3.4.10
ainda com muitas em atraso
Se há coisa de que gosto mesmo é dormir e uma sesta vale-me por noites inteiras. Hoje dormi desde as 6 e tal da tarde e só acordei às 10 da noite, renovada.
1.4.10
31.3.10
a minha princesa
"Eu tenho uma princesa. Verdade. Sem familiares reais, nem títulos de nobreza.
Eu tenho uma princesa. Porque tu me disseste": É muito importante ter-te na minha vida.
Antes de conhecer a minha princesa, eu já a conhecia, faltava-me uma voz, um cheiro, um conhecer de toque. A minha princesa é doce.
É um enorme orgulho, para mim, tê-la como amiga e ser sua amiga. Ela sabe, eu digo-lho muitas vezes, de muitas maneiras e ela diz-mo a mim. Nas confidências que fazemos ao telefone, nas conversas à mesa, nos abraços que trocamos, na cumplicidade que temos, nas sms "gosto muito de ti", só porque sim.
A minha princesa, que tem uma adolescente dentro dela é mulher, é mãe e é a melhor amiga que se pode ter.
A minha princesa não gosta do mês de Março que é o mês de que mais gosto e Março acaba hoje.
Eu tenho uma princesa. Porque tu me disseste": É muito importante ter-te na minha vida.
Antes de conhecer a minha princesa, eu já a conhecia, faltava-me uma voz, um cheiro, um conhecer de toque. A minha princesa é doce.
É um enorme orgulho, para mim, tê-la como amiga e ser sua amiga. Ela sabe, eu digo-lho muitas vezes, de muitas maneiras e ela diz-mo a mim. Nas confidências que fazemos ao telefone, nas conversas à mesa, nos abraços que trocamos, na cumplicidade que temos, nas sms "gosto muito de ti", só porque sim.
A minha princesa, que tem uma adolescente dentro dela é mulher, é mãe e é a melhor amiga que se pode ter.
A minha princesa não gosta do mês de Março que é o mês de que mais gosto e Março acaba hoje.
doce
Chegar à cama e ver o A. deitado na minha cama com o seu pateta bebé e a sua fraldinha. Deitar-me, senti-lo enroscar-se em mim.
Adormeci agarrada a ele e a sentir o cheiro a papa.
Adormeci agarrada a ele e a sentir o cheiro a papa.
30.3.10
lembrete [porque há sempre um por perto]
"Nunca discutas com um idiota, pois ele arrasta-te até ao nível dele e ainda te ganha aos pontos."
[autor desconhecido]
29.3.10
factos comprovados
sobre o [mau] funcionamento da minha vesícula:
- dá-se mal com gorduras e doces
- o molho do H3 não lhe agrada, o de bifes Portugália ou Lusitana é uma desgraça
- vinho tinto nem vê-lo [do branco não gosto]
a boa notícia acabadinha de comprovar no fim de semana é que a dita não tem nada contra vodka, açúcar e limas.
- dá-se mal com gorduras e doces
- o molho do H3 não lhe agrada, o de bifes Portugália ou Lusitana é uma desgraça
- vinho tinto nem vê-lo [do branco não gosto]
a boa notícia acabadinha de comprovar no fim de semana é que a dita não tem nada contra vodka, açúcar e limas.
o meu agradecimento à Sony
Que não deu resposta à Worten em tempo útil [31 dias] o que fez com que o príncipe mais velho tivesse direito a uma PSP novinha em folha e eu ao reembolso da diferença de preço.
facelift
A casa é praticamente nova, a quinta dá uma trabalheira do caraças [tem muitas árvores e animaizinhos para mudar de sítio], o meu carro está arrumadinho e não dá jeito mudar de cor e a arrecadação é demasiado pequena para estas avarias, mas a verdade é que me apetece mudar algo, tenho a criatividade a borbulhar. Olho para o fios... hum... já ia um faceliftzinho... Depois vem o raispartadogrilo buzinar-me que ofioséassimeperdeidentidadeedepoisnãoconseguesescreverporquenãoéomesmoetaletal.
Para já escapa, vou entreter-me com o armário do escritório e logo, quiçá, uns armários lá de casa, pode ser que me passe o frenezim.
Para já escapa, vou entreter-me com o armário do escritório e logo, quiçá, uns armários lá de casa, pode ser que me passe o frenezim.
cavalinho à chuva
O T. sempre foi amigo de dormir, o A. nem por isso, descobriu o prazer do sono no último ano. Acorda cedo, mas muda-se para a minha cama e dorme, com ou sem a minha presença, até o acordar.
Quando o A. era bebé fartei-me de praguejar porque estava [e bem] habituada a um bebé dorminhoco.
Hoje de manhã, ao ver o irmão enroscado na minha cama como se fosse uma minhoca a tentar resistir à minha investida de beijos para o acordar, o T. começou a divagar:
- Mamã, o A. é um dorminhoco. Olha para ele, nem quer acordar.
- Pois é, é a minhoca dorminhoca.
- Mamã, lembras-te quando ele era bebezinho e não gostava de dormir e acordava sempre cedo?
- Lembro, claro que me lembro.
- Mamããã... [o mamã arrastado é o tom de pedido lamuriento]
- Sim, T.
- Agora que o A. já é dorminhoco podias ter outro bebé.
- Não, não podia.
- Porquê?
- Porque em primeiro lugar não quero ter outro bebé e em segundo porque agora que o teu irmão dorme não preciso arranjar outro que me estrague as manhãs, não te parece?
- Oh, mamããã... mas já pensaste se o próximo gosta de dormir? Olha... eu gostava, o A. não gosta, o próximo tem de gostar e a seguir não tinhas mais bebés.
- Vai sonhando, vai.
[De repente tive a sensação que o T. me vê como fábrica de irmãos, o que não é bonito.]
Quando o A. era bebé fartei-me de praguejar porque estava [e bem] habituada a um bebé dorminhoco.
Hoje de manhã, ao ver o irmão enroscado na minha cama como se fosse uma minhoca a tentar resistir à minha investida de beijos para o acordar, o T. começou a divagar:
- Mamã, o A. é um dorminhoco. Olha para ele, nem quer acordar.
- Pois é, é a minhoca dorminhoca.
- Mamã, lembras-te quando ele era bebezinho e não gostava de dormir e acordava sempre cedo?
- Lembro, claro que me lembro.
- Mamããã... [o mamã arrastado é o tom de pedido lamuriento]
- Sim, T.
- Agora que o A. já é dorminhoco podias ter outro bebé.
- Não, não podia.
- Porquê?
- Porque em primeiro lugar não quero ter outro bebé e em segundo porque agora que o teu irmão dorme não preciso arranjar outro que me estrague as manhãs, não te parece?
- Oh, mamããã... mas já pensaste se o próximo gosta de dormir? Olha... eu gostava, o A. não gosta, o próximo tem de gostar e a seguir não tinhas mais bebés.
- Vai sonhando, vai.
[De repente tive a sensação que o T. me vê como fábrica de irmãos, o que não é bonito.]
26.3.10
petit chef
O T. sempre teve uma atracção pela cozinha. Por volta dos 2/3 anos enfiava-se na cozinha comigo e arrumava a loiça da máquina que conseguia chegar aos armários, a outra deixava em cima da bancada para eu arrumar e os talheres estavam interditos. Aos 4 anos estava sempre a perguntar-me se podia partir os ovos, mexer o tacho, qualquer coisa que pudesse ser ele a fazer, com o passar do tempo e aparecimento de novos entretenimentos e tpc's para fazer foi-se afastando da cozinha. Sabe preparar o leite para ele e para o irmão e atacar a caixa das bolachas não tem segredos para ele. Mas a verdade é que ele gosta de cozinha e pergunta-me muitas vezes se pode fazer alguma coisa para ajudar, geralmente "corro" com ele, é mais rápido se ele não estiver a atrapalhar, mas também é muito pouco pedagógico, por isso a partir de agora vou promovê-lo a ajudante e as refeições cozinhadas lá em casa passarão a ser feitas a quatro mãos.
Eu, que sou uma fervorosa adepta da independência só o posso ensinar e incentivar a que aprenda mais umas coisinhas e, quiçá, se não é na cozinha que descobre a sua verdadeira vocação?
