24.1.11

os signos

"Agora, e mercê destes últimos acontecimentos, por muito paranóide que Escorpião seja, já tem mais do que motivos para acreditar que estão realmente a querer prejudicá-lo.
Sorte sorte continuam a ter os Sagitários, que continuarão a sê-lo sem precisarem de se tornarem Escorpiões… os Balanças escusam de partir a loiça, porque não serão obrigados a trabalhar como se fossem Virgens. Os Leões podem continuar a rugir acerca de si próprios e escusam de trazer a família às costas como se fossem Caranguejos… estes podem continuar a sentir profundamente a intensidade e premência das suas oscilações emocionais e não precisam comunicá-las a toda a gente como se se tivessem tornado Gémeos… Os Touros podem continuar a ser pacientes e como não se tornaram Carneiros escusam de ter pressa… os Carneiros podem continuar a pensar em si próprios como se não existisse mais ninguém no mundo – e como o fariam se se tivessem tornado Peixes?
Os Peixes podem continuar a beber para esquecer – ou à procura de Deus no fundo dos copos de absinto – porque ainda não é desta que se tornam Aquários, que bebem apenas socialmente; e parece que se safaram de se tornar Capricórnios. Continuam livres de ser quem são… por enquanto.
Sacrifício real terão de fazer os Capricórnios, que por momentos ainda pensaram que ficariam Sagitários. Continuarão Capricórnios e é dentro do escritório, e não a explorar a savana africana, que se cumprirão."

saudades das férias e dos dias quentes

23.1.11

à volta das eleições

"... Cavaco vai passar a tarde em família..."
"... Alegre confiante diz ter paciência..."

Num país de cagões com os títulos, a jornalista da SIC, fala dos candidatos à presidência, um deles, para todos os efeitos ainda Presidente da Republica e ambos provavelmente bem mais velhos que ela, apenas pelos apelidos, assim à laia de colegas de escola. Espero que a jornalista não seja daquelas que fica muito ofendida quando não a tratam por doutora, não por ser médica, mas por ser [espero] licenciada em jornalismo.
[respeitinho, é coisa que já não se usa, claramente, é pena.]

21.1.11

6 minutos


tanto segredo, tanta merda. 6 minutos e o enigma está resolvido. Satisfeita? Não! Gastei 6 minutos para destapar trampa.
[Eu perco tempo com coisas tão más... credo!]

[amo]

20.1.11

é...

"Pessoas com vidas interessantes não têm fricote. Elas trocam de cidade. Investem em projetos sem garantia. Interessam-se por gente que é o oposto delas. Pedem demissão sem ter outro emprego em vista. Aceitam um convite para fazer o que nunca fizeram. Estão dispostas a mudar de cor preferida, de prato predileto. Começam do zero inúmeras vezes. Não se assustam com a passagem do tempo. Sobem no palco, tosam o cabelo, fazem loucuras por amor, compram passagens só de ida".

Martha Medeiros

16.1.11

traçar objectivos [...e alcançá-los]

O T. vai ter o seu próprio pc, para que isso aconteça vai ter de juntar as suas semanadas e ter boas notas em todas as disciplinas até ao final do ano.

A maezinha do T. vai ter a sua própria Kitchenaid se em 100 dias conseguir cumprir o seu objectivo [pelo sim e pelo não vou colocar a foto da dita ali à direita e já agora espalhar várias: na porta do frigorífico, na carteira, no carro... só assim a modo de lembrete, não vá eu ter um ataque amnésico].

12.1.11

nem tudo está perdido


quando vejo duas miúdas que não têm mais do que 15 anos a quererem inscrever-se num curso de iniciação à costura.

11.1.11

Malu

Durante o intervalo do jornal do almoço do canal 1 vi uma promoção da novela da tarde. Mázinha, ou então sou eu que esgotei a minha tolerância a novelas, já não consigo, nem portuguesas nem brasileiras, nada. Nem mesmo o famoso Equador em DVD com que fui brindada, levou guia de marcha num ápice dentro do celofane e tudo. A promoção que vi me pareceu-me mais de novela mexicana do que brasileira, agora que se ouve o famoso sotaque por todo o lado aquilo soa-me a teatral. Mas de repente lembrei-me da Malu e do quanto gostava de a ver, acho que vi todas as novelas que por cá passaram onde entrou. Não sei se ainda a veria com os mesmos olhos, mas lembro-me dela, linda e com um charme e estilo muito invulgar.

sorrir ao abrir o email :)

obrigada Tubarão

10.1.11

Special One

Que ele é o melhor, o prémio só veio confirmar o que ninguém pode negar. Goste-se dele ou não, é inevitável. Ganhou tudo o que havia para ganhar. Tem alma e sangue de vencedor. Sabe o seu verdadeiro valor, o valor do seu trabalho. Gosto dele, é frontal e tem a arrogância na dose certa para colocar quem o incomoda no sítio. Parabéns José Mourinho, é mais do que merecido.

coisas que nunca vou entender

como é que alguém consegue manchar a sua própria imagem apenas com o intuito de se vingar de outrem. Isto baralha-me, nunca entendo quem está mais sujo.

das coisas mesmo estúpidas que saem pela boca de pessoas parvas

Um mulher que [e bem] usufruiu de tudo o que tinha direito quando foi mãe, que teve direito a horário especial concedido a quem amamenta durante anos, que por acaso até é mãe de uma criança do sexo feminino, declarar peremptoriamente que se tivesse uma empresa só contratava homens por causa dos benefícios concedidos às mães... ou é muito estúpida ou eu sou burra.

próprio do estado

eu sei, eu sei, sou uma felizarda, abençoada, eu sei lá... nunca soube o que são enjoos e também não é agora que vou descobrir. Já do sono não posso dizer o mesmo. Tenho muito e a toda a hora, mas o pior são as saudades que sinto da minha caminha ou mesmo do meu sofá a seguir ao almoço.
[já disse que tenho sono?]

