20.3.09

de Londres VI






[fotos da praxe]

de Londres V






[fotos da praxe]

de Londres IV






[sinais]

experiências II


e do forno saiu um pão bem bom [!!!]

de Londres III




[um pé em cada metade do mundo]

de Londres II





[vício]

de Londres I

[Mr. Squirrel]

experiências I

Teoricamente tenho massa de pão a assar, falta saber o que vai sair do forno [...]

rendo-me

[também quero uma!!!]

reencontros

Foi com um abraço, assim daqueles com impulso que me desiquilibra, que o A. me recebeu, sorriso de orelha a orelha e um bichanar no ouvido: - Mamãã... Tão bom, tão crescido que o achei, tão feliz por me ver. Seguimos para a recolha seguinte, tinha acabado de tocar, era o fim do intervalo antes da música e da ginástica, vinha a subir a escada, correu para mim e saltou-me para o colo. Sim, sou lamechas, senti os olhos inundados, mas aguentei-me. Abracei-o com força e disse-lhe: -Tive tantas saudades tuas, meu amor. E tive, verdade que as senti mais quando os vi, mas tive. Metemo-nos no carro e rumámos aos jardins de Belém. Muita conversa, conto-me todas as novidades que se atropelavam e disse-me que estava cheio de saudades. Fez-me perguntas sobre a viagem e contou-me a história de D. Afonso Henriques por causa do teatro que foi ver.
Em Belém, parámos no Starbucks [viciada, eu sei... mas há coisas piores] e foram jogar à bola enquanto observava cada cêntimetro que cresceram nestes dias.

Londres - Lisboa

O meridiano de Greenwich nunca foi mais do que uma linha imaginária. Lembro-me das aulas de Geografia. Ter ali aos meus pés tão célebre linha tem o seu quê de inexplicável.

E foi assim, a última manhã passada em Londres, muita conversa enquanto cruzávamos os jardins da universidade, os músculos das pernas a acusarem a subida para ver a linha [talvez mais famosa do mundo], a descida bem mais fácil feita por entre disparos de fotografias, um hamburguer mal servido num Mc Donalds, mas sempre muita conversa e muitas histórias partilhadas.

A tarde foi de caminho para o aeroporto e como não podia sair de Londres sem mais precalços, o underground ficou parado minutos suficientes para me obrigar a fazer contas de cabeça e ponderar se conseguiria chegar a tempo ao avião. Underground a andar novamente e despeço-me do Starbucks em London Bridge com mais um cappuccino. Meia-hora de comboio e fila imensa para o Check-in, valeu-me a Easy-Jet, acelerar o dos voos iminentes e assim poupei meia fila. Seguiu-se a passagem pela segurança em que agradeci ter por hábito usar meias com bom aspecto, porque não é simpático ter de andar uns metros descalça no aeroporto, o sr. que ia à minha frente não se pôde gabar do mesmo, a batata no dedo grande do pé esquerdo já pedia uma viagem até ao lixo.
Meia hora para fazer as últimas compras e ia ficando em terra, porque quando sai do free-shop e olhei para o quadro até saltei quando vi "flight closed". Corri como há muito não corria mas lá consegui enfiar-me no avião.

Mas a viagem estava destinada a correr bem e até as malas entraram no tapete em velocidade cruzeiro.
Para melhorar ainda mais uma chegada que se previa solitária e sem ninguém à espera, lá estava uma cara amiga para me dar boleia até ao meu carro, estratégicamente estacionado perto do aeroporto.

E conduzir? Tão bem que me soube conduzir até casa. Quando fiz os primeiros km senti-me capaz de conduzir toda a noite.

18.3.09

Factos sobre meteorologia II

O sol cá continua.

