Doce
31.12.09
30.12.09
28.12.09
tomar balanço para balanços
Já fiz os risquinhos da praxe na minha wich-to-do-list de 2009, agora é arranjar tempo para fazer a 2010.
[Não esquecer: 1º ponto para 2010 - arranjar mais tempo]
[Não esquecer: 1º ponto para 2010 - arranjar mais tempo]
27.12.09
26.12.09
O Natal [quase] perfeito
Quando era miúda era a única criança da família chegada, primos havia muitos, afastados em km e em grau de parentesco, sempre quis ter um irmão, não aconteceu. Cresci numa família grande e no meio dos grandes, salvavam-me os meus vizinhos, a família do Sr. Engenheiro do rés-do-chão. A Dona Fernanda e o Sr. Engenheiro [não me lembro do nome do Sr.] eram pais de cinco, três raparigas, a Rita, a Catarina e a Cristina e dois rapazes, o Chico e o Zé. Elas, todas mais velhas do que eu, o Chico um ano mais velho e o Zé que tinha menos três ou quatro anos que eu.
Esta foi a minha família adoptiva durante a minha infância. Mas se foi adoptiva, também foi o meu ideal de família durante muito tempo. Para alguém que crescia numa família disfuncional e com falta de seres do mesmo tamanho, hoje não me espanta nada este ideal criado. A Dona Fernanda não trabalhava, ao contrário da minha mãe, estava sempre por perto, fazía-nos lanches de mesa posta e tricotava camisolas na esplanada do parque Eduardo VII enquanto nós, eu o Chico e o Zé esmurravámos joelhos e cotovelos na bicicleta, no skate e no carrinho de esferas em corridas até ao Marquês de Pombal. Depois do parque ajudavá-nos com os trabalhos de casa para podermos ir para o quintal jogar à bola. A casa da Dona Fernanda cheirava sempre a bolo ou a estufado e, se cheirava bem sabia ainda melhor. Nas refeições no rés-do-chão éramos muitos à mesa. Quando a Dona Fernanda ia às compras iam também os três estarolas para ajudar. Costumávamos ir ao Pão de Açucar em Alcântara, julgo que devia ser o maior supermecado de Lisboa na altura. À excepção do Zé cada um de nós levava um carrinho. Sim, as compras do rés-do-chão eram feitas em três carrinhos apinhados que quando chegávamos a casa ajudávamos a arrumar na despensa em tudo igual à do 2º direito à excepção da quantidade de bens adquiridos.
Aquela casa vivia em permanente corropio, eram as amigas da Catarina e da Cristina, as colegas de curso da Rita, as amigas de esplanada da Dona Fernanda, a empregada e eu. Ah... tinham um Cocker Spagniel cor de caramelo. Casa cheia, portanto.
E eu? Eu cresci em dois mundos completamente diferentes um do outro. Entre o sossego que cortava no 2º Dtº e a alegria e discussões de uma família numerosa.
Nas minhas memórias do Natal também figuram todos estes personagens de história real. A casa era toda enfeitada, o pinheiro vinha sempre num vaso em vez de cortado e chegava ao tecto [e se os tectos eram altos] que nós entulhavamos de enfeites e atirávamos fitas como se fossem serpentinas. Só lá passei um Natal porque a família do Sr. Engenheiro tinha por tradição ir passá-la a Vila Nova de Mil-Fontes. Era um dia triste o dia em que da janela do 2ºDtº os via a carregar os carros com malas e sacos de presentes para os só voltar a ver no Ano Novo. Mas o Natal que vivi naquela casa foi a realização do Natal do meu imaginário. A casa estava cheia, a mesa transbordava de iguarias da época, havia alegria, gargalhadas e presentes abertos ou por abrir misturados com papel de embrulho rasgado. Os presentes eram só os dos adultos, porque nós crianças só abríamos os presentes no dia 25 de manhã e eu, a correr escada a baixo de pijama porque era Natal e tinha de ir abrir os meus presentes. Eu e a Dona Fernanda acordámos os dois estarolas que faltavam e fomos para a sala repetir a cena dos crescidos na noite anterior com o cheiro de torradas e bolo à volta.
