18.7.08

está-me a apetecer dar uma escapadela

parece-me um bom destino... Vou estudar a coisa.

Aquecimento global


a propósito de uma "conversa" aqui.

Louvor do Divórcio de Jerry

1. A última cerveja fresca é sempre sua.
2. Ninguém o repreende por lavar a bicicleta na banheira.
3. Os roupeiros são mesmo seus.
4. Pode dormir toda a noite com o rádio ligado.
5. O jornal não fica todo amarfanhado antes de chegar às suas mãos.
6. Pode dormir na diagonal.
7. Não há conflitos se se apaixonar por outra pessoa.
8. Todas as mensagens no gravador de chamadas são para si.
9. A vida é menos previsível.
10. Se ganhar uma viagem para dois num concurso, pode ir duas vezes.

in Compêndio Geral das Leis de Murphy

17.7.08

Lista de Lift das 15 coisas mais interessantes que se podem fazer nos elevadores

1. Fazer sons de carro de corrida cada vez que alguém entra ou sai
2. Fazer caretas simulando desespero e murmurar, batendo na testa, "Calem-se, caramba: calem-se todos!"
3. Abrir a mala ou a pasta e, olhando lá para dentro perguntar: "Têm ar suficiente aí dentro?"
4. Ao chegar ao andar onde se quer sair, tentar desesperadamente abrir as portas; depois fingir-se embaraçado quando elas abrirem sozinhas.
5. Cumprimentar toda a gente com um aperto de mão caloroso, pedindo que o tratem apenas por "Almirante".
6. quando entrar no último andar, exigir que as pessoas mantenham as portas abertas até se ouvir a moeda de 50 cêntimos que atirou chegar ao chão.
7. Olhar fixamente para uma pessoa, com um sorriso parvo, durante 20 segundos e, depois, confidenciar: "Trago umas meias novas."
8. Mostrar uma ferida aos outros passageiros e perguntar se lhes parece infectada
9. Cantar o "um-dó-li-tá" enquanto se carrega em todos os botões.
10. Gritar "Abram os pára-quedas" sempre que o elevador descer
11. Olhar fixamente para um passageiro qualquer durante uns segundos e depois gritar: " Você é um deles!", fugindo para um canto.
12. Quando o elevador está silencioso, perguntar a alguém: É o seu telemóvel?"
13. Dizer "Bing!" em cada paragem.
14. Dizer "Para que serão estes?" e carregar nos botões vermelhos.
15. Fazer o som de uma explosão cada vez que alguém carrega num botão.

in Compêndio Geral das Leis de Murphy

B de...

"Várias pessoas, entre as quais nove mulheres britânicas, foram detidas na paradisíaca ilha grega de Zakynthos por participarem num concurso de sexo oral. A notícia é avançada pela agência de notícias Reuters.
Durante o passado fim-de-semana, num bar situado na zona da praia de Laganas, realizou-se um insólito concurso. As mulheres foram desafiadas a «provar» as suas «capacidades» ao praticarem sexo oral.
Várias turistas inglesas que estavam presentes no referido bar foram detidas e indiciadas por prostituição. Tudo indica que terão recebido dinheiro para participarem no evento.
Segundo a Reuters, foram também detidos seis britânicos e seis gregos acusados de incentivarem comportamentos obscenos.
Todos os anos a ilha de Zakynthos, na Grécia, recebe cerca de 15 milhões de turistas, que procuram as suas águas quentes e praias paradisíacas"

in IOL - Portugal Diário

tentações


"A única maneira de nos livrarmos da tentação é ceder-lhe "
Oscar Wilde

aquilo não é um estádio, é um jardim iluminado



Há Flores na Luz, finalmente alguma coisinha se aproveita...
Será que durante as transmissões dos jogos do Benfica os senhores das Tv's podiam filmar só o banco do Benfica? Aquilo é que era o mulherio a aumentar as audiências... apre!

Ahahahaha!!!!

assumo


Tenho uma "tara" grande pelos pés dos meus filhos!!!

16.7.08

Deixa o Mundo Girar

Nós e as relações




Devido a esta minha nova condição de Sep.-quase-Div., tenho-me apercebido de uma realidade que até agora me passava ao lado, pelo menos com esta dimensão; anda por aí muita gente mal casada. Mas, para mim o mais grave é que as estatísticas do divórcio só não engordam ainda mais, porque muitos destes casamentos não acabam porque as pessoas se conformam com o que têm. A mim faz-me muita confusão conformar-me com algo que não me satisfaz, mas isso é a mim claro.

Viver num estado de conformismo em prol de um falso bem estar, é algo que não me entra na cabeça. Para mim, uma relação entre duas pessoas, com ou sem papéis, com ou sem filhos, tem de ter como premissa o bem estar de todos, sem excepção.

Tenho observado que demasiados casais não se separam, pelo estatuto, pelos filhos, pela manutenção de um nível de vida, por pressões da família, por pressões dos amigos e por vezes até por medo da reacção do outro membro.

Várias pessoas me têm dito: - Ah, e tal, porque tu tiveste a coragem... Coragem? Coragem precisava eu de ter, e muita, para viver numa situação em que não me sentisse confortável. Para isso sim, precisava eu de ter forças com as quais não fui devidamente provida.

Não estão estas pessoas a viver uma falsa relação? Não deveriam as relações, as íntimas, pelo menos, ser pautadas pelo companheirismo? Pela verdade de sentimentos?

Que companheirismo existe entre duas pessoas quando, pelo menos uma delas está com um pé fora da relação? Sim, porque quando se deixa de Amar e não há separação efectiva, uma parte do corpo e da mente já está a milhas, falta é a "coragem" para fazer uma retirada por completo.

Devemos manter uma relação assente em terreno tão arenoso? É justo para quem assim se sente? É justo para o outro? Não seria melhor libertarem-se e cada um tentar refazer a sua vida? E os filhos, quando os há? É justo para eles crescerem, formarem-se, debaixo de um falso tecto? Será justo para os filhos crescerem envoltos numa falsa normalidade? E quando se aperceberem? Seremos bons pais ao ensinarmos aos nossos filhos que se conformem? Será que queremos mesmo que os nossos filhos vivam exactamente como nós vivemos apesar de estarmos descontentes?