Londres [dia 4]

Vi a London Bridge e a Tower of London, mas do que eu gostei mesmo foi do sol, dos cigarros fumados e da conversa na esplanada do Starbucks. Depois almoçamos uma batata recheada em Covent Garden [onde me esforcei para fazer boa figura a fazer o pedido e afinal o empregado até era português, mas "alguém", com a conversa, esqueceu-se de me avisar]. Para agitar o dia, nada como um stress com as horas e a linha do underground interrompida. Nervoso miudinho disfarçado com muitas gargalhadas à conta dos disparates que íamos debitando. Conclusão: Lei de Murphy, se algo puder correr mal, corre mal [ou qualquer coisa parecida]. Aliviado o stress e fazemos um ensaio de sessão de fotos no parque alternando com uns chutos na bola. Estava uma luz fantástica, é um facto.
Amanhã temos mais um bocadinho e cada uma vai ficar com metade do mundo.

Incêndio

Juro que não fui eu! [eu apago sempre muito bem os meus cigarros]

Repeat

Hoje por causa de uma [ou muitas conversas] reli por alto o fios enquanto procurava dois posts, alguns reli com a devida atenção. Deu-me que pensar.

17.3.09

Mr. Squirrel

Nas minhas deambulações por Londres acabei a almoçar em St. Jame's Park. Comprei uma sandes e um sumo num quiosque e sentei-me na relva a comer até aparecer a minha companhia. Na primeira dentada na sandes senti algo ao meu lado, olhei de soslaio porque o parque está cheio de pombos e, eu odeio ratos com asas, para meu espanto, lá estava ele, apoiado nas patas traseiras e a olhar para mim, ali a um palmo. Derreti-me, adoro esquilos. Com cuidado tirei um bocadinho de pão e atirei-lhe, ele agarrou, comeu e voltou à posição inicial a pedir mais. Como é óbvio convidei Mr. Squirrel para almoçar comigo e assim partilhámos uma sandes de ovo carregadinha de maionese, mas ele não se queixou e eu adorei a companhia.

Factos sobre meteorologia I

Sim, trouxe sol na bagagem. Têm estado uns dias lindos, claro que a temperatura não se compara, mas também não está frio. Obrigada S. Pedro [ou será St. Peter??]

16.3.09

Mudanças

Pois que parece oficial, bastaram-me dois dias e fui rebaptizada. A partir de agora deixei de ser Ana e passei a chamar-me Sofia. [Podia ser pior].

Factos sobre os habitantes de Londres

- Ouvem-se as mais variadas línguas.
- As inglesas andam com as unhas pintadas, mal arranjadas e a descascar [nojo]
- As inglesas, gordas ou magras andam com mini-saias que parecem cintos
- Não respeitam filas, é mais tudo ao molho e fé em Deus

15.3.09

Londres [dia 1]

Andei kilometros, mesmo!! O metro já não tem segredos para mim. Comecei pelo mercado de Camden Town, cheiinho de gente. Catacumbas e catacumbas para descobrir. Comida à venda que não acabava. Havia de tudo para todos os gostos. Deu-me para o chinês.
Quando cheguei ao metro estava fechado por causa das obras, sem olhar para o mapa continuei a andar, passados 3 km, mais coisa menos coisa vi um autocarro para Oxford Circus. Quando saí do autocarro dei de caras com a Starbucks e lá me sentei na esplanada a beber um cappuccino. Repostas que estavam as reservas de cafeína percorri Oxford Circus até Piccadilly Circus. Tirei a foto da praxe [eu hoje não estava muito inspirada para a fotografia] e enfiei-me no metro até Nothing Hill. Percorri a zona toda, aqui bem mais calma do que em Camden. Entrei nas lojas quase todas, mas infelizmente não me apareceu um Hugh Grant pela frente [ ;) ]. Estive a um passinho de experimentar um crepe com Nuttela, mas desisti devido à fila [continuo a achar que mais vale continuar na ignorância em relação à coisa ou ainda me desgraço]. Mas o crepe ficou-me no goto e fui a pé até Bayswater à procura de crepes. Comi um com chocolate e vim para casa estourada. Só não sei se fiz mais km na rua se a descer e a subir escadas de metro.