8.1.11

às vezes talvez seja só por amor- um preço demasiado alto a pagar

Durante muitos anos quando pensava numa família que conheci quando era ainda muito miúda ficava chocada. Era uma família sem mãe, havia um pai, uma filha e dois filhos. A mãe separou-se do pai e deixou a casa e os filhos para ir recomeçar uma nova vida num outro país. Largou tudo e foi. Durante anos quando pensava no assunto não entendia, não percebia como é que uma mãe é capaz de deixar os filhos, assim levianamente, achava eu. Hoje, que sou mãe, quando penso no assunto aperta-me o peito, mas não me escandaliza. Hoje consigo arranjar uma série de explicações para uma mãe [ou um pai] o fazerem, por muito socialmente incorrecto que seja.
Em primeiro lugar não se nasce mãe nem pai, e sê-lo não se ensina, pode-se retirar muita informação de muito lado, mas para mim é como a arte. Uns nascem com vocação, outros não, uns esforçam-se, outros não. Dos que nascem com vocação, uns esforçam-se e aperfeiçoam a técnica, outros não. Dos que nasceram sem a vocação, uns esforçam-se e com o treino acabam por torna-se tão bons ou melhores do que os que nasceram com vocação, outros esforçam-se e nunca chegarão perto, outros nem vocação, nem esforço, nada. Servir-se-ão sempre da desculpa que fazem o melhor que podem e sabem, sem fazerem o mínimo esforço porque há tanta coisa mais interessante para fazer.
Seja como for as crianças não vêem com livro de instruções, nem com um botão on/off que por vezes dava tanto jeito. É preciso tempo, empenho, vontade. Educar é talvez a tarefa mais exigente que qualquer ser humano, independentemente do parentesco, terá pela frente. Muitas vezes erramos convictos que estamos a fazer o mais correcto, felizmente também, muitas vezes acertamos. Não é fácil, temos de ser nós e para nós, mas também somos deles, muitas das vezes somos mais deles do que de nós próprios. A nossa vontade de dormir quando nos levantámos 10 vezes numa noite, não nos impede de nos levantarmos uma 11ªvez caso a criança assim o “exija” e, como este exemplo, enquanto mãe poderia enumerar um sem fim de exigências deles que anulam a minha vontade, mas acho que não vale a pena ir por aí. A maternidade/paternidade tem coisas fantásticas sem dúvida nenhuma, mas ver apenas esse lado é ver apenas o lado romântico da coisa, a parte que fica gira nos livros, a verdade é que a melhor definição que alguma vez li é que o nascimento de um filho é como arrancar o coração do peito e passar a andar com ele nas mãos, definição que subscrevo inteiramente.
Se ser mãe/pai já não é tarefa fácil, mesmo que a tentemos levar a cabo cheios de amor, empenho e boa vontade, se o tivermos de ser enquanto o outro progenitor usa a criança para nos atacar, para infernizar aí a tarefa torna-se heróica. É um auto-flagelo manter a imagem impoluta de alguém que constantemente através de palavras e acções tenta minar a nossa imagem. Sofrer na pele os ataques de terrorismo em nome de uma causa sem nome nem motivo, pior, ver os danos causados aos menos culpados de tudo isto, um filho. Quando um dos progenitores usa de modo inconsequente e repetido o filho para se vingar do outro está a atentar contra o próprio filho e, mais tarde se provará que contra si mesmo. As crianças têm memória e as memórias da infância são as que mais marcadas ficam. E é aqui, sobretudo nestes casos que eu entendo porque desistem mães e porque desistem pais. Como disse mais acima, é socialmente incorrecto e, diria até, socialmente condenado. Mãe ou pai que “abandone” a sua prole é apontada/o de dedo bem espetado. As pessoas em geral gostam de falar, de apontar, a maior parte das vezes desconhecedores de todos os factos que levam mães e pais a desistir de lutar. Já me perguntei muitas vezes quantos dos casos que ouvi falar ou que conheci superficialmente não terão saído de cena com o coração despedaçado com o motivo maior que é acabar com o campo de batalha em que vive o seu próprio filho. Haverá vozes que dirão ou mentes que pensarão: Isso não é solução.
Talvez não seja, mas provavelmente, na altura que tomaram a decisão esse não era de todo o caminho mais fácil mas a única saída que viram capaz de acabar com o terrorismo de que eram vítimas e retirar a criança da linha de fogo.

5.1.11

gostar de máquinas

[conheço uma criança que ia delirar]

ataques

Não sei como é que os outros, as pessoas em geral, comandam as suas vidas, a minha foi sempre pautada por falta de estratégia. Já fiz muitos planos, muitos As que tive de passar a Bs e até a Cs, que eu cá não sou de desistir. Faço muitos planos a curto, a médio prazo e até alguns a longo, se bem que estes, sempre em menor número e cada vez menos. Geralmente não esmoreço quando o plano A não funciona, ou já tenho um B na manga ou rapidamente arranjo um, felizmente a minha mente é suficientemente criativa, suficientemente rápida e, tão ou mais importante, muito habituada a lidar com reveses. Mas quando penso em estratégia sei que nunca tive uma, embora admire quem a tenha, afinal existem muito boas estratégias positivas.
Por outro lado não consigo admirar outro tipo de estratégias; há quem seja capaz de tudo por uma promoção, por exemplo e, delineie planos dignos do melhor estratega em batalhas até conseguir abrir caminho para atingir o tão almejado lugar. Com tanto que vi, com tanto que aprendi, com tanto que consegui e pela forma que o fiz, ainda não consigo entender o gozo que isso possa dar quando se chega lá, à meta. A mim, cheira-me sempre a sentimento de insatisfação. Por muito que se consiga, que se consegue, que já vi tanta gentinha a consegui-lo, quando conseguem o que querem deve haver um travo amargo de insatisfação, até porque geralmente há vítimas a lamentar e não sendo o caso, pelo menos danos causados a terceiros há com toda a certeza. Quando dou como exemplo a promoção, é só mesmo um exemplo, aplica-se a qualquer coisa que se consiga através de meios menos convencionais [eu tinha outro nome para lhes chamar, mas este serve]. Sei que se tivesse montado uma estratégia como as que vejo à minha volta, já teria muito mais do que tenho, já teria atingido um patamar muito mais elevado, não é preciso muito, afinal com a inteligência com que Deus me dotou só me faltavam dois ingredientes fundamentais: a falta de vergonha na cara e sangue de barata, mas estes não os tenho e embora se consigam arranjar nunca os compraria, prefiro ter menos mas muito melhor. Entre o doce sabor do degrau atingido e o amargo do patamar, não me restam dúvidas.
O problema [delas, não o meu] é que abomino verdadeiramente as pessoas que fazem parte desta espécie e que infelizmente não se encontra em vias de extinção, ao contrário de outros animaizinhos bem mais queridos e fofos, além disso parece-me que saí de fábrica com um extra, um radar que detecta ao longe a espécie, o que confesso, que se por um lado me dá algum jeito, por outro, além de me acordar para a terrível realidade de superpopulação da espécie, impede-me de me fazer de parva. Em vez disso tranco os dentes dentro da boca para que não lhe vejam sequer um arzinho da sua graça e ignoro-as completamente. Coisa que aliás e sem modéstias faço muito bem, ignorar. Mas como tudo tem um lado perverso, o caso não podia ser diferente, e o lado perverso da coisa é que também me topam: topam que eu as/os topo. O que pode ser uma grandessíssima merda, mas lá está, se há coisa que não tenho, nem quero que ocupa muito espaço, é estratégia. Sendo assim, topem-me à vontadinha que eu continuo com os meus oculinhos-cor-de-rosinha [os inhos e inhas são propositados] a ignorar-vos porque no meu mundo vocês não existem, tá?