Este foi sempre, para mim o cenário idílico de Natal, não foi imaginado, foi vivido e todos os Natais me lembro do Natal da família do Sr. Engenheiro, do quão quente e colorido era.
Esta foi a minha família adoptiva durante a minha infância. Mas se foi adoptiva, também foi o meu ideal de família durante muito tempo. Para alguém que crescia numa família disfuncional e com falta de seres do mesmo tamanho, hoje não me espanta nada este ideal criado. A Dona Fernanda não trabalhava, ao contrário da minha mãe, estava sempre por perto, fazía-nos lanches de mesa posta e tricotava camisolas na esplanada do parque Eduardo VII enquanto nós, eu o Chico e o Zé esmurravámos joelhos e cotovelos na bicicleta, no skate e no carrinho de esferas em corridas até ao Marquês de Pombal. Depois do parque ajudavá-nos com os trabalhos de casa para podermos ir para o quintal jogar à bola. A casa da Dona Fernanda cheirava sempre a bolo ou a estufado e, se cheirava bem sabia ainda melhor. Nas refeições no rés-do-chão éramos muitos à mesa. Quando a Dona Fernanda ia às compras iam também os três estarolas para ajudar. Costumávamos ir ao Pão de Açucar em Alcântara, julgo que devia ser o maior supermecado de Lisboa na altura. À excepção do Zé cada um de nós levava um carrinho. Sim, as compras do rés-do-chão eram feitas em três carrinhos apinhados que quando chegávamos a casa ajudávamos a arrumar na despensa em tudo igual à do 2º direito à excepção da quantidade de bens adquiridos.
Aquela casa vivia em permanente corropio, eram as amigas da Catarina e da Cristina, as colegas de curso da Rita, as amigas de esplanada da Dona Fernanda, a empregada e eu. Ah... tinham um Cocker Spagniel cor de caramelo. Casa cheia, portanto.
E eu? Eu cresci em dois mundos completamente diferentes um do outro. Entre o sossego que cortava no 2º Dtº e a alegria e discussões de uma família numerosa.
Nas minhas memórias do Natal também figuram todos estes personagens de história real. A casa era toda enfeitada, o pinheiro vinha sempre num vaso em vez de cortado e chegava ao tecto [e se os tectos eram altos] que nós entulhavamos de enfeites e atirávamos fitas como se fossem serpentinas. Só lá passei um Natal porque a família do Sr. Engenheiro tinha por tradição ir passá-la a Vila Nova de Mil-Fontes. Era um dia triste o dia em que da janela do 2ºDtº os via a carregar os carros com malas e sacos de presentes para os só voltar a ver no Ano Novo. Mas o Natal que vivi naquela casa foi a realização do Natal do meu imaginário. A casa estava cheia, a mesa transbordava de iguarias da época, havia alegria, gargalhadas e presentes abertos ou por abrir misturados com papel de embrulho rasgado. Os presentes eram só os dos adultos, porque nós crianças só abríamos os presentes no dia 25 de manhã e eu, a correr escada a baixo de pijama porque era Natal e tinha de ir abrir os meus presentes. Eu e a Dona Fernanda acordámos os dois estarolas que faltavam e fomos para a sala repetir a cena dos crescidos na noite anterior com o cheiro de torradas e bolo à volta.
Este foi sempre, para mim o cenário idílico de Natal, não foi imaginado, foi vivido e todos os Natais me lembro do Natal da família do Sr. Engenheiro, do quão quente e colorido era.
25.12.09
a quem?
Com toda a falta de modéstia, assumo-me como uma pessoa civilizada. Como tal, e já o disse aqui n vezes, o meu espelho não mostra apenas o reflexo do meu umbigo. Mas eu, às vezes, até percebo as pessoas que se estão a marimbarporquequemvieratráséquefechaaporta, percebo, mas irrita-me. Irrita-me porque acho que se todos nós fizessemos um bocadinho que fosse, se todos pusessem o nariz de fora da bolhinha onde vivem, tudo era mais fácil PARA TODOS.
