Caixa dos fios

28.12.09

tomar balanço para balanços

Já fiz os risquinhos da praxe na minha wich-to-do-list de 2009, agora é arranjar tempo para fazer a 2010.
[Não esquecer: 1º ponto para 2010 - arranjar mais tempo]

26.12.09

O Natal [quase] perfeito

Quando era miúda era a única criança da família chegada, primos havia muitos, afastados em km e em grau de parentesco, sempre quis ter um irmão, não aconteceu. Cresci numa família grande e no meio dos grandes, salvavam-me os meus vizinhos, a família do Sr. Engenheiro do rés-do-chão. A Dona Fernanda e o Sr. Engenheiro [não me lembro do nome do Sr.] eram pais de cinco, três raparigas, a Rita, a Catarina e a Cristina e dois rapazes, o Chico e o Zé. Elas, todas mais velhas do que eu, o Chico um ano mais velho e o Zé que tinha menos três ou quatro anos que eu.
Esta foi a minha família adoptiva durante a minha infância. Mas se foi adoptiva, também foi o meu ideal de família durante muito tempo. Para alguém que crescia numa família disfuncional e com falta de seres do mesmo tamanho, hoje não me espanta nada este ideal criado. A Dona Fernanda não trabalhava, ao contrário da minha mãe, estava sempre por perto, fazía-nos lanches de mesa posta e tricotava camisolas na esplanada do parque Eduardo VII enquanto nós, eu o Chico e o Zé esmurravámos joelhos e cotovelos na bicicleta, no skate e no carrinho de esferas em corridas até ao Marquês de Pombal. Depois do parque ajudavá-nos com os trabalhos de casa para podermos ir para o quintal jogar à bola. A casa da Dona Fernanda cheirava sempre a bolo ou a estufado e, se cheirava bem sabia ainda melhor. Nas refeições no rés-do-chão éramos muitos à mesa. Quando a Dona Fernanda ia às compras iam também os três estarolas para ajudar. Costumávamos ir ao Pão de Açucar em Alcântara, julgo que devia ser o maior supermecado de Lisboa na altura. À excepção do Zé cada um de nós levava um carrinho. Sim, as compras do rés-do-chão eram feitas em três carrinhos apinhados que quando chegávamos a casa ajudávamos a arrumar na despensa em tudo igual à do 2º direito à excepção da quantidade de bens adquiridos.
Aquela casa vivia em permanente corropio, eram as amigas da Catarina e da Cristina, as colegas de curso da Rita, as amigas de esplanada da Dona Fernanda, a empregada e eu. Ah... tinham um Cocker Spagniel cor de caramelo. Casa cheia, portanto.

E eu? Eu cresci em dois mundos completamente diferentes um do outro. Entre o sossego que cortava no 2º Dtº e a alegria e discussões de uma família numerosa.

Nas minhas memórias do Natal também figuram todos estes personagens de história real. A casa era toda enfeitada, o pinheiro vinha sempre num vaso em vez de cortado e chegava ao tecto [e se os tectos eram altos] que nós entulhavamos de enfeites e atirávamos fitas como se fossem serpentinas. Só lá passei um Natal porque a família do Sr. Engenheiro tinha por tradição ir passá-la a Vila Nova de Mil-Fontes. Era um dia triste o dia em que da janela do 2ºDtº os via a carregar os carros com malas e sacos de presentes para os só voltar a ver no Ano Novo. Mas o Natal que vivi naquela casa foi a realização do Natal do meu imaginário. A casa estava cheia, a mesa transbordava de iguarias da época, havia alegria, gargalhadas e presentes abertos ou por abrir misturados com papel de embrulho rasgado. Os presentes eram só os dos adultos, porque nós crianças só abríamos os presentes no dia 25 de manhã e eu, a correr escada a baixo de pijama porque era Natal e tinha de ir abrir os meus presentes. Eu e a Dona Fernanda acordámos os dois estarolas que faltavam e fomos para a sala repetir a cena dos crescidos na noite anterior com o cheiro de torradas e bolo à volta.