31.12.10

2011


Para uns o ano muda hoje à meia-noite, para mim mudou ontem quase ao final da tarde.
2011, definitivamente, quero-o doce.

[Estamos felizes]

29.12.10

[silêncio]


não me faltam palavras, elas continuam a assolar-me a mente, falta-me disposição para as ordenar, faltam-me forças para construir frases.
Guardo-as para mim e saboreio o silêncio.

28.12.10

da barrinha ali ao lado e do direito à indignação

Dá-me um gozo do caraças ver que pelo menos 3 bloggers: Ême, com este post e mais este post, a Maria com este e o Miguel Marujo com este se insurgiram contra a liberdade de expressão na blogoesfera. Quando uma loja tenta retirar uma liberdade fundamental, algo vai muito mal no reino das bananas.
Felizmente, a Ensitel nunca viu um chavo meu, depois destas também não verá, que eu cá gosto de ser bem tratada.

24.12.10

do meu voyeurismo imobiliário

eu já sei, de cor e salteado, mas ainda caio na tentação e provo sempre o mesmo: Sempre que vejo casas quando ainda não posso comprar aparece sempre a* que me enche as medidas.

[o que vale é que quando posso também têm surgido]

* mas esta é que era!

22.12.10

de todas as mensagens optimistas que circulam pela net, esta ganha.

Se fores... vai mais longe!
Se fizeres... faz diferente!
Se rires... ri até chorar!
Se sonhares... sonha mais alto!
Se arriscares... arrisca tudo!
Se pensares... pensa por ti!
Se saíres... sai da rotina!
Se mudares... muda tudo!

tenho muito sono

[era só isto]

21.12.10

da época

coisas muito boas das escolas dos meus filhos: Nem uma nem outra fez festa de Natal para os pais.

[O meu mais sincero obrigada!]

20.12.10

perfumes

Eu sei que o meu ganha pão provém da publicidade e aquilo que para uns é uma seca [intervalos carregadinhos de anúncios] para mim é muito trabalhinho feito até serem emitidos e ter trabalhinho é muito bom.
Este ano anda tudo pejado de perfumes, não se aguenta, ver um intervalo é como fazer maratonas a experimentar perfumes numa perfumaria qualquer, já não se cheira nada mas insiste-se em borrifar mais um papelinho carregado de essências florais ou coisa que o valha, um enjoo pegado, se vir mais do que um intervalo desconfio que sou acometida por uma crise de rinite alérgica. Fartinha, estou fartinha da indústria dos perfumes, em especial da Bvlgari que não anunciando por aí além, resolveu [e sem pré aviso] descontinuar o meu perfume. Sete anos [deve ser uma crise, pode ser que haja esperança] a usar o mesmo perfume, sem misturas pelo meio, sempre o mesmo que eu cá sou pouco dada a cheiros diferentes, agora ele é perfumes em todo o lado, de todos os géneros e feitios e os senhores da Bvlgari acabam com o meu cheiro perfume. Sinto-me enganada [e sem cheiro].

19.12.10

o Chakal nunca chegará aos calcanhares do Jamie Oliver

entre ver o Chakal a abrir embalagens da Vitacress e ver o Jamie Oliver no meio da horta a provar legumes crus, prefiro o Oliver.

17.12.10

uma década

já passou, foi em 2009 que fez 10 anos que entrei pela primeira vez naquele que viria a ser o meu emprego até aos dias de hoje, mas foi agora que resolveram presentear os colaboradores com 10 anos de casa. Enquanto via cada um dos vinte e tal presenteados com uma caneta montblanc passaram-me fragmentos destes 11 anos aqui enfiada. Como entrei, o que aprendi, o que cresci, todas as dificuldades porque passei [e foram tantas, meu Deus...], o que lutei, o que eu era e o que me tornei. Passaram 11 anos, cresci eu e cresceu a empresa, passei aqui 11 anos da minha vida, mais de metade da minha vida profissional. É muito tempo, pelo menos a montblanc temprateado em vez de dourado.

o meu pequeno duende

O T. hoje trocou uma ida ao cinema com os colegas da escola porque queria ir comigo ao E.S. ajudar a distribuir presentes. Fomos os dois e entusiasmou-se com a quantidade de presentes em cada sala por onde passou. O T. pôs o gorro de pai Natal e esteve todo o dia entregue ao E.S. a ajudar a descobrir presentes e a entregá-los, ajudou a carregar uma carrinha com alimentos e presentes que ia para Castelo Branco.
Adorou, percebeu muita coisa. Diz que as pessoas do E.S. estão sempre muito atarefadas, que há muitas coisas para fazer. O T. aos 8 anos teve o seu primeiro dia como voluntário e trabalhou a sério. Quer lá voltar aos 9 e sempre.

[E eu que raramente me lembro, hoje, no carro enquanto o ouvia com uma animação contagiante contar as aventuras do dia, lembrei-me que o T. é uma criança, tem 8 anos e um coração maior do que ele: Passou o dia à procura de presentes em montes carregadinhos de brinquedos sem pestanejar, feliz porque estava a ajudar outras crianças a sorrirem no Natal].

