12.11.08

Juro que esta é das coisas que me tira mais do sério.

Não sou gaija de me arrepender do que faço, posso até arrepender-me de não ter contido alguma frase que se me escapou durante uma diarreia mental em que acabo por dizer o que não quero ou da forma menos comedida, mas como com quase toda a gente, não há dias em que sai tudo e não há quem segure. Mais fácil é arrepender-me de não ter feito, não falo de nada em concreto, falo de coisinhas ou de grandes tomadas de decisão, é indiferente. Na altura até posso ter pensado em fazer e depois com a ponderação em demasia e levada por aquilo que na altura achei bom senso, acabei por não fazer. Prefiro uma má decisão do que viver na dúvida, isto quando se trata de grandes decisões é trigo limpo e só de pensar que poderia ter experimentado e não o fiz, remoer o como poderia ter sido... é muito pretérito imperfeito para mim. Não gosto deste tempo verbal e como tal evito usá-lo.
Nas pequenas coisinhas isto pode até nem ter assim tanta importância, mas eu sou daquelas que às vezes venho distraída com os meus botões e fico a remoer porque podia-ter-abrandado-um-bocadinho-e-o-senhor-ou-a-senhora-que-estava-no-cruzamento-podia-ter-entrado-e-agora-vem-aí-uma-fila-que-não-acaba-e-ele-ou-ela-ficaram-ali-parados, não é importante, mas chateia-me. Claro que isto é a minha auto-crítica e por esta pequena amostra se não perceberam eu explico em duas palavras, detesto falhar! Também gosto muito de fazer as coisas à minha maneira, mas tenho aprendido que às vezes uma recolha de opiniões de fora ajudam muito, assim como pequenos avisos ou sinais encapotados ou não que os outros nos vão dando. Da mesma forma que não gosto de falhar, não gosto de desiludir, principalmente a mim, até porque volta meia volta vai haver sempre uma atitude, uma palavra, um gesto ou simplesmente um olhar que deixará alguém desiludido, mas a mim própria, não posso.

hoje

10.11.08

Mágoas

Todos temos a nossa quota parte deste tipo de marca que a vida nos crava na pele, sendo que algumas são marcadas na própria carne, as mais marcantes e de maior dificuldade de cicatrização, pois claro.
Provavelmente, o primeiro pensamento de qualquer um de nós seria poder apagá-las, eliminá-las e ficar com a pele sem réstia de marca causada pela gravação das tais mágoas. Mas se pensarmos bem no assunto, essas malditas marcas fazem parte de nós, ficam tatuadas na pele ou queimadas na carne conforme a força com que nos foram infligidas com um propósito e, esse é que verdadeiramente faz parte de nós, do nosso Eu. Se eu apagasse as minhas marcas apagaria, não só o que me fez ou faz (ainda) sofrer, como tudo aquilo que aprendi, interiorizei, melhorei e até cresci.
Ter-me tornado em tudo o que sou hoje como pessoa, está directamente relacionado com as minhas vivências, com pessoas que conheci ou com quem apenas me cruzei, com obstáculos transpostos, com caminhos abertos e, também com as mágoas que me marcaram. Não as vivo, não todas, a maioria pertecem ao passado e lá se devem manter, estão tratadas e cicatrizadas, mas as cicatrizes irão para sempre continuar comigo. Essas cicatrizes para as quais sorrio quando as vejo, afinal, eu sou quem sou também graças a elas e, eu não quero ser diferente de quem me tornei.

Probabilidades

As probabilidades hoje andaram todas às avessas. Sempre disse que não me apanhavam no estádio para ver jogos com o Porto ou com o Benfica em parte por causa da confusão, dos atrasados mentais que se encharcam em alcool e se armam em parvos e não menos importante, porque em caso de derrota o melão é maior.
Contra todas as probabilidades, fui ver um Sporting x Porto, eliminatória, ainda por cima. Contra todas as probabilidades o Sporting até jogou melhor. Contra todas as probabilidades o Porto joga pior que o Benfica. Contra todas as probabilidades, fui acompanhada de um tripeiro (devo estar insane). Contra todas as probabilidades e, de cachecol verde no pescoço fiquei na bancada reservada aos adeptos portistas (alguém chame uma ambulância com camisa de forças). Contra todas as probabilidades até festejei o golo do Sporting no meio de gente cheia de cachecóis azuis e brancos (haverá vagas no Júlio de Matos ou no Miguel Bombarda?). Contra todas as probabilidades vi prolongamento. Contra todas as probabilidades o Sporting perdeu nos penáltis. Contra todas as probabilidades gostei muito de ir ver este jogo.
A favor das probabilidades, tenho pena que não hajam mais jogos Sporting x Porto esta época porque foi com muito gosto que assisti ao jogo com um tripeiro como companhia. Fica combinado para a próxima época (numa bancada sportinguista, já agora).

