e não faço os telefonemas que quero, continuo com uma resposta a um mail-post pendente, não ligo o messenger, não sei o que se passa no FB, não respondo aos comentos e muito menos posto, mas o pior é que não sei quando vai passar.
[desculpem]
31.3.09
29.3.09
desejos
"Nunca um desejo lhe é dado sem que também lhe seja dado o poder de realizá-lo. Entretanto, você pode ter que se esforçar por ele." [Richard Bach]
"Se pensarmos bem, ou se não quisermos pensar de todo. A isto se resume a vida. Um desejo. E a esperança de que se lutarmos o suficiente havemos de alcançá-lo. E lutamos. E sofremos. E pensamos, lá está, é preciso lutar para conseguir. E a puta da vida às vezes dá-nos cabo da cachimónia. Mas, bom, com jeitinho, a coisa faz-se. Há de se fazer.
Não te deram um desejo sem te darem, ao mesmo tempo, o poder de o concretizares; contudo, é possível que tenhas de lutar por ele.
Repetir até à exaustão. Nao te deram um desejo. Eu tenho o poder. Basta lutar.
Mas até quando?"
"Se pensarmos bem, ou se não quisermos pensar de todo. A isto se resume a vida. Um desejo. E a esperança de que se lutarmos o suficiente havemos de alcançá-lo. E lutamos. E sofremos. E pensamos, lá está, é preciso lutar para conseguir. E a puta da vida às vezes dá-nos cabo da cachimónia. Mas, bom, com jeitinho, a coisa faz-se. Há de se fazer.
Não te deram um desejo sem te darem, ao mesmo tempo, o poder de o concretizares; contudo, é possível que tenhas de lutar por ele.
Repetir até à exaustão. Nao te deram um desejo. Eu tenho o poder. Basta lutar.
Mas até quando?"
28.3.09
Gostar de [quem gosta de] nós

É a frase "gosto de ti" que se ouve de quem não tem receio de dizer que gosta de nós. É a caixa de entrada de sms onde não se apagam sms recebidas de pessoas diferentes a dizer que gostam de nós. É um mail-post que se recebe e onde se percebe sem sombra de dúvida o quanto nos querem bem, o quanto gostam de nós. É sentir no abraço, nas palavras, no olhar, na voz. É saber que estão lá, perto ou longe, estão. Podemos concordar ou discordar, mas gostam de nós.
"Gosto de ti", dito assim, directamente, sentido e saído do aparente nada, não é fácil de pronunciar, as palavras parece que se enrolam por entre a língua, soa a despropositado. Não há maior disparate do que não dizer ou mostrar o quanto se gosta de alguém. Por isso digo-o, por isso oiço-o.
E é tão bom, gostar de quem gosta de nós.
25.3.09
O meu primeiro Amigo
Às vezes lembro-me da fotografia a preto e branco. Ele de jardineiras e t-shirt, eu com um vestidinho piroso. Em comum, as botas ortopédicas e horas infindáveis de brincadeira. Ele tinha uma corneta na mão e eu um barco [ou seria ao contrário?], ambos de plástico oferta da escola na festa de final do ano.
Éramos os melhores amigos, conhecemo-nos com três anos, separámo-nos aos seis. Tinha uma irmã mais nova, também ela Ana. Brincávamos sempre juntos e juntos defendíamos a Ana pequenina, juntos estragávamos as botas ortopédicas com o leite dos figos, trepávamos a tudo o que havia para trepar. Os nossos lugares à mesa eram ao lado um do outro, quer fosse para comer ou para fazer trabalhos, durante a sesta as nossas camas também estavam ao lado uma da outra.
Foi o meu primeiro amigo, lembro-me dele de tempos a tempos, mas lembro-me. Por vezes pergunto-me como estará, como será?
O Nuno fez ontem 35 anos, ao final de 29 anos ainda me lembro dele no dia 24 de Março. Lembrar-se-á ele de mim?
Éramos os melhores amigos, conhecemo-nos com três anos, separámo-nos aos seis. Tinha uma irmã mais nova, também ela Ana. Brincávamos sempre juntos e juntos defendíamos a Ana pequenina, juntos estragávamos as botas ortopédicas com o leite dos figos, trepávamos a tudo o que havia para trepar. Os nossos lugares à mesa eram ao lado um do outro, quer fosse para comer ou para fazer trabalhos, durante a sesta as nossas camas também estavam ao lado uma da outra.
Foi o meu primeiro amigo, lembro-me dele de tempos a tempos, mas lembro-me. Por vezes pergunto-me como estará, como será?
O Nuno fez ontem 35 anos, ao final de 29 anos ainda me lembro dele no dia 24 de Março. Lembrar-se-á ele de mim?
um destes dias
dá-me uma travadinha e mudo de vida.
[até tenho medo de mim mesma, quando começo a pensar muito no mesmo]
[até tenho medo de mim mesma, quando começo a pensar muito no mesmo]
22.3.09
Londres - o post que faltava
Viajar sozinha para outro país foi coisa que nunca tinha feito. Por um lado há toda uma nova experiência, estou sempre de acordo comigo mesma quanto aos sítios a ir, como ir, a que horas ir. Ninguém acha que eu estou com pressa ou que me estou a atrasar, posso gastar o tempo como quiser, entrar nas lojas que quero sem a pressão de que estou a dar uma seca em alguém. Também não tenho de esperar por ninguém e ninguém me dá secas. Sim a independência é muito boa. Por outro lado falta ali alguém ao lado com quem partilhar o que se vai vendo, que nos chama a atenção para algo que nos passou ou que verbaliza exactamente a mesma observação mas que não tive tempo de dizer.
A minha viagem a Londres foi um arejo de que estava a precisar. Fui muitíssimo bem recebida por quem me abriu as portas de sua casa e me pôs à vontade [e se me senti em casa].
Sim, faltou-me companhia, gosto de momentos a sós, mas não gosto de me sentir sozinha e houve alturas em que me senti enquanto vagueva à descoberta da cidade.
A viagem valeu, mais do que ter conhecido Londres, valeu pelas pessoas que conheci, pela amizade que nasceu, pela partilha de histórias da vida de cada uma, pelas conversas na varanda acompanhadas de cigarros.
E esta será, sem dúvida, a imagem que guardarei para sempre da minha primeira visita a Londres.
21.3.09
20.3.09
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