9.9.10
8.9.10
a blogoesfera de antes
[isto pode parecer um anuncio de hipermercado, mas não é].
Eu sou do tempo em que a blogoesfera tinha outro encanto [ahhh, eu sei que antes de eu me meter nestas andanças já haviam dinossauros e tubarões e que sou uma criança ao pé de muita gente que ainda aí anda], antes de aparecem Facebooks e Twitters que vulgarizaram a passagem de opiniões, desabafos, partilhas de músicas e fotografias havia uma blogoesfera muito mais actualizada. Bloggers que se sentavam à frente de uma caixinha de redacção e escreviam o que lhes ia na alma para quem quisesse ler. Já o disse aqui por diversas vezes, conheci pessoas antes mesmo de as conhecer. Li blogs de fio a pavio, segui babyblogs onde me ri com as tiradas dos miúdos, comovi-me com outros, ri-me com muitos mais. Antes de existirem farmvilles e mafias wars, os que lá estão neste momento a jogar, a pôr a conversa em dia, a comentar, sentavam-se à frente desta caixinha onde escrevo e actualizavam os seus blogues, do outro lado do monitor alguém os lia, seguia e comentava. Mantenho a minha rotina, escrevo quando me dá na real gana [nem sempre O que me dá na mesma] e leio regularmente os que sempre li e se mantêm, outros que por intermédio de um comentário ou de um link me vão aparecendo e me suscitam curiosidade. Com tristeza tenho vindo a assistir à morte de muitos por abandono, estão lá, ninguém os fechou ou disse adeus ou escreveram FIM, mas acho que já nem respiram, pelo menos não mexem nem pestanejam.
Tenho muitas saudades do tempo em que a blogoesfera era quase uma aldeia, em que os comentadores se repetiam em vários dos blogues que ia lendo. Muitas das pessoas que lia e que ainda mantêm os seus blogs com respiração assistida eu conheço-as pessoalmente, não são apenas contactos virtuais, não preciso do blogue para saber se estão bem, se o filho passou o ano ou se nasceu um dente, basta-me pegar no telemóvel que está sempre à mão e é mais rápido, mas lê-los tinha outro sabor. Gosto da palavra escrita, tem outro sentimento, também é verdade que não tem tom, posso interpretar de forma errada o que lá está, mas aí também reside a magia de ler. E uma pessoa chegava ao blog e cuspia as entranhas dos sapos que era obrigada a engolir e apareciam logo não sei quantos comentários com saquinhos de plástico para amparar o vómito. Também tenho saudades das trocas de comentários, a sério ou a brincar, dançar nas caixinhas nem sempre é fácil, mas quando se encontram "parceiros" à altura torna-se emocionante, pouco se compara à espera de uma resposta numa "discussão" nas caixas de comentários. Mas tudo isto era antes, antes de vocês estarem todos a jogar farmville e a trocarem piropos no FB ou no Twitter, agora enquanto escrevo, olho para a barrinha à direita e poucos são os que são actualizados regularmente. De repente ninguém quer escrever, poucos são os que se dão ao trabalho de comentar, os Dinossauros estão quase todos a dormir [leia-se facebookar e twittar] e o tubarão parece-me que é o único que ainda se vai mexendo neste mar cada vez mais voltado para o cor de rosinha, é pena porque eu gostava da blogoesfera jurássica.
da blogoesfera
se o tema da actualidade da blogoesfera [posts na sala de parto] causa o sururu que causou ontem e origina as visitas que originou ao dito blog, nem imagino as visitas que provocaria um blog com todos os pormenores sórdidos de um divórcio.
podia ter sido eu a escrever isto
‘Há umas putas e uns cabrões que não fazem nada e tudo lhes cai no prato da sopa. Comigo tudo foi sangue, suor e lágrimas. Mas quantas pessoas adoravam ter a vida que eu tive?’
Guida Maria
[Só acrescentava: "e terem os amigos que tenho."]
7.9.10
pôr o carro à frente dos bois

é andar já aqui a fazer planos e esquemas mentais do que quero e não quero, do que preciso e do que dispenso, das exigências mínimas e de tudo o que fôr bónus. Basicamente tratar da decoração da casa antes mesmo de saber como ela é. Sou muito boa nessa parte e adoro cada detalhe do processo. Transformar o feio, o degradado, o desactualizado em algo confortável, acolhedor, num lar prático e bonito onde é um gosto chegar a casa. Planear cada canto da casa, escolher os materiais, as tintas, as cores, os pormenores todos, da tomada ao interruptor [até os dedos dos pés batem palminhas].