É exactamente isso mesmo que fazemos! Ao vivermos de costas voltadas para os nossos sentimentos estamos a dizer aos nossos filhos que não vale a pena procurar e conquistar a felicidade. Estamos a dizer-lhes: - Conformem-se!
Quando existe uma separação efectiva, os especialistas aconselham-nos a contar a verdade às crianças, ainda que adequada à idade da mesma.
E quando não há? Podemos mentir-lhes descaradamente?

Quantas pessoas que vivem assim acham que conseguem esconder esta verdade? Será que a pessoa que está ao lado é assim tão burra? Será que a têm em tão pouca conta? Que raio de respeito é esse? Ou será que estas mesmas pessoas mal abrem os olhos vestem um fato e uma máscara com a qual se disfarçam para toda a gente?

Valerá a pena viver a vida assim? Não será a vida demasiado curta? Não seria melhor começarmos por ser honestos connosco mesmo? Como poderemos respeitar os outros se nem a nós próprios nos respeitamos?

Eu não sou dona da verdade, nem tenho pretensões a sê-lo, mas há princípios básicos de vida dos quais não abdico, respeitar-me primeiro é talvez o número um da lista e faço tenções de o deixar de herança aos meus filhos.

Coração de Papelão

15.7.08

ser solidário

porque infelizmente há quem precise de ajuda. Porque custa tão pouco a quem dá a mão e é tanto para quem recebe. AQUI

carências

havia... já não há!

22 meses menos 1 dia

o infante mais novo descobriu como tirar e pôr dvd's no leitor. Agora é 5 minutos de Pocoyo, 5 minutos de Carros.
Não prevejo um bom final para o leitor de dvd's, parece-me que um destes dias vamos forçosamente voltar ao "Panda" e à "Dois".

Eu




Agradeço às Amigas e aos Amigos que me dizem o que pensam sem ultrapassar a linha do respeito pelas decisões que tomo. Acredito que não o façam, não por se coibirem de dar a sua opinião, mas porque como amigas/os que são conhecem-me bem e como tal sabem que não tomo decisões levianamente. Estes são os que guardo bem guardados, são os que me importam, são os que me preocupam. É com estas Amigas e com estes Amigos que partilho as minhas alegrias, as minhas tristezas. Com quem desabafo. Não estão presentes só porque sim, estão presentes porque de facto são importantes para mim e porque acredito que também o sou para elas e para eles. São as Amigas e os Amigos que me telefonam só para saber como estou, se preciso de alguma coisa, para me lembrarem que posso contar com elas e com eles. São quem me faz rir, são quem me faz deitar lágrimas de comoção e de dor. Dores não infligidas, mas dores partilhadas.
Às minhas Amigas e aos meus Amigos agradeço por estarem presentes na minha vida e agradeço-lhes por partilharem a deles comigo.

OBRIGADA por estarem comigo!

estou farta

de supostas "amigas" que me dão lições de moral, que opinam sobre a minha vida, que me lembram as idades dos meus filhos, que insistentemente se tentam meter na minha vida.

Triste

ser surpreendida pela negativa, muito triste.
Vivo melhor comigo mesma quando confio nos outros, mas há dias em que me apetece esbofetear-me para ver se páro de ser parva.

Piranha para bebés

eu já encomendei aqui

14.7.08

A Acção Edifica-nos

"Os nossos actos transformam-nos; em cada um dos nossos actos se exercem certas forças - enquanto que noutros, não - forças essas que assim são transitoriamente ignoradas; e sempre uma paixão se afirma em detrimento doutras paixões, às quais retira forças. Os nossos actos marcadamente habituais acabam por formar em redor de nós como que um edifício sólido; açambarcam as nossas forças de tal modo, que tornam difícil um desvio de intenções.
Acontece também que uma abstenção habitual acaba por transformar o homem. Até pela cara se consegue adivinhar quem é um homem que se tem vencido a si próprio diariamente, ou quem é um homem que se entrega com passividade ao dia a dia.
A primeira consequência da acção, é ser ela a edificar-nos, até fisicamente. "

Friedrich Nietzsche, in 'A Vontade de Poder'

Acordar

Céu azul lá fora.
Acordo num quarto diferente. Novas cores entram na rotina dos dias. A noção de espaço é diferente. Eu estou diferente. Sinto-me diferente.
Mudar de cores às vezes é preciso, senão necessário ao equilibrio, mantenho apenas o desejo que todos os dias tenham céu azul e que o sol brilhe, lá fora e cá dentro.

13.7.08

...

Oração da Serenidade

"Concedei-nos, Senhor
Serenidade para aceitar as coisas que não podemos modificar
Coragem para modificar aquelas que podemos modificar
Sabedoria para distinguir umas das outras."

O Caminho da Liberdade

"Invencível serás caso não te empenhes em qualquer pugna da qual de ti não dependa saíres vencedor. (...) Face a um homem entre todos distinguido e honrado, detentor de uma qualquer insígnia de poder ou considerado por esta ou aquela razão, tem-te nas tuas ideias e não descures de o proclamar feliz. Se, na verdade, a substância do bem reside nas decisões que dependem de nós, espaço não há nem para a inveja, nem para o ciúme. Aliás, tu próprio, não ansiarás por ser estratega, benemérito da pátria ou cônsul até: livre é o que tu queres ser. Ora só um caminho há para que alcances esse estado de liberdade - o menosprezo pelas decisões que de nós não dependem. "

Epicteto, in 'Manual'

+ mudanças

eu já disse que tenho um quarto novo?

- Ahhh, pois é!

Ele também está em mudanças

o infante mais novo cansou-se (porque será???) do Pocoyo e cª. Neste momento não se consegue ver mais nada senão isto. Eu também gosto de carros, por isso percebo-o, mas caramba de manhã à noite?