Mas como eu dizia, às vezes até percebo a capacidade de abstração de algumas pessoas, ora porque sabem à partida que ninguém faz nada ou não sabem a quem recorrer ou porque se estão literalmente nas tintas para os outros [e para si também].
Vinha eu no IC19, [que descobri hoje que se chama Radial de Sintra, mas isso agora não vem ao caso] e vejo um cão de porte médio/grande na berma do lado da estrada. Ora está escuro, está a chover, além de prever um triste fim para o pobre animal, que por si só já era pensamento suficiente para me fazer agir, prever que um carro se pode despistar e sabe-se lá mais o que poderia advir daí, resolvi telefonar para a esquadra da PSP. É claro que o sr. Agente foi muito simpático, mas também o senti à nora sem saber muito bem o que fazer ou se valeria a pena fazer alguma coisa. Eu também entendo que entre assaltantes, possíveis homícidas, violadores e agressores o desgraçado do cão a vaguear em pleno IC19 pode parecer um santinho. Poder, pode, mas se o mesmo desgraçado resolver atalhar caminho pela faixa de rodagem e além de ser atropelado ainda resultarem feridos e quiçá mortos de um hipotético acidente, o mesmo cão deixa de ser tão inóquo, ou não?
E é por estas e por outras que eu até entendo quem vê mas assobia para o lado, entendo, mas não consigo fazer o mesmo, é mais forte do que eu e só me dá vontade de desatar à estalada quando me dou ao trabalho de tentar explicar ao Sr. agente que a coisa pode correr mal e que alguém tem a obrigaçaõ de fazer alguma coisa antes e não só quando são chamados para tomar nota da ocorrência e dos números para aumentar a estatística dos acidentes em época natalícia por culpa do alcool ou do tão afamado excesso de velocidade porque que eu saiba ainda não existe estatística que contabilize o número de acidentes provocados pela inércia das autoridades. Não existe mas devia.
Mas como eu dizia, às vezes até percebo a capacidade de abstração de algumas pessoas, ora porque sabem à partida que ninguém faz nada ou não sabem a quem recorrer ou porque se estão literalmente nas tintas para os outros [e para si também].
Vinha eu no IC19, [que descobri hoje que se chama Radial de Sintra, mas isso agora não vem ao caso] e vejo um cão de porte médio/grande na berma do lado da estrada. Ora está escuro, está a chover, além de prever um triste fim para o pobre animal, que por si só já era pensamento suficiente para me fazer agir, prever que um carro se pode despistar e sabe-se lá mais o que poderia advir daí, resolvi telefonar para a esquadra da PSP. É claro que o sr. Agente foi muito simpático, mas também o senti à nora sem saber muito bem o que fazer ou se valeria a pena fazer alguma coisa. Eu também entendo que entre assaltantes, possíveis homícidas, violadores e agressores o desgraçado do cão a vaguear em pleno IC19 pode parecer um santinho. Poder, pode, mas se o mesmo desgraçado resolver atalhar caminho pela faixa de rodagem e além de ser atropelado ainda resultarem feridos e quiçá mortos de um hipotético acidente, o mesmo cão deixa de ser tão inóquo, ou não?
E é por estas e por outras que eu até entendo quem vê mas assobia para o lado, entendo, mas não consigo fazer o mesmo, é mais forte do que eu e só me dá vontade de desatar à estalada quando me dou ao trabalho de tentar explicar ao Sr. agente que a coisa pode correr mal e que alguém tem a obrigaçaõ de fazer alguma coisa antes e não só quando são chamados para tomar nota da ocorrência e dos números para aumentar a estatística dos acidentes em época natalícia por culpa do alcool ou do tão afamado excesso de velocidade porque que eu saiba ainda não existe estatística que contabilize o número de acidentes provocados pela inércia das autoridades. Não existe mas devia.