[Claro que o aparecimento de um filme como o Ratatui, só veio apimentar ainda mais a vontade dele se entregar aos tachos]
Eu, que sou uma fervorosa adepta da independência só o posso ensinar e incentivar a que aprenda mais umas coisinhas e, quiçá, se não é na cozinha que descobre a sua verdadeira vocação?
[Claro que o aparecimento de um filme como o Ratatui, só veio apimentar ainda mais a vontade dele se entregar aos tachos]
25.3.10
24.3.10
da estupidez masculina
Há homens que são parvos, pronto! Nem tenho adjectivos originais.
Não estou a generalizar e muito menos a atacar o género, felizmente conheço poucos destes.
Mas são parvos, quer na forma como abordam as mulheres, quer na forma como se referem às mulheres quando falam com outros homens. Tentado fazer graçolas parvas a única coisa que conseguem é fazer figura de estúpidos. Não fosse a vontade de lhes atirar com a primeira coisa aguçada à cabeça e seriam dignos que sentisse vergonha alheia, mas nem isso. O mais triste é que a estupidez é tanta que mesmo que se gravasse a figura triste que fazem e os obrigasse a ver ainda achavam que tinham graça. Não têm, nem aos olhos das mulheres nem aos olhos dos pares imunes da tal estupidez, graças a Deus.
Não estou a generalizar e muito menos a atacar o género, felizmente conheço poucos destes.
Mas são parvos, quer na forma como abordam as mulheres, quer na forma como se referem às mulheres quando falam com outros homens. Tentado fazer graçolas parvas a única coisa que conseguem é fazer figura de estúpidos. Não fosse a vontade de lhes atirar com a primeira coisa aguçada à cabeça e seriam dignos que sentisse vergonha alheia, mas nem isso. O mais triste é que a estupidez é tanta que mesmo que se gravasse a figura triste que fazem e os obrigasse a ver ainda achavam que tinham graça. Não têm, nem aos olhos das mulheres nem aos olhos dos pares imunes da tal estupidez, graças a Deus.
22.3.10
[faz-me falta]
Não me consigo lembrar do seu cheiro, nem do som da sua voz, lembro-me das mãos, grandes, de dedos longos, já pele e osso de veias salientes. Lembro-me da sua ainda farta cabeleira branca, da barba de três dias grisalha, muito grisalha, das bochechas muito encovadas, do olhar sofredor. Lembro-me do frasco de morfina que a minha mãe e a minha avó guardaram longe do meu alcance [na última prateleira da despensa, o meu esconderijo favorito]. Lembro-me de atravessar 11 metros de corredor com o seu metro e oitenta de corpo morto apoiado em mim [como pesava], lembro-me de o ajudar a levantar do sofá, colocava uma perna no meio das dele, com cuidado colocava as mãos por baixo dos seus braços e fazia força para o ajudar a levantar, eu tinha 10 anos.
Lembro-me dos dias que passou na cama, de já nem se poder levantar, de eu já não poder jogar à bisca do nove porque a falta de forças não lhe permitia sequer segurar nas cartas. Lembro-me de o ver definhar dentro de um corpo que não era o dele [tão alto, tão vigoroso, tão forte, tão Senhor], transformado num resto de alguém pelo maldito cancro que o consumiu.
Lembro-me da impotência que sempre senti ao olhar para ele, de fazer força para não ter pena, ele não teria gostado de saber que eu tinha pena, mas tinha, não dele, mas de mim, por o ver assim e não poder fazer nada.
Lembro-me da manhã em que morreu, lembro-me exactamente de cada segundo, de cada palavra que me disseram, de cada palavra que disse. Lembro-me que chorei, chorei muito, lembro-me de estar agarrada a ele, abraçada a ele, lembro-me que chorei por ele e chorei por mim.
Só não me lembro do seu cheiro, nem da sua voz. E, às vezes faz-me falta conseguir recordar a sua voz e o seu cheiro.
Lembro-me dos dias que passou na cama, de já nem se poder levantar, de eu já não poder jogar à bisca do nove porque a falta de forças não lhe permitia sequer segurar nas cartas. Lembro-me de o ver definhar dentro de um corpo que não era o dele [tão alto, tão vigoroso, tão forte, tão Senhor], transformado num resto de alguém pelo maldito cancro que o consumiu.
Lembro-me da impotência que sempre senti ao olhar para ele, de fazer força para não ter pena, ele não teria gostado de saber que eu tinha pena, mas tinha, não dele, mas de mim, por o ver assim e não poder fazer nada.
Lembro-me da manhã em que morreu, lembro-me exactamente de cada segundo, de cada palavra que me disseram, de cada palavra que disse. Lembro-me que chorei, chorei muito, lembro-me de estar agarrada a ele, abraçada a ele, lembro-me que chorei por ele e chorei por mim.
Só não me lembro do seu cheiro, nem da sua voz. E, às vezes faz-me falta conseguir recordar a sua voz e o seu cheiro.
21.3.10
no mínimo, relaxante
Passo a vida a correr de um lado para o outro, horas e minutos contados para tudo, afazeres e coisinhas que quando adio é porque surgiram outras.Ter um fim de semana de mapling, sem horas, sem compromissos, com filmes a sucederem-se uns aos outros. No mínimo, era mesmo o que eu estava a precisar.
20.3.10
what not to watch on tv

Durante muito tempo "papei" tudo o que era episódios de fashion style, em primeiro lugar porque há sempre qualquer coisa a aprender, em segundo e muito menos importante, porque não havia mais nada para ver nas tardes que tive de passar em casa à espera que o rebento quisesse nascer.
Vi a versão inglesa. Achei muito boa, com conselhos muito sábios de duas mulheres que percebem do assunto e que conseguem dar dicas fantásticas para corpos complicados.
Vi a versão americana. Homem e mulher, experts no assunto do estilo, além de conseguirem fazer um programa divertido tinham um sentido de estilo muito bom. As dicas também eram boas.
Hoje e, já não é a primeira vez, vi um episódio da versão-imitação-portuguesa. Pamordeus! Quem se coloca de livre e expontânea vontade nas mãos dum tipo armado em estiloso sem qualquer sentido de estilo para si próprio, quanto mais para os outros. O programa é fraquinho, fraquinho, o resultado da suposta "transformação" fica muito aquém do esperado, dicas e conselhos, nem vê-los. Nas versões estrangeiras as "cobaias" eram inscritas por amigos ou familiares, aqui são os próprios. Quer na britânica, quer na americana as pessoas eram expostas ao ridículo sendo filmadas por câmaras ocultas e mais tarde, já em estúdio, vestindo a sua própria roupa, para que os apresentadores lhes dissessem o quão mal lhes ficava ou era desadequado.
Havia a parte do rídiculo, claro que sim, mas o resultado era sempre melhor do que o ponto de partida, algo que é completamente invertido na versão portuguesa. Venham por favor as versões estrangeiras que se aprende muito mais, sim?
19.3.10
das palhaçadas
[conversa entre os dois no carro]
A. - Xou palhaxinho do chapitô!
T. - Mamã... o que é o chapitô?
A. - É a escola dos palhaxos.
A. - Xou palhaxinho do chapitô!
T. - Mamã... o que é o chapitô?
A. - É a escola dos palhaxos.
16.3.10
na rua do monopoly
Eu gostava de viver na rua do monopoly. Eu gostava de viver na casa da esquina, voltada a sul para ter sol todo o dia a entrar pelas janelas, no terceiro andar, para que as copas das árvores não me fizessem sombra. Eu gostava de viver na casa que tem o chão em madeira de tábua corrida e uma cozinha de 60m2 para caberem lá todos os meus amigos enquanto faço experiências de novos pratos do Oliver ou da Nigela sem ter de correr com metade para a sala. Eu gostava de decorar uma casa antiga e viver nela.
Gosto da cidade nos dias de semana, o rebuliço, o misto de calma e agitação a meio da manhã, a saída dos empregos para ir almoçar, os restaurantes cheios, os bancos de jardim. Gosto da sensação de bairro no meio da cidade. As lojas, as mercearias, o mercado, as pessoas.
Gostava de viver na rua do monopoly como gostava de poder sentar-me num banco de jardim no meio da cidade numa hora de almoço de um dia de sol e sem relógio.
