Já fiz a minha parte, façam vocês também a vossa.
28.2.11
24.2.11
23.2.11
sorrir
Quando as tuas maozinhas pequeninas me pegam na cara e me dizes "- Gosto de te vele chorrir", eu só posso mesmo sorrir.
22.2.11
há karmas piores
o meu é atrair pobres de espírito. Mesmo quieta no meu canto, sem me mexer e quase sem respirar, passo a vida a tropeçar em seres desta espécie.
[caramba, sou tão boa!]
17.2.11
cansada [e com pena]
dos mal amados e das mal fodidas, dos mal educados e das sem educação, dos sem gosto e das de mau gosto, dos infelizes e da falsa felicidade, dos teatros e dos actores, das tristes pessoas e das figuras tristes, do drama e da tragédia, dos emplastros e dos empatas, das más e dos medíocres, dos lambe botas e das mostra-mamas, do copy e do paste, do diz e do que disse.
Gentinha sem objectivos, sem amor-próprio, sem interesses [e muito menos interesse] que amua quando ouve um nome, que se lhes contorcem as vísceras quando ouvem qualquer coisa mas ainda esticam mais a orelha, que não dormem a pensar no passo seguinte, que se apresentam com ar inabalável só denunciado por uma veia saliente, uma ruga que subitamente aparece tendo como causa provável uma azia súbita e desconcertante.
Se fizessem algo por si, verdadeiramente por si, estariam muito melhor [isso ou uma caixa de calmantes e de ansiolíticos, aconselhem-se com o médico, mas arranjem uma vida, sim?].
13.2.11
segurança psicológica
Quando era miúda e tinha a mania que trepava tudo, que não havia muro que me detivesse nem que fosse pela curiosidade de ver o que estava do outro lado, que o medo das alturas não evitava que trepasse a escada para o telhado de onde a vista era deslumbrante [e onde ninguém se atrevia a chatear-me], que não era por não haverem galhos suficientemente formes que não ia buscar as nêsperas do topo da árvore [percebi muito cedo que quanto maior a dificuldade, mais saboroso se torna] . Não fui uma miúda-sem-medo, mas chegar ao topo da árvore e servir-me de uma folha para sentir segurança para aproximar das nêsperas era um tanto ou quanto arriscado. Claro que naquela altura na minha mente risco era aldrabar os castigos que a minha mãe me dava ou falsificar a assinatura dela nos testes com notas negativas, o risco de cair da árvore ou do telhado e estatelar-me no chão era coisa que nem me ocorria, desde que tivesse algo, mesmo que frágil onde me agarrar para me sentir segura e seguir em frente.
Agora entendo que se por um lado a segurança psicológica me permitiu avançar e alcançar as nêsperas, por outro, o hábito que criei de "precisar" de apertar a folhinha entre os dedos como se tivesse uma corda de alpinista a proteger-me, impediu-me de alcançar sem muleta tantas coisas que afinal alcançaria na mesma, porque afinal alcancei-as eu e a única ajuda foi alguém não ser mais do que uma mera folha para eu apertar entre os dedos.
26.1.11
24.1.11
os signos
23.1.11
à volta das eleições
"... Cavaco vai passar a tarde em família..."
"... Alegre confiante diz ter paciência..."
Num país de cagões com os títulos, a jornalista da SIC, fala dos candidatos à presidência, um deles, para todos os efeitos ainda Presidente da Republica e ambos provavelmente bem mais velhos que ela, apenas pelos apelidos, assim à laia de colegas de escola. Espero que a jornalista não seja daquelas que fica muito ofendida quando não a tratam por doutora, não por ser médica, mas por ser [espero] licenciada em jornalismo.
[respeitinho, é coisa que já não se usa, claramente, é pena.]
21.1.11
6 minutos
20.1.11
é...
"Pessoas com vidas interessantes não têm fricote. Elas trocam de cidade. Investem em projetos sem garantia. Interessam-se por gente que é o oposto delas. Pedem demissão sem ter outro emprego em vista. Aceitam um convite para fazer o que nunca fizeram. Estão dispostas a mudar de cor preferida, de prato predileto. Começam do zero inúmeras vezes. Não se assustam com a passagem do tempo. Sobem no palco, tosam o cabelo, fazem loucuras por amor, compram passagens só de ida".
Martha Medeiros
Martha Medeiros
17.1.11
16.1.11
traçar objectivos [...e alcançá-los]
O T. vai ter o seu próprio pc, para que isso aconteça vai ter de juntar as suas semanadas e ter boas notas em todas as disciplinas até ao final do ano.
A maezinha do T. vai ter a sua própria Kitchenaid se em 100 dias conseguir cumprir o seu objectivo [pelo sim e pelo não vou colocar a foto da dita ali à direita e já agora espalhar várias: na porta do frigorífico, na carteira, no carro... só assim a modo de lembrete, não vá eu ter um ataque amnésico].
14.1.11
12.1.11
nem tudo está perdido
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