Este foi sempre, para mim o cenário idílico de Natal, não foi imaginado, foi vivido e todos os Natais me lembro do Natal da família do Sr. Engenheiro, do quão quente e colorido era.

25.12.09

a quem?

Com toda a falta de modéstia, assumo-me como uma pessoa civilizada. Como tal, e já o disse aqui n vezes, o meu espelho não mostra apenas o reflexo do meu umbigo. Mas eu, às vezes, até percebo as pessoas que se estão a marimbarporquequemvieratráséquefechaaporta, percebo, mas irrita-me. Irrita-me porque acho que se todos nós fizessemos um bocadinho que fosse, se todos pusessem o nariz de fora da bolhinha onde vivem, tudo era mais fácil PARA TODOS.
Mas como eu dizia, às vezes até percebo a capacidade de abstração de algumas pessoas, ora porque sabem à partida que ninguém faz nada ou não sabem a quem recorrer ou porque se estão literalmente nas tintas para os outros [e para si também].

Vinha eu no IC19, [que descobri hoje que se chama Radial de Sintra, mas isso agora não vem ao caso] e vejo um cão de porte médio/grande na berma do lado da estrada. Ora está escuro, está a chover, além de prever um triste fim para o pobre animal, que por si só já era pensamento suficiente para me fazer agir, prever que um carro se pode despistar e sabe-se lá mais o que poderia advir daí, resolvi telefonar para a esquadra da PSP. É claro que o sr. Agente foi muito simpático, mas também o senti à nora sem saber muito bem o que fazer ou se valeria a pena fazer alguma coisa. Eu também entendo que entre assaltantes, possíveis homícidas, violadores e agressores o desgraçado do cão a vaguear em pleno IC19 pode parecer um santinho. Poder, pode, mas se o mesmo desgraçado resolver atalhar caminho pela faixa de rodagem e além de ser atropelado ainda resultarem feridos e quiçá mortos de um hipotético acidente, o mesmo cão deixa de ser tão inóquo, ou não?

E é por estas e por outras que eu até entendo quem vê mas assobia para o lado, entendo, mas não consigo fazer o mesmo, é mais forte do que eu e só me dá vontade de desatar à estalada quando me dou ao trabalho de tentar explicar ao Sr. agente que a coisa pode correr mal e que alguém tem a obrigaçaõ de fazer alguma coisa antes e não só quando são chamados para tomar nota da ocorrência e dos números para aumentar a estatística dos acidentes em época natalícia por culpa do alcool ou do tão afamado excesso de velocidade porque que eu saiba ainda não existe estatística que contabilize o número de acidentes provocados pela inércia das autoridades. Não existe mas devia.

22.12.09

[repost]

Perceber que poucos são os momentos em que o meu pensamento não está em ti. Olhar em volta e perceber que há sempre qualquer pormenor que me leva o pensamento até a ti. Desejar ver o teu nome no telemóvel, para poder ouvir a tua voz, para nos rirmos ou mesmo ficarmos em silêncio, um de cada lado [suspirarmos juntos]. Ler uma mensagem e responder-te de imediato, provocando uma sucessão de frases que nos ecoam muito para além da leitura. Fechar os olhos e sentir o teu toque na minha pele, os teus lábios nos meus. Ouvir as letras das músicas e conseguir juntá-las ao pensamento e ao sentir da pele.