Gosto da cidade nos dias de semana, o rebuliço, o misto de calma e agitação a meio da manhã, a saída dos empregos para ir almoçar, os restaurantes cheios, os bancos de jardim. Gosto da sensação de bairro no meio da cidade. As lojas, as mercearias, o mercado, as pessoas.
Gostava de viver na rua do monopoly como gostava de poder sentar-me num banco de jardim no meio da cidade numa hora de almoço de um dia de sol e sem relógio.
15.3.10
e quando falta um dia para completar 3 anos e meio
Toma o primeiro duche sozinho (*)
- 'Tou quescido, tomei banho xozinho! Tu ensinaste a mim.
(*) a minha mão apenas ajudava a que o chuveiro não ganhasse vida própria.
- 'Tou quescido, tomei banho xozinho! Tu ensinaste a mim.
(*) a minha mão apenas ajudava a que o chuveiro não ganhasse vida própria.
monday
Depois do fim de semana maravilhoso, deitar-me cedo num domingo, acordar com sol... melhor só começar a semana com um pequeno almoço numa esplanada, sem pressas, sem relógio em boa companhia.
[Dias doces aquecem-me a alma e eu tenho a alma quente]
[Dias doces aquecem-me a alma e eu tenho a alma quente]
14.3.10
11.3.10
chato
10.3.10
o melhor da vida
No sofá encostado a mim enquanto faço compras no Jumbo Online:
- Isto é mesmo o melhor da vida, mamã...
- O quê T?
- Isto... estar aqui assim contigo e com o D.
[suspiro]
- Isto é mesmo o melhor da vida, mamã...
- O quê T?
- Isto... estar aqui assim contigo e com o D.
[suspiro]
9.3.10
8.3.10
a Rita explica
"O pior são os pais. Há pais verdadeiramente insuportáveis e sobre esses ninguém me perguntou nada. Logo eu, que tinha tanto para dizer… Antes de mais nada, dizer que quase todos os miúdos menos “educados” deviam apontar o dedo aos pais.
A maior parte das crianças difíceis vivem com mães e/ou pais que não sabem impor regras, que se desautorizam mutuamente, que usam as crianças como estratégias de arremesso de emoções, que querem os filhos construídos à imagem das suas expectativas, que não exigem respeito, nem autonomia, nem nada."
[subscrevo tudo o que a Rita Quintela escreveu]
A maior parte das crianças difíceis vivem com mães e/ou pais que não sabem impor regras, que se desautorizam mutuamente, que usam as crianças como estratégias de arremesso de emoções, que querem os filhos construídos à imagem das suas expectativas, que não exigem respeito, nem autonomia, nem nada."
[subscrevo tudo o que a Rita Quintela escreveu]
identidades
Das coisas mais parvas que se pode fazer quando se casa é adoptar o apelido do outro. Em primeiro lugar porque quer queiramos quer não, se ainda por cima for colocado no final do nome, perde-se alguma identidade, deixamos de ser chamados de x y e passamos a ser x z, é estranho. Vinte ou trinta anos com um nome e de repente parece que somos outro. Sentamo-nos à espera que chamem o nosso nome, ouvimos um nome parecido com o nosso e de repente realizamos que a srª do guichet já nos chamou três ou quatro vezes enquanto lhe rogávamos pragas por estar ali a repetir incessantemente um nome que afinal era o nosso. Além da fase inicial de habituação, existe uma outra, mais chata e que regra geral as pessoas não pensam, é que pode dar para o torto e quando dá para o torto é uma chatice pegada e um gasto de dinheiro fútil como tudo.
Por isso, aconselho-vos, casem-se à vontadinha, mas por amor à vossa paciência, deixem lá ficar o nome sossegado.
Por isso, aconselho-vos, casem-se à vontadinha, mas por amor à vossa paciência, deixem lá ficar o nome sossegado.
7.3.10
a ler, claro!
"Mesmo que por fora endureçam, não percam a sensibilidade! Só quem se mantém sensível à vida permanece aberto à felicidade e ao amor"

[obrigada, Mikas]

[obrigada, Mikas]
o sexo e a cidade
Não somos quatro, mas três e há semelhança da série, somos amigas e hoje jantámos juntas. Não conversamos sobre temas como política ou economia. Falamos de nós, não falamos de sexo [quase nada, vá], mas falamos de homens, dos nossos, de roupa [na versão what not to ware - calções, não, definitivamente]. Somos muito diferentes umas das outras, mas temos um entendimento invejável. Apaziguamos as dores umas das outras, mesmo quando não as entendemos. Brincamos e há até quem meta o casalinho da mesa ao lado ao barulho no meio de uma brincadeira de telemóveis dando motivo para muitas gargalhadas.
Eu que raramente bebo e quando o faço é de forma muito comedida, porque para além de já ter cometido os meus excessos numa outra vida, tenho sempre presente que vou conduzir, fiquei "entornada" na primeira caipirosca mas rapidamente cheguei à segunda, já que os empregados do Estado Líquido deviam estar a achar graça à nossa mesa e resolveram entregar o nosso pedido a outras pessoas, retendo-nos nas saikirinhas e caipiroscas, nem vou mencionar o estado em que eu estava quando finalmente a comida chegou.
E a amizade é isto mesmo, e temos conversas sérias e a seguir rimos com um disparate qualquer que manda embora a nuvem que se aproximava. E é bom, é muito bom o que sentimos nestes dias, quando cada uma regressa à sua casa, à sua vida, porque quando estamos juntas sentimos sempre vontade de repetir.
[Se eu podia viver sem a M. e sem a Princesa? Podia, mas não era a mesma coisa]
Eu que raramente bebo e quando o faço é de forma muito comedida, porque para além de já ter cometido os meus excessos numa outra vida, tenho sempre presente que vou conduzir, fiquei "entornada" na primeira caipirosca mas rapidamente cheguei à segunda, já que os empregados do Estado Líquido deviam estar a achar graça à nossa mesa e resolveram entregar o nosso pedido a outras pessoas, retendo-nos nas saikirinhas e caipiroscas, nem vou mencionar o estado em que eu estava quando finalmente a comida chegou.
E a amizade é isto mesmo, e temos conversas sérias e a seguir rimos com um disparate qualquer que manda embora a nuvem que se aproximava. E é bom, é muito bom o que sentimos nestes dias, quando cada uma regressa à sua casa, à sua vida, porque quando estamos juntas sentimos sempre vontade de repetir.
[Se eu podia viver sem a M. e sem a Princesa? Podia, mas não era a mesma coisa]
5.3.10
não é só a falta de tempo
Claro que se jogasse menos bubbles, se deixasse as vacas e as galinhas em paz e sossego, se não tivesse compras para fazer no Jumbo Online ou se não andasse a ver mil e uma coisas em que acabo por não ver nada, talvez eu conseguisse escrever qualquer coisinha. Tantas coisas na cabeça para fazer comboios de caracteres, filas e filas de comboios. Mas não é só a falta de tempo é também a auto-censura, eu escrevo sobre mim, sobre os meus filhos ou opino sobre algo que pode ter a ver comigo, com A B ou C, mas também tem a ver com milhares de pessoas por esse mundo fora ou então são dedicados a alguém e nesse caso é perfeitamente identificável [mais não seja pelo próprio]. E o que expresso aqui é apenas a minha opinião que vale o que vale e quem não lhe quiser dar valor, pode sempre dar meia volta e apagar-me dos favoritos que eu não me importo, porque também não me enfio na casa de alguém que sei que me vai dizer o que não quero ouvir [a não ser que tenha mesmo de ser, o que aqui não me parece - de todo- o caso].
Posto isto está mesmo quase a sair do draft um post dedicado [senão ainda acordo sem cabelo] e talvez este fim de semana ponha a escrita em dia porque não me parece que esteja tempo para sair de casa.
Posto isto está mesmo quase a sair do draft um post dedicado [senão ainda acordo sem cabelo] e talvez este fim de semana ponha a escrita em dia porque não me parece que esteja tempo para sair de casa.