Ainda assim,

faz-me confusão, vê-lo com esta camisola... O que não me faz confusão é a palavrinha por detrás do menino, nenhuma!!!

o esforço compensa, mas ter "lata" ajuda bastante

Comprei um quadro no IKEA. Enorme! Porém o meu carro não é lá muito grande (devia dizer pequeno) ainda mais pequeno se torna quando está atafulhado de tralha. Duas cadeirinhas, carrinho do infante mais novo, saco com brinquedos da praia, guarda sol... a juntar a isto, muitas compras da mãe. Cheio que nem um ovo, diria. Mas como eu dizia, comprei um quadro e, o quadro depois de muitas voltas não conseguiu ser enfiado dentro do meu carro. Pensei em duas soluções apenas (esqueci-me que tinha uma amiga feliz proprietária de uma carrinha), primeira: voltar a entrar no IKEA e devolver o quadro para voltar lá noutro dia com uma solução de transporte; segunda: voltar a entrar no IKEA, ir para as filas intermináveis de transporte e pagar mais por este do que me custou o quadro. Pois nem uma nem outra. Carro estacionado na paragem de autocarro, tralhas pelo chão, as cadeirinhas já tinham dado duas ou três voltas dentro do carro, eis se não quando estaciona à minha frente uma camioneta. Dela saem dois rapazes que carregam duas embalagens grandes lá para dentro. Como sempre aprendi que quem tem boca vai a Roma, lá fui eu. Pedi muitas desculpas aos senhores pela minha despropositada curiosidade e perguntei-lhes para onde iam, responderam-me um bocadinho incrédulos. E não é que a minha casa ficava a caminho? Pedi-lhes se me faziam o favor de me transportar o quadro. Com ar de quem não sabia o que dizer um deles disse-me que sim, e pronto cá vieram eles atrás do meu carro até à porta de minha casa com o abençoado quadro que eu andava a namorar à algum tempo.
Pelo caminho enquanto a minha mãe me gozava e se ria da minha lata, a mim, só me ocorria que de facto, quando queremos algo, se nos esforçarmos um bocadinho, acontece.

12.7.08

Todos Amam Precisamente o que lhes Falta

"Todos amam precisamente o que lhes falta. A escolha individual, que se funda nessas considerações meramente relativas, é bem mais determinada, mais decidida e mais exclusiva do que a escolha que se baseie em considerações absolutas; é desses aspectos relativos que vulgarmente nasce o amor de paixão, enquanto os amores comuns e passageiros só são guiados por considerações absolutas. Nem sempre é a beleza regular e perfeita que dá origem às grandes paixões. Para uma inclinação verdadeiramente apaixonada é necessária uma condição que só nos é possível descrever através de uma metáfora tirada à química. As duas pessoas devem neutralizar-se uma à outra, tal como um ácido e uma base alcalina num sal neutro. "

Arthur Schopenhauer, in 'Metafísica do Amor'

11.7.08

se beber, não apite



"Sergei Shmolik, um árbitro internacional bielorusso, abandonou o campo apoiado nos colegas devido ao que parecia ser um problema nas costas. Afinal, estava completamente alcoolizado."

In Expresso

Happy

Estar numa reunião de corpo presente e com mente a divagar por outros pensamentos e preocupações nunca dá bom resultado. Não deu.
Os últimos dias foram férteis de acontecimentos tomadas de decisão e colocação em prática de algumas dessas decisões.
Não têm sido dias fáceis, novas rotinas que se instalam em detrimento de outras tão bem assimiladas. A gestão do tempo feita a contar apenas connosco e sem ajuda ou intervenção de outras pessoas, não é tarefa fácil, principalmente quando existem duas crianças pelo meio.
Não me queixo, prefiro como está, mas até entrar tudo nos eixos, adepta do controlo como sou, prevejo que ainda vou andar uns tempos aos papéis.
Tenho-me deitado demasiado tarde, a minha cabeça tem andado a mil à hora, o meu corpo começa a manifestar-se. Cansaço muito, descanso, muito pouco.
Muitas decisões, muitas coisas que não me posso esquecer, demasiadas para controlar. Sempre fui eu que tratei de quase tudo, e não é este quase que me tira o sono. Mas de repente, parece que o mundo me caiu no colo.
São as burocracias do divórcio, a matrícula do infante mais velho, a inscrição no atl, no futebol, na natação, reuniões de avaliação dos dois, contas para pagar, contas para verificar se estão pagas, o irs que tem erros, a parede da cozinha que tem de ser arranjada, troca de emails com o condomínio que tem de a arranjar, as minhas irmãs que não se entendem, consultas médicas, vacinas, amigas com quem me apetece estar... a lista parece não ter fim e eu estou cansada. Apetece-me gritar, mandar tudo à fava e fugir para sítio incerto (e sem rede de telemóvel).
Na impossibilidade de o fazer e depois de uma hora e meia de almoço desperdiçada a tratar de burocracias e a roer-me para não descer dos saltos altos e responder à letra às provocações que me eram dirigidas, afogo as minhas mágoas num Happy Meal para que esta semana, e na falta de melhor, termine com alguma coisa HAPPY.

Amor fora de Controle

"É propriedade do amor o ser violento; e é propriedade da violência o não durar. O amor acaba-se em nós, não por nossa vontade, mas porque tem por natureza o acabar; e ainda que tudo há-de acabar connosco, nem tudo espera por nós. Quando amamos, é por força, porque a fermosura que nos inclina, nos vence; e também é por força quando não amamos; porque uma vez rotos os laços, ficamos de tal sorte livres, que ainda que queiramos, não podemos tornar a eles; e assim não está na nossa mão o não amar, nem também o amar; o coração por si mesmo se acende, e entibiece; nós, não o podemos inflamar, nem extinguir-lhe o ardor. "

Matias Aires, in 'Reflexões Sobre a Vaidade dos Homens e Carta Sobre a Fortuna'

10.7.08

Tattoos II

Hoje de manhã enquanto tentava ligar o DVD.