Londres [a chegada]

Claro que me perdi, quer dizer, não me perdi, não saí foi na estação de comboio certa. Mas cheguei e estavam à minha espera conforme combinado. Conversa, muita conversa logo à chegada e deitei-me tardíssimo, valeu-me a hora e meia que dormi no avião apesar do bebé que vinha do outro lado do corredor a chorar incessantemente. Venceu o cansaço.

Post em atraso [a melhor festa de anos]

Ainda bem que a minha casa é grande. E juro que se lá ficasse a viver deitava a parede que separa a cozinha da sala a baixo. Que nos jantares "regulares" se enfiem todos na cozinha, vá... agora 16 adultos enfiados na cozinha é dose.
Mas foi, sem dúvida, o melhor aniversário de sempre. Estavam lá todos [com a excepção que justifica a regra, obviamente]. Os amigos que estão sempre presentes, os amigos que estão presentes de tempos a tempos, os amigos que se conhecem mesmo sem conhecer.
Foi mesmo o melhor de sempre.

12.3.09

meteorologia

Lisboa céu limpo 25º de máx. 12º de mín.
Londres céu muito nublado 13º de máx. 7º de mín.

[os senhores da alfândega também chateiam se levar sol e calor na bagagem???]

tá quase [só falta o quase...]

Mais duas horas e um dia de trabalho [o de amanhã promete!!], um jantar cheio de amigos e de filhos, uma manhã para preparar a mala e deixar tudo em ordem e aí vou eu até terras de sua Majestade!!!

30 anos de Rádio Comercial

Sou fã da Rádio Comercial desde que tenho carro. Há anos que o meu trajecto matinal de carro é feito ao som do programa da manhã. [Excepção feita para o período em que o Pedro Ribeiro se mudou para o Rádio Clube e eu fui atrás].
Lembro-me das gargalhadas com o Homem que mordeu o cão, lembro-me da voz de felicidade do Pedro com o nascimento da Mafaldinha, lembro-me das músicas para sonhar e da minha emoção ao ouvir uma música da Turma do Balão Mágico porque eu tinha enviado o cd para o Pedro. Lembro-me de ficar feliz por ele quando foi promovido.
São muitos anos a "acordar" com as vozes do programa e, até pode parecer estúpido, mas para mim, o Pedro é daquelas pessoas que se conhece sem conhecer de facto. Gosto da voz, gosto do humor, da simplicidade [não gosto que seja benfiquista, mas não há ninguém perfeito].
Perdoem-me todos os que trabalham na Rádio Comercial, porque tenho consciência que é uma equipa muito mais vasta do que a que se ouve no rádio que faz com que eu oiça o Pedro Ribeiro de manhã, mas para mim, a Rádio Comercial sem ele é só mais uma rádio.
[Parabéns Rádio Comercial, Obrigada Pedro pelas manhãs]

congestionamento

Pois que ontem à noite não consegui aceder à net. Deve andar tudo a entregar o IRS... eu também queria.

10.3.09

35

Olho para o meu reflexo no espelho. Estão ali, mesmo à minha frente, rugas de expressão. Ganhei-as todas no último ano, quando dei por elas, já estavam comodamente instaladas à volta dos meus olhos. Olho para o meu reflexo no espelho e custa-me a crer que tenho 35 anos. Lembro-me de ser miúda e pensar que quem tinha trintas eram cotas. Não me sinto cota. Ainda me sento com a perna debaixo do rabo, ainda me sento no chão com "pernas à chinês", ainda desço as escadas a correr [e só não desço pelo corrimão porque uso o elevador], mas a minha pele está diferente e tenho muitos cabelos brancos [arranco-os, mas tenho]. Não me sinto com 35 anos, ainda me sinto uma miúda, a mesma que trepava às árvores, que subia e descia muros, que jogava à bola com os rapazes do prédio, que descia o Parque Eduardo VII de skate ou de carrinhos de esferas, a mesma miúda com "pêlo na venta". Ganhei rugas e cabelos brancos, perdi muito do "pêlo na venta" [ganhei maturidade]. Sou hoje o que sonhava ser quando fosse uma "cota", sou mãe, mas sinto-me uma mãe-miúda, uma mulher-miúda, tenho 35 anos e são os "pés de galinha" e os cabelos brancos que mo dizem, eu não os sinto.