22.12.09
[repost]
Perceber que poucos são os momentos em que o meu pensamento não está em ti. Olhar em volta e perceber que há sempre qualquer pormenor que me leva o pensamento até a ti. Desejar ver o teu nome no telemóvel, para poder ouvir a tua voz, para nos rirmos ou mesmo ficarmos em silêncio, um de cada lado [suspirarmos juntos]. Ler uma mensagem e responder-te de imediato, provocando uma sucessão de frases que nos ecoam muito para além da leitura. Fechar os olhos e sentir o teu toque na minha pele, os teus lábios nos meus. Ouvir as letras das músicas e conseguir juntá-las ao pensamento e ao sentir da pele.
20.12.09
19.12.09
17.12.09
unfinished
Se há coisa com que lido mal é com assuntos mal-resolvidos. Não tenho pachorra. Ou bem que se resolve ou não se resolve. Eu até acho que no meu caso é trauma. Quando eu era miúda e a minha mãe me mandava arrumar o quarto eu, armada em chica-esperta, enfiava tudo para dentro do armário ao molho, a cama, puxava a roupa e endireitava muito bem a colcha e estava feito. Ou não. Por fora até parece e, por vezes, até se enganam uns quantos incautos [ou os que fingem que não vêem], por dentro é o caos. Quando eu tinha a triste ideia de fazer destas chicas-espertices, a minha mãe ao deparar-se com o cenário de tudo enfiado no armário tirava tudo cá para fora, mas tudo mesmo, não interessava se havia coisas arrumadas no seu sítio. Era tudo cá para fora e arrumar tudo outra vez e como devia ser. A cama, a mesma coisa, só que em vez de ter de puxar o lençol e cobertores direitinhos, não, tinha até de pôr o resguardo porque ela arrancava-me tudo. Claro que a minha esperteza saloia não foi repetida muitas vezes que eu de parva também só era quando me fazia.
E hoje lembrei-me disto e os assuntos mal-resolvidos não são mais do que tralhas que alguém atirou para dentro de um armário à espera que ninguém mais se lembre delas, o problema está é se alguém se lembra de abrir o armário. Melhor ainda quando o próprio abre o armário e lhe cai tudo em cima. É que mais cedo ou mais tarde é o que acaba por acontecer, por isso mais vale fazer a birra e bater o pé, que não arruma e não arruma porque não quer.
E hoje lembrei-me disto e os assuntos mal-resolvidos não são mais do que tralhas que alguém atirou para dentro de um armário à espera que ninguém mais se lembre delas, o problema está é se alguém se lembra de abrir o armário. Melhor ainda quando o próprio abre o armário e lhe cai tudo em cima. É que mais cedo ou mais tarde é o que acaba por acontecer, por isso mais vale fazer a birra e bater o pé, que não arruma e não arruma porque não quer.
15.12.09
neura de espanador
Normalmente sou o que se pode chamar de gaja-organizada-arrumada. Tenho por hábito ter as minhas coisas arrumadas e a minha casa mesmo com os dois infantes se não estiver num brinco, rapidamente se põe, porque a coisa nunca ultrapassa os limites do aceitável [e o meu aceitável tem uma margem muito pequena]. Por isso também nunca tenho assim muita coisa para organizar. Bem sei que desde a mudança ainda tenho umas gavetas assim meio que desorientadas e papeladas que ultrapassaram os cinco anos obrigatórios à espera que eu esplhe aquilo tudo e me dedique à rasgadela do papel. Resumindo, salvo raras excepções nunca tenho aquelas fobias da arrumação e da limpeza por estar a atingir o caos da desarrumação, até porque tenho um cérebro um bocado gajo que me obriga a viver com tudo à mão de semear, e se à mão de semear é bom para desarrumar, melhor é ainda na hora de arrumar. Portanto, sei [sei, pronto] que esta fobia da arrumação e da limpeza, que me está a causar freniquitins desde que acordei, se deve a n-e-u-r-a. Sim, uma grandessíssima neura que se instalou. É tão grande que hoje, não fosse o facto de ter de ir trabalhar, acho que saía tudo do sítio para voltar a ser arrumado e limpo. É assim como uma espécie de terapia da compensação; e porque há coisas desarrumadas, fora do sítio e muito que limpar e não posso, compenso com a casa.
