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29.6.11

Choné

O infante [ainda] mais novo trouxe escarlatina para casa, por isso estamos de clausura e se ao terceiro dia não estamos doidos é graças à ovelha Choné que [n]os mantém bem dispostos e a gargalhar toda a tarde.

16.3.11

mimos matinais

Há uns meses que o T. começou a aproveitar uma das funcionalidades do seu telemóvel: o despertador. Programa-o para tocar mais ou menos meia hora antes do meu para poder ver mais desenhos animados de manhã. Normalmente quando me levantava só tinha de acordar o A., vesti-lo e aquecer-lhe o leite, porque o T. até o pequeno almoço já tinha tomado.
Ontem ouvi o A. pedir ao irmão que o acordasse quando se levantasse, não liguei, até porque o A. é o dorminhoco cá de casa e achei que aquilo não ia dar em nada. Pois que deu e hoje de manhã, estavam os dois na sala, completamente vestidos, de pequeno almoço tomado e o T. até preparou o meu. E sim, eu sei que esta boa vida vai acabar daqui a uns meses quando tiver uma criança a berrar por mim de 3 em 3 horas, mas até lá é aproveitar estes mimos.

8.5.09

pena

- Porque é que o A. agora vai sempre para a tua cama e eu não?
- T., tens de ter paciência, o A. tem tido pesadelos durante a noite e acorda a chorar e a gritar. Quando estiver melhor tu depois dormes na cama da mãe.
- É??? Coitadinho... [não consigo descrever o ar de pena a olhar para o irmão]
- É, T., ele tem tido pesadelos.
- Eu também já tive um, mas era mais crescido. Coitadinho, ele é tão pequenino.

3.2.09

Piolhices

Primeiro foi o mais velho que trouxe da escola, vinha carregadinho. Depois tocou ao mais novo. Eu escapei provavelmente devido à profilaxia do champoo carregadinho de químicos. Os bichos não quiseram nada comigo, em compensação dei cabo do couro cabeludo, mas apesar de tudo ganhei na minimização dos estragos.
Ontem quando vi a cabeça do A. nem queria acreditar, piolhos, o miúdo estava carregado deles, a minha experiência até aqui só com lêndeas conheceu uma variante muito pouco agradável, se já é mau vê-los carregados de ovos minúsculos presos aos cabelos, ver bichos a andar pela cabeça do meu bebé é muito pior.
O miúdo lá ficou com a cabeça empestada de produto para matar as bichezas e graças a Deus gosta de gorros, porque teve de dormir com um. Hoje foi dia de pente, o que não se previa uma tarefa nada fácil de pôr em práctica até foi, o A. gosta de ser catado e lá deixou que eu lhe removesse os corpos mortos da cabeça.
Para já parece que passou, mas confesso que quando vejo estes bichos fico cheia de comichões. Agora vou ali piorar um bocadinho o estado do meu couro cabeludo antes que tenha um ataque ecorte o cabelo com pente 1.

8.12.08

Curiosidades do (nosso) Natal III

É frequente cá por casa fazerem-se limpezas aos brinquedos. Costumo fazê-las sempre com os miúdos. Arranjo 2 sacos, normalmente um bem grande e um de supermercado. No saco grande o T. deposita os brinquedos com que já não brinca e que são para dar, no saco de supermercado todos os brinquedos que estão partidos ou demasiado velhos para serem dados.
Estas limpezas são feitas ocasionalmente durante o ano, normalmente antes do Natal, fazemos uma mais arrasadora. Obviamente que estas limpezas são feitas com o intuito de podermos oferecer a quem tem menos algo que ainda esteja em boas condições de ser usado. Mais uma vez, é também uma forma dos meus filhos aprenderem a partilhar e a ajudar crianças mais desfavorecidas.O outro motivo por detrás da limpeza, é fazer com que eles nunca tenham brinquedos a mais fazendo com que valorizem os que têm.

Curiosidades do (nosso) Natal II

Todos os anos por esta altura costumo andar numa azáfama por causa dos Anjinhos de Natal do Exército de Salvação. Os Anjinhos são crianças de famílias muito necessitadas que o E.S. identifica, depois fazem uns cartões em forma de Anjo com o nome da criança a idade e o presente que a criança gostaria de receber no Natal e um fato de treino. O meu papel tem sido angariar "Pais Natal" para oferecer presentes a algumas destas crianças.
Quando o T. tinha 3 anos quis começar a ensinar-lhe o espírito da partilha e da solidariedade. É demasiado fácil e pouco esclarecedor para as crianças se me limitar a ir comprar qualquer coisa para uma criança e dizer ao T. que é para ele oferecer, ele não sentiria o lado da partilha. Para que ele sentisse o que é a solidariedade lembrei-me que teria de lhe sair do "pêlo", para tal criei uma tradição cá em casa para as crianças. Eles abrem os presentes (sem tirar das embalagens) e depois de todos abertos têm de escolher um para oferecer, assim, novinho, dentro da embalagem e tudo. Claro que no primeiro ano em que o fiz, o T. tinha 3 anos e foi uma birra descomunal, mas foi sol de pouca dura e agora ele próprio já o faz por sua própria iniciativa e tem o cuidado de nunca escolher um presente da loja dos trezentos porque diz que os meninos são pobrezinhos mas também têm direito a um presente em condições.
Assim , tendo ele que abdicar de um presente que lhe foi oferecido consegue perceber o que é de facto a solidariedade pelos mais desfavorecidos.
O A. também já o faz, só que é o irmão que escolhe e ele ainda não tem noção que aquele brinquedo desaparece com um objectivo. Para o ano lá virá a explicação.