12.11.08
Juro que esta é das coisas que me tira mais do sério.
Nas pequenas coisinhas isto pode até nem ter assim tanta importância, mas eu sou daquelas que às vezes venho distraída com os meus botões e fico a remoer porque podia-ter-abrandado-um-bocadinho-e-o-senhor-ou-a-senhora-que-estava-no-cruzamento-podia-ter-entrado-e-agora-vem-aí-uma-fila-que-não-acaba-e-ele-ou-ela-ficaram-ali-parados, não é importante, mas chateia-me. Claro que isto é a minha auto-crítica e por esta pequena amostra se não perceberam eu explico em duas palavras, detesto falhar! Também gosto muito de fazer as coisas à minha maneira, mas tenho aprendido que às vezes uma recolha de opiniões de fora ajudam muito, assim como pequenos avisos ou sinais encapotados ou não que os outros nos vão dando. Da mesma forma que não gosto de falhar, não gosto de desiludir, principalmente a mim, até porque volta meia volta vai haver sempre uma atitude, uma palavra, um gesto ou simplesmente um olhar que deixará alguém desiludido, mas a mim própria, não posso.
11.11.08
10.11.08
Mágoas
Provavelmente, o primeiro pensamento de qualquer um de nós seria poder apagá-las, eliminá-las e ficar com a pele sem réstia de marca causada pela gravação das tais mágoas. Mas se pensarmos bem no assunto, essas malditas marcas fazem parte de nós, ficam tatuadas na pele ou queimadas na carne conforme a força com que nos foram infligidas com um propósito e, esse é que verdadeiramente faz parte de nós, do nosso Eu. Se eu apagasse as minhas marcas apagaria, não só o que me fez ou faz (ainda) sofrer, como tudo aquilo que aprendi, interiorizei, melhorei e até cresci.
Ter-me tornado em tudo o que sou hoje como pessoa, está directamente relacionado com as minhas vivências, com pessoas que conheci ou com quem apenas me cruzei, com obstáculos transpostos, com caminhos abertos e, também com as mágoas que me marcaram. Não as vivo, não todas, a maioria pertecem ao passado e lá se devem manter, estão tratadas e cicatrizadas, mas as cicatrizes irão para sempre continuar comigo. Essas cicatrizes para as quais sorrio quando as vejo, afinal, eu sou quem sou também graças a elas e, eu não quero ser diferente de quem me tornei.
Probabilidades
Contra todas as probabilidades, fui ver um Sporting x Porto, eliminatória, ainda por cima. Contra todas as probabilidades o Sporting até jogou melhor. Contra todas as probabilidades o Porto joga pior que o Benfica. Contra todas as probabilidades, fui acompanhada de um tripeiro (devo estar insane). Contra todas as probabilidades e, de cachecol verde no pescoço fiquei na bancada reservada aos adeptos portistas (alguém chame uma ambulância com camisa de forças). Contra todas as probabilidades até festejei o golo do Sporting no meio de gente cheia de cachecóis azuis e brancos (haverá vagas no Júlio de Matos ou no Miguel Bombarda?). Contra todas as probabilidades vi prolongamento. Contra todas as probabilidades o Sporting perdeu nos penáltis. Contra todas as probabilidades gostei muito de ir ver este jogo.
A favor das probabilidades, tenho pena que não hajam mais jogos Sporting x Porto esta época porque foi com muito gosto que assisti ao jogo com um tripeiro como companhia. Fica combinado para a próxima época (numa bancada sportinguista, já agora).