[mais logo à tardinha vai ser o bom e o bonito em casa, vai, vai...]
Podia dar-me para o chocolate. Poder podia... mas não era a mesma coisa.
[mais logo à tardinha vai ser o bom e o bonito em casa, vai, vai...]
Podia dar-me para o chocolate. Poder podia... mas não era a mesma coisa.
14.12.09
Área [bruta] - a saga da mesa
Quando comprei a minha actual casa fiz uma selecção criteriosa do que levaria, até porque 4 ass. cabem em três mas com tudo apertadinho e, apertos dentro de casa, não obrigada. Dei muita coisa que tinha ou porque não ficava bem ou porque estava na hora de substituir. Com tanta "limpeza" acabei por precisar de comprar algumas coisas, uma delas, a mesa da sala. E, eu tinha uma mesa "na cabeça" e até sabia onde a encontrar, mas numa das minhas deambulações vi-a numa loja improvável. Estava alí, à minha frente, o meu sonho tornado realidade e ainda por cima com 50% de desconto, estava mesmo a gritar" leva-me contigo". Comprei-a. Mesa entregue e eu-a-olhar-para- ela-que-é-tão-gira-e-vai-ficar-tão-bem-com-o-chão. Sobreviveu ao pó das obras e serviu de poiso a toda a minha loiça enquanto me desfaziam e refaziam a cozinha. Acabaram as obras e eu-a-olhar-para- ela-que-é-tão-gira-e-fica-tão-bem-com-este-chão. A mesa era gira, ponto. Mas a mesa era também uma grande merda. Sim era de madeira, mas os pés começaram a rachar e sim era pintada de branco, mas não tinha qualquer espécie de verniz e qualquer coisa a manchava. E eu a dizer mal da minha vidinha e eu-a-olhar-para- ela-que-é-tão-gira-e-ficava-tão-bem-com-este-chão.
Email para o serviço pós venda da loja com direito a fotos e tudo a reclamar e que sim, que gosto da mesa e quero uma igual mas em condições. Reponderam que sim, que tenho muita razão, mas mesas iguais não há e perguntam se quero ficar com esta com 30% de desconto sobre o que paguei. Respondi que não e que também não queria mais nada da loja esqueçam lá o vale que não me serve para nada e por isso venha lá o dinheirinho de volta. A transportadora levantou a mesa e eu lá fui à loja pedir o reembolso. Primeiro foi a referência da bendita que dava erro no sistema, depois foram os multibancos que foram alterados e não conseguiam fazer a devolução para o meu cartão. Voltei para casa com carteira ainda leve. Passou uma semana e os senhores da loja mantiveram-se calados. Uma noite, andava eu a por a minha vida burocrática em ordem e resolvi mandar mais um email para o serviço a cliente.Não é preciso dizer que no dia seguinte me telefonaram para voltar à loja para fazer a devolução. Ontem lá fui eu, mais uma aventura para ter o dinheirinho de volta que nem me quero lembrar. Claro que o valor do transporte que paguei porque ia ficar com o artigo, esse não mo devolveram, por isso vou ali fazer mais um email para os meus amigos do apoio ao cliente e explicar-lhes que só paguei o transporte e entrega porque era suposto terem-me vendido uma mesa em condições e que a mesma era suposto estar a fazer o seu papel de tão-gira-e-fica-tão-bem-neste-chão.
[é por estas e por outras que cada vez mais sou fã da Ikea, abençoda!]