- Mãe! Tens uma tatuagem nova?
- Tenho.
-Deixa ver.
(mostro-lhe, são dois caracteres japoneses)
- Gostas?
- Está muito gira, mamã, mas... não se percebe nada.

Hoje à noite, ao jantar.

-Mamã? Sabes uma coisa?
- Hum?
- Adoro as tuas tatuagens, todas!
- Ainda bem que gostas.
- Quando for grande vou fazer uma para ti aqui ( e aponta para a parte de dentro do ante-braço)

Crescer ou Decrescer

"Tudo o que não cresce, decresce e arrisca-se a desaparecer. Este parece ser um princípio básico da vida. Não há meio termo, ninguém fica de fora desta realidade. Se deixo de investir numa relação, ela não se aguenta; se não dou continuidade à minha formação, deformo-me inevitavelmente, e por aí fora... E quem não continua a investir na fé e no amor, corre o risco de perder ambas as coisas. "

(Padre) Vasco Pinto de Magalhães, in 'Não Há Soluções, Há Caminhos'

G8 e a fome

"Os líderes mais poderosos do planeta deixaram de lado suas preocupações com a crise dos alimentos e a fome mundial para desfrutar de um banquete que marcou o início da cimeira do G8. (...) Trufas pretas, caranguejos gigantes, bolbos de lírio de Inverno, uma selecção de queijos acompanhados de mel e amêndoas caramelizadas, entradas de milho recheado com caviar e salmão fumado, foram apenas algumas das iguarias do jantar que, para não destoar, foi regado com cinco vinhos diferentes, alguns igualmente caros. (...) Os media avançam ainda que «o decoro» dos líderes do G8 impediu-os de convidar para o jantar alguns dos participantes nas reuniões sobre as questões alimentares, como sejam os representantes da Etiópia, Tanzânia ou Senegal."

Portugal Diário - IOL

9.7.08

diferente

O silêncio na casa a partir de uma certa hora. Gavetas e armários que vão ficando vazias. Rotinas que se modificam. Momentos que deixam de ser partilhados. A casa que parece maior. A lista de supermercado onde deixam de constar certos artigos. A bancada da casa de banho que tem mais espaço. Os gelados acumulados na última gaveta do congelador. O cabide da toalha vazio. As chaves sempre no sítio certo. Os relógios que deixo de ter de arrumar porque foram largados algures. Duas alianças juntas na caixa das jóias. O desfecho de vários anos em conjunto, de repente, em papel, preto no branco, assim, a seco.
Sem discussões, sem dramas, sem roupa suja.
Tudo tão certo, tudo tão direito, tudo tão... assustador.
São as certezas no caos da dúvida.
É saber donde venho sem saber para onde vou.
É um torpor dos sentidos. É a ausência do sentir.
É manter a cabeça à tona para não me afogar.
É andar para a frente sem olhar para trás.
É assinar e recomeçar.

Notícia do dia



"Uma jovem britânica de 19 anos encontrou um morcego a dormir no seu soutien. Quando sentiu um movimento estranho entre o peito pensou que fosse o telemóvel a vibrar, só ao fim de cinco horas é que teve a coragem para olhar e perceber do que se tratava (...)
Pus a mão no soutien e tirei um morcego pequenino. Fiquei bastante chocada na altura, mas ele escondeu-se debaixo da secretária. Eu fiquei a tremer da cabeça aos pés (..)
Talvez devesse tê-lo deixado lá, dando-lhe uma boa casa"

Jornal Sol

Ora deixa cá descortinar isto.
A moça sentiu algo a mexer no soutien. Achou que era o telemóvel, mas não foi ver. Sentir alguma coisa a mexer DENTRO do soutien, não me parece que seja sequer parecido com um vibrar de telemóvel, digo eu, que nunca o encostei às mamas, nem tão pouco tive morcegos dentro do soutien. Se calhar é parecido e eu estou para aqui a dizer um enorme disparate. Mas ela sentiu algo e esteve 5 horas a ganhar coragem para olhar para dentro do seu próprio soutien???
Ora, 'xa cá ver, ela esperou 5 horas para ver o que se tinha passado e quando finalmente se livrou do bicho começa a tremer mas afirmou que talvez devesse tê-lo lá deixado para que o bicho tivesse uma boa casa????
E já agora era o Batman e o soutien passava a ser o Batcovil ou Batcaverna ou lá como é que se chama.
É de mim ou está muito calor?

A Boa Disposição

"A boa disposição é o grande lubrificante da roda da vida. Torna o trabalho mais leve, reduz as dificuldades e mitiga os infortúnios. A boa disposição dá um poder criador que os pessimistas não conseguem ter. Uma disposição alegre, esparançosa e optimista torna a vida mais suave, alivia a sua inevitável monotonia e amortece os solavancos da estrada da vida."

Alfred Montapert, in 'A Suprema Filosofia do Homem'

de saída?


confesso que tenho pena que saia do Benfica. E digo-o sem qualquer tom de gozo. Tenho pena. Gosto dele. Acredito que é daqueles jogadores que joga por amor à camisola e à equipa encarnada.
Jogadores assim são valiosos em qualquer clube. Tenho muita pena que ele esteja de saída.

8.7.08

Nunca Nos Separamos do Primeiro Amor

"Já o disse em Hiroshima Mon Amour: o que conta não é a manifestação do desejo, da tentativa amorosa. O que conta é o inferno da história única. Nada a substitui, nem uma segunda história. Nem a mentira. Nada. Quanto mais a provocamos, mais ela foge. Amar é amar alguém. Não há um múltiplo da vida que possa ser vivido. Todas as primeiras histórias de amor se quebram e depois é essa história que transportamos para as outras histórias. Quando se viveu um amor com alguém, fica-se marcado para sempre e depois transporta-se essa história de pessoa a pessoa. Nunca nos separamos dele.
Não podemos evitar a unicidade, a fidelidade, como se fôssemos, só nós, o nosso próprio cosmo. Amar toda a gente, como proclamam algumas pessoas e os cristãos, é embuste. Essas coisas não passam de mentiras. Só se ama uma pessoa de cada vez. Nunca duas ao mesmo tempo."