[Estou a transbordar de orgulho do meu filho. ]

11.12.10

anjinhos - o balanço

Obviamente que eu não podia estar mais satisfeita com o balanço que faço dos anjinhos neste ano de 2010. Já publiquei e escrevi agradecimentos a todos os que me acompanharam nesta "missão", que este ano foi muito dura, confesso. Não me arrependo e voltaria a fazer tudo novamente, como espero voltar no próximo Natal. A satisfação e o orgulho de ver publicadas notícias sobre a acção, o entusiasmo de entrar no email e ver 500 emails recebidos num só dia. Centenas de pedidos de anjinhos, noite após noite a responder a dúvidas e distribuir anjinhos por quem quis colar um sorriso. A pressão de só conseguir responder a pouco mais de cem por noite, o ter de esperar pelo fim de semana para poder distribuir mais. Foram muitas noites de muito poucas horas de sono, têm sido dias de carregar/descarregar carrinha, várias vezes e até debaixo de chuva. Gerir as entregas nos vários pontos do país, dos presentes que não foram entregues, das entregas que só vêm com um dos presentes, embrulhar os que não vêm embrulhados, descobrir o número dos que são entregues sem identificação... são muitos anjinhos, são muitos presentes. Apesar de todo o cansaço, de todo o esforço, só consigo sorrir quando penso nas crianças que vão ser presenteadas, nas mensagens que recebi, na força que essas mesmas mensagens me deram, nas pessoas fantásticas que se cruzaram comigo através do email ou pessoalmente, nas minhas amigas renas que se mobilizaram para distribuir anjinhos e recolher presentes, nas pessoas que usaram os meios que tinham ao seu alcance para juntar presentes ou recolhê-los para mos entregar. Honestamente, não tenho palavras para descrever o que a dimensão alcançada pelos anjinhos 2010, me faz sentir. É tão gratificante fazer a ponte entre quem precisa da ajuda e quem realmente quer ajudar, este sim é um verdadeiro presente de Natal.
Obrigada a todos.

vão acabar? Como, vão acabar?

5.12.10

Lara

Andava a dias para tratar da questão da gata, mas com tanto anjinho metido pelo meio, fui adiando, fui adiando, até que, claro, chegou o dia onde não dava para adiar mais. Mal acordei fui ver o email para ver se tinha alguma resposta aos emails que tinha enviado a quem, supostamente, tinha bichanos para dar. Havia uma que me interessava muito e até estava disponível para adopção, mas havia o porém que quem adoptasse o bichano, neste caso a bichana, tinha de se comprometer a deixar que se fizessem visitas à nova família e também posteriormente. Perdoem-me a ignorância, mas desconhecia que havia um processo complicado na adopção de gatos. Desisti daquela, se a minha casa tem um direito de admissão apertado, muito menos vou por a casa de uma amiga nesta situação. Enquanto buscava alternativas [faltavam poucas horas para outinhagataounãotinhagata] tive um rasgo e liguei para o Veterinário que [não há coincidências] tinha uma gata com 2 meses para oferecer. Lá lhe contei a história da amiga que queria muito um gato e que outra amiga tinha ficado de lhe oferecer, mas eu meti-me pelo meio porque queria ser eu a oferecer o bichano porque queria ir com os miúdos buscá-la para que vissem que os animais não vêm da loja e iadaidaiadiada, até que consegui combinar com a veterinária ir buscar a gata. Fomos, primeiro a saga de conseguir comprar a boxe de transporte, depois o medo... sim porque já agora queria oferecer um bicho com ar decente. Quando chegámos nem queríamos acreditar na doçura do animal. O A., o mariquinhas dos animais, que nem se deixa cheirar que começa a emaranhar por mim acima estava de bracinho esticado a fazer festinhas.
E cá tivemos a Lara durante algumas horas para deleite de todos e o nosso jantar foi animado pelas peripécias da gata com a árvore de Natal. A dona que vinha jantar saiu jantada e com uma gatinha linda e amorosa. O T. teve pena que ela não fosse para nós, eu também, mas olho para os meus sofás e passa-me.

3.12.10

já cheira a Natal

e a minha casa está cheia de anjinhos e embrulhos e presentes para embrulhar e papéis e envelopes e o meu carro faz mais viagens carregado de presentes que o trenó do Pai Natal. Uma canseira que vale tanto a pena que nem consigo descrever [e mesmo que conseguisse as dores nas costas impedem-me de escrever mais].
Mails centenas de emails que recebi, outros tantos que respondi. Este país está carregadinho de gente boa e boa gente, não me canso de dizer, é um verdadeiro prazer colaborar nesta mega acção dos anjinhos de Natal do Exército de Salvação, participar na colagem de sorrisos destas crianças, ler os emails e mensagens que recebo.

Quando a coisa acalmar [e as dores nas costas permitirem] cá voltarei para contar mais coisas.


30.11.10

repetitiva

mas não consigo deixar de me espantar com as pessoas maravilhosas com que me cruzo no email.

28.11.10

semi-abandonado

Não tenho tido tempo para bloggar. Até me apetece, mas a verdade é que mal tenho tempo para vir cá espreitar. E tinha tanto para escrever sobre os emails fantásticos que recebo agarrados ao pedido de um anjinho. Às mensagens no FB ou mesmo os comentários que me deixam na timeline. Num mundo que vejo cada vez mais podre, sem escrúpulos, sem valores, cheio de pessoas com duas caras, é um alívio, uma benção, um lavar de alma ler tudo o que me têm escrito e apetecia-me tanto escrever sobre essas pessoas que, madrugada dentro, me fazem pensar em pessoas boas, com valores.
A acção dos anjinhos existe para colar sorrisos nas crianças, em mim já colaram milhares.

Bem-haja quem cola sorrisos.





26.11.10

licitar e sofazar

Ide aqui e licitem que termina hoje [dia 26]. É o chamado 2 em 1, a Maria e o gato juntam mais uns cobres enquanto vocês sofazam com uma mantinha a devorar séries.

25.11.10

A todos os que gostariam de se juntar a esta colagem magnífica de sorrisos.

Dado o número de emails que ainda tenho para responder e o número de anjinhos que espero ainda receber do Exército de Salvação, já não terei anjinhos para novas inscrições. Façam Like na página, poderão acompanhar o decorrer da acção e sempre que houver novas acções serão os primeiros a saber através da vossa timeline.

