9.5.10

do nosso fim de semana

Medos vencidos e obstáculos ultrapassados. O meu infante mais velho faz-se.

Os infantes, a minha cara metade e os nossos amigos são o melhor da vida.

7.5.10

sinónimos

sarna
s. f.
1. (...)
2. (...)
3. (...)
s. 2 gén.
4. Pessoa impertinente, pegadiça.

5.5.10

tenho um perfume novo

à conta desta brincadeira o meu perfume habitual foi substituído por este:


[Não recomendo, a não ser que precisem de desentupir o nariz.]

4.5.10

ando armada em jogador da bola

Tendinite crónica do ombro direito.
Ruptura dos ligamentos da rótula nos dois joelhos.

[Acho que vou adiar as análises que me mandaram fazer na 5ª feira, esta semana não aguento mais notícias destas]

3.5.10

a felicidade da ignorância

O T. e o A. têm de ir levar a segunda dose de uma vacina, ontem a combinar com o T.:

Eu - Vocês têm de ir tomar a segunda vacina, quando queres ir?
T. - Até quando é que se pode levar?
Eu - Até final de Maio, T.
T. - Hummmm
Eu - Não queres levar já e despachas-te já da vacina?
T. - Sim, é melhor mamã.
Eu - Amanhã?
T. -A., vamos amanhã à vacina?
A. - Yeahhhh

Hoje de manhã no carro.
T. - A. hoje a mamã não nos vai buscar tão cedo como na semana passada.
A. - Oh...
Eu - Mas vou buscar-vos mais cedo para irmos à vacina.
T. - A. vamos à vacina logo?
A. - Yeahhhh
Eu - A. tu sabes o que é a vacina?
A. - Não...
Eu - Logo vi!

2.5.10

ainda do dia da mãe

O meu infante mais velho recusou-se a fazer-me o presente do dia da mãe. A auxiliar do ATL deu-me a notícia completamente escandalizada.
No carro perguntei-lhe porque não fazia o presente.

- Porque não serve para nada, mamã.
- Mas o que é o presente?
- Hummm... Bem, como não vou fazer posso-te contar.
- Claro que podes, diz lá.
- É um caderno com uma receita copiada de uma revista para tu escreveres as tuas receitas.
- Mas tu gostas tanto de cozinhar e não queres fazer?
- Não mamã, tu tens livros e um caderno de receitas muito mais giro.
-É justo.

[Decididamente o T. tem a quem sair.]

dia da Mãe?

Dizem que o primeiro domingo de Maio é o dia de Nossa Senhora e também dia da mãe.
Gostava é que me dissessem o que são os outros todos.

Hoje dia da mãe os meus filhos estão com o pai, porque dia da mãe, para mim, são todos os dias em que estou com eles.

1.5.10

ícone

por mim era cortá-los às postas e atirá-los aos porcos

Nunca escrevi sobre este tema, não porque assobio para o lado e finjo que não existe, mas porque me dói e revolta-me de uma forma indescritível, nauseia-me ao ponto de ficar mal disposta por vários dias.
Conheço histórias contadas por quem viu o estado em que algumas crianças chegaram ao hospital, muitas vezes levadas pelos próprios agressores. Quando oiço histórias assim, lembro-me do quanto gostaria de me ter formado em medicina, mas nunca, nunquinha em nada que tivesse a ver com crianças. Não conseguiria, juro que não conseguiria, ver uma criança naquele estado, ainda mais se lá estivesse o agressor ou alguém que não tivesse impedido a agressão sem que eu própria saísse do meu estado racional e o/a esquartejasse com um bisturi.
Não entendo como é que alguém consegue ver uma criança a chorar e não fazer nada, não consigo encaixar como é que alguém consegue infligir dor a uma criança. Não consigo, é mais forte do que eu.
Hoje uma amiga colocou no FB uma foto de uma criança com a sua cara feita em papa por um agressor e eu estou aqui a remoer de nauseada e revoltada que me sinto. Por mim qualquer agressor ou espectador que assista a uma agressão a uma criança devia ser cortadinho em postas e dado aos porcos. É inadmissível que alguém o possa fazer e que seja tão levemente punido, ou que se permita que a criança saia do hospital pela mão do agressor. Mães, pais, avós, tios, o que sejam que cometam atrocidades destas ou que permitam que outros as cometam deviam ser-lhes retirada a guarda destas crianças porque se o fizeram uma vez vão torná-lo a fazer e o papel de um adulto, qualquer que seja o laço parental ou mesmo sem laço parental devia ser sempre o de proteger e nunca, nunca de infligir dor.

[um dia escrevo um post igual para os maus-tratos psicológicos porque hoje chega-me este para ter vontade de vomitar]

17.4.10

eu tinha razão

I told you
That we could fly
Cause we all have wings
But some of us don't know why

15.4.10

desintoxicar

Desde ontem que a base da minha alimentação é bolo de chocolate, acho que está na hora de mudar para algo mais saudável, não?


eu acredito

Eu acredito em histórias de amor. Acredito que em qualquer lado do mundo, ou mesmo mais perto do que imaginamos, existe a outra metade. Acredito em amores de e para a vida. Acredito que existe alguém que enche o vazio que outros deixam por muito que se tentem ajustar. Acredito no amor à primeira vista como acredito no amor à 100001 vista. Acredito que o amor vence barreiras. Acredito que o amor nos muda para melhor. Acredito que por amor vale a pena mudar. Acredito que por amor vale a pena virar a vida de pernas para o ar. Acredito que se pode dar a vida por amor. Acredito que se pode morrer de e por amor.
Eu não acredito na vida sem amor.


Foto: Dalila


14.4.10

[post dedicado]

Estou de neura, estive todo o dia assim.
Acordar hoje foi um verdadeiro tormento, fazem-me falta os sinais. Não sei se ainda respiras eu faço-o com alguma dificuldade.
Apetece-me agarrar no telemóvel e desencadear uma sessão de troca de sms, seguro-me. Tenho de me segurar. Quiseste ir. Vai.
Racional, radical, seja. Sou assim, assim me manterei até que alguém me consiga convencer do contrário. Ainda não conheci ninguém com essa capacidade.
Sou forte, demasiado forte, assusto quem não o é na mesma medida, a imagem que de mim projecto é aumentada não sei bem quantas vezes aos olhos dos outros. Não serei tão grande como me vêem, mas não me importo.
Sou grande, mas sou menina, preciso de colo e enquanto não surgir alguém digno de me abraçar, manter-me-ei enroscada em mim mesma.

ciclos

E quando se julga estar a fazer o certo, que a estrada é a que nos leva ao sítio onde gostaríamos de estar, surgem encruzilhadas que baralham tudo.
Não é fácil escolher caminhos, menos ainda percorre-los, existem obstáculos, peões a atrapalhar, camiões à frente que não nos deixam vislumbrar o horizonte na vã tentativa de encontrar uma placa com o nome do destino a aproximar-se, quando afinal, muitas vezes andamos às voltas, perdidos.