13.10.10

telefonemas e cigarros

Aproveito sempre as minhas idas à rua para fumar, para pôr os meu telefonemas em dia. Na minha segunda viagem para o efeito, telefono a alguém com quem não falo à várias semanas.
- Bom dia! Está vivo?
- Olá bom dia! Estou no Dubai!
- (cof, cof) Há pessoas com uma vida muito boa.
- Estou a trabalhar.
- Pois, também eu. Olhe quando chegar ligue-me!

[Porra que deve ser bem melhor estar a trabalhar no Dubai]

12.10.10

gadgets

e porque não tarda é Natal


O meus anjinhos estão quase a chegar!

azedume

Hoje estou assim, um "bocadinho" azeda. É bom que não puxem muito por mim, é que a paciência tem limites e, se as pessoas estão bem, ora ainda bem e sigam lá a sua vidinha que eu há muito que sigo a minha e não me torrem a paciência que eu tenho mais o que fazer e com que me entreter. É que a blogoesfera já anda tão poluída que mais um bocadinho de lixo também não mata ninguém [até porque há pessoas que nem de vergonha socumbem] e posso começar aqui a debitar posts atrás de posts e é chato porque tenho mais que fazer.


11.10.10

hoje

E a até vinha escrever umas linhas que se andam aqui a baloiçar na minha cabeça, mas dói-me. Não escrever, mas a cabeça e a garganta e o corpo todo e perdi a vontade ao ver a caixa aberta. Amanhã, ou noutro dia qualquer. Agora vou é dormir e enroscar-me num saco de água quente que como estou hoje é o que me apetece. [Só falta chover, caramba!]

[Pela boca morre o peixe: E cada vez com menos vontade de blogoesfera, será que passa?]

sem palavras

8.10.10

o que realmente interessa


é fim de semana. A casa encheu-se já hoje com quem nos aquece o coração. E, amanhã os amigos irão encher ainda mais, acabaram os desencontros das férias e voltamos à nossa [tão boa] rotina dos jantares. Amanhã teremos a casa cheia de miúdos e graúdos e uma mesa farta. Amanhã e, tão a propósito com o tempo que está, é dia de cozinha e vamos inaugurar a modalidade dos mais novos cozinharem para os seus congéneres, o que promete uma enorme animação durante a tarde. A noite vai ser ainda melhor. Ergam-se os copos e brindemos, a nós.

7.10.10

das séries


Lembro-me dos tempos em que ficava acordada até Às 4 da matina para ver o Seinfeld, a luta contra o sono, o que maldizia da minha vidinha na manhã seguinte. Era estúpido, todos os dias acordava a muito custo, cheia de sono, pois claro, a jurar a pés juntos que naquela noite é que era e que iria para a cama cedo. E a vontade de dormir mantinha-se até à hora de jantar, altura em que me dava a despertina e me mantinha acordada, muitas vezes quase com a ajuda de palitos a segurarem-me as palpebras à espera da porcaria da série. Falo do Seinfeld porque foi de todas as séries que segui que me lembro de dar mais tarde, mas o "culto de série" tive por muitas outras. A Ally McBeal, via os episódios em cassetes nas horas de almoço. As séries que segui, segui a sério. Enquanto via estava viver a história. E houve muitas séries que segui e muitas histórias que vivi. Sinto-lhes a falta. Sinto a falta de ter uma série para ver. Vou apanhando séries nos canais cabo, mas estes acabaram por vir baralhar a coisa, nunca sei se o episódio é o seguinte ao que vi, ou se é outra temporada. Também é verdade que já nem procuro informação como fazia antes, uma pessoa perde-se no meio de tanto facilitismo e vai deixando andar. O resultado não é animador, não arranjo nenhuma série para seguir "à séria" porque também não a procuro, mas sinto-lhes a falta e daqueles meus momentos deitada no sofá em que nada mais existe a não ser o que se passa no ecrã.

porque a vida também é feita de dias Im[perfeitos]

"(...)Até que chegou um dia em que decidimos afastarmo-nos. Porque sim, conseguimos perdoar, mas não sempre a mesma pessoa. Temos pena de que a história com aquela pessoa termine assim, mas temos pena sobretudo que a pessoa continue a errar sucessivamente, sem se aperceber de que nos consome o coração por inteiro e sem se preocupar que fiquemos sem espaço para que outras pessoas eventualmente o magoem também. Essas pessoas deixam-nos tão vazios, tão magoados, que irmo-nos embora das suas vidas, apesar de difícil, é muitas vezes o que nos salva.(...)"

Roubado à Miss Daisy, daqui

quero, muito!

6.10.10

as três certezas que tenho na vida

A primeira é que um dia dou o grito de liberdade, a segunda é que quando o der me vou dar muito bem e em terceiro lugar é que me vou arrepender de não o ter dado mais cedo.