8.11.08
7.11.08
sabemos que temos de abrandar
6.11.08
Cada minuto conta
Fazemos projectos, deixamos para amanhã coisas que devíamos dizer hoje, adiamos por uma semana jantares ou simples cafés com amigos, achamos que aquele telefonema que devíamos fazer a alguém pode ficar para um dia em que estejamos menos cansados, decidimos mudar algo mas só quando não nos transtornar demasiado porque agora andamos muito ocupados. Estamos sempre ocupados com coisinhas, com ninharias, com chatices com a família, com amigos, com colegas. Perdemos tempo precioso a trocar a ordem às verdadeiras prioridades porque tomamos o tempo como certo, como algo que nos pertence. Partimos do pressuposto que viveremos muitos anos, que a saúde existirá sempre. No meio da correria dos dias, das milhentas solicitações que nos surgem, no pouco tempo que temos para tudo, esquecemo-nos disso mesmo, temos muito pouco tempo para tudo e não sabemos quanto nos resta. Não será altura de olharmos para o que realmente importa?
5.11.08
4.11.08
3.11.08
Hoje, só consigo pensar nisto
Concedei-me, Senhor,
SERENIDADE para aceitar as coisas que não posso modificar,
CORAGEM para modificar aquelas que posso, e
SABEDORIA para distinguir umas das outras.
2.11.08
O meu rio chama-se Tejo

por isso desculpem qualquer coisinha, mas eu quero poder olhar para ele sem ter de subir a uma ponte ou andar mais para trás ou para a frente. A petição aqui
United Colors of Benetton
fazer a minha parte ( I )
Amanhã, vou de chávena atrás de mim. Acabaram os copos de plástico.
Crónica I
"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.
O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".
O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente.
O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
Miguel Esteves Cardoso, in Expresso
31.10.08
A resignação
30.10.08
e depois de um dia mesmo muito mau
Finalmente senti as minhas prioridades certas. Pode não parecer nada, mas para mim, acertar o que andava torto fez toda a diferença.
Eu já disse
E que me apetece enfiar-me em casa, deitar-me no sofá com uma mantinha e abobrar até chegar o bom tempo?
29.10.08
chegou o frio
Eu até gosto da roupa de Inverno e das botas, mas o estupor do frio causa-me um desconforto que não gosto de sentir. Cá em casa durante o tempo frio (vou-me abster de falar em nomes de estações do ano por motivos óbvios) está sempre uma temperatura que nos permita andar de meias e sem agasalhos, não suporto sentir a casa desconfortável. É o nosso ninho e como tal tem de estar confortável. E, sim sou amiguinha da EDP e do Sr. Hélder que vem cá a casa trazer as bilhas de gás da GALP... ahhh e também acho uma certa piada ao Mexia, daí contribuir para o lucro destas duas empresas.
28.10.08
Tempo
(o meu inferno começou)
manhãs só nossas
Sinto aquelas mãozinhas pequeninas que me enchem de festas, o calor dos pés dele que me procuram, os abracinhos com que me aperta. Quando se cansa, ou a fome aperta, lá me pede o leite que vou buscar. Fica ali, deitado no "ninho" a beber o biberão e a ver desenhos animados até o T. se juntar a ele. Depois ficam ali os dois na brincadeira a espalhar o cheiro deles nos meus lençóis enquanto eu me arranjo.
(Tinha saudades deles)
27.10.08
meio cheio ou meio vazio depende do sexo (género, não acto)
na interpretação feminina é coisa empatada, não ata nem desata, na masculina vem desde Aristóteles, através do conceito de 'phronesis' a reflexão que visa a acção prudente, e mais antigo ainda de Buda que advogou o caminho do meio como contraponto do sofrimento dos extremos, lembrando que é pelo meio que o rio corre mais depressa, é a trajectória de resistência mínima.
(com agradecimento especial ao Z)
26.10.08
reflexões
25.10.08
com tanto trânsito não haverá excesso de velocidade
24.10.08
Reunião da Associação de pais
Estou metida num projecto no emprego que está a passar a fase mais crítica, a final, só que a fase final ainda tem dois meses pela frente e estamos em contra-relógio. Claro que a seguir à fase final vem a fase mortal, que é a fase em que toda a gente se queixa e que vai sobrar para mim porque vou ser a única no departamento que sabe como é que o sistema funciona de fio a pavio.
Vem aí o Natal e como nos últimos seis anos, a partir de meados de Novembro vou andar numa roda viva por causa dos Anjinhos de Natal do Exército de Salvação (esta explico depois).