all i want for Christmas is you

17.12.09

Part-time: Rena

unfinished

Se há coisa com que lido mal é com assuntos mal-resolvidos. Não tenho pachorra. Ou bem que se resolve ou não se resolve. Eu até acho que no meu caso é trauma. Quando eu era miúda e a minha mãe me mandava arrumar o quarto eu, armada em chica-esperta, enfiava tudo para dentro do armário ao molho, a cama, puxava a roupa e endireitava muito bem a colcha e estava feito. Ou não. Por fora até parece e, por vezes, até se enganam uns quantos incautos [ou os que fingem que não vêem], por dentro é o caos. Quando eu tinha a triste ideia de fazer destas chicas-espertices, a minha mãe ao deparar-se com o cenário de tudo enfiado no armário tirava tudo cá para fora, mas tudo mesmo, não interessava se havia coisas arrumadas no seu sítio. Era tudo cá para fora e arrumar tudo outra vez e como devia ser. A cama, a mesma coisa, só que em vez de ter de puxar o lençol e cobertores direitinhos, não, tinha até de pôr o resguardo porque ela arrancava-me tudo. Claro que a minha esperteza saloia não foi repetida muitas vezes que eu de parva também só era quando me fazia.
E hoje lembrei-me disto e os assuntos mal-resolvidos não são mais do que tralhas que alguém atirou para dentro de um armário à espera que ninguém mais se lembre delas, o problema está é se alguém se lembra de abrir o armário. Melhor ainda quando o próprio abre o armário e lhe cai tudo em cima. É que mais cedo ou mais tarde é o que acaba por acontecer, por isso mais vale fazer a birra e bater o pé, que não arruma e não arruma porque não quer.

15.12.09

neura de espanador

Normalmente sou o que se pode chamar de gaja-organizada-arrumada. Tenho por hábito ter as minhas coisas arrumadas e a minha casa mesmo com os dois infantes se não estiver num brinco, rapidamente se põe, porque a coisa nunca ultrapassa os limites do aceitável [e o meu aceitável tem uma margem muito pequena]. Por isso também nunca tenho assim muita coisa para organizar. Bem sei que desde a mudança ainda tenho umas gavetas assim meio que desorientadas e papeladas que ultrapassaram os cinco anos obrigatórios à espera que eu esplhe aquilo tudo e me dedique à rasgadela do papel. Resumindo, salvo raras excepções nunca tenho aquelas fobias da arrumação e da limpeza por estar a atingir o caos da desarrumação, até porque tenho um cérebro um bocado gajo que me obriga a viver com tudo à mão de semear, e se à mão de semear é bom para desarrumar, melhor é ainda na hora de arrumar. Portanto, sei [sei, pronto] que esta fobia da arrumação e da limpeza, que me está a causar freniquitins desde que acordei, se deve a n-e-u-r-a. Sim, uma grandessíssima neura que se instalou. É tão grande que hoje, não fosse o facto de ter de ir trabalhar, acho que saía tudo do sítio para voltar a ser arrumado e limpo. É assim como uma espécie de terapia da compensação; e porque há coisas desarrumadas, fora do sítio e muito que limpar e não posso, compenso com a casa.
[mais logo à tardinha vai ser o bom e o bonito em casa, vai, vai...]

Podia dar-me para o chocolate. Poder podia... mas não era a mesma coisa.

14.12.09

Área [bruta] - a saga da mesa

Quando comprei a minha actual casa fiz uma selecção criteriosa do que levaria, até porque 4 ass. cabem em três mas com tudo apertadinho e, apertos dentro de casa, não obrigada. Dei muita coisa que tinha ou porque não ficava bem ou porque estava na hora de substituir. Com tanta "limpeza" acabei por precisar de comprar algumas coisas, uma delas, a mesa da sala. E, eu tinha uma mesa "na cabeça" e até sabia onde a encontrar, mas numa das minhas deambulações vi-a numa loja improvável. Estava alí, à minha frente, o meu sonho tornado realidade e ainda por cima com 50% de desconto, estava mesmo a gritar" leva-me contigo". Comprei-a. Mesa entregue e eu-a-olhar-para- ela-que-é-tão-gira-e-vai-ficar-tão-bem-com-o-chão. Sobreviveu ao pó das obras e serviu de poiso a toda a minha loiça enquanto me desfaziam e refaziam a cozinha. Acabaram as obras e eu-a-olhar-para- ela-que-é-tão-gira-e-fica-tão-bem-com-este-chão. A mesa era gira, ponto. Mas a mesa era também uma grande merda. Sim era de madeira, mas os pés começaram a rachar e sim era pintada de branco, mas não tinha qualquer espécie de verniz e qualquer coisa a manchava. E eu a dizer mal da minha vidinha e eu-a-olhar-para- ela-que-é-tão-gira-e-ficava-tão-bem-com-este-chão.
Email para o serviço pós venda da loja com direito a fotos e tudo a reclamar e que sim, que gosto da mesa e quero uma igual mas em condições. Reponderam que sim, que tenho muita razão, mas mesas iguais não há e perguntam se quero ficar com esta com 30% de desconto sobre o que paguei. Respondi que não e que também não queria mais nada da loja esqueçam lá o vale que não me serve para nada e por isso venha lá o dinheirinho de volta. A transportadora levantou a mesa e eu lá fui à loja pedir o reembolso. Primeiro foi a referência da bendita que dava erro no sistema, depois foram os multibancos que foram alterados e não conseguiam fazer a devolução para o meu cartão. Voltei para casa com carteira ainda leve. Passou uma semana e os senhores da loja mantiveram-se calados. Uma noite, andava eu a por a minha vida burocrática em ordem e resolvi mandar mais um email para o serviço a cliente.Não é preciso dizer que no dia seguinte me telefonaram para voltar à loja para fazer a devolução. Ontem lá fui eu, mais uma aventura para ter o dinheirinho de volta que nem me quero lembrar. Claro que o valor do transporte que paguei porque ia ficar com o artigo, esse não mo devolveram, por isso vou ali fazer mais um email para os meus amigos do apoio ao cliente e explicar-lhes que só paguei o transporte e entrega porque era suposto terem-me vendido uma mesa em condições e que a mesma era suposto estar a fazer o seu papel de tão-gira-e-fica-tão-bem-neste-chão.