6.11.08

Cada minuto conta

Hoje morreu uma colega minha. Não a conhecia. Provavelmente cruzei-me com ela nos corredores da empresa e trocámos um bom dia ou uma boa tarde, sinceramente, não me lembro. Não sei nada sobre ela a não ser que se chamava Rute, tinha 28 anos e morreu com leucemia. Uma outra colega e amiga apanhou um susto esta semana e ainda não tem certezas acerca do tamanho do mesmo. Há uns meses atrás a mulher de um amigo meu descobriu que tinha cancro da mama. Ainda em pleno Verão também soube de um amigo que estava a passar um mau bocado, ou melhor, ainda nem sabia o que o esperava, mas não augurava nada de bom. Hoje quando conversava com uma colega minha a propósito da Rute, ela contava-me a história de um rapaz com 22 anos que teve um AVC e morreu.
Fazemos projectos, deixamos para amanhã coisas que devíamos dizer hoje, adiamos por uma semana jantares ou simples cafés com amigos, achamos que aquele telefonema que devíamos fazer a alguém pode ficar para um dia em que estejamos menos cansados, decidimos mudar algo mas só quando não nos transtornar demasiado porque agora andamos muito ocupados. Estamos sempre ocupados com coisinhas, com ninharias, com chatices com a família, com amigos, com colegas. Perdemos tempo precioso a trocar a ordem às verdadeiras prioridades porque tomamos o tempo como certo, como algo que nos pertence. Partimos do pressuposto que viveremos muitos anos, que a saúde existirá sempre. No meio da correria dos dias, das milhentas solicitações que nos surgem, no pouco tempo que temos para tudo, esquecemo-nos disso mesmo, temos muito pouco tempo para tudo e não sabemos quanto nos resta. Não será altura de olharmos para o que realmente importa?

3.11.08

Hoje, só consigo pensar nisto

Concedei-me, Senhor,

SERENIDADE para aceitar as coisas que não posso modificar,

CORAGEM para modificar aquelas que posso, e

SABEDORIA para distinguir umas das outras.

Despedidas


(Imagem: Olhares)

2.11.08

O meu rio chama-se Tejo


por isso desculpem qualquer coisinha, mas eu quero poder olhar para ele sem ter de subir a uma ponte ou andar mais para trás ou para a frente. A petição aqui

United Colors of Benetton

Tudo indica que o próximo Presidente a assentar arraiais na Casa Branca será Barack Obama. Este fim de semana Lewis Hamilton sagrou-se campeão na prova rainha do automobilismo. Ao final de duas temporadas Hamilton de 23 anos, é o mais novo campeão de fórmula um. Talvez me engane, mas prevejo que será o Michael Shumacher da nova geração, assim a título de início de conversa, também é fanático por futebol, mas ganha a vida como piloto e à semelhança de Shumacher, também é fã de Ayrton Senna. A ver vamos, eu, que até torço pela Ferrari, confesso que estou muito, mas muito feliz com a vitória dele no campeonato.

fazer a minha parte ( I )

Assim , por alto, bebo 4 cafés por dia, 5 dias por semana, 48 semanas por mês, o que dá um total de 960 copos de plástico que deito para o lixo todos os anos. Ainda por cima vão mesmo para a lixeira porque a empresa não faz separação de lixo.
Amanhã, vou de chávena atrás de mim. Acabaram os copos de plástico.

Crónica I

"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.

O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".

O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.

Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.

O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente.

O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."

Miguel Esteves Cardoso, in Expresso

30.10.08

e depois de um dia mesmo muito mau

o final de tarde melhorou muito, mas muito mesmo. Não aconteceu nada de especial, mas há dias em que basta haver um período de tempo em que tudo corre de feição para que os ânimos se acendam.
Finalmente senti as minhas prioridades certas. Pode não parecer nada, mas para mim, acertar o que andava torto fez toda a diferença.

Eu já disse

que detesto chuva? E frio? E dias cinzentos???

E que me apetece enfiar-me em casa, deitar-me no sofá com uma mantinha e abobrar até chegar o bom tempo?

29.10.08

barbas

chegou o frio

Ontem fui à arrecadação buscar os aquecedores, mas não os cheguei a ligar. Hoje, não só está um ligado como os infantes foram para a cama com os seus saquinhos de água quente.
Eu até gosto da roupa de Inverno e das botas, mas o estupor do frio causa-me um desconforto que não gosto de sentir. Cá em casa durante o tempo frio (vou-me abster de falar em nomes de estações do ano por motivos óbvios) está sempre uma temperatura que nos permita andar de meias e sem agasalhos, não suporto sentir a casa desconfortável. É o nosso ninho e como tal tem de estar confortável. E, sim sou amiguinha da EDP e do Sr. Hélder que vem cá a casa trazer as bilhas de gás da GALP... ahhh e também acho uma certa piada ao Mexia, daí contribuir para o lucro destas duas empresas.

tou mesmo em stress!!!!