Aos que já enviaram email e que aguardam uma resposta, o vosso anjinho chegará, mal eu consiga responder a todos os emails. Neste momento tenho 417 emails na caixa do correio, serei tão breve quanto possível a responder a todos.

Agradeço a todos os que espalharam a palavra, aos que pediram o seu anjinho e colaram sorrisos nestas crianças.

O meu muito obrigada.

Ana Almeida

24.11.10

"compro o que é nosso"

Eu sei

"Poucas pessoas sabem o que é começar do zero

ah pois é

a minha voz dá dez a zero à da Demi Moore.

continuamos de molho

Ontem tive de ficar em casa. O A. queixava-se da garganta e estava meio prostrado. A minha garganta também dava sinais de existência [nem vou mencionar as dores que tinha no corpo].
Passei a manhã entre emails de trabalho a partir de casa e a tarde foi passada a dormir para ver se recuperávamos. Mas a noite nem sempre ajuda e além de ter acordado várias vezes com a malfadada da garganta a doer, hoje de manhã o termómetro marcava 39.8º. Mal me conseguia mexer. O A. está melhor, eu nem por isso. Esta arrasou-me por completo. Espero que seja mal de pouca dura, porque se não me importo de estar em casa, estar em casa doente já é outra história.

22.11.10

um domingo entre anjos e tachos

Ontem finalmente lá consegui por um pouco de ordem na casa que andava virada do avesso e já me estava a dar conta do sistema não consegui foi chegar às pilhas de roupa para passar que crescem a olhos vistos. Entre um email e outro também consegui matar saudades da cozinha, já que durante a semana andei a despachar jantares em vez de cozinhar. Deu-me uma coisa e despachei mais três quilos de marmelos em marmelada e geleia, fiz um peixe de forma diferente para o almoço que foi muito apreciado pelas princesas, fiz uma dose industrial de molho de tomate para pizzas e outros pratos que me rendeu uma série de frascos já devidamente acondicionados no congelador prontos a usar, experimentei fazer pão de sementes que ficou um espectáculo tão grande que ainda fiz um segundo para dividir por duas casas, finalmente consegui experimentar a iogurteira que a Mary me ofereceu de presente de Natal adiantado e hoje de manhã tinha o resultado; o iogurte ficou fantástico. Para terminar em beleza, a pizza que fiz para o jantar estava de se lamber os dedos.
Agora resta-me esperar pelo próximo fim de semana porque a semana prevê-se que cozinha, só a correr porque não há tempo para cozinhar.

[o pão maravilhoso]

21.11.10

a imagem que ilustra as minhas noites

As minhas noites têm sido passadas no meio de anjos. Anjinhos de papel que vou distribuindo por quem me pede para colar um sorriso na cara de uma criança.
Eu gostava de conseguir descrever como cada email me incentiva a continuar mesmo quando as minhas costas já se queixam da horas sentada, os dedos começam a ficar lentos ou os meus olhos pesam de sono. Não tenho palavras para descrever.
Os anjinhos cresceram, "deram um pulo", se no ano passado fiz um novo recorde e distribui 357 anjinhos, este ano o número já passou a barreira dos 1000 e ainda tenho tantos pedidos de anjinhos para entregar.
Os emails que recebo incentivam-me, não só pelas palavras que muitas vezes a eles vêm agarrados, mas principalmente porque cada email corresponde a, pelo menos, mais um sorriso colado na cara de uma criança.
Além de todo este movimento de pessoas fantásticas dispostas a fazer sorrir estas crianças, existem nos bastidores de toda esta acção outras pessoas.
As pessoas que me ligam a estas crianças, as pessoas do Exército de Salvação, que me atura os telefonemas a pressionar para que me enviem mais anjinhos porque os que recebi estão a acabar e se há crianças que precisam que lhes colem um sorriso, felizmente não me tem faltado quem o quer colar.
As minhas amigas, algumas que conheci exactamente por causa dos anjinhos, que me incentivam e de que me orgulho de ser amiga, porque se mexem quando é preciso, porque têm garra, porque se mostram, porque sinto que vivem esta acção como eu. Às minhas amigas-renas que se mantêm de pedra e cal a apoiarem-me neste sonho de uma noite de Natal feliz, o meu muito e sincero obrigada: -Vocês são as melhores amigas que se pode ter.
O N. que me atura o cansaço, que me obriga a ir para a cama para que eu não durma só 3 horas por noite, que é também o meu braço direito e que por cada email que envio dá baixa na base de dados, que se espanta com o número de Likes na página ou com as visitas aqui, com quem partilho as palavras que recebo que me tocam mais, que me limpa as lágrimas quando elas saltam porque há quem saiba escrever ao coração, porque é o homem da minha vida e tem vivido a acção ao meu lado sempre pronto para mais emails ou para fazer quilómetros a recolher presentes.
O meu filho T., porque vibra com os resultados, porque consegue aprender com o meu exemplo, porque tem um coração maior do que ele.

Era muito melhor que todas as crianças tivessem um sorriso sem precisarem que fôssemos nós a colá-lo, como não é possível, tenho muito orgulho em abraçar esta acção e lutar para que cada uma tenha alguém que lho cole.




18.11.10

resultados

Lembram-se daquele post sobre a a ASAE? Para quem não leu está aqui.

Infractores segurem-se! Descobri que a coisa funciona e até já mandaram os inspectores para provar a comida [espero que tenham tido uma azia]