9.3.09

Fartinha

de incompetentes, fartinha, mesmo... [será que esta gente não tem noção que nos tempos que correm o emprego além de uma benção é um bem essencial à vida?]

7.3.09

de volta

Perseguir os sonhos


Um dia ainda vou descobrir uma alternativa ao meu ordenado. Um dia deixo a cidade e vou para o campo. Um dia deixo o T3 num sétimo andar e mudo-me para uma casa térrea. Um dia ainda vou ter uma casa branca com risca azul. Um dia abro as portadas da janela do quarto e vejo a planície. Um dia a minha casa vai ter as portas vermelhas. Um dia cultivo os meus próprios coentros. Um dia troco tudo e mudo-me de vez.
Até esse dia chegar, continuo a sonhar com ele para que o sonho não morra.

6.3.09

já agora


a EDP tem 5.000 postos de trabalho disponíveis. Este fim de semana vou actualizar o meu curriculum e enviá-lo para a EDP, nunca se sabe.


[ahhh...como eu gostava de ter o António Mexia como patrão...]

5.3.09

Partilhar aprendizagens

A minha formação de espanhol começou esta semana. O T. pediu-me para lhe ensinar. Agora, nas nossas curtas viagens de carro, em vez do jogo das letras falamos espanhol. Bom para os dois.

4.3.09

Férias

Uma semaninha quase inteira em Londres. Sair daqui, deixar tudo quanto me tem andado a chatear, a consumir. Não pensar em trabalho e reuniões, em levar e trazer crianças da escola, sopas para fazer e roupa para estender, casas para vender e papéis para tratar. Uma semana quase inteirinha e só minha, para me deliciar com Londres, para beber vinho tinto acompanhada ao jantar e tudo e, tudo o mais...

[estou tão feliz!!!]

3.3.09

semelhanças passadas

Leio no blog da Margarida um post em que ela se refere à irmã: "Mata de um tiro só o que não lhe convém e não olha para trás. Apaga da memória e segue em frente."
E eu penso: - Porra!!! Eu também já fui assim.
E agora ficava bem eu escrever que ainda bem que já não sou, que as pessoas merecem segundas, terceiras e quartas oportunidades. E o que seria de nós se cortássemos, ou melhor, arrancássemos pela raiz tudo o que nos faz mal, nos retira o sorriso da cara, deitássemos fora e esquecessemos, porque poderíamos estar a virar costas a algo ou alguém verdadeiramente importante.
Pois ficava, ficava muito bem, mas a verdade é que tenho saudades da Ana que já fui. Porque era bem mais fácil bater com a porta ou sair porta fora sem olhar para trás, chegar a casa chorar baba e ranho e depois, como por magia, ir à casa de banho, lavar a cara, olhar-me ao espelho e seguir em frente. A verdade é que já fui mais forte, já fui mais inquebrável, resistente, mas baixei a guarda, amoleci, passei a acreditar em segundas, terceiras, quartas [sei lá, já lhes perdi a conta] oportunidades e lixei-me porque antes sofria umas horas, mas a verdade é que a coisa acabava ali, agora, esta Ana que substituiu a anterior passa a vida a lamber feridas e a treinar sorrisos que não lhe apetecem esboçar.