28.10.08

Tempo

Está um vendaval, dentro e fora de portas. Hoje nem tempo tenho para uma olhadela pela blogoesfera. Espero que amanhã esteja melhor.

(o meu inferno começou)

manhãs só nossas

Todas as manhãs quando o A. acorda (sempre antes do meu telemóvel tocar pela primeira vez) sai da cama e vem ter à minha devidamente acompanhado dos seus amigos carros. Fica ali parado, em pé, ao lado da minha cara e diz baixinho - Mamã... (nestas alturas nunca diz mãe). Abro os olhos e vejo um sorriso enorme na carinha pequenina. Pego nele e ponho-o na minha cama, ele deita-se e ficamos ali no nosso primeiro momento de mimo do dia.
Sinto aquelas mãozinhas pequeninas que me enchem de festas, o calor dos pés dele que me procuram, os abracinhos com que me aperta. Quando se cansa, ou a fome aperta, lá me pede o leite que vou buscar. Fica ali, deitado no "ninho" a beber o biberão e a ver desenhos animados até o T. se juntar a ele. Depois ficam ali os dois na brincadeira a espalhar o cheiro deles nos meus lençóis enquanto eu me arranjo.

(Tinha saudades deles)

27.10.08

meio cheio ou meio vazio depende do sexo (género, não acto)

Existe uma interpretação masculina e outra feminina de 'meio';
na interpretação feminina é coisa empatada, não ata nem desata, na masculina vem desde Aristóteles, através do conceito de 'phronesis' a reflexão que visa a acção prudente, e mais antigo ainda de Buda que advogou o caminho do meio como contraponto do sofrimento dos extremos, lembrando que é pelo meio que o rio corre mais depressa, é a trajectória de resistência mínima.

(com agradecimento especial ao Z)

alguém me explique

de onde vem a expressão "ter tomates"??? Não devia ser antes "ter mamas"???

26.10.08

reflexões

Estar enfiada em casa sozinha com um saco de água quente colado a mim num dia de sol como o de hoje faz-me pensar na minha vida. Ando para aqui com balanços, balancetes e inventários do último ano e chego à triste conclusão que iniciei uma série de mudanças que deixei a meio. Não gosto de deixar nada a meio, para mim, não há copos meios cheios ou meio vazios, há cheio ou vazio. Tenho-me abstraído de uma série de pontos fundamentais ao meu equilíbrio e deixado o barco navegar ao sabor do vento e da maré, hoje decidi ancorar e preparar o barco para fazer a travessia que me falta. Está na altura de terminar o que comecei e seguir em frente.

25.10.08

lavagem à vista 3



com tanto trânsito não haverá excesso de velocidade

pelo menos por aqui tem trânsito que não se aguenta. A catrefada de visitas que o tasco tem tido por causa das pesquisas no google sobre a demonstração da Renault F1 amanhã na Avenida da Liberdade não se aguenta, daqui a nada não se consegue circular.

24.10.08

Reunião da Associação de pais

Acabei de chegar da reunião da Ass. de pais da escola do mais velho, ainda nem digeri bem a sarna que acho que arranjei para me coçar. Ainda ando para aqui a fazer contas de cabeça. Cada vez tenho mais coisas para fazer e menos tempo.
Estou metida num projecto no emprego que está a passar a fase mais crítica, a final, só que a fase final ainda tem dois meses pela frente e estamos em contra-relógio. Claro que a seguir à fase final vem a fase mortal, que é a fase em que toda a gente se queixa e que vai sobrar para mim porque vou ser a única no departamento que sabe como é que o sistema funciona de fio a pavio.
Vem aí o Natal e como nos últimos seis anos, a partir de meados de Novembro vou andar numa roda viva por causa dos Anjinhos de Natal do Exército de Salvação (esta explico depois).
Pelo meio disto tudo, como não têm botão de pausa, tenho os infantes para ir buscar à escola, para arranjar mochilas, levar à natação e ao futebol, às festas de aniversários e as festas de época na escola, os narizes para assoar, os trabalhos de casa para controlar, os brinquedos espalhados para apanhar, os jantares para fazer e, tantas, tantas outras coisas que tenho de fazer por eles e para eles.
Vai daí como a minha vidinha já andava muito folgada, hoje vou à reunião da Ass. de pais e saio de lá com um cargo na mesma. É que era só o que me faltava... Mas quando penso que meu filho tem 4 anos pela frente naquela escola e o mais novo tudo indica que também para lá irá, o que no final das contas serão 8 anos de ligação nem me parece mal de todo estar do lado em que se fazem as coisas, até porque eu gosto destas coisas. Mas e o tempo, o tempo.... e eu sou só uma e não me consigo desdobrar.

lavagem à vista 2

21.10.08

...

