5.3.09

Partilhar aprendizagens

A minha formação de espanhol começou esta semana. O T. pediu-me para lhe ensinar. Agora, nas nossas curtas viagens de carro, em vez do jogo das letras falamos espanhol. Bom para os dois.

4.3.09

Férias

Uma semaninha quase inteira em Londres. Sair daqui, deixar tudo quanto me tem andado a chatear, a consumir. Não pensar em trabalho e reuniões, em levar e trazer crianças da escola, sopas para fazer e roupa para estender, casas para vender e papéis para tratar. Uma semana quase inteirinha e só minha, para me deliciar com Londres, para beber vinho tinto acompanhada ao jantar e tudo e, tudo o mais...

[estou tão feliz!!!]

3.3.09

semelhanças passadas

Leio no blog da Margarida um post em que ela se refere à irmã: "Mata de um tiro só o que não lhe convém e não olha para trás. Apaga da memória e segue em frente."
E eu penso: - Porra!!! Eu também já fui assim.
E agora ficava bem eu escrever que ainda bem que já não sou, que as pessoas merecem segundas, terceiras e quartas oportunidades. E o que seria de nós se cortássemos, ou melhor, arrancássemos pela raiz tudo o que nos faz mal, nos retira o sorriso da cara, deitássemos fora e esquecessemos, porque poderíamos estar a virar costas a algo ou alguém verdadeiramente importante.
Pois ficava, ficava muito bem, mas a verdade é que tenho saudades da Ana que já fui. Porque era bem mais fácil bater com a porta ou sair porta fora sem olhar para trás, chegar a casa chorar baba e ranho e depois, como por magia, ir à casa de banho, lavar a cara, olhar-me ao espelho e seguir em frente. A verdade é que já fui mais forte, já fui mais inquebrável, resistente, mas baixei a guarda, amoleci, passei a acreditar em segundas, terceiras, quartas [sei lá, já lhes perdi a conta] oportunidades e lixei-me porque antes sofria umas horas, mas a verdade é que a coisa acabava ali, agora, esta Ana que substituiu a anterior passa a vida a lamber feridas e a treinar sorrisos que não lhe apetecem esboçar.

2.3.09

mudar [de vida]

As mudanças nem sempre são fáceis, nem sempre são por nossa vontade, nem tão pouco por vezes são o melhor, mas também há as que são por nossa vontade e que acreditamos que são o melhor. Fáceis? Acho que nunca são, algures existe sempre um travo amargo.
Mudamos de emprego porque acreditamos que é melhor, que vamos ganhar mais, que temos um horário melhor ou deixámos de aturar um chefe com o qual não nos queremos cruzar nem na fila do cinema. Mesmo quando corre como esperávamos há a adaptação, entramos num território que nos é desconhecido, uma imensidão [ou não] de caras novas, não sabemos com quem podemos [ou não] contar ou quem nos vai puxar o tapete na primeira oportunidade só porque entrámos agora e ganhamos mais 10€ no final do mês.
Mudamos de casa porque queremos uma casa melhor ou maior, porque precisamos de uma renda mais barata, porque fica mais perto do emprego ou da escola dos miúdos. E mudamos e a casa até é porreira e tem jardim ou é mais barata e já se respira com menor dificuldade, porque até podemos ir a pé para o trabalho e os miúdos até chegam mais cedo a casa. Depois de deixarmos de viver entre caixotes e móveis por montar e quando até estamos felizes pela escolha sente-se que a casa ainda tem um cheiro que conseguimos cheirar quando entramos e que nos lembra que é tudo novo. Os barulhos do prédio ou da rua, o cão da vizinha que uiva ou ladra incessantemente. O autocarro que tem um número diferente, a estação de metro que é outra, a mercearia da esquina não tem aquelas laranjas fantásticas com que fazíamos o sumo. Agora até temos o trabalho de enfiar o carro na garagem ou andar às voltas à procura de lugar. Há sempre um mas.
Mudamos de vida porque nos obrigam ou apenas porque acreditamos que podemos ter melhor. Matuta-se no assunto, numa primeira fase esporadicamente, normalmente as frases que nos assolam começam por "e se eu...", quando se muda para a fase seguinte, a coisa já não nos sai da cabeça, os pensamentos começam a criar cenários, saídas, ainda existem ses, mas já não são ses hipotéticos, são os ses da alternativa para resolução dos problemas. Muitas pessoas ficam aqui e não vão mais além, porque é nesta fase que se apercebem da provável dificuldade da mudança [ou do disparate que estavam a pensar fazer]. Na fase seguinte, para os que continuam, a coisa vai ficando cada vez mais apertada, as horas de sono diminuem em prol de voltas e voltas na cama enquanto a cabeça vai girando, por um lado em busca de uma saída pouco brusca e com controle de estragos, por outro com o medo do desconhecido, a insegurança do futuro. A partir desta fase não teço comentários, eu segui o caminho até ao fim, sei o que senti, sei o que ainda sinto por o ter feito, mas todos esses sentimentos são causa-efeito da forma como conduzi as coisas e o objectivo do post não é contar uma história. As pessoas são, naturalmente avessas à mudança. O medo do desconhecido, a perda de bens ou de simples rotinas que lhes davam segurança faz com que estaquem na beira do precipício com medo de dar o salto, até porque nunca se sabe se o que está do outro lado é melhor... mas e se fôr? Nunca saberemos, não é?
Sim, mudei a minha vida porque acreditei que era o melhor para mim, até agora não me enganei. Fácil? Não, não foi.
Sim, quero mudar de casa porque preciso de uma renda mais barata e a outra até fica mais perto do emprego e da escola dos miúdos, também é verdade que vou deixar de ter a fruta da mercearia da esquina à mão de semear e a casa nem é tão boa, mas vou respirar melhor. Fácil? Não, não será.
E não, não mudo de emprego porque acredito que neste momento não há melhor para mim do que o que tenho e ter um nos dias que correm já é uma benção. Fácil? Não, também não, tenho de me munir de muita paciência.
A verdade, é que acredito que mais difícil do que mudar alguma coisa é não mudar coisa nenhuma.

ele há dias

em que gostava de ser má. Má mesmo, sem dó nem piedade. Má. Queria tanto, tanto...