4.3.10
2.3.10
afectos
Existem pessoas verdadeiramente queridas, doces, assim daquelas que dá vontade de guardar na caixa mais reservada dos afectos. Falo de pessoas sãs [apesar da sua loucura contagiante], boas, com bom fundo, verdadeiras. Pessoas que não conhecendo desde sempre, despertam a vontade de abrir o coração e conversar sem as reservas que tantas vezes imponho. Há pessoas com quem consigo falar de tudo, enquanto as ameijoas cozem numa frigideira e o martini vai diminuindo no copo, com quem rio e com quem falo com a lágrima a querer saltar do olho. Há pessoas verdadeiramente queridas com quem gosto de partilhar o meu tempo, que sabe sempre a pouco, que custa vir embora, que me deixa a desejar por novo encontro, porque parece-me sempre que perdi tanto tempo antes de as conhecer e de as guardar na caixa mais reservada dos afectos.
28.2.10
26.2.10
verdades
Se me fizessem determinado tipo de perguntas, se eu respondesse com a verdadinha, ninguém acreditava.
25.2.10
mais dois fãs
Ontem em vez de um Mc Donalds comeram um H3. O T. diz que lhe faz lembrar a carne que comia nas férias do Alentejo e gostou, claro. Adorou o molho, as batatas e a limonada. O A. que é o esquisitinho da família comeu a metade do hamburguer que lhe calhou e gostou.- Mamã, estes são muito melhores dos que o do McDonalds, mas de vez em quando tenho de comer um dos outros para me lembrar que estes são melhores. [T.]
24.2.10
evitar a dor
Habituei-me desde muito cedo a contar só comigo. É muito difícil andar a bater a portas e levar com portas na cara, doi. Não peço ajuda, desenrasco-me. Não me queixo, levanto-me. Não é uma questão de orgulho, é uma questão de sobrevivência, de dignidade. Não conto com os outros, perto ou longe, não conto, preciso estar a afundar-me para pôr um braço de fora a pedir socorro. Não gosto de dependências, não gosto de esperar que os outros possam/queiram/tenham disponibilidade. Quem está longe provavelmente não pode ajudar, quem está perto consegue ver e se quiser chega-se à frente. É isso que eu faço e, eu sei que não somos todos iguais e se eu me viro do avesso por alguém é um problema meu, não posso exigir que o façam por mim, não posso e não quero, talvez com medo do retorno que possa vir. Não gosto de criar expectativas, prefiro as surpresas e perante a incerteza perfiro a ignorância.
Claro que há quem não entenda este meu lado demasiado independente, mas não sei funcionar de outra forma. Acham-me desligada, orgulhosa, teimosa, cheia de mim, talvez, mas a verdade é que não sou e por vezes mordo-me toda para não esticar o braço até chegar à conclusão que tenho de o fazer senão a subida é muito mais difícil, dolorosa e qui çá as voltas e o tempo que demorarei até voltar à tona e conseguir voltar a respirar, o problema é que a dor de esticar o braço é ainda maior, porque quando estico o braço, para me verem tenho de o passar por lâminas afiadas que cortam e, nessa altura sangro.
Claro que há quem não entenda este meu lado demasiado independente, mas não sei funcionar de outra forma. Acham-me desligada, orgulhosa, teimosa, cheia de mim, talvez, mas a verdade é que não sou e por vezes mordo-me toda para não esticar o braço até chegar à conclusão que tenho de o fazer senão a subida é muito mais difícil, dolorosa e qui çá as voltas e o tempo que demorarei até voltar à tona e conseguir voltar a respirar, o problema é que a dor de esticar o braço é ainda maior, porque quando estico o braço, para me verem tenho de o passar por lâminas afiadas que cortam e, nessa altura sangro.
21.2.10
da vida
E andamos nós sempre numa correria desenfreada por coisinhas de nada, ninharias, porque o supermercado está a fechar e apetece-nos fazer não sei o quê para o jantar ou, comprar apenas uma tablete de chocolate. Chateamo-nos porque deixamos que pessoas e coisas sem importância vital nos tire o sono, em vez de dormirmos descansados porque no dia seguinte afinal aquele drama já não passa de uma tragiocomédia e perdemos mais não sei quantas horas de sono, inutilmente, estupidamente. E nem o facto de saber que tenho a despensa cheia de pacotes de leite e enlatados, que a caixa de primeiros socorros está devidamente apetrechada, que as minhas lanternas têm pilhas, me deixam descansada quando sou acordada do sonho mais ou menos cor-de-rosa que é a minha vida, pelas imagens de tragédia que num ápice podem assolar qualquer um em vez de nos entrarem pela porta da sala para o mundo e, sentir o quão frágil é esta bolha que envolve a minha vida e a dos meus filhos e de todos os que me são queridos e, que num abrir e fechar de olhos para quem vê de fora e numa eternidade agonizadora para quem a vive ao vivo, tudo pode desmoronar. Como se não bastasse o filme de horror que se vive depois, depois ainda se tem de reconstruir ao mesmo tempo que se aplaca a dor, porque desaparecer não desaparece.
Tão frágeis que somos e, mais ainda, quando vivemos cheios de tudo com uma segurança que impomos a nós próprios tão longe da segurança que realmente precisamos.
Tão frágeis que somos e, mais ainda, quando vivemos cheios de tudo com uma segurança que impomos a nós próprios tão longe da segurança que realmente precisamos.
20.2.10
19.2.10
17.2.10
turnos
Primeiro foi o mais velho, andava a modos que insuportável de parvo. "Típico da idade", dizem uns, "típico dos rapazes" dizem outros, "típico de má educação", digo eu! Lavagens cerebrais acompanhadas de castigos e alguns estalos que ficaram só na vontade [que horror, eu sei, mas a má criação era mais que muita e dá-me freniquitins a cada resposta torta]. Durante esse período, nalguns dias o mais novo também se transcendia, mas ainda assim parecia um anjinho ao pé do irmão. Como sou uma mãe chatacomócaraçasperitaemchantagememocionalelavagenscerebrais a coisa passou, passou de tal maneira que de repente tenho o mais velho a "condenar" atitudes do mais novo. Mas não se julgue que a paz se instalou aqui no palácio, não, claro que não, era bom demais. Tenho uma criança que de repente se transformou em cachorro, se não estivesse tanto frio acho que o ia passear à rua. Não é que o A. para não parar de jogar nintendo, ou psp, ou ps2 ou o raio que o parta faz chichi onde estiver? Ainda hoje, quando lhe ia vestir o pijama, dei com ele sentado muito sossegado na beira da cama de nintendo a mão, ao lado uma poça de chichi. Tão bom. Relembrei rapidamente os velhos tempos de ter um cachorro em casa. Resultado, balde e esfregona, um raspanete de todo o tamanho, castigo que não toca mais em jogos enquanto tiver deslizes [sim, eu sei, os deslizes são por causa do jogo por isso se não houver jogo não há deslizes] por isso vai amargar durante o resto da semana sem aparelhómetros de jogatana. Desata numa gritaria desgraçada quando se apercebe do castigo, sim porque o raspanete só fere o ego, mais castigo que hoje não há história para ninguém por causa da gritaria e tudo enfiado na cama num abrir e fechar de olhos.
Hoje pela primeira vez não se voltou a levantar depois de os deitar, não fosse eu cumprir a ameaça de acabar com a música para adormecer.
Hoje pela primeira vez não se voltou a levantar depois de os deitar, não fosse eu cumprir a ameaça de acabar com a música para adormecer.
15.2.10
já nem em casa me safo
a propósito do frio
já bebi mais chá hoje do que num ano inteiro.
[não gosto de chá, mas está frio cumó raio e não dá jeito trabalhar de saquinho de água quente]
[não gosto de chá, mas está frio cumó raio e não dá jeito trabalhar de saquinho de água quente]
14.2.10
se pudesse ser diferente
Hoje seria um bom dia [este ou outro]. Seria um dia lembrado com alegria, como o início de algo, em vez disso é um dia lembrado com tristeza por ter sido o final de algo que mal se iniciou. Há presentes que não estamos preparados para receber [não queremos] e por isso despachamo-los na primeira oportunidade, sem pensar muito no assunto, porque o simples acto de pensar pode ser tão problemático que nós, cobardes, preferimos despachar a enfrentar e, sobretudo, aceitar o que nos é dado.
Hoje é um dia triste e nem o cor de rosa e vermelho com que se dá cor a tudo à nossa volta o consegue alegrar, do cheiro e do sabor doce de guloseimas que se partilham eu apenas sinto um amargo de boca. Talvez um dia limpe esta ferida com algodão-doce.