(...) "Há pessoas como eu, reféns da paixão como um sopro de vida. Nem melhores nem piores do que as outras, mais conturbadas na maioria as existências de quem é assim porque calha e não por alguma espécie de escolha emocional. É assim porque algo em mim o exige, não se pensa, não se quer, mas acontece quando menos se espera e arrasa toda a lógica subsequente ao último fracasso amoroso, as lições de vida, ou mesmo ao turbilhão em que o quotidiano se pode transformar quando a conjuntura é desfavorável.
Há quem consiga domesticar o coração, sobreviver à ausência desses estímulos, direccionar os sentidos e a vontade para as mais variadas alternativas, o amor pelos filhos, o objectivo de carreira, mesmo tendo consciência da falta que a emoção mais forte nos faz. E há quem não consiga de todo, é tão simples assim.

eis, que de repente


me tornei alvo da Cat!

"Fios Soltos: A @na tem a lata de me enfiar despertadores pelo blog fora e obrigar-me a ficar acordada a escrever esta porra toda em vez de estar a ver filmes de mantinha! Se isto não é de se embirrar, sinceramente não sei o que seja! E o Fios é a extensão dela. Socorro, que não sei se a blogsfera aguenta com tanto feitio de aspirante a cabra de halloween!"
Segundo a Cat: "O Prémio Alvo significa que um gajo (como eu) chaga a malta um bocado e a malta embirra porque acha graça."

posto isto os meu nomeados são:

1. Cabra de Serviço (não é por serem da família, é mesmo por me atazanarem)
2. 100Nada (não é devolução, é mesmo embirração)
3. Charquinho (o multitask)
4. Quero mimos (a mãe que alegra a malta nas caixinhas)
5. Conto de fuga (a bailarina das caixinhas)
6. Eu vi assim (para que servem os amigos?)
7. O Zelador da ordem Pública (dá sempre geito ter um nas caixinhas)

e agora os nomeados que tratem de cada um de si, sim?

20.10.08

estarei a sonhar?

Enquanto ponho a loiça na máquina o T. aparece com a colher do danoninho e em vez de a põr em cima da bancada como é hábito e costume põe a colher na máquina, logo de rajada:

- Mamã, deixa-te estar aí que eu vou arrumar a varanda.
- Ah?
- Sim mamã, eu tenho que arrumar as minhas coisas e não me importo.
-Ah? - Quem és tu? O que fizeste ao meu filho?

E lá foi ele todo contente.

mensagem da semana

16.10.08

Apetecia-me

Apetecia-me sair daqui e ir a correr buscar os meus filhos. Abraçá-los. Sentir as maozinhas pequeninas tocar nas minhas, procurar as pernas deles com a mão enquanto conduzo. Ouvir as vozes deles, o mamãããã arrastado do T., o maaaeeeee do A. (-não é mãe, é mamã!). Queria sentir o cheiro deles, ouvir os ruídos com que me enchem a casa. Responder às perguntas difíceis do T., acudir aos chamamentos constantes do A. Ter o ritual da hora de ir para a cama, beijinhos, muitos, primeiro ao A., depois ao T. e sair do quarto quase em passe de corrida, antes que o A. se arrependa. Voltar ao quarto quando já dormem há horas só para ter o prazer de os ver entregues ao mundo dos sonhos.
Apetecia-me sair daqui e sentir-me viva.
Apetecia-me sair daqui.

descrições

isto sim, é energia emocional!

hoje percebi

ando estupidamente Gaija e gosto.

nem a Língua Portuguesa se salva

Perder toda a físico-química por causa de uma lógica matemática mal feita e carregada de ideologias sociológicas mal estruturadas, é imoral. Não há geografia que me coloque sufientemente a salvo ou medidas económicas nos afectos que me valham porque a minha biologia é muito pouco científica e demasiado filosófica para tanta matéria. Não tenho ginástica para tanto.

mais cabra

tenho de aprender com quem sabe brincar à cabra-cega, vou já marcar umas aulinhas, que isto de ser boazinha não tá com nada.

14.10.08

às vezes esqueço-me

Sim, sou assertiva e sem "ses".

(agradeço a quem me lembrou, por vezes é preciso dizerem-me o que já sei porque há dias em que as nuvens me toldam os sentidos)

karga-me

(ao telefone)
- Mamã... não tenho dinheiro no telemóvel...
- Amanhã carrego-te o telemóvel.
- Mas como é que eu te ligo se tu tens o telemóvel a carregar?
- Não preciso do telemóvel, vou ao MB e carrego-te o telemóvel, está bem?
- Então à noite já está carregado? Já te posso ligar?
- Podes!