[é por estas e por outras que cada vez mais sou fã da Ikea, abençoda!]

seria [ raio do pretérito imperfeito]

Hoje seria o dia D. Não é!

da época

Porque o Natal é das crianças passei o fim de semana nas compras e este ano fui beneficiada, não apanhei enchentes nem filas para pagar. Papéis e presentes espalhados pela mesa da sala, muitos embrulhos feitos [e se eu gosto de fazer embrulhos].
Recolha de presentes para anjinhos com direito a mala do carro cheia.

Logo que entregue todos os presentes ao Exército de Salvação tenho o meu Natal tratado.

11.12.09

fios soltos



A vida é feita de novelos de fios, alguns estão soltos.

De vez em quando lá me aparece um desses vadios cansado de andar a vadiar solto por aí, nessa altura acolho-o, alimento-o e dou-lhe um banho para depois o colocar no novelo respectivo junto dos fios da sua espécie. Menos um fio solto.
Mas os fios que estão nos seus novelos também se soltam, uns com autorização superior para andarem soltos, são bem comportadinhos e nunca se afastam mais do que é desejável, outros soltam-se sem ninguém dar conta e lá ficam mais uns quantos sem se saber do seu paradeiro, uns voltam, outros não.
No meio de tantos fios, também há os fios que tenho de soltar porque deixaram de pertencer ao novelo. Solto-os e muitos provocam-me uma sensação de alívio, outros uma enorme tristeza. Os primeiros, solto-os e pronto, tá feito, com últimos a história é outra, choro e faço o meu próprio luto [sim, tenho uma forma estranha de encapotar o que se passa, mas também ninguém precisa de saber o que se passa cá dentro]. Os que sou obrigada a soltar não os enterro, mas sei que nunca voltarão para o novelo.
Esta semana soltei um fio [e chorei].

9.12.09

Quase Natal - [fio solto]

E eu continuo à espera, à espera que seja este. Espero da mesma forma que esperei tantos outros. A data aproxima-se e, eu espero, acredito, acredito sempre que é este sem nunca pensar que pode não ser, isso só pensei no dia seguinte, antes mesmo de começar a acreditar que é no próximo. Agora penso que será este, acredito que seja este. Já estiveste tão perto, nesse Natal acreditei ainda mais que pudesse ser [-estiveste perto, quase lá, não estiveste?]. Não foi. Vai ser este, acredito que seja este, porque se eu acreditar muito acontece. São muitos anos a acreditar, são muitos anos a desejar o mesmo presente. Vai haver um Natal em que vai ser. Tenho a certeza.