Hoje é um dia triste e nem o cor de rosa e vermelho com que se dá cor a tudo à nossa volta o consegue alegrar, do cheiro e do sabor doce de guloseimas que se partilham eu apenas sinto um amargo de boca. Talvez um dia limpe esta ferida com algodão-doce.
Gostar de cozinhar
Para os meus e para os que me são queridos. Cozinhar para alguém é um acto de carinho, claro que já servi muitas refeições compradas fora, porque o tempo era escasso ou porque a disposição de me entregar aos tachos era nenhuma. Mas gosto muito de cozinhar, com o cuidado de preparar mentalmente as compras, escolher os ingredientes certos e fechar-me [se tivesse portas] na cozinha durante horas se fosse preciso a preparar pratos deliciosos para serem degustados à mesa com uma boa conversa e regados com bom vinho. Gosto. O que eu não gosto é de cozinhar por obrigação, faço-o com muito esforço, chegar a casa e preparar à pressa qualquer coisa porque tenho jantares para servir é um tormento. Perfiro mil vezes ter de sair de casa enquanto as batatas estão ao lume e a carne está no forno, para ir à mercearia da esquina comprar aquele ingrediente que faz falta para experimentar uma nova sobremesa. Não, não há melhor do que a surpresa de provar algo novo que é delicioso e que rapidamente entra no rol de pratos ou sobremesas que faço de cabeça e que deixa sempre os convivas deliciados.
Agradeço à Nigella e ao Olivier as maravilhosas receitas que vou tendo o prazer de experimentar e com que delicio os meus amigos.
[A famosa receita da salada de espinafres com morangos não faço a mínima ideia a quem agradecer.]
Agradeço à Nigella e ao Olivier as maravilhosas receitas que vou tendo o prazer de experimentar e com que delicio os meus amigos.
[A famosa receita da salada de espinafres com morangos não faço a mínima ideia a quem agradecer.]
12.2.10
11.2.10
ano novo
Se para uns hoje é segunda-feira [-boa semana M!], para mim hoje é dia de ano-novo. E isto até pode parecer uma coisa sem sentido nenhum, mas não, para mim, faz todo o sentido.
Qualquer dia do ano é um bom dia para mudar, melhorar o que achamos estar mal, [menos bem, vá!] na nossa vida. Ando há demasiado tempo às cabeçadas comigo própria, culpa do pouco tempo que tenho, culpa minha pela forma como o aproveito.
Têm-me feito falta muitas horas de sono desperdiçadas, tantas vezes inutilmente. Estou cansada de acordar a esfofetear-me e a jurar "hoje deito-me cedo". Chega! Basta! Hoje é ano novo e começa uma nova vida e, irá mudar muito mais ao longo do ano porque qualquer dia é bom para o fazer. Adiei tempo demais o que já devia ter feito há muito, perdi tempo demais a pregar que tinha de mudar, chegou a hora e como eu costumo dizer, só custa ao princípio, mas no dia seguinte vai ser muito melhor.
A minha sanidade mental agradece, tenho sido demasiado pressionada, têm puxado demais, estiquei demais e quando achava que alguém me podia dar uma folga na pressão tenho ainda mais um puxão que não esperava.
Novos hábitos há muito pensados me esperam, quando estiverem bem interiorizados há que passar à fase seguinte e começar mais uma ano-novo.
Hoje é ano novo!
Qualquer dia do ano é um bom dia para mudar, melhorar o que achamos estar mal, [menos bem, vá!] na nossa vida. Ando há demasiado tempo às cabeçadas comigo própria, culpa do pouco tempo que tenho, culpa minha pela forma como o aproveito.
Têm-me feito falta muitas horas de sono desperdiçadas, tantas vezes inutilmente. Estou cansada de acordar a esfofetear-me e a jurar "hoje deito-me cedo". Chega! Basta! Hoje é ano novo e começa uma nova vida e, irá mudar muito mais ao longo do ano porque qualquer dia é bom para o fazer. Adiei tempo demais o que já devia ter feito há muito, perdi tempo demais a pregar que tinha de mudar, chegou a hora e como eu costumo dizer, só custa ao princípio, mas no dia seguinte vai ser muito melhor.
A minha sanidade mental agradece, tenho sido demasiado pressionada, têm puxado demais, estiquei demais e quando achava que alguém me podia dar uma folga na pressão tenho ainda mais um puxão que não esperava.
Novos hábitos há muito pensados me esperam, quando estiverem bem interiorizados há que passar à fase seguinte e começar mais uma ano-novo.
Hoje é ano novo!
best friends I
é aquele que depois de um dia muito merdoso e de uma noite enfiada no sofá numa neura descomunal que tentei, sem sucesso, apaziguar com uma tentativa, também ela falhada de organizar as centenas de fotos que tenho enfiadas no pc, me faz chorar de tanto rir.
Com amigos assim, ninguém precisa de Baby Blues.
Obrigada André!
Com amigos assim, ninguém precisa de Baby Blues.
Obrigada André!
9.2.10
post gerado por causa dos comentos no post abaixo
Para bem da Margarida espero que o sporting se mantenha igual a si mesmo - [Nunca pensei dizer isto, vou-me ali chicotear violentamente por ter escrito tamanha barbaridade]
5.2.10
2.2.10
mais sol [em Lisboa]
Dou uma vista de olhos pelos meus fios de estimação e dou de caras com o post da princesa e de repente tenho uma vontade enorme de largar tudo, e passar o dia a apanhar sol e sentir o pulsar de Lisboa.
[sim, também tenho saudades de morar na cidade]
[sim, também tenho saudades de morar na cidade]
1.2.10
a esperança não é verde, é da cor dos dias com sol
foto: OlharesHá muito que sei que a cor dos dias tem uma forte influência no meu bem ou mal-estar. O meu humor muda, não com o avançar das horas mas de acordo com a palete do céu.
Com dias de sol fico renovada, de baterias carregadas, sou eu.
28.1.10
fragilidades
De repente tanta coisa com sentido deixa de o fazer. Anos de luta, de afirmação, de construção, que afinal são frágeis como papel. Rasga-se a paciência, esquece-se a dedicação. De repente a vontade de abrir gavetas e rasgar papel. As construções humanas são frágeis, as construções das relações humanas mais frágeis são. Confesso, que apesar de não me surpreender, não entendo. Como conseguem as pessoas tornarem-se em seres tão despreziveis. Quantas pessoas conhecerei eu, que por detrás do ar cândido com que as reconheço, por trás englobarão este mesmo naipe de seres? Muitas, presumo eu. Eu, logo eu, uma eterna crente no bom fundo das pessoas, nas pessoas com coração, em reflexos de corpo inteiro e não apenas em reflexos do seu próprio úmbigo. Há pessoas que têm fins tristes, muito tristes, conhecemos-lhes o fim e temos pena, roemo-nos de comiseração, ignorantes, esquecemo-nos da justiça, divina, ou seja qual fôr. Tudo se paga e, o preço das acções contra os outros pagam-se caras, não na hora devida, mais tarde, bem mais tarde quando os juros são mais altos, acumulados durante anos de umbiguismos, anos de eu, mais eu e eu primeiro. Acabam mal, aos olhos de piedade de quem lhes conhece o fim, aos olhos de justiça de quem lhes sentiu as acções, as palavras execráveis.
Um dia alguém grita: - Chega! Basta! - e vira costas, porque qualquer coisa é melhor e, finalmente, por fim, respira-se.
E um dia, pagam tudo, com os juros devidos e todo o império de prepotência, de poder, de trunfo na manga, já não lhes serve para nada.
Mais cedo ou mais tarde somos todos frágeis.
Um dia alguém grita: - Chega! Basta! - e vira costas, porque qualquer coisa é melhor e, finalmente, por fim, respira-se.
E um dia, pagam tudo, com os juros devidos e todo o império de prepotência, de poder, de trunfo na manga, já não lhes serve para nada.
Mais cedo ou mais tarde somos todos frágeis.