2.3.09

mudar [de vida]

As mudanças nem sempre são fáceis, nem sempre são por nossa vontade, nem tão pouco por vezes são o melhor, mas também há as que são por nossa vontade e que acreditamos que são o melhor. Fáceis? Acho que nunca são, algures existe sempre um travo amargo.
Mudamos de emprego porque acreditamos que é melhor, que vamos ganhar mais, que temos um horário melhor ou deixámos de aturar um chefe com o qual não nos queremos cruzar nem na fila do cinema. Mesmo quando corre como esperávamos há a adaptação, entramos num território que nos é desconhecido, uma imensidão [ou não] de caras novas, não sabemos com quem podemos [ou não] contar ou quem nos vai puxar o tapete na primeira oportunidade só porque entrámos agora e ganhamos mais 10€ no final do mês.
Mudamos de casa porque queremos uma casa melhor ou maior, porque precisamos de uma renda mais barata, porque fica mais perto do emprego ou da escola dos miúdos. E mudamos e a casa até é porreira e tem jardim ou é mais barata e já se respira com menor dificuldade, porque até podemos ir a pé para o trabalho e os miúdos até chegam mais cedo a casa. Depois de deixarmos de viver entre caixotes e móveis por montar e quando até estamos felizes pela escolha sente-se que a casa ainda tem um cheiro que conseguimos cheirar quando entramos e que nos lembra que é tudo novo. Os barulhos do prédio ou da rua, o cão da vizinha que uiva ou ladra incessantemente. O autocarro que tem um número diferente, a estação de metro que é outra, a mercearia da esquina não tem aquelas laranjas fantásticas com que fazíamos o sumo. Agora até temos o trabalho de enfiar o carro na garagem ou andar às voltas à procura de lugar. Há sempre um mas.
Mudamos de vida porque nos obrigam ou apenas porque acreditamos que podemos ter melhor. Matuta-se no assunto, numa primeira fase esporadicamente, normalmente as frases que nos assolam começam por "e se eu...", quando se muda para a fase seguinte, a coisa já não nos sai da cabeça, os pensamentos começam a criar cenários, saídas, ainda existem ses, mas já não são ses hipotéticos, são os ses da alternativa para resolução dos problemas. Muitas pessoas ficam aqui e não vão mais além, porque é nesta fase que se apercebem da provável dificuldade da mudança [ou do disparate que estavam a pensar fazer]. Na fase seguinte, para os que continuam, a coisa vai ficando cada vez mais apertada, as horas de sono diminuem em prol de voltas e voltas na cama enquanto a cabeça vai girando, por um lado em busca de uma saída pouco brusca e com controle de estragos, por outro com o medo do desconhecido, a insegurança do futuro. A partir desta fase não teço comentários, eu segui o caminho até ao fim, sei o que senti, sei o que ainda sinto por o ter feito, mas todos esses sentimentos são causa-efeito da forma como conduzi as coisas e o objectivo do post não é contar uma história. As pessoas são, naturalmente avessas à mudança. O medo do desconhecido, a perda de bens ou de simples rotinas que lhes davam segurança faz com que estaquem na beira do precipício com medo de dar o salto, até porque nunca se sabe se o que está do outro lado é melhor... mas e se fôr? Nunca saberemos, não é?
Sim, mudei a minha vida porque acreditei que era o melhor para mim, até agora não me enganei. Fácil? Não, não foi.
Sim, quero mudar de casa porque preciso de uma renda mais barata e a outra até fica mais perto do emprego e da escola dos miúdos, também é verdade que vou deixar de ter a fruta da mercearia da esquina à mão de semear e a casa nem é tão boa, mas vou respirar melhor. Fácil? Não, não será.
E não, não mudo de emprego porque acredito que neste momento não há melhor para mim do que o que tenho e ter um nos dias que correm já é uma benção. Fácil? Não, também não, tenho de me munir de muita paciência.
A verdade, é que acredito que mais difícil do que mudar alguma coisa é não mudar coisa nenhuma.

ele há dias

em que gostava de ser má. Má mesmo, sem dó nem piedade. Má. Queria tanto, tanto...

Férias

é mesmo do que preciso!