Lá chegará a altura em que me vai pedir para lhe carregar o telemóvel e não vai ser para poder falar comigo, até lá, vou aproveitando os mimos.

13.10.08

Intrigada

há pessoas que me deixam assim... intrigada.

Mudança de colecção

Finalmente, está feita. Apetece-me dizer infelizmente. Arrumei os vestidos, as calças e saias de Verão, tirei casacos, malhas, calças e sobretudos de Inverno exactamente do mesmo sítio onde agora hibernam os algodões e os linhos. É o enterro do Verão. Gosto da roupa , mas não gosto da estação que se avizinha. Não gosto de chuva, nem de frio, nem de dias cinzentos. Gostava de poder fazer como a roupa, arrumar-me num canto e ficar lá arrumada até à chegada dos dias quentes.

Segunda-feira


argh!

12.10.08

é domingo

estou a abobrar no sofá!

Adoro

conduzir sem destino à noite. Hoje fi-lo, durante mais de uma hora, de madrugada, mal iluminada por uma lua semi-nublada e com a benção de uns borrifos de chuva. Conduzi sem destino certo até ter vontade de voltar para casa.

Ainda bem

Há pessoas que quando entram na nossa vida vêm para ficar.

11.10.08

tudo a postos

a sangria está pronta e devidamente acondicionada para ser transportada, daqui a bocado telefono a saber dados de entrega, agora estou pra qui entretida a enfiar amêndoas dentro de figos até não haver espaço.

Nada para fazer

Acordar perto do meio-dia, a casa vazia, tomar o pequeno-almoço na companhia de um CSI do AXN, é de facto um acordar diferente. Há já algum tempo que não passava da cama para o sofá, sem horários, sem compromissos, sem biberons para aquecer e desenhos animados para ligar na TV.
Adoro os meus filhos, sinto a falta dos seus sorrisos e energia matinais. Os meus dias não têm sido fáceis e eles ajudam-me a manter o equilíbrio, mas sabe-me bem acordar sem a agitação toda que transborda deles. Sabe-me bem poder arrastar-me para o sofá e ficar a olhar para a tv sem nada para fazer só porque não me apetece fazer nada.
Calhando ainda durmo uma sesta.

(des)espera

Quando não há nada a esperar é porque o fim chegou.

10.10.08

Saudades tuas

(tenho, muitas. Ouvir a tua voz ao telefone ajuda-me a superá-las. Fazes-me tanta falta...)

união sem facto

Confesso que nunca tinha visto a coisa por este prisma, mas a Dora viu e pôs as coisas assim:

"Acho, sim, que deveria existir qualquer gaveta para encaixar pessoas que vivem juntas sem relação amorosa e que deveriam também ter os seus direitos salvaguardados por viverem em economia comum."


E eu concordo tanto com ela... para quando a legalização das relações (apenas) económicas entre casais?

9.10.08

como crianças

As instalações onde eu e meia dúzia de colegas trabalhamos a maioria das horas do dia são aquilo que se pode chamar de grande treta. As cadeiras não ligam com as mesas o que faz com que tenhamos uma péssima posição de trabalho, não temos janelas para a rua e só duas das salas (minúsculas para tanta gente) têm ar condicionado. Como se não bastasse, parece que fomos desterrados porque o edifício onde estamos não fica propriamente dentro das instalações da empresa mas no fundo do parque de estacionamento do outro lado da estrada. Este é o lado mau da coisa, mas como na maioria dos casos, existe um lado bom. O lado bom é podermos dar meia dúzia de passos e vir à rua fumar um cigarro. Nada de especial. Mas... se além de fumarmos um cigarro aproveitarmos a pausa para dar uns toques? Sim uns toques... bola de futebol... rodinha... Foi o que fizemos hoje, um dos meus colegas lembrou-se que tinha uma bola no carro e aqui vai disto. Éramos três e uma bola, até eu me lembrar que também tinha bolas no carro. Estivémos a descomprimir aos pontapés às bolas que andavam de pés em pés. Agora quando dissermos que vamos à rua esticar as pernas, fará muito mais sentido. Há muito tempo que não me divertia tanto enquanto fumava um cigarro.

(eu não diria melhor)

"Às vezes olho para mim e tento ouvir tudo o que digo. E ler tudo o que escrevo. E sentir tudo o que penso. E, a seguir, esquecer muito do que faço.
É que somos todas muito giras, e muito gaijas, e muito decididas, e muito independentes e temos a teoria das gavetas e da roupa dos homens e das eventualidades, e do quero é a minha vida e o resto sei bem como se resolve e temos tantas tantas certezas. E temos tantas razões."