24.1.10
saudades
de sol
de praia
de calor
de sabor a sal
de dias sem horas
de horas sem minutos
de segundos sem frames
da água salgada
da água da piscina
do céu estrelado
de estrelas cadentes
de lençois de linho
de verde
de amarelo
de vacas pretas e brancas
de vacas castanhas
de azedas
de uvas morangueiras
de cães Serra da Estrela
de gatos sem marca
de campo
de alpendre
de latada
de montar
de jogar crapô
de jogar scrable
de palavras cruzadas
de exercícios de lógica
de fotos a preto e branco
de foto-retratos
de flores
de ervas pelo joelho
do grilar dos grilos
do cantar das cigarras
de melros
dos pardais
de gansos
de galinhas
do Jardim Zoológico
de água cristalina
de mata
de brunch no Chiado
de barcos no rio
de dormir numa rede
de pastéis de Belém
de "livros do Patinhas"
da "Mônica"
da "Luluzinha"
do Snoopy
do Garfield
do Calvin
de dormir muito
de me deitar ao amanhecer
de conversas nos degraus
de esplanada ao sol
de S. João
de vestidos
de sandálias
de viajar
de vegetar
de "não estar"
de salada de espinafres
de morangos
de batido banana-laranja
de ter os pés enterrados na areia
de eléctricos amarelos
de autocarros vermelhos
de castelos
de Igrejas
de planície
de me arrepiar a entrar no mar
de mergulhar
de cheiro a bebé
de jogar à bola
dos comboios com automotora
de pão quente
de cigarros à janela
de não fumar
de aeroportos
de andar de avião
de Londres
de Barcelona
de Loivo
de Viana
de Palmela
de Lisboa
da rua do Monopoly
de séries em série
de mascarpone com morangos
de gelado de manga
de varanda
de arroz de cabidela
de souflé de peixe
de correr de manhã
...saudades... tantas... e muitas, muitas mais.
de praia
de calor
de sabor a sal
de dias sem horas
de horas sem minutos
de segundos sem frames
da água salgada
da água da piscina
do céu estrelado
de estrelas cadentes
de lençois de linho
de verde
de amarelo
de vacas pretas e brancas
de vacas castanhas
de azedas
de uvas morangueiras
de cães Serra da Estrela
de gatos sem marca
de campo
de alpendre
de latada
de montar
de jogar crapô
de jogar scrable
de palavras cruzadas
de exercícios de lógica
de fotos a preto e branco
de foto-retratos
de flores
de ervas pelo joelho
do grilar dos grilos
do cantar das cigarras
de melros
dos pardais
de gansos
de galinhas
do Jardim Zoológico
de água cristalina
de mata
de brunch no Chiado
de barcos no rio
de dormir numa rede
de pastéis de Belém
de "livros do Patinhas"
da "Mônica"
da "Luluzinha"
do Snoopy
do Garfield
do Calvin
de dormir muito
de me deitar ao amanhecer
de conversas nos degraus
de esplanada ao sol
de S. João
de vestidos
de sandálias
de viajar
de vegetar
de "não estar"
de salada de espinafres
de morangos
de batido banana-laranja
de ter os pés enterrados na areia
de eléctricos amarelos
de autocarros vermelhos
de castelos
de Igrejas
de planície
de me arrepiar a entrar no mar
de mergulhar
de cheiro a bebé
de jogar à bola
dos comboios com automotora
de pão quente
de cigarros à janela
de não fumar
de aeroportos
de andar de avião
de Londres
de Barcelona
de Loivo
de Viana
de Palmela
de Lisboa
da rua do Monopoly
de séries em série
de mascarpone com morangos
de gelado de manga
de varanda
de arroz de cabidela
de souflé de peixe
de correr de manhã
...saudades... tantas... e muitas, muitas mais.
21.1.10
do Sporting
Ando tão a leste do que se passa fora da minha esfera que foi num blog habitué que me dei conta do que se passou. Procurei as notícias relativas ao assunto e concluo.
- Um jogador que se insurge contra os adeptos [deve ter sido claque, talvez a Juve Leo?!?] para defender um colega que cometeu um erro merece todo o meu respeito.
- Um director desportivo que se insurge contra o jogador que defendeu o dito colega não merece nada.
- Lamento que o Sá Pinto tenha tido tão infeliz atitude ao serviço do Sporting.
[Levezinho, estou contigo.]
- Um jogador que se insurge contra os adeptos [deve ter sido claque, talvez a Juve Leo?!?] para defender um colega que cometeu um erro merece todo o meu respeito.
- Um director desportivo que se insurge contra o jogador que defendeu o dito colega não merece nada.
- Lamento que o Sá Pinto tenha tido tão infeliz atitude ao serviço do Sporting.
[Levezinho, estou contigo.]
just breathe
[linda, linda!]
Stay with me,..
You’re all I see.
Did I say that I need you?
Did I say that I want you?
Oh, if I didn’t now I’m a fool you see,..
No one knows this more than me.
20.1.10
[des]larguem-me
E eu que sempre fugi de holofotes agora ando na berlinda? Será possível que me saía bolinha preta todos os dias?
factos IV
Assim para já, vou deixar o raio do novelo como está. Há-de ficar direito. Afinal, como diz a minha amiga Princesa: A vida resolve-se sozinha.
[e se a vida não lhe tratar da saúde, deito-o fora]
[e se a vida não lhe tratar da saúde, deito-o fora]
19.1.10
17.1.10
batalhas
Não sei se estou preparada para as consequências a que estarei sujeita na batalha da manutenção da minha sanidade mental, mas sei que não estou preparada para as consequências da insanidade. Já é um princípio.
14.1.10
Os meus filhos são [mesmo] lindos
Os meus filhos são um espectáculo.
O T. há duas semanas que não vai à capoeira, não que não queira, mas porque a mãe dele [eu] não o consegue ir buscar a horas. O T. é o último a sair da escola porque a mãe dele [eu] sai do trabalho à hora do fecho do atl.
O A. é o último a sair da escola, porque a mãe dele [eu] tem de ir buscar o T. antes de o ir buscar a ele. O A. fica uma hora sozinho com a auxiliar à espera que a mãe dele [eu] o vá buscar.
Ontem, quando a mãe do T. e do A. [eu] os foi buscar não foi para casa, pegou nos filhos e voltou para o emprego porque tinha trabalho para fazer e não podia ir para casa.
Ontem, o T. e o A. não jantaram com a mãe [eu], jantaram no Mc Donalds com uma colega-amiga da mãe deles].
A mãe do T. e do A. [eu], tem muita sorte, os filhos são bem educados e comportados e a colega-amiga da mãe não se importou nada de os levar ao Mc Donalds.
A mãe do T. e do A. [eu] tem muita sorte, porque os filhos aceitam e pelo menos um deles, o mais velho, entende que a mãe [eu] tem de trabalhar nas horas que devia estar com eles.
Ontem o T. e o A. sairam do emprego da mãe [eu] à hora que deviam estar a ouvir a história para de seguida irem dormir.
O T. e o A., ontem dormiram com a mãe [eu] depois de ouvirem uma história.
A mãe do T. e do A. [eu], tem muita sorte por ter os filhos que tem, que compreendem e aceitam.
O T. e o A. vão ter muita sorte no dia em que a mãe deles [eu], compreender mas não aceitar.
O T. há duas semanas que não vai à capoeira, não que não queira, mas porque a mãe dele [eu] não o consegue ir buscar a horas. O T. é o último a sair da escola porque a mãe dele [eu] sai do trabalho à hora do fecho do atl.
O A. é o último a sair da escola, porque a mãe dele [eu] tem de ir buscar o T. antes de o ir buscar a ele. O A. fica uma hora sozinho com a auxiliar à espera que a mãe dele [eu] o vá buscar.
Ontem, quando a mãe do T. e do A. [eu] os foi buscar não foi para casa, pegou nos filhos e voltou para o emprego porque tinha trabalho para fazer e não podia ir para casa.
Ontem, o T. e o A. não jantaram com a mãe [eu], jantaram no Mc Donalds com uma colega-amiga da mãe deles].
A mãe do T. e do A. [eu], tem muita sorte, os filhos são bem educados e comportados e a colega-amiga da mãe não se importou nada de os levar ao Mc Donalds.
A mãe do T. e do A. [eu] tem muita sorte, porque os filhos aceitam e pelo menos um deles, o mais velho, entende que a mãe [eu] tem de trabalhar nas horas que devia estar com eles.
Ontem o T. e o A. sairam do emprego da mãe [eu] à hora que deviam estar a ouvir a história para de seguida irem dormir.