16.11.10

dos males que vêm por bem

Era suposto este ano haver um blogue criado apenas para os anjinhos e eu não teria de utilizar o fios, mas com os atropelamentos do dia a dia [não envio email agora, agora não dá jeito, envio a seguir...] e ficou a ideia e para o ano cá estará.
Graças à Cat, lá me apareceu a página do FB, entregue assim a modos que chave na mão e prontinha a utilizar. Claro que achei que ia ser um sucesso mas confesso que substimei os poderes do FB e da partilha de páginas. Está a ser um verdadeiro sucesso graças a quem cola sorrisos.
E agora eu, que até nem gosto de holofotes, ter aqui visitas assim, aos milhares de uma só vez, deixa-me assim a modos que não sei se hei-de limpar as mãos ao avental e começar a servir cafezinhos a tanta gente.
Nunca me passou pela cabeça ter um blog com uma audiência destas, nem queria, para ser franca, que isto de escrever para tanta gente é muita responsabilidade e eu cá quero é escrever o que me dá na real gana.
Mas há sempre um lado bom, e não, não é o meu lado estrela porque nasci desprovida de um, é o lado em que se vê alguém que também se queixa de excesso de trabalho, de falta [tanta] de tempo, mas que abraça uma causa que obriga a deitar tarde todos os dias para responder atempadamente a todos os que querem ajudar e, se a minha história servir para que pelo menos uma pessoa abrace uma causa já é uma vitória. Ganha quem usufruir da dedicação e ganha própria pessoa pelas pessoas que a apoiam, pelos emails que recebe, porque é uma excelente, senão a melhor forma de sentir que há de facto pessoas maravilhosas e estas pessoas não sabem, mas são quem muitas vezes me dá alento quando olho para o mail e vejo centenas de emails para responder.
E depois lembro-me dos sorrisos que ajudo a colar e vá, até aceito um ou outro holofote desde que aponte para este lado, o lado dos sorrisos colados.


Foto: Olhares

um dia histórico por estas bandas

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colar sorrisos

Um grande obrigada ao Sapo e em especial à Jonas por ajudarem a colar sorrisos

14.11.10

link directo para colar sorrisos


Acompanhem esta mega-acção pelo facebook

[já agora, façam LIKE, divulguem pelos amigos, pela família, pelos colegas e peçam o vosso anjinho. Colem um sorriso]


13.11.10

draft para post - as Pessoas que colam sorrisos

Eu queria conseguir escrever um post decente acerca dos emails que tenho recebido, das pessoas fantásticas que não se cansam de divulgar, de apoiar, dos que participaram noutros anos e voltaram este ano, dos que pedem anjinhos, muitos ou só um, dos grupos que se criam, das pessoas que mesmo não estando a atravessar um bom momento nas suas vidas e que têm orçamentos muito limitados me pedem um anjinho e oferecem ajuda na logística da acção, mas perdoem-me hoje foi mesmo um dia muito difícil e depois de responder a 119 emails já tenho os dedos a modos que a pedir descanso, para além de que estar acordada a esta hora não é fácil [graças a Deus amanhã é sábado] e tenho de me poupar para os pedidos de fim de semana. Por isso e para não me esquecer [como se fosse possível!] aqui fica uma nota para um post que há-de aparecer logo que eu recupere as minhas capacidades.

E apesar do cansaço que se apoderou de mim, estou muito feliz porque o número de anjinhos entregues por mim já ultrapassou o número do ano a passado.

Obrigada a quem continua a colar sorrisos nas carinhas destas crianças.

11.11.10

do que mais me impressiona

São as pessoas que se juntam aos apelo de tornar o Natal de algumas crianças num verdadeiro Natal em vez de mais um dia que só seria diferente pelo amontoado de lixo que se vê espalhado pelos caixotes atolados.
São as pessoas que independentemente do seu orçamento ser limitado, cortam onde podem, apenas porque há quem esteja em pior situação.
São as pessoas que independentemente da localização geográfica, transpõem as fronteiras da distância apenas com o intuito de colar um sorriso no rosto de uma criança.

Tenho recebido dezenas de emails, existem centenas de anjinhos por distribuir e, todas as noites quando me sento à frente do computador a ler e a responder todos os emails do dia, renovo a minha esperança nas muitas pessoas que apadrinham estes anjinhos.

Confesso, que apesar de ser uma infelicidade existirem por esse país fora crianças necessitadas é com enorme satisfação que ano após ano abraço esta causa. Os anjinhos de Natal do Exército de Salvação fazem parte integrante do nosso Natal, para nós, cá em casa, Natal sem anjinhos é como Natal sem árvore, literalmente.
E no dia em que me chegam os primeiros penso sempre, lá vou eu outra vez, andar numa roda viva e, eu que sou humana como as outras pessoas também vacilo, porque estou cansada, porque tenho uma vida de correria e porque é muito mais fácil ter uns momentos de ócio a vegetar à frente da televisão do que me agarrar ao computador a responder a emails mas, e o gozo? Sim, o gozo que me dá entregar cada um destes anjinhos, saber que de alguma forma eu participei um pouco no alcance de alguma felicidade destas crianças? Há 10 anos que todos os Novembros da minha vida são invadidos por anjinhos, todos os anos tenho conseguido, com a ajuda de todos os que abraçam a causa e que a divulgam, conseguido aumentar o número de anjinhos por mim entregue, ano após ano tenho tentado absorver os anjinhos de que outros desistem. Não consigo, nem quero desistir, não conseguiria olhar para o lado e ignorar que há crianças sem um presente, um embrulho comprado especificamente para elas. Afinal é Natal e devia ser todo o ano, mas infelizmente é nesta altura que a maioria das pessoas que são necessárias para ajudar estão mais "abertas" a abraçar as causas. Afinal é Natal e, enquanto eu tiver meios, porque a disponibilidade somos nós que a fazemos, os nossos Natais terão sempre anjinhos.


porque dar também é bom


(..)

Crianças que não têm presentes de Natal e que pedem aquilo que gostavam de ter (e de caminho também levam com um fato de treino). Quando compramos as coisas sabemos que estamos a comprar exactamente aquilo que aquela criança deseja e que não terá, se não formos nós. São crianças sem presentes de Natal. Tudo isto, misturado com a imagem de excesso de presentes lá em casa, que todos os anos tentamos, debalde, reduzir (este ano é que é, andamos a dizer ao tempo), faz com que eu queira aderir, de novo, a esta acção.

No ano passado fi-lo já muito em cima da hora (e atrasei-me e tudo) e "apadrinhei" 4 ou 5 anjinhos. Este ano está mais difícil, acho que não consigo chegar a tantos (e este "tantos" parece tão pouco, face à minha vontade), mas já angariei o meu filho para o processo (eu compro o fato de treino, ele paga o presente), e vou angariar mais pessoal (família e meninos do SAPO). Até já recomendei a coisa via Facebook, imagine-se, eu que quase nunca facebuco, e que acho que nunca usei as recomendações daquela coisa.

(...)