Email para o serviço pós venda da loja com direito a fotos e tudo a reclamar e que sim, que gosto da mesa e quero uma igual mas em condições. Reponderam que sim, que tenho muita razão, mas mesas iguais não há e perguntam se quero ficar com esta com 30% de desconto sobre o que paguei. Respondi que não e que também não queria mais nada da loja esqueçam lá o vale que não me serve para nada e por isso venha lá o dinheirinho de volta. A transportadora levantou a mesa e eu lá fui à loja pedir o reembolso. Primeiro foi a referência da bendita que dava erro no sistema, depois foram os multibancos que foram alterados e não conseguiam fazer a devolução para o meu cartão. Voltei para casa com carteira ainda leve. Passou uma semana e os senhores da loja mantiveram-se calados. Uma noite, andava eu a por a minha vida burocrática em ordem e resolvi mandar mais um email para o serviço a cliente.Não é preciso dizer que no dia seguinte me telefonaram para voltar à loja para fazer a devolução. Ontem lá fui eu, mais uma aventura para ter o dinheirinho de volta que nem me quero lembrar. Claro que o valor do transporte que paguei porque ia ficar com o artigo, esse não mo devolveram, por isso vou ali fazer mais um email para os meus amigos do apoio ao cliente e explicar-lhes que só paguei o transporte e entrega porque era suposto terem-me vendido uma mesa em condições e que a mesma era suposto estar a fazer o seu papel de tão-gira-e-fica-tão-bem-neste-chão.
[é por estas e por outras que cada vez mais sou fã da Ikea, abençoda!]
da época
Porque o Natal é das crianças passei o fim de semana nas compras e este ano fui beneficiada, não apanhei enchentes nem filas para pagar. Papéis e presentes espalhados pela mesa da sala, muitos embrulhos feitos [e se eu gosto de fazer embrulhos].
Recolha de presentes para anjinhos com direito a mala do carro cheia.
Logo que entregue todos os presentes ao Exército de Salvação tenho o meu Natal tratado.
Recolha de presentes para anjinhos com direito a mala do carro cheia.
Logo que entregue todos os presentes ao Exército de Salvação tenho o meu Natal tratado.
11.12.09
fios soltos

A vida é feita de novelos de fios, alguns estão soltos.
De vez em quando lá me aparece um desses vadios cansado de andar a vadiar solto por aí, nessa altura acolho-o, alimento-o e dou-lhe um banho para depois o colocar no novelo respectivo junto dos fios da sua espécie. Menos um fio solto.
Mas os fios que estão nos seus novelos também se soltam, uns com autorização superior para andarem soltos, são bem comportadinhos e nunca se afastam mais do que é desejável, outros soltam-se sem ninguém dar conta e lá ficam mais uns quantos sem se saber do seu paradeiro, uns voltam, outros não.
No meio de tantos fios, também há os fios que tenho de soltar porque deixaram de pertencer ao novelo. Solto-os e muitos provocam-me uma sensação de alívio, outros uma enorme tristeza. Os primeiros, solto-os e pronto, tá feito, com últimos a história é outra, choro e faço o meu próprio luto [sim, tenho uma forma estranha de encapotar o que se passa, mas também ninguém precisa de saber o que se passa cá dentro]. Os que sou obrigada a soltar não os enterro, mas sei que nunca voltarão para o novelo.
Esta semana soltei um fio [e chorei].
9.12.09
Quase Natal - [fio solto]
E eu continuo à espera, à espera que seja este. Espero da mesma forma que esperei tantos outros. A data aproxima-se e, eu espero, acredito, acredito sempre que é este sem nunca pensar que pode não ser, isso só pensei no dia seguinte, antes mesmo de começar a acreditar que é no próximo. Agora penso que será este, acredito que seja este. Já estiveste tão perto, nesse Natal acreditei ainda mais que pudesse ser [-estiveste perto, quase lá, não estiveste?]. Não foi. Vai ser este, acredito que seja este, porque se eu acreditar muito acontece. São muitos anos a acreditar, são muitos anos a desejar o mesmo presente. Vai haver um Natal em que vai ser. Tenho a certeza.


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