Mostrar mensagens com a etiqueta há coisas que têm de ser ditas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta há coisas que têm de ser ditas. Mostrar todas as mensagens

21.4.09

As últimas semanas

Foram fartas em sentimentos. Uns bons, outros que eu dispensava de boa vontade.
Comecei por suspender o Fios porque o que tinha para escrever não me apetecia deixar para a posteridade. Tenho uma relação estranha com o Fios. Gosto de escrever o que me vai na alma, mas não gosto de o "conspurcar". Não gosto de escrever sobre sentimentos verdadeiramente negativos, não por querer esconder alguma parte de mim, mas porque quando volto atrás no tempo não gosto de ver nódoas que já não saem, ao escrever de certa forma torno o momento imortal e nem sempre isso é bom.
Depois acendeu-se uma luz no fundo do túnel e reabri o blog. Para meu espanto um dia recebi um comentário que me deixou em estado de alerta, ao investigar o sitemeter percebi que o meu receio era real.
Esta descoberta aconteceu numa semana há muito esperada por outras razões, uma semana que se queria tranquila, em paz, para que a conseguisse viver intensamente como havia sonhado. Em vez disso foi uma semana diferente, ainda que muito boa, teve sempre umas nuvens negras. Confesso que algumas dessas nuvens me fizeram sentir um enorme pânico interno, felizmente sentimentos mais fortes e nobres vingaram e venceram. Em relação ao Fios vi-me obrigada a contratar um porteiro e reservar o direito de admissão, mas era isso ou fechar de vez e pareceu-me mais sensato a primeira opção pois não gosto de me castigar por acções ou intenções de outrem.
E voltei, não a todo o gás, porque os dias têm sido cheios de coisas [infelizmente nem todas boas] e também, confesso que para mim, ter o Fios "fechado" é esquisito, mas acredito que será apenas uma questão de hábito e que esta nuvem também irá desaparecer.
Aos leitores que voltaram, agradeço, pois apesar de escrever sem intenção de ser lida mas de expurgar o que por vezes sinto ou o que me passa pela cabeça, obviamente que gosto de ser lida e é muito lisonjeador saber que as pessoas cá vêm porque gostam de mim, da pessoa que mostro ser através dos caracteres ou apenas por causa das histórias que vou contando.
Agradeço, também, todos os mails simpáticos que recebi como resposta ao meu email "O Porquê", ao ler linhas tão simples, mais certezas tive de que não podia deixar o Fios morrer.

Obrigada

20.2.09

verdades absolutas I

Perguntaram ao Dalai Lama:

- O que mais o surpreende na Humanidade?

"Os homens... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente de tal forma, que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... ... e morrem como se nunca tivessem vivido."

Dalai lama

19.2.09

Enconados

Ser enconado é um estado de espírito, é um estado de não estar. Os enconados [não liguem ao género porque aplica-se a eles e a elas] são pessoas que todos conhecemos, de alguns até gostamos, podem viver ao nosso lado, trabalhar na secretária em frente ou ser a pessoa que está a ser atendida à nossa frente e que demora uma eternidade a facilitar o troco. Os enconados, ao contrário dos coitadinhos, são pessoas que até podem ter vontade de fazer, de resolver, de mudar, mas não sabem como, não sabem quando, "um dia..." costuma ser o início das frases. Também usam o pretérito imperfeito. "ahhh, seria tão bom..." [pois seria... e se levantasses o rabo do sofá e te mexesses usavas outro tempo verbal]. Os enconados são sonhadores sem o objectivo de alcançar o sonho. É tudo demasiado complicado, tudo demasiado difícil, com um enconado a tratar de alguma coisa é tudo demasiado lento. Um enconado não fode, nem saí de cima. Um enconado quando se consegue decidir [uau... conseguiu] morre na chegada à praia, porque é demasiado enconado para dar a braçada que falta, fica à espera da ondinha que os vai empurrar. Um enconado nunca gritou vitória porque nunca venceu sozinho, nem tão pouco sabe o que isso é.
Os enconados têm medo de vencer.

5.2.09

Galo Garnizé

foto: Olhares

Olho para ele e apenas vejo um galo garnizé, o bom aspecto das penas quase [mas só quase] conseguem enganar um olhar mais distraído. Demasiado pequeno, demasiado insignificante, demasiado cheio de si, demasiado espalhafatoso, demasiado pouco. É, demasiado pouco [já lhe terão dito o quão pouco é?]. Faltou-lhe ter tamanho, faltou-lhe raça, faltou-lhe força. Não passa de uma galo de raça anã com a mania que é tão ou melhor do que os outros. Mas até a mania é só para enganar incautos, porque a sua única virtude é a noção que tem de ser menor. É menor no seu ser, no sentir e no agir [ é tão pequeno]. Afinal não passa de um galo garnizé a tentar ser galo de capoeira onde outro galo no alto do seu poleiro [que nem precisa de ser assim tão alto] anuncia a alvorada.

25.12.08

fotossinteses

Deixemo-nos de merdas. A vida é feita de trocas. Recebemos oxigénio, em troca libertamos dióxido de carbono. As plantinhas [as mesmas que pisamos quando estão no caminho] recebem o nosso dióxido de carbono e fornecem-nos oxigénio. Não há volta a dar. Damos, porque esperamos algo em troca. Ninguém gosta que nos telefonem a contar um churrilho de tretas, de probleminhas alheios se antes de desligar nem nos pergunta como estamos. Ninguém gosta de ter de despir o casaco para abrigar alguém com mais frio do que nós se quando chegar a nossa vez de bater os dentes não nos abrigarem. Não se beija alguém à espera de não ser beijado. Não se estende a mão à espera que não a agarrem. A vida é feita de trocas, é tão simples.

15.7.08

Eu




Agradeço às Amigas e aos Amigos que me dizem o que pensam sem ultrapassar a linha do respeito pelas decisões que tomo. Acredito que não o façam, não por se coibirem de dar a sua opinião, mas porque como amigas/os que são conhecem-me bem e como tal sabem que não tomo decisões levianamente. Estes são os que guardo bem guardados, são os que me importam, são os que me preocupam. É com estas Amigas e com estes Amigos que partilho as minhas alegrias, as minhas tristezas. Com quem desabafo. Não estão presentes só porque sim, estão presentes porque de facto são importantes para mim e porque acredito que também o sou para elas e para eles. São as Amigas e os Amigos que me telefonam só para saber como estou, se preciso de alguma coisa, para me lembrarem que posso contar com elas e com eles. São quem me faz rir, são quem me faz deitar lágrimas de comoção e de dor. Dores não infligidas, mas dores partilhadas.
Às minhas Amigas e aos meus Amigos agradeço por estarem presentes na minha vida e agradeço-lhes por partilharem a deles comigo.

OBRIGADA por estarem comigo!

estou farta

de supostas "amigas" que me dão lições de moral, que opinam sobre a minha vida, que me lembram as idades dos meus filhos, que insistentemente se tentam meter na minha vida.