A facilidade com que as mulheres alteram os planos dos homens…

casamento II

casamento

Eu não sou contra o casamento homossexual, direitos são direitos e devem ser iguais para todos.
Sou é contra o casamento no geral!

8.10.08

para quem não sabe...


Gostar implica optar, obrigatoriamente!


comprei peúgas para mim

pode não parecer nada de especial. -Yá, compraste meias... e???
E há anos que não comprava, ora pois. Não que não as usasse, mas há anos que não tenho peúgas minhas (tirando as da ginástica). Como tenho um "pezinho pequeno" sempre que precisava de peúgas para as botas ia à gaveta ao lado da minha e pedia emprestado. Desde sexta-feira que ando de botas, mas com as meias da ginástica, porque meias das outras já não havia cá em casa (as do T. ainda são uns 9 tamanhos abaixo, o que não dá muito jeito). Hoje, aproveitei enquanto cirandava por um Centro Comercial à espera de alguém que estava em reunião para as comprar. Agora já tenho as minhas próprias peúgas.

Nota: também comprei uma camisa branca!!!
(des) larga-ME

7.10.08

Gosto de ser mulher

Ontem no carro, o T. perguntou-me:
- Gostas de ser Humano?
- Gosto! - respondi
- Gostas de ser mulher?
- Gosto! - respondi com alguma hesitação. - Gosto Muito de ser mulher! - completei sem hesitar.

Este excerto de um diálogo que tive com ele no carro deixou-me a pensar. Eu hesitei quando respondi que gostava de ser mulher porque toda a minha vida fui maria-rapaz, os meus melhores amigos sempre foram rapazes. Sempre me movimentei bem no mundo masculino. Em miúda queria era brincadeiras de rapazes, não tinha paciência e não percebia as raparigas. Nunca fui de lacinhos, folhinhos, corderosinha, ganchinhos, elasticozinhos e outras coisas acabadas em inhos. Tinha joelheiras nas calças rasgadas e coteveleiras nas camisolas de trepar às árvores e jogar à bola. Desci muitas vezes o Parque Eduardo VII de carrinhos de esferas e de skate com os meus vizinhos. Foram poucas as bonecas que tive e pouco devo ter brincado com elas, lembro-me de dois ursos de peluche que o meu tio me trouxe da Polónia, dos legos, dos carrinhos e das molas da roupa da minha mãe com que construia muros para fazer estradas. O meu cabelo só foi comprido a partir dos 13 anos. Nunca consegui fazer amigas na fase da adolescência, principalmente porque não tinha pachorra para as aturar nem às conversas delas. Era tudo muito fútil, ou eu tive muito azar com a maioria que se cruzou comigo.
Aos 19 andava de mota com calças de ganga, t-shirt ou sweet-shirt e ténis. Comprei a minha primeira saia depois dos 20 e muitos, o primeiro vestido quase nos 30. Aventurei-me nos saltos altos um pouco mais cedo do que no vestido, mas só no formato bota.
Já em adulta, os meus melhores amigos sempre foram homens com excepção de uma amiga que conheci no meio de um grupo de homens, claro e, que se mantém até hoje. Tive muitas conversas de homem-para-homem com alguns deles. Sempre consegui entendê-los melhor e ser entendida. Nunca tive dúvidas acerca da minha sexualidade e na maior parte das vezes consegui separar as águas da amizade e do resto. Também tive amigos coloridos.
Entretanto, algo mudou, provavelmente eu. Uso vestidos, sapatos, sandálias e botas só com saltos, pinto-me habitualmente e até uso fios, pulseiras, ganchos e elásticos no cabelo. Só o azul continua a ser a cor preferida. Comecei a fazer amigas, mas amigas à séria, como só existia uma na minha vida. Amigas que riem comigo, que choram, que telefonam para dar um alô, ou simplesmente para saberem como estou, para me contarem um problema ou para partilhar uma alegria. São mulheres, como eu. Temos vidas e compromissos diferentes, mas entendemo-nos e completamo-nos.
Não troquei os homens pelas mulheres, tenho dois cá em casa e desengane-se quem pensar que é acaso ou sorte (mas isso fica para outro post), continuo a ter bons amigos homens, continuo a ter conversas de homem-para-homem com eles, mas agora sei o que é uma conversa de mulher-para-mulher, faço confidências e fazem-nas a mim. Temos conversas de gaijas. Têm entrado na minha vida mulheres fantásticas, são minhas amigas, orgulho-me disso e por isso digo sem hesitações gosto muito de ser mulher.

sobreaquecimento


O meu pc, quer dizer o pc que a empresa para quem trabalho me atribuiu, está permanentemente com a ventoinha ligada, às vezes até penso que está a aquecer os motores e vai sair disparado de cima da secretária. Levei-o hoje ao departamento de informática (sem o carregador), deixei-o lá durante a hora de almoço e voltei para o ir buscar às 15 horas.

