- T. dou-te 1€ se fores calado até casa do pai
- Não quero!
- Dou-te 2€
- Não!
- Não? Porquê?
- Porque tu estás triste e se eu fôr calado tu pensas ainda mais no que te faz ficar triste e se eu falar muito tu pensas menos.
(Caramba!!!)
Fui calada o resto do caminho com uma matraca no banco traseiro.
7.12.08
GLUP
Tirada de uma miúda muito gira de 10 anos;
- Ana, o T é tão giro... - disse quase a suspirar - T. és muito giro, sabias? Se fosses mais velho andava contigo!
E eu engulo em seco, rodo os calcanhares e fujo dali.
- Ana, o T é tão giro... - disse quase a suspirar - T. és muito giro, sabias? Se fosses mais velho andava contigo!
E eu engulo em seco, rodo os calcanhares e fujo dali.
We got to move it
Depois de uma manhã passada em casa a pôr ordem no que há muito pedia atenção, há tarde aproveitámos a ausência do ser massacrante e fomos para o cinema conforme prometido à várias semanas. Divertimo-nos com o filme e gostámos muito da companhia, apesar de ambos os seres mais novos terem encetado, cada um por seu motivo uma birra logo após o final da sessão. Mas a birra do T. passou mal percebeu que ia ter uma noite em cheio. E foi, em cheio. Cheio de gente boa onda, com boa conversa e muito, muito boa companhia.
5.12.08
isto não é um baby blog, mas eu tenho mesmo de escrever isto
O T. é um espectáculo!!!
Toma duche todos os dias sem supervisão e sem que seja preciso mandar.
Quando os deito, canta para o irmão adormecer.
Nunca faz birras para dormir.
Faz sempre os trabalhos de casa.
Joga os Cars na PS2 em vez do PES, só para fazer a vontade ao irmão.
Despacha-se sempre mais depressa às sextas feiras porque sabe que tenho uma reunião e que não me posso atrasar.
É super responsável com o irmão.
Nunca reclama por ser o último a sair do ATL quando sou eu a ir buscá-lo.
Está sempre pronto para os programas que preparo com eles.
Tem sempre uma palavra querida para mim.
Não bate no irmão, mesmo quando o ser massacrante o ataca à dentada.
Percebe tudo o que lhe explico.
Foi para uma escola onde não conhecia ninguém e hoje dá gosto ver como os miúdos o tratam.
Nunca me fazem queixas dele.
Aos fins de semana, brinca sossegado para não me acordar.
Tem a preocupação de fechar a porta do quarto com cuidado para não acordar o irmão
E, eu esqueço-me que ele (só) tem 6 anos...
Toma duche todos os dias sem supervisão e sem que seja preciso mandar.
Quando os deito, canta para o irmão adormecer.
Nunca faz birras para dormir.
Faz sempre os trabalhos de casa.
Joga os Cars na PS2 em vez do PES, só para fazer a vontade ao irmão.
Despacha-se sempre mais depressa às sextas feiras porque sabe que tenho uma reunião e que não me posso atrasar.
É super responsável com o irmão.
Nunca reclama por ser o último a sair do ATL quando sou eu a ir buscá-lo.
Está sempre pronto para os programas que preparo com eles.
Tem sempre uma palavra querida para mim.
Não bate no irmão, mesmo quando o ser massacrante o ataca à dentada.
Percebe tudo o que lhe explico.
Foi para uma escola onde não conhecia ninguém e hoje dá gosto ver como os miúdos o tratam.
Nunca me fazem queixas dele.
Aos fins de semana, brinca sossegado para não me acordar.
Tem a preocupação de fechar a porta do quarto com cuidado para não acordar o irmão
E, eu esqueço-me que ele (só) tem 6 anos...
4.12.08
ebbay
estou quase a abrir um leilão no ebbay para despachar um rim... (foda-se), entretanto vou aquecer outro saco de água quente e tomar mais umas drogas ineficazes (isso ou vou dormir a fazer o pino).
Ser mãe é bom (tem dias...)
Cenário: uma mãe desesperada com dores num rim arrasta-se com dificuldade do sofá para a cama com um saco de água quente colado às costas, passam duas horas do tempo limite de crianças-na-cama, o mais novo ainda está acordado e segue a mãe como se fosse uma sombra.