Marguerite Duras, in 'Mundo Exterior '
e hoje fiz (mais)uma tattoo.

Como dar um comprimido a um gato


1. Pegue o gatinho e aninhe-o no seu braço esquerdo como se segurasse um bebé, tendo o comprimido na palma da mão esquerda. Coloque o indicador e o polegar da mão direita nos dois lados da boca do bichano e aplique uma suave pressão nas bochechas. Quando o felino abrir a boca, pegue rápido o comprimido da palma da mão esquerda e atire-o lá para dentro. Deixe o gato fechar a boca e engolir.

2. Recupere o comprimido do chão e o gato de trás do sofá. Aninhe o gato novamente no braço esquerdo e repita o processo.

3. Vá ao quarto buscar o gato e deite fora o comprimido meio desfeito.

4. Retire um novo comprimido da embalagem, aninhe o gato no seu braço, segurando firmemente as patas traseiras com a mão esquerda. Obrigue o gato a abrir a mandíbula e empurre o comprimido com o indicador direito até o fundo da boca. Mantenha a boca do gato fechada e conte até 10.

5. Recolha o comprimido de dentro do aquário e o gato de cima do guarda-roupa. Chame alguém para ajudar.

6. Ajoelhe-se no chão, tendo o gato firmemente preso entre os joelhos. Segure as quatro patas. Ignore os rosnados ameaçadores do gato. Peça a alguém que segure firmemente a cabeça do bicho com uma mão e force a ponta de uma régua para dentro da boca do gato com a outra. Deve deixar rolar o comprimindo pela régua e esfregar vigorosamente o pescoço do gato.

7. Desça o gato de cima da cortina e retire outro comprimido da embalagem. não se esqueça de que precisará comprar outra régua e mandar arranjar as cortinas. Cuidadosamente varra os cacos de tudo o que se partiu do meio da sala e guarde-os para colar mais tarde.

8. Enrole o gato numa toalha grande e peça a alguém que se deite por cima de forma a que apenas a cabeça do gato apareça por debaixo do sovaco. Instale o comprimido na ponta de uma palhinha, obrigue o gato a abrir a boca e mantenha-a aberta com um lápis atravessado. Sopre o comprimido da palhinha para dentro da boca do gato.

9. Consulte a bula para verificar se comprimido de gato faz mal a seres humanos. Tome uma cerveja para lavar o gosto da boca. Faça um curativo no antebraço do/a ajudante e remova as manchas de sangue do tapete com água oxigenada.

10. Retire o gato do jardim do vizinho. Pegue outro comprimido. Abra outra cerveja. Coloque o gato dentro do armário e feche a porta até o pescoço de forma que apenas a cabeça fique de fora. Force a abertura da boca do gato com uma colher de sobremesa. Com cuidado, utilize um elástico como fisga para lançar o comprimido pela garganta do gato.

11. Procure uma chave de fendas e ponha a porta do armário novamente no lugar. Beba a cerveja. Procure uma garrafa de aguardente. Tome um copo. Aplique uma compressa fria na bochecha e verifique a data da sua mais recente vacina contra tétano. Aplique uma compressa de aguardente na bochecha para desinfectar. Tome mais um copo. Deite a camisola no lixo e procure outra no quarto.

12. Ligue para os bombeiros, pedindo que venham retirar o desgraçado do gato de cima da árvore do outro lado da rua. Peça desculpas ao vizinho que se magoou ao tentar desviar-se do gato em fuga. Retire o último comprimido da embalagem.

13. Amarre as patas da frente às patas de trás desse animal e prenda-o firmemente à perna da mesa de jantar. Nas mãos, ponha luvas de couro. Do quintal, puxe a mangueira. Empurre o comprimido para dentro da boca da besta, seguido de um pedaço de carne. Segurando firmemente a cabeça desse terror felino, mande-lhe meio litro de água goela abaixo, para que o comprimido desça.

14. Tome o que sobrou da aguardente. Peça à/ao assistente que o leve às urgências mais próximas. Aguente-se enquanto o médico lhe cose os dedos e o antebraço e retira os restos do comprimido de dentro do olho direito. Lembre-se: "homem não chora". A caminho de casa, use o telemóvel para falar com as lojas de móveis para se informar sobre o preço de uma nova mesa de jantar.

15. Peça à Liga de Proteção aos Animais que mandem um funcionário com urgência para recolher o raio do gato-mutante. Ligue para a loja de animais e pergunte se eles têm tartaruguinhas para vender.

6.7.08

Reciclagem ou ajudar quem precisa

A propósito de arrumações.

O Exército de Salvação recolhe artigos diversos/móveis/roupas para ajudar famílias verdadeiramente necessitadas.

Fica o Link para quem quiser utilizar: Exército de Salvação

novo ciclo

acabei de virar o escritório de pernas para o ar.
Não há como mudar móveis de sítio para dar início ao que se segue, seja lá o que vier. Diferente é com certeza.
O quarto e a sala são os srs que se seguem nos próximos dias.

oficialmente

este fim-de-semana gravo-o como sendo o ínicio de um novo ciclo na minha vida.

5.7.08

Alguém dá dois estalos a este homem, por favor?