Um testemunho da Jonas


Podem consultar toda a informação sobre os anjinhos na página do Facebook

9.11.10

os anjinhos no nosso reino

O meu reino tem uma rainha [moi même!], um rei, dois príncipes e duas princesas e quando entramos em Novembro um dos nossos castelos [temos dois] enchem-se de anjinhos de cartão. Ando às voltas com mails e anjinhos e anjinhos e mails. Mas desengane-se quem pensar que cá em casa nos limitamos a distribuir anjinhos pelas almas caridosas que os acolhem, nós também o fazemos. Este ano cá em casa adoptamos 8 anjinhos, aliás 7 e meio já que um pede um CD que eu consigo arranjar à borlix, por isso para essa anjinha, que vai ter o presente que pede só vou comprar o fato de treino. E desenganem-se, também, aqueles que acham "eh pá 8 anjinhos, devem ser ricos..." nada disso. Cá em casa cada criança tem direito apenas a um presente oferecido por nós, já que, felizmente, recebem presentes de outras pessoas, assim, em vez de entupirmos os miúdos com presentes a que não vão ligar no meio de tantos, oferecemos a quem mais deles precisa. Os mais velhos, os que já sabem que o senhor das barbas pertence apenas ao mundo da fantasia têm consciência que esta é também uma forma de partilha e aceitam-na muito bem.
O T., o maior entusiasta da acção dos anjinhos, anda a pairar à minha volta enquanto respondo a emails, procura os números dos anjinhos na lista onde coloco os dados da pessoa a quem entreguei o anjinho, lê os nomes dos meninos e meninas, os presentes que pedem, a idade.
Quando o T. tinha 5 anos eu fiquei apenas com um anjinho em vez dos dois ou três habituais e, fiquei só com um porque quis ficar com um em particular, o anjinho tinha 3 anos e queria uma bicicleta. Quando recebi os anjinhos para distribuir, achei difícil entregá-lo, afinal uma bicicleta é uma bicicleta e, perdoem-me os que fazem parte da excepção, mas muitas das pessoas que me pedem anjinhos não estão dispostas a tanto. Fiquei com o anjinho de 3 anos que queria a bicicleta. Quando o T. entrou no carro viu os anjinhos e perguntou-me com quantos anjinhos eu tinha ficado, expliquei-lhe que tinha ficado apenas com um porque pedia uma bicicleta. O T. ficou em silêncio, uns metros à frente perguntou-me se podia oferecer a bicicleta dele, que estava nova, só tinha ido à rua duas vezes e, assim eu podia ficar com mais anjinhos. Assim foi. O anjinho teve a bicicleta dele, oferecemos presentes a mais duas crianças, o T. sentiu-se feliz por ter oferecido a bicicleta dele e eu, confesso, que até hoje me babo com a história. Este ano e, como o T. recebe semanada, que anda a juntar religiosamente, perguntou-me se podia ficar com um anjinho para ser ele a oferecer o presente, como é óbvio acedi, o fato de treino fica por minha conta, senão o miúdo fica sem poupanças.
Sou humana, sou mãe e orgulho-me muito desta vontade de ajudar o próximo que o T. tem incutida nele, sei que muito vem da humanidade que é dele, mas também sei que ver-me ano após ano a distribuir anjinhos, a comprar presentes para os meus e para os dos outros [sim, já consegui distribuir muitos desde que fosse eu a tratar de tudo] o ajudaram a cimentar esta "tradição" que existe no reino em meados de Novembro.
Que o T. nunca perca este gosto por ajudar quem mais precisa, porque infelizmente haverá sempre quem precise.

repetições

trabalho nocturno 2009

Todos os anos a cena repete-se, primeiro é a azafama da distribuição dos Anjinhos, pedidos que me chegam de todo o lado, amigos que fazem angariações preciosas [são os meus duendes], dezenas de mails recebidos e enviados, outras dezenas de anjinhos metidos em envelopes, peregrinações pelos departamentos da empresa na tentativa de angariar ainda mais "Pais Natal", depois vem a compra dos presentes, dos meus para os meus anjinhos, dos ocupados do costume que me incubem da tarefa. Compras feitas e carro atolhado de brinquedos e fatos de treino, muitos embrulhos para fazer. Incontáveis viagens de carro a levantar presentes aqui e ali [este ano parece que vou passear até Coimbra]. Carro atolhado e descarregamentos no armazém da empresa. Andar atrás dos esquecidinhos do costume que nas datas marcadas ainda não entregaram os presentes. Verificações para que nenhuma criança fique sem presente [sim, já me sairam uns quantos do bolso]. E depois... depois é olhar para aquele monte enorme de presentes antes de serem carregados para a camioneta, sorrir com vontade, sentir aquele calor que aquece a alma, sentir que valeu a pena, porque mais uma vez consegui dar o meu contributo para um Natal muito mais alegre a estas centenas de crianças.

Trabalho nocturno 2010

8.11.10

Chegaram mais 200 anjinhos que esperam ter um presente este Natal

Os anjinhos são crianças desfavorecidas, às quais o Exército de Salvação, com a nossa participação e de colaboradores de muitas outras empresas ajudam a ter um Natal mais alegre. As crianças mais carenciadas são seleccionadas pelo Exército de Salvação, que faz a pesquisa no terreno junto das famílias mais necessitadas.
Depois de seleccionados os nomes e idades das crianças são colocados num cartão com o pedido da prenda.

O anjinho é o cartão onde vem mencionado a idade e o presente da criança em causa; um brinquedo e um fato de treino para a idade. Todos os anjinhos correspondem a uma criança específica, por esse motivo em todos os presentes deve ser colocado o número correspondente à criança, este número vem mencionado no cartão-anjinho.

Quem quiser contribuir pode solicitar o número de anjinhos que pretende através do mail: fiosoltos@gmail.com eu enviarei toda a informação do anjinho o mais rápido possível para que possam aproveitar os descontos de fim de semana.

Estes pedidos devem ser feitos no máximo até dia 30 de Novembro e a data de entrega dos presentes será feita entre os dias 2 e 7 de Dezembro nas instalações da TVI, ao cuidado de Ana Almeida ou contactar-me para que eu possa indicar outro local ou mesmo ir levantar os presentes, nenhum anjinho ficará sem presente por motivos logísticos.

É muito importante que todos os presentes sejam entregues devidamente identificados com o número do anjinho.

