à hora de jantar, altura em que me dava a despertina e me mantinha acordada, muitas vezes quase com a ajuda de palitos a segurarem-me as palpebras à espera da porcaria da série. Falo do Seinfeld porque foi de todas as séries que segui que me lembro de dar mais tarde, mas o "culto de série" tive por muitas outras. A Ally McBeal, via os episódios em cassetes nas horas de almoço. As séries que segui, segui a sério. Enquanto via estava viver a história. E houve muitas séries que segui e muitas histórias que vivi. Sinto-lhes a falta. Sinto a falta de ter uma série para ver. Vou apanhando séries nos canais cabo, mas estes acabaram por vir baralhar a coisa, nunca sei se o episódio é o seguinte ao que vi, ou se é outra temporada. Também é verdade que já nem procuro informação como fazia antes, uma pessoa perde-se no meio de tanto facilitismo e vai deixando andar. O resultado não é animador, não arranjo nenhuma série para seguir "à séria" porque também não a procuro, mas sinto-lhes a falta e daqueles meus momentos deitada no sofá em que nada mais existe a não ser o que se passa no ecrã.

porque a vida também é feita de dias Im[perfeitos]

"(...)Até que chegou um dia em que decidimos afastarmo-nos. Porque sim, conseguimos perdoar, mas não sempre a mesma pessoa. Temos pena de que a história com aquela pessoa termine assim, mas temos pena sobretudo que a pessoa continue a errar sucessivamente, sem se aperceber de que nos consome o coração por inteiro e sem se preocupar que fiquemos sem espaço para que outras pessoas eventualmente o magoem também. Essas pessoas deixam-nos tão vazios, tão magoados, que irmo-nos embora das suas vidas, apesar de difícil, é muitas vezes o que nos salva.(...)"

Roubado à Miss Daisy, daqui

quero, muito!