O T. e o A., ontem dormiram com a mãe [eu] depois de ouvirem uma história.
A mãe do T. e do A. [eu], tem muita sorte por ter os filhos que tem, que compreendem e aceitam.
O T. e o A. vão ter muita sorte no dia em que a mãe deles [eu], compreender mas não aceitar.
13.1.10
12.1.10
[juro que me habituava]
Eu podia chegar a casa muito mais cedo.
Eu podia chegar a casa e ter tudo arrumado.
Eu podia chegar a casa e ter a roupa nos devidos lugares.
Eu podia chegar a casa e ter o jantar feito.
Eu Juro que me habituava.
Eu podia chegar a casa e ter tudo arrumado.
Eu podia chegar a casa e ter a roupa nos devidos lugares.
Eu podia chegar a casa e ter o jantar feito.
Eu Juro que me habituava.
e finalmente div[ertida]
um dia de chuva pode ser um bom dia.
Já está! Bastou uma assinatura e ficou feito.
Já está! Bastou uma assinatura e ficou feito.
11.1.10
quase, quase a cair para o lado
Foto: OlharesQuero que esta fase acabe, quero [preciso, desesperadamente] de entrar em velocidade cruzeiro, voltar a ter o trabalho sob controlo, o meu e o dos outros. Estou cansada, exausta, mesmo, preciso de ver luz ao fundo do túnel.
Eu sei que há dois anos quando me atiraram para o projecto fiquei muito entusiasmada. Tinha acabado de chegar de férias quando me disseram que tinha sido escolhida para o desenvolvimento deste monstro que agora me atormenta. De 20 e tal pessoas escolheram-me a mim. Tinha provas dadas, conhecia o sistema melhor do que ninguém, gosto de "fuçar" até encontrar o que faz falta, a funcionalidade que permite optimizar ou maximizar uma tarefa. Gosto de conhecer e melhorar processos de trabalho e atirei-me com tudo o que sabia e estava disposta a aprender. Tive altos e baixos, muitas reuniões, expliquei um sem número de vezes a mesma coisa em duas línguas e de formas diferentes, revi muitos documentos, "levei" com muitos powerpoints e pontos de situação [perde-se muito tempo em reuniões], discussões acesas, tive muitas vezes vontade de desistir, fiz muitos testes, repeti o mesmo teste vezes sem conta para obter o mesmo resultado. É o que acontece com quem tapa a cabeça e destapa os pés e vice-versa, uma, outra e outra vez. Perdi a paciência muitas, muitas vezes. Barafustei muito.
Dois anos passaram e chegou a hora da verdade. Sei que fiz o meu melhor, ainda não acabou, chegaram os dias do pesadelo, os dias sem horas para acabar, as noites em casa com a cabeça a borbulhar, efeitos de demasiada cafeína e de cabeça demasiado cansada para ordenar ideias. Mas repito para mim mesma, fiz um grande trabalho e, hoje, quando olham para o monitor e tentam fazer alguma coisa que até agora não era possível, podem não saber, mas eu sei, fui eu que levantei a lebre, fui eu que disse que precisava disto ou daquilo, mas nada é fácil e a na maioria das coisas tive de "desenhar" o caminho para lá chegar. Quando olham para o monitor, podem não saber, podem não conseguir imaginar todo o trabalho que esteve por trás, mas eu sei, fui eu, foi da minha cabeça que saiu e foi um grande trabalho. E, claro que se não fosse eu podia ter sido outro qualquer [ou não], mas fui eu que lá estive e foram os meu neurónios sobreviventes que se espremeram.
[Agora só falta entrar em Go-live, abençoado!]
10.1.10
7.1.10
Uma questão de entoação [post em atraso]
Já descobri um blog no programa "o meu blog dava um programa de rádio", apanhei-o sem querer no rádio do carro, gostei do que ouvi e fui à procura do blog que passei a seguir regularmente.
Quando há uns tempos a minha amiga M. me enviou uma sms a dizer que o blog dela ia ser lido no mesmo programa, como é óbvio fiquei em pulgas, afinal, ela é minha amiga e o blog dela [o actual e todos os anteriores] pertence ao meu núcleo duro de blogs a seguir, que é como quem diz, ela posta e eu leio. Claro que à hora a que deu o programa eu não pude ouvir, nem no dia, nem na repetição no dia seguinte, por isso fiquei à espera que a Rádio Comercial colocasse o dito programa no site para o ouvir. -Que decepção! É que eu conheço a M., sei o sentimento que ela coloca em cada palavra escrita e, quando a estou a ler, oiço-a. A locutora da RC quis dar um ar alegre aos posts [como se fossem tristes... parva, estragou tudo!] Ouvi o programa e conhecia os textos que estava a ouvir, mas faltava-lhe a entoação certa, não soava, deve ser como tocar fora do tom [não faço ideia que não percebo nada de música]. Mas eu que gosto tanto do que aquela mente retorcida [descupa, M, mas é verdade] escreve, odiei o programa, tanto que desisti a meio e reli os posts para voltar a repor na minha mente a entoação correcta. Para mim, os posts da M. têm de ser lidos quer a sós, quer quando ela com o entusiasmo que a caracteriza me telefona e pergunta: - estás no computador? Vai ao meu blog ler o meu post. Lê alto!. Ou ouvidos pela própria quando não estou perto de um pc.
E isto faz com que me interrogue, até que ponto é que me lerão com a entoação certa? Que entoação dará quem me lê a cada um dos meus textos? Serei bem interpretada?
[Para ti M. : Tu escreve, escreve muito, amarga ou doce, feliz ou magoada, mas por favor não voltes a deixar que transformem os teus textos numa banalidade.]
Quando há uns tempos a minha amiga M. me enviou uma sms a dizer que o blog dela ia ser lido no mesmo programa, como é óbvio fiquei em pulgas, afinal, ela é minha amiga e o blog dela [o actual e todos os anteriores] pertence ao meu núcleo duro de blogs a seguir, que é como quem diz, ela posta e eu leio. Claro que à hora a que deu o programa eu não pude ouvir, nem no dia, nem na repetição no dia seguinte, por isso fiquei à espera que a Rádio Comercial colocasse o dito programa no site para o ouvir. -Que decepção! É que eu conheço a M., sei o sentimento que ela coloca em cada palavra escrita e, quando a estou a ler, oiço-a. A locutora da RC quis dar um ar alegre aos posts [como se fossem tristes... parva, estragou tudo!] Ouvi o programa e conhecia os textos que estava a ouvir, mas faltava-lhe a entoação certa, não soava, deve ser como tocar fora do tom [não faço ideia que não percebo nada de música]. Mas eu que gosto tanto do que aquela mente retorcida [descupa, M, mas é verdade] escreve, odiei o programa, tanto que desisti a meio e reli os posts para voltar a repor na minha mente a entoação correcta. Para mim, os posts da M. têm de ser lidos quer a sós, quer quando ela com o entusiasmo que a caracteriza me telefona e pergunta: - estás no computador? Vai ao meu blog ler o meu post. Lê alto!. Ou ouvidos pela própria quando não estou perto de um pc.
E isto faz com que me interrogue, até que ponto é que me lerão com a entoação certa? Que entoação dará quem me lê a cada um dos meus textos? Serei bem interpretada?
[Para ti M. : Tu escreve, escreve muito, amarga ou doce, feliz ou magoada, mas por favor não voltes a deixar que transformem os teus textos numa banalidade.]
6.1.10
5.1.10
frequência
Eu tenho uma antena. O que até é bom, permite-me por um lado, fazer-me de estúpida quando quero e por outro impedir que me enfiem mãos inteiras pelos olhos [e que deve doer como o raio].
4.1.10
hummmm
...e no 1º dia de trabalho do ano ando a magicar sobre férias.
[vou acreditar que é um bom presságio]
[vou acreditar que é um bom presságio]
1.1.10
Ajuda precisa-se
Apelo da UNIÃO ZOÓFILA: ***Mantas quentinhas, tapetes e cartões.**** Precisamos muito de mantas quentinhas para ajudar os nossos cães e gatos a combater o frio que se faz sentir. A chuva não tem dado descanso, e praticamente não temos mantas secas para os aquecer. A entregar na União Zoofilia.