bons hábitos à casa tornam

Ontem pela primeira vez em muitos meses, mal os deitei deitei-me também, não houve FB, FV, série ou filme que me mantivesse acordada. Ontem regressei aos bons hábitos, deitei-me e li umas páginas do livro que habita a minha mesa de cabeceira há meses. Hoje, dia de recuperar outro bom hábito, que me dá um prazer enorme, ler uma história aos meus filhos, não li uma, li duas. Adoro histórias infantis, perco-me na secção infantil das livrarias. As cores, os desenhos, as mensagens, sobretudo as mensagens, não há nada no universo infantil que me encante tanto como um livro de histórias.




mania de listar

Está na hora de fazer a lista para 2010!

7.12.09

Horóscopo das flores

Narciso [2/03 a 21/03]

Conta-se que essa flor, tão rara nos dias de hoje, espalhava-se
por todos os jardins atlantes. As pessoas que nascem sob o
signo de Narciso destacam-se por sua habilidade em se
comunicar, pela simpatia e pelo jogo de cintura que lhes
permite sair-se bem nas mais diversas situações. São pacientes
e, quando necessário, agem com uma boa dose de ousadia, o
que lhes garante sucesso em vários empreendimentos.

6.12.09

o Natal chegou cá a casa

uma questão de berço

Hoje, ao final de mais de dois anos voltei a ver o berço branco. Lá estava ele, na sala junto aos sofás, tal qual como tantas vezes o tive. Continua com o seu ar de candura que sempre lhe reconheci e que durante muitos meses antes do meu filho mais velho nascer me fez sonhar com ele ali deitado. Foi neste mesmo berço que o T. dormiu até não caber, foi neste mesmo berço que o A. dormiu alternado o seu ar de anão zangado com o de anjinho. Este berço correu a minha casa, do quarto à sala, da sala ao escritório, onde eu estivesse, estava o berço.
Se há algo que me faça saltar à lembrança o nascimento dos meus filhos é o berço branco forrado a bordado inglês.
Hoje, serve de ninho a outro bebé pequenino, mais pequenino que qualquer um dos meus, mas também confesso que já não me consigo lembrar do quão pequeninos foram e a imagem dos meus filhos deitados naquele berço parece-me cada vez mais longínqua.

Out of office

[post-lembrete para reler nas sextas-feiras em queixo de excesso de trabalho]