Pelo meio disto tudo, como não têm botão de pausa, tenho os infantes para ir buscar à escola, para arranjar mochilas, levar à natação e ao futebol, às festas de aniversários e as festas de época na escola, os narizes para assoar, os trabalhos de casa para controlar, os brinquedos espalhados para apanhar, os jantares para fazer e, tantas, tantas outras coisas que tenho de fazer por eles e para eles.
Vai daí como a minha vidinha já andava muito folgada, hoje vou à reunião da Ass. de pais e saio de lá com um cargo na mesma. É que era só o que me faltava... Mas quando penso que meu filho tem 4 anos pela frente naquela escola e o mais novo tudo indica que também para lá irá, o que no final das contas serão 8 anos de ligação nem me parece mal de todo estar do lado em que se fazem as coisas, até porque eu gosto destas coisas. Mas e o tempo, o tempo.... e eu sou só uma e não me consigo desdobrar.
23.10.08
nem tudo o que parece é
22.10.08
21.10.08
...
Há quem consiga domesticar o coração, sobreviver à ausência desses estímulos, direccionar os sentidos e a vontade para as mais variadas alternativas, o amor pelos filhos, o objectivo de carreira, mesmo tendo consciência da falta que a emoção mais forte nos faz. E há quem não consiga de todo, é tão simples assim.
eis, que de repente
me tornei alvo da Cat!
"Fios Soltos: A @na tem a lata de me enfiar despertadores pelo blog fora e obrigar-me a ficar acordada a escrever esta porra toda em vez de estar a ver filmes de mantinha! Se isto não é de se embirrar, sinceramente não sei o que seja! E o Fios é a extensão dela. Socorro, que não sei se a blogsfera aguenta com tanto feitio de aspirante a cabra de halloween!"
Segundo a Cat: "O Prémio Alvo significa que um gajo (como eu) chaga a malta um bocado e a malta embirra porque acha graça."
posto isto os meu nomeados são:
1. Cabra de Serviço (não é por serem da família, é mesmo por me atazanarem)
2. 100Nada (não é devolução, é mesmo embirração)
3. Charquinho (o multitask)
4. Quero mimos (a mãe que alegra a malta nas caixinhas)
5. Conto de fuga (a bailarina das caixinhas)
6. Eu vi assim (para que servem os amigos?)
7. O Zelador da ordem Pública (dá sempre geito ter um nas caixinhas)
e agora os nomeados que tratem de cada um de si, sim?
20.10.08
estarei a sonhar?
- Mamã, deixa-te estar aí que eu vou arrumar a varanda.
- Ah?
- Sim mamã, eu tenho que arrumar as minhas coisas e não me importo.
-Ah? - Quem és tu? O que fizeste ao meu filho?
E lá foi ele todo contente.
19.10.08
18.10.08
Não há longe nem distância

"Vivemos no mundo onde não hà longe nem distância porque ambos se ultrapassam com o 3G e a banda larga móvel de qualquer ISP que se preze. Mas, por muito que tudo fique unido e unificado e logo ali à mão de semear, o único abraço que é possível está no final do mail, quando se recorda que é isso que realmente queremos, um abraço e um beijo. E queremos muito mais que nunca dizemos porque já fica fora do protocolo. Queremos abraçar para sentir o cheiro e a carícia e aspirar e saborear o que nos é oferecido pelo outro quando está ao nosso lado. Queremos encostar os peitos e unir as mãos e passar os dedos no cabelo e pedir desculpa porque a barba já arranha um pouco e sentir a humidade dos corpos encostados e sorver o arfar do ser que connosco partilha o momento. Não há longe nem distância mas ficamos abraçados ao nada, encostados ao vazio e adormecemos num colo que não existe. Desculpa Richard ter usado e abusado da tua frase, mas os cinco sentidos deixam-me sempre a pensar que há o longe e que a distância por vezes é uma chatice insuperável."
17.10.08
16.10.08
Apetecia-me
Apetecia-me sair daqui e sentir-me viva.