E a próxima? A próxima vai ser ainda melhor do que a actual. Óbvio.
ciclos
Ora cá vamos nós outra vez. Um ano depois da última mudança, antes de fazer um ano do fim das obras e lá vamos nós outra vez para a saga das casas. Vender casa, procurar casa, fazer obras, mudar de casa [estas duas espero bem que sejam por esta ordem], arrumar casa, novos cheiros, novos ritmos, novos sons. A vida não pára e se o caminho não é em frente é para a direita e se não é, é para a esquerda, para trás é que não se vai a lado nenhum.
6.9.10
conversa de irmãos
A. a jogar Wii, T. a ver:
-ohhh... pedi!
-A., ouve uma coisa que a mamã me ensinou: Nunca se desiste!
-ohhh... pedi!
-A., ouve uma coisa que a mamã me ensinou: Nunca se desiste!
-Poixé! Nunca se dessiste!
descobertas insignificantes
Eu já aqui tinha referido que em frente à minha janela tenho vários prédios e, que quem lá mora é, assim, a modos que despudorado, o que quer dizer, que se vê de tudo e, tudo é mesmo tudo. O que eu não sabia é que a minha janela está de costas para Meca, fiquei hoje a saber, quando vi duas pessoas do sexo masculino em posição de reza de frente para mim.
Sempre a aprender.
Sempre a aprender.
na praia
vi uma mãe, à volta dela pairavam não uma, não duas, não três, não quatro [até quatro é para meninos], mas cinco crianças. Não é coisa que me choque, mesmo nos dias de hoje, o que me chocou é que três eram gémeas e para rematar o choque a senhora estava grávida e pelo tamanho da barriga eu diria que eram mais gémeos. Fiquei ali uns bons minutos com ar de traumatizada a olhar para ela, num misto de horror e admiração e depois lembrei-me que eu devia estar a ter exactamente a mesma expressão que as pessoas sem filhos ou com um ou dois fazem quando olham para nós. Mas, caramba, seis com a possibilidade de serem sete, parece-me um bocadinho a mais. Começo a pensar na logística, no carro, nas cadeiras, no pôr a mesa, no dobrar das meias e cuecas, na quantidade de roupa estendida, nos banhos de enfiada, na guerra para os deitar...uma canseira, obviamente não ponho em causa que tenha muitas vantagens, mas assim de repente [e receber a notícia ao segundo filho, "olhe que são três", é de repente], parece-me uma canseira. Mas lá está, tendo em conta que as gémeas não eram as mais novas e que mais vêem a caminho, muitas vantagens deve haver em ter a casa cheia e isso eu entendo.
[Seis que podem ser sete...porra! 'Ganda mulher!]
[Seis que podem ser sete...porra! 'Ganda mulher!]
4.9.10
multitask
Não sei porque me queixo da falta de tempo...
Hoje cheguei a casa por volta das 19h30. Enquanto fazia o jantar, bacalhau [receita do M. e que faz um sucesso enorme cá por casa], despejei a máquina da loiça, fiz as camas, arrumei o que andava espalhado, pus a máquina da roupa a trabalhar, dobrei roupa da máquina anterior, limpei os vidros da cozinha e ainda fiz a salada [sim eu sei, a minha vida de doméstica é triste, mas quem não tem dinheiro não tem empregada e estamos em crise e tal...]. Depois do jantar, cozinha arrumada, roupa estendida, café bebido e cigarro fumado, aqueci com uns quantos jogos de bowling a dois na Wii, quando fiquei sem parceiro, treinei mais bowling, quando me cansei do bowling, joguei tenis até me doer o braço. Já tratei da quinta e da animalagem, já passei em revista os meus blogs de leitura, já vi o que se passa no FB, estou a postar e só não faço as compras que ando a adiar no jumbo online, porque estou cansada e doem-me os braços.
É isto.
[nota: é uma da manhã]
3.9.10
sentença III
e depois os meios de comunicação disponibilizam meios e pessoas para darem tempo de antena ao Sr. televisão.
[vergonha!]
check list
se o Sporting insistisse assim na baliza adversária é que era
Prezado(a) Consócio(a) ANA ....
Segundo os nossos registos a sua última quota paga é de 2009-10. Disponibilizamos de seguida as referências para o Pagamento de Quotas:
[...]
[Voltem a pôr no banco o Sr. Tranquilidade e eu volto a pagar as quotas, tansos...]
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