"Teixeira dos Santos diz que falências são sinal de renovação"

in Agência Financeira - IOL

para fãs

na altura (2007) a revista Life chamou-lhe "The sexiest Dad alive", confesso que concordo

4.7.08

nem de propósito

Racionalidade

Nos últimos dias várias pessoas me têm chamado a atenção (algumas, acusado) para o facto de eu em certas alturas ser "demasiado" racional. O que me leva a concluir que ou a minha percepção acerca da minha forma de ser/pensar/agir não está correcta, ou ninguém percebeu que eu preciso de ser racional nos momentos chave. Para mim momentos chave, são momentos em que depois de ponderar, pensar, torrar os miolos a matutar em algo ou decidir-me por caminho A ou B, ajo de acordo com a minha forma de pensar. Acredito que não deixe transparecer muitas emoções, pelo menos aos olhos dos outros. Mas, ora bolas, se andei com a cabeça num turbilhão a pesar prós e contras, se passei noites em claro a imaginar situação A vs situação B com alternativa situação C, quando me decido a andar para a frente é bom que esteja convicta da minha decisão, ou não? E estando, ou acreditando que estou, de que me adianta andar com grandes sentimentalismos, ou pelo menos mostrá-los. Considero-me uma mulher práctica e pragmática. Demoro o meu tempo a analisar, mas não o desperdiço. Se a decisão está tomada, se não me restam dúvidas, para quê andar com paninhos quentes? As coisas ou são, ou não são.
Dizia-me um amigo, ainda esta semana, que não existe apenas preto e branco, há toda uma gama de tons cinzentos. Eu sei que sim, mas para mim os cinzentos existem na ausência de certezas, quando não me restam dúvidas também só me resta o preto e o branco. Não posso deixar os outros à espera de decisões minhas, a minha própria vida não pode ficar por tempo indefinido em stand-by à espera que eu me decida por isto ou aquilo. Acredito que sou um ser racional, é verdade e dou graças a Deus por isso. Mas tenho sentimentos como as outras pessoas e, acredito que melhores do que muito boa gente que conheço. Não sou uma pessoa fria, mas quando tomo uma decisão sou fria a colocá-la em prática, mas não atropelo ninguém e tento evitar ao máximo os chamados efeitos colaterais.
Não gosto de enrolar os outros porque tão pouco gosto de me sentir enrolada, não gosto de ganhar tempo, porque não gosto de sentir que alguém está a ganhar tempo à minha custa .
As coisas ou são ou não são. Ou é preto ou é branco. Se isto é ser racional, seja, têm todos razão e eu sou "demasiado" racional, mas mais vale racional do que doida, que é como fico quando estou embrulhada nos tons cinzentos. Não gosto de dias cinzentos e tão pouco gosto de situações cinzentas.

3.7.08

Ser adulto é uma seca

Ser adulto é uma treta. Ou pelo menos tem dias em que assim é. Ao contrário da percepção das crianças não podemos fazer tudo o que queremos, não temos o que desejamos, não ficamos a dormir o tempo que nos apetece e se ficamos acordados até muito depois da hora no dia seguinte pagamos a factura. Ao contrário do que as crianças julgam, ser adulo nalguns dias é uma verdadeira seca. E já nem falo da redução do tempo de férias, sim porque as crianças têm o quê, o triplo dos dias de férias? E nem têm de se stressar com a marcação das mesmas. Sim, porque não é preciso ficar ninguém a brincar com os seus brinquedos enquanto estão fora.
Mas ser adulto é principalmente mau, porque temos de ponderar, tomar decisões, por vezes até, mesmo não querendo e fazendo das tripas coração, temos de magoar alguém. Saber que uma acção, palavra, gesto meu vai ou magoou alguém corroí-me por dentro. É engolir ácido. Não gosto, evito-o ao máximo com todas as minhas forças. Mas como adultos que somos por vezes parece que só percebemos o que nos estão a dizer quando ouvimos outra pessoa, que nos olha olhos nos olhos, dizer algo que nos magoa. Hoje magoei quem não merecia ser magoado. De todo. Foi para o meu bem e dela também. Mas magoei. Terei de viver com isso, o que não é tarefa fácil para mim. Ás vezes é mais fácil falar com as crianças. Ser adulto em certos dias é uma merda.
E eu, sinto-me um lixo, porque magoei alguém que não merecia, porque tinha de o fazer.

ser mãe, ser gente


Tenho dois filhos, um quase com 6 anos o outro com quase 2. A maternidade muda-nos, é verdade, senti bem as mudanças que ocorreram quer na forma como encaro a vida, quer na forma como olho para ela. Não é um lugar comum, eles são de facto o centro do meu mundo, pelos meus filhos faria qualquer coisa, mas este qualquer coisa não pode ser mostrar-me como não sou. Estou longe de ser uma Mãe Perfeita ou uma Super-Mãe, até porque não acredito que existam. Não sou,nem tenho ambição a tal. Claro que gostava de às vezes ter mais paciência para as birras intermináveis, gostava de ter prazer em me sentar com eles a brincar, preferia não ter de castigar, não ter de me zangar. Sou mãe, mas sou gente, também. Tenho os meus dias. Na maior parte deles consigo negociar (é mesmo essa a palavra) e, sem dramas, levar a água ao meu moinho, noutros também dou dois gritos, castigo faltas de educação e birras parvas. Quase nunca me sento a brincar com eles, deixo-os andar, dou-lhes liberdade, dou-lhes espaço, mantenho-me na plateia qual espectador, questiono-me se sou boa mãe, se estou a agir bem. Brinco com eles no parque, jogo à bola até de saltos altos, deixo-os tropeçar para lhes dar a mão quando se tentam levantar. Não brinco com eles como gostaria. Dou-lhes muito mimo, todos os dias lhes digo o quanto os Amo. Mas não brinco o que gostaria. Converso muito com eles, como se fossem crescidos, respondo a todas as perguntas mesmo aquelas que nos deixam uma pedra de calçada entalada na garganta, mesmo as mais difíceis de responder. Não lhes leio histórias todos os dias, mas oiço muita música com eles. Mostro-lhes o que posso do mundo. Abro-lhes os horizontes com pequenas coisas. Não estou "só" a educar duas crianças. Estou mais do que tudo a formar adultos. Estou a formar três adultos, eles e eu, sim, porque eu também aprendo com o que lhes transmito. Tenho aprendido a ser Mãe, tenho aprendido que ser Mãe é não deixar de ser gente. Que ser Mãe é ter defeitos e falhas sem me auto-censurar, porque ninguém é perfeito e eu não posso educar os meus filhos sob falsas aparências. Ser Mãe é também ser paciente, sobretudo comigo própria, é saber perdoar as minhas próprias falhas. Não brinco tanto como gostaria, mas dou-lhes espaço para serem eles próprios. Não brinco tanto como gostaria porque também sou gente. E, enquanto eles brincam olho para eles com orgulho dos seres ímpares que são e perdoo-me por todas as minhas falhas enquanto Mãe, só porque sou gente.