- Então?
- Tem estado ligado e liga a ventoinha.
- E...?
- Tens que trazer o carregador.
- O carregador? Para quê?
- Para ver se liga a ventoinha com o carregador.
- Liga, aliás ele está quase sempre ligado à corrente e sempre com a ventoinha ligada.
- Mas tens de trazer.
(estava a cair uma batega de água e eu tinha de atravessar o parque de estacionamento todo para o ir buscar)
- Ok, mas enquanto ele esteve aqui ligou a ventoinha, não foi?
- Ligou.
- Então...
- Preciso do carregador.
- E não tens um carregador aí? (continuava a chover a potes)
- Tenho, mas preciso experimentar com o teu.
- Mas experimentaste com outro?
- Experimentei.
- E?
- Ligou a ventoinha.
- Ok! (conto até 10 mentalmente) Se eu te digo que ele tem a ventoinha ligada permanentemente, se tu experimentaste sem carregador e ligou, se experimentaste com outro carregador e ligou, para que queres o carregador?
- Para ver se liga com o teu carregador.
- Mas eu já te disse que liga.
- Preciso de ver com o teu carregador.
- Ok, passa para cá o pc, quando derreter trago-to outra vez e não me esqueço do carregador.

(... da-se, é impressão minha, ou estes gajos complicam???)

Carrossel

"Empresa que produz Magalhães acusada de fraude"

6.10.08

Institucional QB


Alguém do (SERPRO) Serviço de Processamento de dados do Governo do Brasil andou a meter o nariz nos meus novelos.

- Boa Noite, Brasília!


não posso deixar de ir


em Julho de 2009 no Porto no Festival SBSR

06-10-2008

Triste este dia para mim, este ano e todos os outros que ainda virão. Enquanto eu viver este será uma dia doloroso. Não sei como seria a minha vida a partir de hoje caso as coisas tivessem sido diferentes. Não sei que mudanças teriam ocorrido em mim, apenas sei que muitas.
Perdi algo que não voltarei jamais a encontrar, há mesmo perdas irrecuperáveis. Esta é uma delas. Faça eu o que fizer nunca recuperarei, nem da perda, nem da dor.

5.10.08

quando já se tentou tudo

é quanto resta dizer.
Disse-o hoje, definitivamente!

comboios


Entro na estação e observo as caras, as que chegam e as que estão de partida. Uns têm o mesmo destino que eu, alguns sairão algumas estações antes. Em comum além do possível destino, teremos o facto de sermos diferentes, de termos vidas diferentes e quiçá, vermos as paisagens da janela de modo diferente. Para uns a viagem será boa, para outros uma perda de tempo. 
Entro no comboio, procuro o meu lugar, porque não gosto de fazer viagens num lugar que não o meu. Não me interessa se é à janela ou se é o do corredor, tem de ser o meu. Manias. Acomodo a bagagem e instalo-me. 
Este comboio tem paragens em muitas estações, a viagem é longa e eu saio apenas na última. 
As estações onde pára estão cheias de pessoas, umas entram no comboio, outras esperam quem sai e haverá certamente uns quantos que estão ali apenas a ver passar comboios. Durante a viagem percebem-se enganos. Dois ou três descobrem que apanharam o comboio errado, um ou dois sairam antes da estação pretendida e noutra carruagem haverá quem descubra que adormeceu e viajou mais para além do que pretendia.  Os primeiros e o terceiro saem na estação seguinte em busca do comboio que os leve ao destino que querem, os segundos tentarão apanhar o mesmo comboio umas estações mais à frente, correndo sérios riscos de não conseguirem chegar a tempo ou do bilhete já não ser válido. 
Aqui passamos a ter todos algo mais em comum, todos procuramos chegar ao destino certo. 

Gosto de comboios e dos seus passageiros, são um tudo ou nada parecidos com a vida.
Uns apanharão o mesmo comboio que nós, sairão e entrarão na nossa vida em qualquer altura da nossa viagem. Uns perderão oportunidade de seguir viagem connosco por opção ou por distração, uns arrependem-se, outros não. Haverá ainda outros, independentemente da altura em que entraram, que seguirão até à última estação desta viagem.

lá foi mais um


e lá se combinou mais um, numa outra casa.
Para a semana há mais!