5.10.10

pergunta

"E a pergunta é porquê. Por que é que se sentem tão revoltadas e magoadas, justificando todos os actos e mais alguns contra nós, para tentarem destruir a nossa felicidade? Por que é que o mais importante para elas é despedaçarem a nossa felicidade, em vez de lutarem pela delas?"

mudam-se os tempos mudam-se os hábitos

Há momentos ao longo da vida em que temos necessidade de mudança. Mudança de casa, de cidade, de emprego, de sair de uma relação, de entrar numa relação ou, por vezes [muitas mais vezes] de corte de cabelo, de estilo de roupa e por aí fora. Eu, confesso tenho muita vontade de fazer uma mudança das drásticas na minha vida, mudava-me já se pudesse e trocava a cidade pelo campo sem pensar muito no assunto, mas essa mudança, infelizmente e, por vários motivos não é possível.
Já passei a fase em que limpar o armário e reduzir drasticamente os trapos para depois o voltar a encher, demorando, mais ou menos tempo, me servia de terapia de mudança. Já não resulta e, já nem pachorra tenho para isso. Limito-me a limpar o armário nas "mudanças de colecção", saí Primavera/Verão e entra Outono/Inverno, retira-se o que já só entra e saí do armário sem ter ido à rua, porque infelizmente há muito boa gente a quem faz mais falta e chega-me.
Com a "novidade" de novo plano de austeridade e do consequente aumento de impostos, numa altura em que nos preparamos para aumentar a família, parece-me uma excelente altura para colocar em prática uma mudança que há muito anda a pairar na minha cabeça.
Já não podemos cortar no bem de que se sente mais a falta, mas que também é o primeiro a ter guia de marcha em situações de crise que é a empregada, essa já seguiu para outras paragens há muito, sinto-lhe a falta mas não morro com a sua ausência. Como também já não há muito mais onde cortar, as lâmpadas já são económicas e toda a gente toma duche, chegou a vez do supermercado. E não, ninguém vai passar fome, muito pelo contrário, se já não se comia mal cá por casa, agora vai-se comer ainda melhor. Acabaram-se os facilitismos dos congelados, caros cumóraio, já preparados e até já cozinhados. A nova norma cá de casa é comer do bom, sempre. Fazer uma pasta não demora mais tempo do que cozinhar uma lasanha congelada no forno. Os doces para o pão passaram a ser caseiros [está um cheiro doce neste momento a perfumar toda a casa]. O momento de preparação das refeições tem agora outro encanto.
Gosto de cozinhar, muito, mesmo. Uma coisa é preparar comida, outra é cozinhar. O meu canto das ervas tem aumentado a olhos vistos e dá-me um gozo tremendo, precisar de manjericão e ir ao vaso em vez de ir ao frigorífico ou aos frascos de ervas secas. E não é só pelo gozo, é pelo sabor e pelo cheiro.
Depois da injecção e da lavagem cerebral que levei ao longo de tanto tempo do Sr. Oliver, cá em casa mudámos para o biológico, votamos no saudável e na mudança de hábitos.
Para já contamos com o apoio dos mais novos, hoje o T. foi comigo às compras e já percebeu a essência da mudança e reparou em pormenores das compras que nunca pensei que reparasse. Está no bom caminho. Anda entusiasmadíssimo com a ideia e gaba a Margherita que comeu ao jantar, feita com a massa que ele próprio ajudou a preparar.
Agora, é deixar acabar o que resta no congelador e ir alterando o interior até à mudança definitiva, ao mesmo tempo e, muito brevemente vamos trocar os yocos por iogurtes caseiros e vai começar a cheirar a pão quente logo pela manhã.
A derradeira vantagem destas alterações todas é o lado educativo que tem, não há melhor do que ver crianças a preferirem o caseiro ao industrial.

mordo-me tantas vezes para não fazer isto, tantas...




[só quem trabalha em open space é que me entende]

mais vale tarde...


Acordar perto dos 40 não é mau. Custa, é certo, mas pior era passar a vida inteira enganado.

2.10.10

eat pray love


Gosto de histórias de amor, já não é novidade, eu sei.
Li o livro há não sei quantos posts atrás. Na altura ajudou-me a perceber e ultrapassar os acontecimentos da minha vida. Tive muita vontade de poder tirar um ano sabático e tratar de mim. Mais de um ano depois de ter lido o livro, hoje vi o filme. Claro que os filmes, para mim, ficam sempre aquém dos livros, pormenores da história que nem são mencionados, a nossa imaginação que é diferente da do realizador, as personagens são diferentes das que criámos na cabeça, mas gostei, principalmente porque agora também vi Roma com outros olhos e percebo melhor a tentação da comida ou a simplicidade de uma Margherita e, claro, as imagens de Bali, nunca são tão bonitas na imaginação como na tela.
Gostei da Júlia Roberts, aliás gosto dela, achei estranho terem escolhido um espanhol para fazer papel de brasileiro, mas rapidamente me habituei à escolha do Javier Barden, até porque há qualquer coisa nos olhos dele [e no cabelo, também] que me lembram a mesma pessoa que viu o filme de mão dada comigo.
Gosto de histórias de amor com finais felizes e a continuação da história já mora na minha mesa de cabeceira.

1.10.10

é oficial

entrei em estado pré. Depois da visita da praxe ao médico e da respectiva luz verde, que está tudo bem, obrigada e recomenda-se, hoje iniciei o famoso folicil.

e porque as sextas para mim não são fáceis

O dia de hoje vai-me dar trabalho que não acaba, mas vou ser tão recompensada com o fim de semana que está à porta que a coisa nem custa.