Lei de Murphy I

"Toda a regra tem as suas excepções, excepto esta: um homem tem de estar presente quando lhe estão a fazer a barba"

in Compêndio Geral das Leis de Murphy

1.7.08

Parabéns - 102

(JBP - obrigada por me lembrares)

Recomeços


primeiro dia do mês. Parece-me um bom dia para recomeços. Apesar de as nuvens cinzentas não deixarem ver, em breve desaparecerão e o céu ficará naturalmente azul. Nessa altura o horizonte será brilhante e convidativo.

23.6.08

de volta


após uma semana longe do trabalho o que me apetecia mesmo era voar daqui para fora, sem data de regresso.

17.6.08


e se uns dias depois de me mostrarem uma praia quase vazia em dia de enchente fôr ao cinema e tivermos a sala toda para nós?

13.6.08

Mangerico II

Depois de uma manhã de trabalho para esquecer. Acabei a tarde na praia, sol fantástico, temperatura muito boa, a água do melhor. Não fosse a imensidão de gente e a praia escolhida ser a alternativa à do costume que estava a abarrotar e teria sido uma tarde do melhor.
Mas tendo em conta como começou o dia e sendo sexta-feira treze, não foi nada mau.

Ah... e entrei de Férias!

Mangerico


Sim é feriado em Lisboa, trabalho mesmo ao lado. A empresa deve ter tanta gente a trabalhar hoje como nos fins de semana, que eu não trabalho. Mas hoje obrigaram-me a vir trabalhar. Mesmo. E estou aqui tão contrariada que estou capaz de bater em alguém.

11.6.08

Goooooooollllllloooooooooooooo

Ca nervos...


A Escola e os €uros

Vai fazer um ano que fui surpreendida pelo anúncio do encerramento do Jardim de Infância dos meus filhos. Na altura o Infante mais novo andava lá "ilegalmente" pois a escola não tinha bebés, como tal a mensalidade dele era, digamos, simbólica. Mas como eu dizia, tanto eu como os pais dos outros meninos fomos surpreendidos com a notícia de que a escola encerraria no final de Agosto e já não reabriria. Deram-nos a desculpa das muitas alterações exigidas pela Segurança Social. O que não deixava de ter graça não fosse o caso tão sério. Muitas das escolas estatais não têm o mínimo de condições que muitas das vezes estas escolas têm. Parece-me imoral exigir que uma escola privada tenha de colocar, sabe lá Deus como e quanto custaria, colocar elevadores para cadeiras de rodas. Quem o exige é a lei, a mesma lei que não é aplicada a prédios, a ruas, a instituições públicas e a tantas outras. A propósito, alguém me explica como é que alguém levanta dinheiro num multibanco se estiver sentada numa cadeira de rodas???
Bem continuando. Foi o caos, pais em pânico, não havia hipotese de inscrever nenhuma das crianças em escolas estatais, mesmo que tivéssemos horários que nos permitissem ir buscar os meninos às 15h30, porque as inscrições já estavam encerradas. Como o pânico não nos leva a lado algum, resolvi fazer uma lista das escolas da zona com o nº de vagas disponíveis e partilhei-a com os outros pais. Assunto arrumado, todos os meninos tiveram uma nova escola em Setembro.
O Infante mais novo deixou de ser ilegal e passou a pagar como gente grande. À parte da dor que me assola sempre que preencho o cheque da escola, tudo normal.
Diga-se em abono da verdade que de um modo geral estou bastante satisfeita com a escola. O Infante mais velho está na pré-primária e uma pré bem acompanhada é meio caminho andado para uma boa integração e aprendizagem na primária.
O que me "lixa" mesmo é sentir que me vão ao bolso descaradamente. Ora vejamos; além da mensalidade (a mensalidade numa faculdade privada de enfermagem é mais barata quase 100 €) ainda pago a alimentação (126€); prolongamento das 18h às 19h30 (26€); material (11€). Então vamos lá às considerações:
  1. Uma vez que eu entro no meu emprego às 9h30, deixo os miúdos por volta das 9h na escola, saio do mesmo emprego por volta das 19h, estou a entrar na escola por volta das 19h30, ora sendo assim, não devia eu exigir um prolongamento ao meu patrão? Sim porque ainda por cima eu tenho hora e meia de almoço mas o Infante mais novo dorme 3 horas.
  2. 11€ de material? Por mês? Mas será que os miúdos comem os lápis e bebem as tintas??

Mas a coisa não fica por aqui. No sábado em que Portugal se estreou no Euro 2008, os Infantes estrearam-se nas festas de final de ano da escola. Então para o Infante mais velho tive de alugar um fato de anão. Representaram a peça da Branca de Neve e os 7 anões. 15€ custou o aluguer do fato de anão que nem fala, o Dunga. Não satisfeitos, como é o último ano dele naquela escola (a minha conta bancária agradece) fizeram uma festa de finalistas. Sim, finalistas, com capa, emblemas, chapéu, fitas, gravata, camisa branca, calça preta... tudo... Aqui a maezinha pagou 40€ por: uma capa que nunca mais vai servir, 2 emblemas que um dia mais tarde serão descosidos e cosidos novamente numa capa à séria. Não há descernimento nenhum, de facto. Não disse nada porque é o último ano do meu filho naquela escola e não queria de forma alguma que ele se sentisse excluído em relação aos outros. Mas como estão as coisas, parece-me ridículo, no mínimo, que estas cabeças pensantes não olhem a meios e utilizem o amor e vontade de não desiludirmos os nossos filhos para nos irem ao bolso.

A Assembleia da República e o Euro


"Deputados não vão parar durante o jogo de Portugal

(...)