Apetecia-me sair daqui.
nem a Língua Portuguesa se salva
mais cabra
15.10.08
Gostava (reformulação)
14.10.08
às vezes esqueço-me
(agradeço a quem me lembrou, por vezes é preciso dizerem-me o que já sei porque há dias em que as nuvens me toldam os sentidos)
karga-me
- Mamã... não tenho dinheiro no telemóvel...
- Amanhã carrego-te o telemóvel.
- Mas como é que eu te ligo se tu tens o telemóvel a carregar?
- Não preciso do telemóvel, vou ao MB e carrego-te o telemóvel, está bem?
- Então à noite já está carregado? Já te posso ligar?
- Podes!
Lá chegará a altura em que me vai pedir para lhe carregar o telemóvel e não vai ser para poder falar comigo, até lá, vou aproveitando os mimos.
13.10.08
Mudança de colecção
12.10.08
Adoro
11.10.08
tudo a postos
Nada para fazer
Adoro os meus filhos, sinto a falta dos seus sorrisos e energia matinais. Os meus dias não têm sido fáceis e eles ajudam-me a manter o equilíbrio, mas sabe-me bem acordar sem a agitação toda que transborda deles. Sabe-me bem poder arrastar-me para o sofá e ficar a olhar para a tv sem nada para fazer só porque não me apetece fazer nada.
Calhando ainda durmo uma sesta.
10.10.08
Saudades tuas
união sem facto
"Acho, sim, que deveria existir qualquer gaveta para encaixar pessoas que vivem juntas sem relação amorosa e que deveriam também ter os seus direitos salvaguardados por viverem em economia comum."
E eu concordo tanto com ela... para quando a legalização das relações (apenas) económicas entre casais?
9.10.08
como crianças
casamento
Sou é contra o casamento no geral!
8.10.08
comprei peúgas para mim
E há anos que não comprava, ora pois. Não que não as usasse, mas há anos que não tenho peúgas minhas (tirando as da ginástica). Como tenho um "pezinho pequeno" sempre que precisava de peúgas para as botas ia à gaveta ao lado da minha e pedia emprestado. Desde sexta-feira que ando de botas, mas com as meias da ginástica, porque meias das outras já não havia cá em casa (as do T. ainda são uns 9 tamanhos abaixo, o que não dá muito jeito). Hoje, aproveitei enquanto cirandava por um Centro Comercial à espera de alguém que estava em reunião para as comprar. Agora já tenho as minhas próprias peúgas.
Nota: também comprei uma camisa branca!!!
7.10.08
Gosto de ser mulher
- Gostas de ser Humano?
- Gosto! - respondi
- Gostas de ser mulher?
- Gosto! - respondi com alguma hesitação. - Gosto Muito de ser mulher! - completei sem hesitar.
Este excerto de um diálogo que tive com ele no carro deixou-me a pensar. Eu hesitei quando respondi que gostava de ser mulher porque toda a minha vida fui maria-rapaz, os meus melhores amigos sempre foram rapazes. Sempre me movimentei bem no mundo masculino. Em miúda queria era brincadeiras de rapazes, não tinha paciência e não percebia as raparigas. Nunca fui de lacinhos, folhinhos, corderosinha, ganchinhos, elasticozinhos e outras coisas acabadas em inhos. Tinha joelheiras nas calças rasgadas e coteveleiras nas camisolas de trepar às árvores e jogar à bola. Desci muitas vezes o Parque Eduardo VII de carrinhos de esferas e de skate com os meus vizinhos. Foram poucas as bonecas que tive e pouco devo ter brincado com elas, lembro-me de dois ursos de peluche que o meu tio me trouxe da Polónia, dos legos, dos carrinhos e das molas da roupa da minha mãe com que construia muros para fazer estradas. O meu cabelo só foi comprido a partir dos 13 anos. Nunca consegui fazer amigas na fase da adolescência, principalmente porque não tinha pachorra para as aturar nem às conversas delas. Era tudo muito fútil, ou eu tive muito azar com a maioria que se cruzou comigo.