4.10.08

'prá mesa meninos que o jantar está pronto


Sangria - OK
Sobremesa- OK
Entradas - OK
Salada - OK
Jantar - OK

Convidados - a chegar

olha

a posta anterior foi a 333. Que bela capicua!

finalmente


funciona! Vá-se lá saber que macaco lhe mordeu. De repente, após mais um refresh, apareceu. 
Agora vou ali fazer a sangria para o jantar, enquanto o gelado congela e os pinhões para a salada assam.
Até já

Blogger

Tou passada de todo!
Desde ontem à noite que não consigo entrar em blogues do blogger, nem mesmo nos meus. Não sei que macacoa deu no meu pc, entro em todo o lado, até no gmail, no blogger, népias. Já tentei o internet explorer, o chrome e nada, fica "mudo". Quase tão mau é que também não consigo aceder ao loops, os outros jogos carregam, o loops, nada. Ca nervos. Parece-me que a atrasadisse mental se alastrou ao pc.
Hoje parece que vou ter acesso, já pedi à mana para levar o pc dela para minha casa, agora falta-me arranjar o tempo que ontem tinha e que hoje parece que não vou ter. Entretanto os meus dedos andam para aqui, cheios de freniquitins para postar. A ver vamos.

1.10.08

poema com sentido II



"Hilos de seda

Siempre creí que solo las palabras

salían de mi boca, y que eram ellas

las que lograban aplazar mi muerte.

Hoy sé que de mi boca sale um hilo,

transparente y tenaz como un insomnio,

que te ha atado a mi vida para siempre."


Amalia Bautista

(Sempre acreditei que da minha boca

saíam apenas palavras e que só elas

conseguiam retardar a minha morte.

Hoje sei que da minha boca sai um fio,

transparente e obstinado como a insónia,

que te atou à minha vida para sempre.)


poema com sentido I



"Cada dia me digo, susurrando,

mantén el equilibrio. Todo acecha,

todo asusta, tu vida entera pende

de un frágil hilo y de un azar injusto.

Tu voluntad no puede demasiado.

No pierda pie. Mantén el equilibrio."



Amalia Bautista em Estoy Ausente, Pre-Textos, Valencia, 2004


(Todos os dias sussurro para mim mesma,

mantém o equilíbrio. Tudo te persegue,

tudo assusta, a tua vida inteira depende

de um frágil fio e de um azar injusto.

A tua vontade não pode grande coisa.

Não percas o pé. Mantém o equilíbrio.)


questões de fundo


"- E vais conseguir voltar a amar assim, sem travões?"

F1 da Renault encerra trânsito na Avenida da Liberdade


O monolugar da Renault de Nelson Piquet Júnior vai encerrar o trânsito da Avenida da Liberdade no dia 26 de Outubro, numa acção de promoção da marca francesa.

No total serão cerca de 40 viaturas a realizarem manobras típicas de competição ao longo da Avenida da Liberdade. Segundo os organizadores, esta iniciativa poderá juntar cerca de 100 mil espectadores.


dica de-e para mães desenrascadas


aprendi este fim de semana com esta mãe, acabei de experimentar. É tão mais prático que vou partilhar.

Ao cortar o bife para as crianças, não usem facas, usem a tesoura de cozinha.

(eu aproveitei e dei umas tesouradas na massa do mais novo, é um luxo, esta técnica)

economia - lição I e II


para quem não percebe nada de crise financeira e aldeia global, é só clicar, a professora Cat, ensina.



cabeleireiro


ontem levei as melgas a cortar o cabelo ao cabeleireiro onde vou com bastante frequência tratar cabelos, mãos e pés. O que quer dizer que vou lá pelo menos uma vez por semana.
O A. deixou-me boquiaberta com tamanho bom comportamento, é certo que ele tem pouco cabelo e não estava muito comprido, mas ele consegue fazer birras só porque de repente não quer que lhe toquem. Ontem, nada. Sossegado ao meu colo enquanto lhe cortavam as pontinhas mal semeadas. A seguir o T., deixei-o lá e fui ao café em frente comprar o pão, quando voltei (demorei 5 minutos) tinha o cabelo cortado e a cabeleireira só tecia elogios que ele nem se tinha mexido.
A minha alma estava parva. Todos contentes com os penteados novos e mãe babada com os bons comportamentos.
Eis que vou pagar, ahhh, pois é... não me chegava estar com a alma parva como de repente me senti toda eu parva. Oito euros do cabelo do T. e cinco (cinco???) das pontinhas mal semeadas do A?
Para a próxima espero que ele berre bastante e faça daquelas cenas que nós tão bem conhecemos, pode ser que assim justifique o preço, porque as pontinhas não justificaram e o T. bem se pode armar em catavento e abanar-se todo que eu deixo.

hoje é daqueles dias


ou preciso de muitos loops ou de muito álcool.
(os dois juntos se calhar não vão mal)

Boa Sorte

estou aqui ao lado do carrossel. É só estenderes a mão.