A agenda do Parlamento já tinha sido alterada uma vez por causa de um jogo da selecção. Foi durante o Mundial de 2006 na Alemanha, quando os partidos e o presidente da Assembleia, Jaime Gama, concordaram em antecipar a reunião plenária por causa de um Portugal-México. "

in IOL Diário de 11/06/2008

Não seria bonito os transportes pararem para que os trabalhadores vejam o jogo? Não seria patriótico ver os médicos dos hospitais em frente à televisão em vez de salvarem vidas ou fazerem nascer bebés? Não seria bonito ter os polícias a ver o jogo em vez de fazerem rondas? Não seria melhor pararmos todos tudo o que estamos a fazer e ficar simplesmente a torcer em frente ao ecrã pela nossa selecção?

Mas será que está tudo doido? Então agora os Srs. Deputados que tantas vezes são captados pelas camâras de tv a dormir uma bela soneca durante o seu trabalho deveriam parar tudo para ver o jogo? Mas está tudo doido? Ou serei eu? O país atravessa uma crise e os Srs. queriam ver o jogo? Pois eu cá também queria, não só ver o jogo, como ver o IVA a descer assim como o ISP.

Vão mas é trabalhar, malandros! Que o Zé povinho não votou em vocês para verem jogos.


Domingos Amaral

Um dos livros que comprei na feira foi este, de Domingos Amaral. Confesso que não li todos os livros dele, mas li 50%, o primeiro e o último. Gosto da forma como narra as histórias. Gosto da simplicidade.
Durante anos muitas vezes cruzei-me com Domingos Amaral no café ao pequeno-almoço, muitas dessas vezes tive vontade de lhe dizer o quanto tinha gostado do seu 1º romance. Por timidez parva nunca o fiz, limitei-me a trocar um curto bom dia, tenho pena de não lho ter dito. Agora dificilmente me cruzarei com ele e já não o poderei fazer.
Do livro, gostei tanto ou tão pouco que o comecei a ler ontem de manhã e ainda não era meia-noite já estava devidamente arrumado na estante dos livros lidos. Não consegui parar de o ler. Fantástico!

10.6.08

Irrita-me


ter de pagar balúrdios para ter Sport Tv. É que me irrita mesmo. Tanto que não tenho. Ora se não tenho esse canal maravilha do mundo Tv Cabo, não consigo ver os grandes prémios de fórmula 1 e tenho de me contentar com as corridas do Infante mais velho na Playstation o que não é bem a mesma coisa. Agora, para cúmulo, tenho de andar a pesquisar na net que raio se passa para Lewis Hamilton ser penalizado no Grande prémio de França. Sim porque eu até torço um bocadinho por ele, só mesmo por ser rival do empertigado do Alonso. Mas se no futebol torço com a cor verde, na fórmula 1 só mesmo de vermelho.

Para quando


a 2ª temporada? Já não se aguenta tanta espera.

Leya

Lá fomos ontem, dar uma volta à feira do livro. Gosto de passar por entre as barraquinhas, este ano cor de rosa. Espreitar as capas dos livros. Páro mais nas dos livros infantis, obrigam-me. Comemos pipocas gentilmente oferecidas (pela compra de dois livros, claro está) pela Oficina do livro.
Politiquices à parte, gostei das barracas da Leya. São mais convidativas, não são apenas um aglomerado de livros em exposição. Tem empregados jovens de farda. O Infante mais velho também gostou, gostou sobretudo de subir e descer as rampas de acesso. Sim, bem vistas as coisas, serão as únicas em que um visitante de cadeira de rodas poderá ver os livros, nas outras, nas tradicionais nem que tivessem olhos na testa conseguiam ver alguma coisa. Sinceramente, não sei se o objectivo das rampas era facilitar o acesso a pessoas com condicionantes de mobilidade, gosto de acreditar que sim. Gosto de acreditar que num país onde muitas das vezes nem um carrinho de bebé consegue circular, vão havendo cabeças pensantes que agem e facilitam a vida a quem a tem já bastante dificultada. Por isso aqui ficam os meus parabéns à equipa do Eng. Miguel Paes do Amaral.

7.6.08

Portugal Vs Turquia


Eu percebo se ele sair do Sporting, mas tenho pena.
Estou convencida que vai fazer um grande Europeu. Já mostrou que é um grande jogador. Os jogadores não se medem aos palmos, medem-se pelo que jogam e sobretudo pela forma como jogam. Tinha a baliza mesmo à frente, podia ter tentado rematar, mas não, passou a bola a um jogador melhor colocado.
Golo de Raúl Meireles? Não, para sermos justos é metade golo de Moutinho, metade do Raúl.
Força Miúdo.
e se puderes... não vás

4.6.08

FCP fora da Champions


LINDO!!!!

(foto recebida por email)

Volta! Volta!

Volta que nos fazes muita falta... volta...

Pocoyo

Eu adoro desenhos animados. Estes são fantásticos, pelo design, pela mensagem, pela simplicidade, pelo humor. Lá em casa não se vê outra coisa. O infante mais novo só deixa ver Pocoyo, nada de RTP2, nada de Panda. É só Pocoyo. E eu farto-me de rir com as expressões destes bonecos. Viva o Pocoyo, viva o pato, viva a Ellie. Adeusinho. Até breve

3.6.08

José Mourinho no Inter

gosto do ar, ar de quem se está nas tintas para o que os outros acham/pensam.
Está a ser apresentado neste momento. Gosto do ar como se senta, descontraído, com a gravata longe do pescoço, ar de quem consegue o que quer. Conseguiu, vai treinar um dos maiores. Gosto da determinação e do porte inabalável. Gosto dele porque tem certezas.

Azul, finalmente


as saudades que eu tinha de um céu azul. Abrir a janela de manhã e sentir este ar que cheira a Verão. Sair de casa sem casaco e com os pés enfiados numas sandálias que cheguei a pensar que iriam envelhecer dentro do armário. Gosto de Sol, de Verão, de calor. Os dias cinzentos deprimem-me e este ano já chega de nuvens e de chuva. Quero Sol, quero calor, quero praia. Quero sentir a pele a queimar ao sol, quero sentir o cheiro do protector, o cheiro a mar.