31.7.08
30.7.08
arquivo vivo
com tanta mania das arrumações, arrumo tão bem que depois nunca encontro o que preciso. Já virei o escritório cá de casa à procura da porra dum papel que não há maneira de encontrar. 'Ca nervos.
Novo

afinal não foi preciso atirar moeda ao ar e a decisão está tomada. Agora é só esperar (o que me parece muito tempo) uns dias para lhe pôr as mãos em cima. E finalmente vou ter uma bagageira decente iuuupppiiii ( se é que se pode chamar bagageira ao que eu tenho agora, é mais tipo porta-luvas, é o que é).
a moleza do ferro
29.7.08
hoje é dia de não comemorar
Finalmente, está quase a terminar. Faltam 8 minutos e o dia de hoje vira abóbora, que é sempre boa, pode-se aproveitar para fazer uns sonhos que sempre adoçam mais do que sopa.
Andei macambuzia durante o dia mas não por causa da data de hoje e sim por outras datas.
Não, não fazia anos de casada. Há 16 anos atrás trocámos o primeiro beijo e começámos a namorar. Não me custa lembrar. Foi um episódio da minha vida que me trouxe bastantes alegrias. Não o lamento, jamais!
A data foi comemorada todos os anos, este ano é apenas assinalada.
Assinalo-a aqui.
(a foto virá mais tarde)
Andei macambuzia durante o dia mas não por causa da data de hoje e sim por outras datas.
Não, não fazia anos de casada. Há 16 anos atrás trocámos o primeiro beijo e começámos a namorar. Não me custa lembrar. Foi um episódio da minha vida que me trouxe bastantes alegrias. Não o lamento, jamais!
A data foi comemorada todos os anos, este ano é apenas assinalada.
Assinalo-a aqui.
(a foto virá mais tarde)
é hoje
A Liberdade de Escolha

"Realmente, se um dia de facto se descobrisse uma fórmula para todos os nossos desejos e caprichos - isto é, uma explicação do que é que eles dependem, por que leis se regem, como se desenvolvem, a que é que eles ambicionam num caso e noutro e por aí fora, isto é uma fórmula matemática exacta - então, muito provavelmente, o homem deixaria imediatamente de sentir desejo.
Pois quem aceitaria escolher por regras? Além disso, o ser humano seria imediatamente transformado numa peça de um orgão ou algo do género; o que é um homem sem desejos, sem liberdade de desejo e de escolha, senão uma peça num orgão?"
Fiodor Dostoievski, in "Cadernos do Subterrâneo"
Pois quem aceitaria escolher por regras? Além disso, o ser humano seria imediatamente transformado numa peça de um orgão ou algo do género; o que é um homem sem desejos, sem liberdade de desejo e de escolha, senão uma peça num orgão?"
Fiodor Dostoievski, in "Cadernos do Subterrâneo"
28.7.08
o gozo de ser Cabra

Para mim este blogue já é uma segunda casa. Não posto, mas fizeram-me sentir em casa e comento-o como se da minha própria casa se tratasse.
Podia falar do despudor existente quer dos posts quer dos comentários ou simplicidade com se se faz uma graçola, sem que nunca se caia na vulgaridade. Mas é muito, muito mais do que isso.
Tem sido, como diz a Teresa, um "chat de gaijas". Mas também como ela diz, de gaijas "todas sozinhas, todas com crianças. Todas independentes na nossa enorme dependência". Nem só de gaijas se faz este pasto, mas a verdade é que de uma forma ou de outra existe empatia entre nós. Talvez pelo denominador comum referido pela Teresa, talvez apenas porque o sentido de humor de cada uma de nós quando estamos juntas soe a sinfonia, não sei bem.
Sei, que é com enorme prazer que lá vou dar os meus bitaites. E sim, também já tive de fugir da frente do pc de madrugada e ir para a varanda rir à gargalhada para não acordar as crianças que dormiam no quarto ao lado. Não é exagero quando digo que no Cabra rimos a bom rir. São noites a fazer refresh, em posts, para cima e para baixo para ver quando caiu mais um comento. É a contagem dos comentários para não cair na desgraça de comentar numa capicua. Ainda não conheço todo o rebanho, mas tendo em conta a amostra, é concerteza um belo rebanho.
Obrigada Cabras por me terem acolhido no vosso curral, que uma cabra à solta sozinha não tem tanta graça.
E, sim, até qualquer hora no sítio do costume num post qualquer!
27.7.08
pretérito imperfeito do indicativo
este é daqueles tempos verbais de que não gosto.
A começar logo pelo nome: Imperfeito significa incompleto; não acabado; defeituoso.
Dá-me sempre aquela sensação de que se podia ter feito, caso tivesse havido vontade ou desejo, não se fez por falta de uma ou das duas e agora nada mais há a fazer.
Depois o próprio som das palavras, soa-me sempre a definitivo, algo que foi e já não é. Curiosamente, existem coisas más que ficam enterradas no imperfeito do indicativo, mas a mim, só me ocorrem as boas. É um tempo de lamento.
"O que não tem remédio, remediado está", só que eu sou uma perfeccionista e naturalmente a imperfeição não me incomodava, mas incomoda-me e incomodar-me-á.
está (quase) tudo a ficar bem

assim, do nada, de repente. Recebi uma notícia que me deixa de sorriso estampado na cara. Daqueles que se colam e não descolam. Quanto menos se espera, alguns dos problemas que me tiravam o sono, vão finalmente deixar de existir, pela mão de alguém que me quer bem, muito bem.
O futuro apresenta-se-me cada vez mais promissor. A minha teoria, mais uma vez, parece bater certo. Com pensamentos positivos e atitudes a condizer atraímos o que queremos (não, ainda não li O Segredo).
É esta sucessão de bons acontecimentos que me têm caído no colo que me renovam as forças para encarar o presente e enfrentar o futuro , fazem-me acreditar na minha intuição e que a forma como tenho resolvido os meus problemas tem sido a mais correcta. Estou ao final de muito tempo a colher frutos do que plantei, empenhei-me nas regas e adubos e consegui desbloquear a minha vida.
Obrigada! A partir de hoje o meu sono será mais tranquilo.
raiva

Ceder quando é a última coisa que devemos fazer, pode trazer muitos amargos de boca. É dar passos de gigante, mas para trás. Abandonar, mesmo que momentaneamente, território conquistado com lágrimas e dor é estar a pedir a invasão do inimigo.
Quando mesmo à nossa frente está o caminho para resolver determinados assuntos, por muito difícil que nos pareça, por muitos acenos que nos façam, não nos podemos desviar e muito menos parar para tomar fôlego, por muito que achemos que se contornarmos um bocadinho a situação não vem mal ao mundo. Porque ao mundo não virá, mas à nossa vida e à forma como a queremos viver sim. Hipotecam-se assim decisões que demorarão muito tempo a pagar.Os juros são altíssimos e multiplicam-se como dívidas a agiotas. A raiva que assola é talvez a primeira e mais dura prestação a pagar. Muito terá de sair do lombo para saldar esta dívida para com nós próprios. E, no meu caso, não conheço pior cobrador do que eu própria.
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