[caso não seja possível a entrega directa por favor enviem email para a Madalena - mad.vidal@hotmail.com - que ela faz recolhas em Lisboa e arredores]
- Vá lá, nada como começar o ano sem aqueles cobertores e mantas velhas que só estão a ocupar espaço nos armários, além disso o IKEA está em saldos o que é sempre um bom motivo para substituir alguns tapetes.
[caso não seja possível a entrega directa por favor enviem email para a Madalena - mad.vidal@hotmail.com - que ela faz recolhas em Lisboa e arredores]
- Vá lá, nada como começar o ano sem aqueles cobertores e mantas velhas que só estão a ocupar espaço nos armários, além disso o IKEA está em saldos o que é sempre um bom motivo para substituir alguns tapetes.
sorria-se, sff
Se 2008 foi o ano do meu grito de liberdade, 2009 foi o ano da guerra pela liberdade gritada, 2010 será o ano da reconstrução entretanto iniciada após a vitória.
Mas não tenho ilusões, se ontem era 2009 e hoje é 2010, também sei que ontem era quinta-feira e hoje é sexta. Um novo ano, além de uma mudança numérica, apenas pode trazer mudanças se as quisermos fazer. Porém a vontade de realizar, qualquer que seja a mudança, não é maior só porque uma parte da data se escreve com outros números. Outro ano pode, de certa forma, ser visto como um recomeço, mas não se reescreve a história, essa mantém-se, não se apagam erros cometidos, aprende-se com eles, não se retiram palavras que se disseram, pede-se desculpa, não se retiram palavras ouvidas, perdoam-se. Além de achar que estar feliz só porque uma determinada data do calendário assim o exige é uma perfeita parvoíce, porque a felicidade não aparece por carregarmos num botão [ahetalédiadepassagemdeanoestouarebentardefelicidade, bah!] não há mal nenhum em não nos sentirmos assim tãããoooo felizes. A infelicidade faz parte. A infelicidade e o desconforto são os ingedientes base que nos fazem querer mudar algo e não as passas, o fogo de artifício ou o champanhe.
Disse adeus a 2009 sem saudade relevante. As batalhas que travei desgastaram-me acima do desejável. Devo ter chorado mais este ano do que em vários anos somados da minha vida. Chorei de raiva, de ódio, de saudade, por amor, mas felizmente também chorei de alegria.
Este ano "construi" o meu lar, engoli muito pó, vivi no caos, mas está cá, é meu e para os meus.
Fui promovida em trabalho e responsabilidade como forma de reconhecimento do meu esforço ao longo dos anos.
Foi um ano de mudança e de cortes, mudei o que podia mudar, cortei o que me faz mal, porque de nada vale insistir no que não tem remédio e só traz amargos de boca.
2009 foi um ano de realizações e de desistências. Realizei a minha casa, o meu ninho, viajei acompanhada, viajei sozinha, tive dias de casa cheia e dias de sossego, dias a dois e dias a sós, dei sangue as duas vezes que me são permitidas, com muita ajuda ajudei ainda mais crianças, pedi ajuda e dei a minha mão a quem dela precisou. E se realizei sonhos antigos ou recentes, também desisti de outro que nem sabia que tinha. Não será um ano para esquecer, mas também não é ano para pendurar na parede das melhores memórias [pelo menos para já].
Para 2010 não tenho nenhum wich-to-do de monta. Espero que seja um ano tranquilo, porque de agitação já tenho tido e em doses reforçadas. As grandes metas da minha vida já foram alcançadas, resta-me, apenas [o que por si só já é tarefa bem árdua] manter a rota e a velocidade cruzeiro. "Um dia mudo de vida" é frase de pacote de açúcar que ainda não posso abrir, esse mantenho-o guardado até à altura em que mexerei o meu café com o seu conteúdo e sorrirei com um sorriso tranquilo.
As pequenas coisas que muitas vezes tenho como resolução em qualquer altura do ano mantêm-se, porque qualquer dia é bom dia para acordar e ser melhor pessoa, deixar de fumar, beber mais água, fazer mais exercício, ler mais, escrever mais, telefonar mais ou deitar-me mais cedo.
Da minha passagem de ano, retenho que a passei com as pessoas mais importantes e queridas na minha vida. Trepei à cadeira, comi as passas, pedi os meus desejos e brindei com vinho tinto porque não gosto de champanhe. Foi uma passagem de ano com o coração quente numa noite fria.
[Sorrir mais, é a minha grande ambição para 2010.]
Mas não tenho ilusões, se ontem era 2009 e hoje é 2010, também sei que ontem era quinta-feira e hoje é sexta. Um novo ano, além de uma mudança numérica, apenas pode trazer mudanças se as quisermos fazer. Porém a vontade de realizar, qualquer que seja a mudança, não é maior só porque uma parte da data se escreve com outros números. Outro ano pode, de certa forma, ser visto como um recomeço, mas não se reescreve a história, essa mantém-se, não se apagam erros cometidos, aprende-se com eles, não se retiram palavras que se disseram, pede-se desculpa, não se retiram palavras ouvidas, perdoam-se. Além de achar que estar feliz só porque uma determinada data do calendário assim o exige é uma perfeita parvoíce, porque a felicidade não aparece por carregarmos num botão [ahetalédiadepassagemdeanoestouarebentardefelicidade, bah!] não há mal nenhum em não nos sentirmos assim tãããoooo felizes. A infelicidade faz parte. A infelicidade e o desconforto são os ingedientes base que nos fazem querer mudar algo e não as passas, o fogo de artifício ou o champanhe.
Disse adeus a 2009 sem saudade relevante. As batalhas que travei desgastaram-me acima do desejável. Devo ter chorado mais este ano do que em vários anos somados da minha vida. Chorei de raiva, de ódio, de saudade, por amor, mas felizmente também chorei de alegria.
Este ano "construi" o meu lar, engoli muito pó, vivi no caos, mas está cá, é meu e para os meus.
Fui promovida em trabalho e responsabilidade como forma de reconhecimento do meu esforço ao longo dos anos.
Foi um ano de mudança e de cortes, mudei o que podia mudar, cortei o que me faz mal, porque de nada vale insistir no que não tem remédio e só traz amargos de boca.
2009 foi um ano de realizações e de desistências. Realizei a minha casa, o meu ninho, viajei acompanhada, viajei sozinha, tive dias de casa cheia e dias de sossego, dias a dois e dias a sós, dei sangue as duas vezes que me são permitidas, com muita ajuda ajudei ainda mais crianças, pedi ajuda e dei a minha mão a quem dela precisou. E se realizei sonhos antigos ou recentes, também desisti de outro que nem sabia que tinha. Não será um ano para esquecer, mas também não é ano para pendurar na parede das melhores memórias [pelo menos para já].
Para 2010 não tenho nenhum wich-to-do de monta. Espero que seja um ano tranquilo, porque de agitação já tenho tido e em doses reforçadas. As grandes metas da minha vida já foram alcançadas, resta-me, apenas [o que por si só já é tarefa bem árdua] manter a rota e a velocidade cruzeiro. "Um dia mudo de vida" é frase de pacote de açúcar que ainda não posso abrir, esse mantenho-o guardado até à altura em que mexerei o meu café com o seu conteúdo e sorrirei com um sorriso tranquilo.
As pequenas coisas que muitas vezes tenho como resolução em qualquer altura do ano mantêm-se, porque qualquer dia é bom dia para acordar e ser melhor pessoa, deixar de fumar, beber mais água, fazer mais exercício, ler mais, escrever mais, telefonar mais ou deitar-me mais cedo.
Da minha passagem de ano, retenho que a passei com as pessoas mais importantes e queridas na minha vida. Trepei à cadeira, comi as passas, pedi os meus desejos e brindei com vinho tinto porque não gosto de champanhe. Foi uma passagem de ano com o coração quente numa noite fria.
[Sorrir mais, é a minha grande ambição para 2010.]
afinal
[Eu queria que todos os meus fantasmas tivessem ficado presos em 2009, mas eles seguiram-me e passaram o ano também.]
e há melhor
do que começar o ano a ler o que os astros supostamente têm reservado para mim e, um após o outro, revelarem que o ano que se avizinha vai ser o ano da minha vida?
- Melhor, só mesmo ser verdade.
- Melhor, só mesmo ser verdade.
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