Aos 19 andava de mota com calças de ganga, t-shirt ou sweet-shirt e ténis. Comprei a minha primeira saia depois dos 20 e muitos, o primeiro vestido quase nos 30. Aventurei-me nos saltos altos um pouco mais cedo do que no vestido, mas só no formato bota.
Já em adulta, os meus melhores amigos sempre foram homens com excepção de uma amiga que conheci no meio de um grupo de homens, claro e, que se mantém até hoje. Tive muitas conversas de homem-para-homem com alguns deles. Sempre consegui entendê-los melhor e ser entendida. Nunca tive dúvidas acerca da minha sexualidade e na maior parte das vezes consegui separar as águas da amizade e do resto. Também tive amigos coloridos.
Entretanto, algo mudou, provavelmente eu. Uso vestidos, sapatos, sandálias e botas só com saltos, pinto-me habitualmente e até uso fios, pulseiras, ganchos e elásticos no cabelo. Só o azul continua a ser a cor preferida. Comecei a fazer amigas, mas amigas à séria, como só existia uma na minha vida. Amigas que riem comigo, que choram, que telefonam para dar um alô, ou simplesmente para saberem como estou, para me contarem um problema ou para partilhar uma alegria. São mulheres, como eu. Temos vidas e compromissos diferentes, mas entendemo-nos e completamo-nos.
Não troquei os homens pelas mulheres, tenho dois cá em casa e desengane-se quem pensar que é acaso ou sorte (mas isso fica para outro post), continuo a ter bons amigos homens, continuo a ter conversas de homem-para-homem com eles, mas agora sei o que é uma conversa de mulher-para-mulher, faço confidências e fazem-nas a mim. Temos conversas de gaijas. Têm entrado na minha vida mulheres fantásticas, são minhas amigas, orgulho-me disso e por isso digo sem hesitações gosto muito de ser mulher.
sobreaquecimento

O meu pc, quer dizer o pc que a empresa para quem trabalho me atribuiu, está permanentemente com a ventoinha ligada, às vezes até penso que está a aquecer os motores e vai sair disparado de cima da secretária. Levei-o hoje ao departamento de informática (sem o carregador), deixei-o lá durante a hora de almoço e voltei para o ir buscar às 15 horas.
- Então?
- Tem estado ligado e liga a ventoinha.
- E...?
- Tens que trazer o carregador.
- O carregador? Para quê?
- Para ver se liga a ventoinha com o carregador.
- Liga, aliás ele está quase sempre ligado à corrente e sempre com a ventoinha ligada.
- Mas tens de trazer.
(estava a cair uma batega de água e eu tinha de atravessar o parque de estacionamento todo para o ir buscar)
- Ok, mas enquanto ele esteve aqui ligou a ventoinha, não foi?
- Ligou.
- Então...
- Preciso do carregador.
- E não tens um carregador aí? (continuava a chover a potes)
- Tenho, mas preciso experimentar com o teu.
- Mas experimentaste com outro?
- Experimentei.
- E?
- Ligou a ventoinha.
- Ok! (conto até 10 mentalmente) Se eu te digo que ele tem a ventoinha ligada permanentemente, se tu experimentaste sem carregador e ligou, se experimentaste com outro carregador e ligou, para que queres o carregador?
- Para ver se liga com o teu carregador.
- Mas eu já te disse que liga.
- Preciso de ver com o teu carregador.
- Ok, passa para cá o pc, quando derreter trago-to outra vez e não me esqueço do carregador.
(... da-se, é impressão minha, ou estes gajos complicam???)
6.10.08
Institucional QB
06-10-2008
Perdi algo que não voltarei jamais a encontrar, há mesmo perdas irrecuperáveis. Esta é uma delas. Faça eu o que fizer nunca recuperarei, nem da perda, nem da dor.