1.3.09

Agonia

Não conheço pior agonia que a da espera. A espera que algo aconteça, a espera de notícias do que aconteceu ou está a acontecer. É doloroso, fisicamente doloroso, o estômago que se contorce, o peito apertado, a ansiedade pelo toque do telefone, a incapacidade de fazer algo, porque não há nada que possa fazer. Posso esperar, é a única coisa que posso fazer agora.
[Estou enjoada]

28.2.09

odeio

o poder que o estado do tempo tem para influenciar o meu estado de espírito.

27.2.09

Zombie

[se calhar não escolhi o melhor dia para dar sangue]

isto hoje está muito difícil

Chego à triste conclusão que já não tenho idade [nem pedalada] para noitadas em que tenho de trabalhar no dia seguinte. É duro!

26.2.09

ciclos

A minha vida é como a moda... ciclíca. Vê-la vestida de chumaços e meias de renda rasgadas esta-me a fazer mal [ou então é da minha vista], vou ver se arranjo uns crucifixos para compôr o figurino, pode ser que dê sorte.

25.2.09

Azedas

Ontem o T. provou e, claro, gostou.

Gosto de histórias de amor [Austrália]

Porque tem a Nicole Kidman. Porque há “circunstâncias extraordinárias”.
Porque todos temos sonhos, mas os sonhos para se realizarem não basta sonhar, é preciso lutar. Porque quando se luta pelos sonhos eles acontecem.

23.2.09

"- Os teus filhos são crianças felizes?"

Pode parecer fácil, à primeira vista, responder a uma pergunta destas, mas não é, não se de facto quiser responder convicta da resposta. Mas a resposta, a verdadeira, é sim, é um redondo sim.
Os meus filhos acordam bem dispostos, sorriem e riem, são crianças de bem com a vida. Claro que, como todas as crianças com as mesmas idades, sofrem mais ou menos com as frustações dos nãos que vão obtendo. Mas no seu todo são duas crianças perfeitamente adaptadas à vida que têm, às circunstâncias com que se vão deparando, aos desafios que encontram. São uns mimados e tenho muito orgulho de todo e de toda a forma de mimo com que os vou enchendo, eu e os que o rodeiam, de uma forma ou de outra.
Hoje, ao recebê-los de mais uma fim de semana com o pai, quando os vi fez-me todo o sentido, arrancar finalmente este post dos rascunhos e postá-lo.
Os meus filhos são crianças felizes quando vão e são crianças felizes quando voltam, muito mais do que quando não tinham de ir a lado nenhum e isso enche-me de orgulho, deles e de mim também. Porque sou melhor melhor mãe agora. Porque estou resolvida comigo. Porque estou mais feliz. Porque pais e mães felizes têm filhos felizes.
[E adoro aqueles sorrisos quando chegam, adoro]

efeitos secundários

Depois de ontem ter dormido uma sesta de três horas e achar que precisava de uma noite bem dormida [o que não tem acontecido] tomei um comprimido e fui para a cama cedo e podre de sono.
Hoje de manhã e com a tal noite de sono bem dormida acordei com energia e disposição para mudar o mundo.
Depois passou-me. Não se muda o que não quer ser mudado.
[Mais umas manhãs destas e quem muda sou eu]

20.2.09

É tão triste

Já não aguento ouvir queixas. Colegas que se queixam insistentemente, que dizem mal da empresa, do trabalho que têm, do que ganham.
Hoje dois temporários foram dispensados do meu departamento, qualquer esperança que tivessem de vir a ficar morreu numa conversa de gabinete à porta fechada. Na secretária à frente de cada um deles "trabalham" [as aspas são propositadas] duas das pessoas mais incompetentes com quem tive o desprazer de me cruzar na minha vida profissional. Ambas se queixam constantemente, ambas fazem menos do que outras pessoas com as mesmas funções, ambas invejam quem consegue progredir graças a muito esforço, ambas insatisfeitas, ambas destabilizadoras de um bom ambiente de trabalho. Estão nos quadros, mas não valorizam o facto de trabalharem numa empresa de prestígio, que paga a tempo e horas, que lhes concede seguro de saúde e vales de compras num hipermercado no Natal, onde não se fala em despedimentos, onde bebem café sem pagar e onde todos os anos há aumentos de ordenados. Tudo atributos que não contam para a felicidade destas duas pessoas e eu pergunto-me quantas pessoas sem dinheiro para dar de comer aos filhos e pagar a renda de casa gostariam de trocar de lugar com elas.
É triste, muito triste.