Dezembro - Sexta-feira

Saio do emprego à hora de almoço e vou buscar o infante mais velho à escola. Passagem por casa a correr, ele esqueceu-se da psp, eu esqueci-me do cartão médis dele. Seguimos para o McDonads, que não há tempo para mais, ele já almoçou, eu ainda não, eu como o menú habitual, ele ainda devora um cheeseburguer. Depois de engolirmos os hamburguers passamos à fase seguinte, o meu dentista, consulta em tempo record e passado 40 minutos estou cá fora. Próximo destino, a consulta de oftalmologia dele. Paramos em segunda fila na 5 de Outubro e aguardamos por presentes para anjinhos. Presentes entregues e seguimos. Ainda falta meia hora para a consulta, aproveito para ir ao banco pedir alteração de morada, depois vamos à Zara em busca de fatos de treino para as nossas "anjas", só há piroseiras, saimos com um saco com mais uns trapos para mim e um pijama de criança para oferecer. Ainda há tempo. Benetton em busca de presentes para outras duas crianças. Nada. O saco na mão continua a ser apenas o da Zara. Está na hora da consulta e lá vamos. Clinica toda xpto com direito a entretenimento para crianças na sala de espera, só não esperamos. Chamam-no para a sala de triagem. Fazem-lhe um exame aos olhos, logos de seguida aparece a médica e vamos para a consulta [devem ter sido os únicos 15 minutos de descanso que tive]. Saímos da consulta sem receita nenhuma e com proibição de uso de óculos escuros antes dos 10 anos [já estão no lixo]. Antes de nos fazermos ao caminho, paragem no carrinho de castanhas onde a boa educação foi premiada com duas castanhas extra. Dentro do carro novamente e nova paragem para recolha de mais presentes para anjinhos. No regresso ao emprego desmarcam-me uma reunião para o final da tarde e eu na entrada do IC19 viro para Alfragide. Ikea. Compramos a mesa de sala que tínhamos para comprar e mais um presente encomendado. Levantamos a mesa e paramos nos cachorros [obrigatório]. Parque de estacionamento e chego rapidamente à conclusão que quanto maior é o carro maiores são as embalagens das coisas que compro. Despejo a bagageira [não estão bem a ver a quantidade de tralha], rebato os bancos [não estão bem a ver a quantidade de migalhas entre os bancos], cadeira do T. montada à frente, uma das embalagens enfiada no carro. E agora a outra? - Pesada como o raio! Como já é meu hábito lá vou eu pedir socorro. Olho em volta e lá vem um segurança numa scooter, faço-lhe sinal e ele vem. Explico-lhe o problema. Ele olha para a embalagem e começa com a lamúria -ah e tal, que dei um jeito às costas na musculação... E eu a ver a minha vidinha a andar para trás, mas não, o sr. lá fez o papel de cavalheiro e lá pôs a dita embalagem dentro da bagageira. Toca de enfiar a tralha toda em cima das embalagens e siga. Miúdo excitadíssimo que já não andava à frente desde que eu andei com um smart roadster de substituição à quase 5 anos atrás [ele ainda se lembra de vir na Vasco da Gama de mão dada comigo, eu ainda me lembro do gozo que me dava conduzir aquele carro, parecia um kart]. Paramos em casa, largo as tralhas, as embalagens ficam, e zarpamos para a piscina que está na hora da natação. Miúdo entregue, vou à secretaria pagar a mensalidade e saio para ir buscar o mais novo. Outra criança delirante por andar à frente [- é gilo mamã]. Volto a casa. Enquanto espero pela abençoada ajuda para levar as embalagens para cima vou montado outra vez o carro. Carregamos as embalagens até casa e volto a sair. Está na hora da aula de natação acabar. Lá vamos nós, outra vez. Chegamos à piscina e o infante-pinto-molhado está aos pulos com os amigos. Prole dentro do carro e voltamos para casa. Baby-sitter à espera. Dou-lhe todas as indicações e arranjo-me para sair [aproveito e tomo uma migra aspirina que estou com enxaqueca]. Beijos às crianças e não-façam-a-cabeça-da-D.-em-água-que-já-bem-basta-a-minha e saio.
Jantar e copos com amigos. Era mesmo disto que precisava [isto ou dormir uma semana inteira longe daqui].

5.12.09

Porque existem pessoas que fazem a diferença

"BOM DIA
05.12.09

Dou-Te graças, Senhor, pela minha nora e por tantas mulheres como ela, senhoras com jeito de menina, que todos os dias correm de tarefa em tarefa entre a família e o emprego.
São heroínas dos nossos dias

Recebi dela este mail:

«Minhas amigas,

Este ano, através duma associação de solidariedade, vou fazer uma criança feliz.

A minha amiga Ana explica em anexo.
Muito resumidamente, têm uma lista de crianças carenciadas, com o presente que cada uma pediu pelo Natal.
Aderi e saiu-me a Vera, 5 anos que pedia uma boneca e uma camisola fofinha.

Quem quiser deverá enviar um mail à Ana e combinar a respectiva entrega.»

Agradecia e assinava

Respondi e de volta vieram estas palavras:

«Muito obrigada por participar. Aqui vão os dados do seu anjinho:

Maria – 5 anos que pede uma boneca e um fato de treino.

Se me enviar a sua morada mando-lhe o anjinho.»

Hoje recebi um envelope. Lá dentro um anjinho cor-de-rosa e um nome Maria.

Este anjinho não é de barro como as figuras do nosso presépio, mas que bem lá ficou.

Senhor, abençoa a Isabel e todos os que multiplicam o amor com alegria.

São estrelas que hoje nos sinalizam onde nasces,
onde estás,
onde nos estendes os Teus braços
e nos esperas.