Férias

é mesmo do que preciso!

1.3.09

Agonia

Não conheço pior agonia que a da espera. A espera que algo aconteça, a espera de notícias do que aconteceu ou está a acontecer. É doloroso, fisicamente doloroso, o estômago que se contorce, o peito apertado, a ansiedade pelo toque do telefone, a incapacidade de fazer algo, porque não há nada que possa fazer. Posso esperar, é a única coisa que posso fazer agora.
[Estou enjoada]

28.2.09

odeio

o poder que o estado do tempo tem para influenciar o meu estado de espírito.

27.2.09

Zombie

[se calhar não escolhi o melhor dia para dar sangue]

isto hoje está muito difícil

Chego à triste conclusão que já não tenho idade [nem pedalada] para noitadas em que tenho de trabalhar no dia seguinte. É duro!

26.2.09

ciclos

A minha vida é como a moda... ciclíca. Vê-la vestida de chumaços e meias de renda rasgadas esta-me a fazer mal [ou então é da minha vista], vou ver se arranjo uns crucifixos para compôr o figurino, pode ser que dê sorte.

25.2.09

Azedas

Ontem o T. provou e, claro, gostou.

Gosto de histórias de amor [Austrália]

Porque tem a Nicole Kidman. Porque há “circunstâncias extraordinárias”.
Porque todos temos sonhos, mas os sonhos para se realizarem não basta sonhar, é preciso lutar. Porque quando se luta pelos sonhos eles acontecem.

23.2.09

"- Os teus filhos são crianças felizes?"

Pode parecer fácil, à primeira vista, responder a uma pergunta destas, mas não é, não se de facto quiser responder convicta da resposta. Mas a resposta, a verdadeira, é sim, é um redondo sim.
Os meus filhos acordam bem dispostos, sorriem e riem, são crianças de bem com a vida. Claro que, como todas as crianças com as mesmas idades, sofrem mais ou menos com as frustações dos nãos que vão obtendo. Mas no seu todo são duas crianças perfeitamente adaptadas à vida que têm, às circunstâncias com que se vão deparando, aos desafios que encontram. São uns mimados e tenho muito orgulho de todo e de toda a forma de mimo com que os vou enchendo, eu e os que o rodeiam, de uma forma ou de outra.
Hoje, ao recebê-los de mais uma fim de semana com o pai, quando os vi fez-me todo o sentido, arrancar finalmente este post dos rascunhos e postá-lo.
Os meus filhos são crianças felizes quando vão e são crianças felizes quando voltam, muito mais do que quando não tinham de ir a lado nenhum e isso enche-me de orgulho, deles e de mim também. Porque sou melhor melhor mãe agora. Porque estou resolvida comigo. Porque estou mais feliz. Porque pais e mães felizes têm filhos felizes.
[E adoro aqueles sorrisos quando chegam, adoro]

efeitos secundários

Depois de ontem ter dormido uma sesta de três horas e achar que precisava de uma noite bem dormida [o que não tem acontecido] tomei um comprimido e fui para a cama cedo e podre de sono.
Hoje de manhã e com a tal noite de sono bem dormida acordei com energia e disposição para mudar o mundo.
Depois passou-me. Não se muda o que não quer ser mudado.
[Mais umas manhãs destas e quem muda sou eu]

20.2.09

É tão triste

Já não aguento ouvir queixas. Colegas que se queixam insistentemente, que dizem mal da empresa, do trabalho que têm, do que ganham.
Hoje dois temporários foram dispensados do meu departamento, qualquer esperança que tivessem de vir a ficar morreu numa conversa de gabinete à porta fechada. Na secretária à frente de cada um deles "trabalham" [as aspas são propositadas] duas das pessoas mais incompetentes com quem tive o desprazer de me cruzar na minha vida profissional. Ambas se queixam constantemente, ambas fazem menos do que outras pessoas com as mesmas funções, ambas invejam quem consegue progredir graças a muito esforço, ambas insatisfeitas, ambas destabilizadoras de um bom ambiente de trabalho. Estão nos quadros, mas não valorizam o facto de trabalharem numa empresa de prestígio, que paga a tempo e horas, que lhes concede seguro de saúde e vales de compras num hipermercado no Natal, onde não se fala em despedimentos, onde bebem café sem pagar e onde todos os anos há aumentos de ordenados. Tudo atributos que não contam para a felicidade destas duas pessoas e eu pergunto-me quantas pessoas sem dinheiro para dar de comer aos filhos e pagar a renda de casa gostariam de trocar de lugar com elas.
É triste, muito triste.

verdades absolutas I

Perguntaram ao Dalai Lama:

- O que mais o surpreende na Humanidade?

"Os homens... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente de tal forma, que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... ... e morrem como se nunca tivessem vivido."

Dalai lama