verdades absolutas I

Perguntaram ao Dalai Lama:

- O que mais o surpreende na Humanidade?

"Os homens... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente de tal forma, que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... ... e morrem como se nunca tivessem vivido."

Dalai lama

Preciso

de praia. Está quase. É já amanhã.

19.2.09

em dias como o de hoje

deixo-me levar pelos sonhos.
Finjo que não estou a trabalhar, que moro na casa dos meus sonhos, que tenho uma rede presa a duas árvores, que tomo o pequeno almoço no jardim enquanto vejo os meus filhos a brincar na relva com o Dolce, o nosso Golden Retriever, que o sol que me aquece os braços e as pernas me aquece também a alma e o coração. Que mais logo tenho os sacos para arranjar, que nos vamos enfiar os três e o cão dentro do carro e rumar ao nosso refúgio pintado de branco com barra azul junto ao chão e à volta das janelas com portadas. E, amanhã vou acordar na minha outra casa dos meus sonhos e os meus filhos vão estar a brincar na relva com o Dolce enquanto eu tomo o pequeno almoço cá fora e sorrio porque o sol que me aquece os braços e as pernas também me aquece a alma e o coração.

Enconados

Ser enconado é um estado de espírito, é um estado de não estar. Os enconados [não liguem ao género porque aplica-se a eles e a elas] são pessoas que todos conhecemos, de alguns até gostamos, podem viver ao nosso lado, trabalhar na secretária em frente ou ser a pessoa que está a ser atendida à nossa frente e que demora uma eternidade a facilitar o troco. Os enconados, ao contrário dos coitadinhos, são pessoas que até podem ter vontade de fazer, de resolver, de mudar, mas não sabem como, não sabem quando, "um dia..." costuma ser o início das frases. Também usam o pretérito imperfeito. "ahhh, seria tão bom..." [pois seria... e se levantasses o rabo do sofá e te mexesses usavas outro tempo verbal]. Os enconados são sonhadores sem o objectivo de alcançar o sonho. É tudo demasiado complicado, tudo demasiado difícil, com um enconado a tratar de alguma coisa é tudo demasiado lento. Um enconado não fode, nem saí de cima. Um enconado quando se consegue decidir [uau... conseguiu] morre na chegada à praia, porque é demasiado enconado para dar a braçada que falta, fica à espera da ondinha que os vai empurrar. Um enconado nunca gritou vitória porque nunca venceu sozinho, nem tão pouco sabe o que isso é.
Os enconados têm medo de vencer.

16.2.09

eu queria

escrever um post fantástico, mas não me apetece, o que me apetecia mesmo era estar enfiada no carro e fazer uma viagem com o sol a entrar-me pelo carro.

13.2.09

12.2.09

verniz entornado

Num dos wc's da empresa onde trabalho, um dos cubículos tem verniz rosa choque brilhante colado ao chão, tiras marcadas como se o frasco tivesse caído e entornado tudo por onde passou.
Perante a imagem que ficou para a posteridade [e possivelmente desesperou as senhoras da limpeza] há duas coisas que me ocorrem: Primeiro que urgência tão grande faz alguém pintar as unhas num cubículo daqueles e com aquela luz [já para não falar do gosto duvidoso de ter as unhas pintadas daquela cor horrorosa]; Segundo, não me saí da cabeça a imagem do possível pânico que se instalou aquando da queda do frasquinho.