Maria Teresa Frazão"

Muitas vezes ao tentar distribuir um sorriso por mais uma criança, sou surpreendida pela ignorância de pessoas que vivem na sua bolha e que se recusam a sair dela porque têm o espelho apontado para o umbigo, nestas alturas e, por breves momentos, perco toda a esperança na raça humana.
Depois, depois lembro-me das pessoas que sentem, das mãos que se estendem e, nessa altura, sorrio também, porque é pelo empenho destas pessoas que todos os dias algures se muda algo para melhor e é por estas mesmas pessoas que vale a pena o esforço porque todos os quantos assim sentem merecem um mundo melhor.

[Obrigada Teresa]



3.12.09

porque tem de ser dito:

357 anjinhos distribuídos

O meu muito obrigada às minhas Duendas [agora transformadas em Renas] e o meu muito obrigada a todos os quantos se quiseram juntar a nós e ao Exército de Salvação para tornar o Natal destas crianças um Natal Sorridente.

[fica prometido: fotos da montanha de presentes]



2.12.09

retrospectiva - post lamechas

Numa pesquisa do google [what else?] em busca de respostas para "mala de maternidade" fui bater à porta de um baby blog, mas não era um baby blog qualquer, "Amo-te, o meu filho e eu" onde a Cat partilhava dicas úteis e contava as tropelias do R.. Confesso que logo ali na primeira visita me prendeu, acompanhei os posts diariamente e li, li tudo até ao post zero, por arrasto conheci o "100NADA" que sigo religiosamente, se a mestra posta, eu estou lá.Por entre buscas, pela curiosidade acerca de algum perfil que comentava, pelos favoritos dos blogs que fui visitando, fui-me prendendo a alguns. Prendi-me nos alinhavos da "caixa de costura" do André, por causa do post do primeiro dia de natação, ri-me até chorar, passei o post por email. Divino! Do melhor que aquela cabecinha já conseguiu produzir. E de blog em blog fui passando e parando noutros. Cheguei ao da Lady onde li de fio a pavio "os dias de uma princesa", identifiquei-me em muitas formas de sentir com ela. Pelo meio agarrei-me a outros por onde passava [muitos ainda passo] sempre que têm um novo post, é o caso do "Dias úteis" do Pedro Ribeiro de quem sou fã, foi nos favoritos do blog dele que descobri o "Cabra de Serviço" onde comecei por prestar serviço na caixa de comentários e passei a residente. Noites a fio a fazer das caixas de comentários chat, recordo entre outras coisas que foi a altura em que os posts me sairam melhor, não foram muitos, mas para mim eram bons e diverti-me muito apesar dos tempos conturbados por que eu passava.
Mantive-me fiel atenta a muitos blogs por onde tropecei, não perco um post da "mãe galinha", " a ervilha", do "um amor atrevido", do "aliciante", do "disfruta" que conheci através da Rádio Comercial e tantos, tantos outros. Uns tropecei neles, outros tropeçaram em mim.
Foram muitos, uns mantive na bagagem, outros fecharam ou mudaram-se sem deixar nova morada.
Para cada um dos que mantenho e mesmo para os que me marcaram mas ficaram pelo caminho há sempre um detalhe de que me lembro e, pode ser uma troca de dicas para "sacar" filmes e séries que faz despoletar uma amizade, um encontro apressado para entrega de um presente para um anjinho ou um convite que gera uma sucessão de mails que começam com a frase "mas tu lês-me?". Todos têm para mim uma história que vai para além da que toda a gente pode ler, para além da história contada pelos autores, há a minha, por detrás das histórias e das fotos mais ou menos desfocadas há pessoas, há caras e se Portugal é uma aldeia a blogoesfera não é assim tão grande e a minha blogoesfera faz-se de caras conhecidas e de nomes em vez de nicks.

Aqui?

face the facts

Game Over!

[You lose!]



Os coitadinhos

Já o disse por diversas vezes, mas de facto não tenho paciência para coitadinhos e se se tratam de coitadinhos que se fazem passar por tão coitadinhos que mandam os outros fazer o trabalhinho sujo em vez de sujarem as próprias mãozinhas, então não me merecem respeito nenhum porque não passam mesmo de coitadinhos.