Um grande OBRIGADA a todos os que acolherem esta acção.
Os Anjinhos no Facebook: LINK
[Brevemente num blog perto de si haverá muito mais informações e desenvolvimentos dos nossos anjinhos, mantenham-se atentos.]


da Maria e do gato

Eu gosto de abraçar causas em que acredito, porque por detrás das causas estão pessoas [e às vezes gatos, como é o caso] e, eu acredito que os sonhos inventaram-se para serem realizados e não para serem guardados em gavetas para nunca mais se abrirem. A Maria tem um sonho [que é o sonho do gato, também] e se a Maria resolve mover céus e terra para alcançar o seu sonho há que fazer um bocadinho [mesmo que pequenino] para a ajudar. A Maria, ao contrário do gato que imagino passe os dias a dormir, não se cansa, não desiste, tem iniciativa, pede e bate às portas todas para conseguir atingir o seu sonho. E eu, que acredito na Maria, vou ficar tão feliz por ela e pelo gato como se fosse eu a ter alcançado um sonho, quando souber que ela e o gato estão de malas aviadas lá para Bruges, porque é o que acontece quando acarinhamos o sonho de alguém.
No dia em que a Maria e o gato levantarem voo, vou inspirar, expirar e esboçar um sorriso daqueles que só quem conhece o prazer de alcançar um sonho consegue esboçar.

Está aí o Natal à porta, espreitem os leilões da Maria e experimentem fazer parte deste sonho.

do fim de semana

[inesquecívelmente bom]

6.11.10

há anjos no Facebook


Visitem a página dos nossos anjinhos no facebook. Aqui

error: you have reached your brain size limit

Todos os inícios de mês são caóticos para mim em termos de trabalho. Esta semana não foi excepção. Se normalmente o meu nome anda sempre à baila [porque é tão mais fácil perguntar em vez de porem a caixa da mioleira a funcionar] em período de facturação a coisa toma proporções completamente estapafúrdias. Hoje não foi excepção. Os meus níveis de stress e de cansaço subiram a pique e no início da tarde tinha-se instalado uma enxaqueca na minha cabeça. Comprimido no bucho, que estes amiguinhos andam quase sempre comigo e eu a esperar que a maldita passasse. Não passou, aliás, só piorou, que isto de andar a esforçar ainda mais, a stressar ainda mais, em open space com a algazarra habitual das sextas-feiras [juro que não consigo entender onde é que aquela gente no final de uma semana tem energia para fazer tanto barulho] não podia ter um final feliz. Saí direitinha para as urgências do Hospital da Luz com a esperança que sextas-feira-hora-de-jantar a coisa estaria pacífica. Nada disso, duas horas de espera depois da triagem. Meia volta volver, direitinha aos Lusíadas. Só para a inscrição tinha 12 pessoas à minha frente. E tinha também uma enxaqueca monstra que cada vez que dava um passo sentia o cérebro a ser espremido contra o crânio, um olho com vista reduzida e uma dor lancinante na parte detrás da cabeça e duas crianças por jantar atreladas a mim. Desisti. Voltei para casa e enfiei-me debaixo de um duche com água a temperaturas dignas de escaldar galinhas e deixei-me ficar um bom bocado a sentir a água a amolecer-me a moleirinha. Melhorei, mas nem perto do meu estado normal. Veremos amanhã a ressaca com que acordo, que as ressacas de enxaqueca não costumam ser melhores do que as ditas.

5.11.10

E porque este fim de semana o Modelo e o Continente têm descontos nos brinquedos peçam um Anjinho

Os anjinhos são crianças desfavorecidas, às quais o Exército de Salvação, com a nossa participação e de colaboradores de muitas outras empresas ajudam a ter um Natal mais alegre. As crianças mais carenciadas são seleccionadas pelo Exército de Salvação, que faz a pesquisa no terreno junto das famílias mais necessitadas.
Depois de seleccionados os nomes e idades das crianças são colocados num cartão com o pedido da prenda.

O anjinho é o cartão onde vem mencionado o nome, a idade e o presente da criança em causa; um brinquedo e um fato de treino para a idade. Todos os anjinhos correspondem a uma criança específica, por esse motivo em todos os presentes deve ser colocado o número correspondente à criança, este número vem mencionado no cartão-anjinho.

Quem quiser contribuir pode solicitar o número de anjinhos que pretende através do mail: fiosoltos@gmail.com eu enviarei toda a informação do anjinho o mais rápido possível para que possam aproveitar os descontos de fim de semana.

Estes pedidos devem ser feitos no máximo até dia 30 de Novembro e a data de entrega dos presentes será feita entre os dias 2 e 7 de Dezembro nas instalações da TVI, ao cuidado de Ana Almeida ou contactar-me para que eu possa indicar outro local ou mesmo ir levantar os presentes, nenhum anjinho ficará sem presente por motivos logísticos.

É muito importante que todos os presentes sejam entregues devidamente identificados com o número do anjinho.

Um grande OBRIGADA a todos os que acolherem esta acção.

[Brevemente num blog perto de si haverá muito mais informações e desenvolvimentos dos nossos anjinhos, mantenham-se atentos.]


o melhor conselho

(...)
Depois perdoa-te. Acho que esse é o conselho mais importante que se pode dar. Perdoa-te. Esquece, erraste, acertaste, asneiraste, viveste, já passou, não houve mortos nem sequer feridos e está tudo bem, de nada vale o coração apertado, a mente culpabilizada, isto é mesmo assim, de vez em quando as coisas acontecem e não lidamos com elas da melhor maneira, perdoa-te, esquece, segue em frente. Rodeia-te de pessoas que te façam rir, que te ridicularizam com carinho, tu gostas que te ridicularizem com carinho, eu sei que gostas, e sei também que não és previsível, que és de instinto, de cheiro, de pele, de coisas que não se vêem e por isso tens alguma dificuldade em explicar porque morres de paixão por a e não confias em b.
(...)

a primeira feita à minha medida e gosto



3.11.10

escapes

Encontrei a minha terapia diária para descomprimir: cozinhar. Hoje andei em experiências e da massa da pizza que sobrou fiz pão de alho e já que estava em modo Italy experimentei mellanzane alla parmigiana que ficou uma delícia, para amanhã também já está ali meio feito dois lombinhos de porco assado. Fotos é que não tirámos porque estávamos demasiado distraídos a provar o que ia saindo do forno, fica para a próxima.


lindas, lindas