5.10.08
comboios

Entro na estação e observo as caras, as que chegam e as que estão de partida. Uns têm o mesmo destino que eu, alguns sairão algumas estações antes. Em comum além do possível destino, teremos o facto de sermos diferentes, de termos vidas diferentes e quiçá, vermos as paisagens da janela de modo diferente. Para uns a viagem será boa, para outros uma perda de tempo.
4.10.08
'prá mesa meninos que o jantar está pronto
finalmente
Blogger
Desde ontem à noite que não consigo entrar em blogues do blogger, nem mesmo nos meus. Não sei que macacoa deu no meu pc, entro em todo o lado, até no gmail, no blogger, népias. Já tentei o internet explorer, o chrome e nada, fica "mudo". Quase tão mau é que também não consigo aceder ao loops, os outros jogos carregam, o loops, nada. Ca nervos. Parece-me que a atrasadisse mental se alastrou ao pc.
Hoje parece que vou ter acesso, já pedi à mana para levar o pc dela para minha casa, agora falta-me arranjar o tempo que ontem tinha e que hoje parece que não vou ter. Entretanto os meus dedos andam para aqui, cheios de freniquitins para postar. A ver vamos.
3.10.08
2.10.08
1.10.08
poema com sentido II
"Hilos de seda
Siempre creí que solo las palabras
salían de mi boca, y que eram ellas
las que lograban aplazar mi muerte.
Hoy sé que de mi boca sale um hilo,
transparente y tenaz como un insomnio,
que te ha atado a mi vida para siempre."
Amalia Bautista
(Sempre acreditei que da minha boca
saíam apenas palavras e que só elas
conseguiam retardar a minha morte.
Hoje sei que da minha boca sai um fio,
transparente e obstinado como a insónia,
que te atou à minha vida para sempre.)
poema com sentido I
mantén el equilibrio. Todo acecha,
todo asusta, tu vida entera pende
de un frágil hilo y de un azar injusto.
Tu voluntad no puede demasiado.
No pierda pie. Mantén el equilibrio."
Amalia Bautista em Estoy Ausente, Pre-Textos, Valencia, 2004
(Todos os dias sussurro para mim mesma,
mantém o equilíbrio. Tudo te persegue,
tudo assusta, a tua vida inteira depende
de um frágil fio e de um azar injusto.
A tua vontade não pode grande coisa.
Não percas o pé. Mantém o equilíbrio.)
F1 da Renault encerra trânsito na Avenida da Liberdade

O monolugar da Renault de Nelson Piquet Júnior vai encerrar o trânsito da Avenida da Liberdade no dia 26 de Outubro, numa acção de promoção da marca francesa.
No total serão cerca de 40 viaturas a realizarem manobras típicas de competição ao longo da Avenida da Liberdade. Segundo os organizadores, esta iniciativa poderá juntar cerca de 100 mil espectadores.
dica de-e para mães desenrascadas
economia - lição I e II
cabeleireiro
O A. deixou-me boquiaberta com tamanho bom comportamento, é certo que ele tem pouco cabelo e não estava muito comprido, mas ele consegue fazer birras só porque de repente não quer que lhe toquem. Ontem, nada. Sossegado ao meu colo enquanto lhe cortavam as pontinhas mal semeadas. A seguir o T., deixei-o lá e fui ao café em frente comprar o pão, quando voltei (demorei 5 minutos) tinha o cabelo cortado e a cabeleireira só tecia elogios que ele nem se tinha mexido.
A minha alma estava parva. Todos contentes com os penteados novos e mãe babada com os bons comportamentos.
Eis que vou pagar, ahhh, pois é... não me chegava estar com a alma parva como de repente me senti toda eu parva. Oito euros do cabelo do T. e cinco (cinco???) das pontinhas mal semeadas do A?
Para a próxima espero que ele berre bastante e faça daquelas cenas que nós tão bem conhecemos, pode ser que assim justifique o preço, porque as pontinhas não justificaram e o T. bem se pode armar em catavento e abanar-se todo que eu deixo.
hoje é daqueles dias
(os dois juntos se calhar não vão mal)


