Neste cenário idílico, digo ao A. para ir para a cama dele, apago as luzes todas e deito-me. Claro que a criança (e não tenham peninha do desgraçadinho porque esse papel, nesta história é meu) ficou à porta do meu quarto a berrar enquanto eu rezo a todos os santinhos para que ele desista e vá para a cama dele (topei-o logo quando nasceu, este é manhoso, não lhe posso dar abébias). Não vai, fica ali a chorar, a puxar a tosse, a gritar mamããã, até à exaustão. Como é óbvio, não me comove e continua naquele pranto durante meia hora, aconchego o saco como posso (desgraçados dos vizinhos, rais parta a dor que não passa). Oiço-o ir até ao quarto dele e acho (precipitadamente) que desistiu, chega ao quarto e chora a chamar pela nana (a chucha). Começo a dizer mal da minha vidinha outra vez, viro-me para o outro lado na tentativa infrutífera de amenizar a dor (amanhã vou à procura do número e vou telefonar para um banco de orgãos e oferecer o rim a alguém que dele precise, juro!), enquanto isso o outro continua o lamento pela nana desaparecida (coitadinho do T., a dormir e o irmão ali a berrar, com sorte está mesmo ao lado da cabeceira dele para chamar a atenção). Oiço-lhe outra vez os passos, está na varanda dos brinquedos, vejo a luz acesa. (Boa, agora não só tenho que esperar que ele se deite, como tenho que esperar que adormeça para depois poder ir apagar a luz, tá bonito, tá). Apaga-se a luz. (O puto é esperto, foi à varanda à procura da chucha, encontrou-a e agora vai dormir). Engano, outra vez. Planta-se outra vez na minha porta aos gritos, mais duas voltas na cama (podia mesmo doar um rim em vida, está um bocadinho maltratado, mas funciona, acho que o aceitarão). Quinze longos minutos passados e o ser massacrante desiste e vai para a cama dele. Não fosse o órgão que se está a habilitar a entrar em lista de transplantes me doer comoocaneco e eu até me sentia aliviada.
Neste cenário idílico, digo ao A. para ir para a cama dele, apago as luzes todas e deito-me. Claro que a criança (e não tenham peninha do desgraçadinho porque esse papel, nesta história é meu) ficou à porta do meu quarto a berrar enquanto eu rezo a todos os santinhos para que ele desista e vá para a cama dele (topei-o logo quando nasceu, este é manhoso, não lhe posso dar abébias). Não vai, fica ali a chorar, a puxar a tosse, a gritar mamããã, até à exaustão. Como é óbvio, não me comove e continua naquele pranto durante meia hora, aconchego o saco como posso (desgraçados dos vizinhos, rais parta a dor que não passa). Oiço-o ir até ao quarto dele e acho (precipitadamente) que desistiu, chega ao quarto e chora a chamar pela nana (a chucha). Começo a dizer mal da minha vidinha outra vez, viro-me para o outro lado na tentativa infrutífera de amenizar a dor (amanhã vou à procura do número e vou telefonar para um banco de orgãos e oferecer o rim a alguém que dele precise, juro!), enquanto isso o outro continua o lamento pela nana desaparecida (coitadinho do T., a dormir e o irmão ali a berrar, com sorte está mesmo ao lado da cabeceira dele para chamar a atenção). Oiço-lhe outra vez os passos, está na varanda dos brinquedos, vejo a luz acesa. (Boa, agora não só tenho que esperar que ele se deite, como tenho que esperar que adormeça para depois poder ir apagar a luz, tá bonito, tá). Apaga-se a luz. (O puto é esperto, foi à varanda à procura da chucha, encontrou-a e agora vai dormir). Engano, outra vez. Planta-se outra vez na minha porta aos gritos, mais duas voltas na cama (podia mesmo doar um rim em vida, está um bocadinho maltratado, mas funciona, acho que o aceitarão). Quinze longos minutos passados e o ser massacrante desiste e vai para a cama dele. Não fosse o órgão que se está a habilitar a entrar em lista de transplantes me doer comoocaneco e eu até me sentia aliviada.
3.12.08
Ainda me consigo surpreender
com o meu sentido de timming perfeito para uma série de coisas que faço na vida. Chamem-me radical, precipitada, o que quiserem, mas o tempo dá-me sempre razão e depois fico assim, aliviada, como se tivesse tido uma purga depois de tomar um frasco de laxante.
Compras de Natal
Gosto de centros comerciais, de manhã e aos dias de semana, quando ainda estão vazios, quando as prateleiras ainda estão arrumadas, quando se circula livremente pelas lojas e corredores, quando me posso sentar a beber um cappuccino descansada. Gosto de fazer compras, gosto das compras de Natal sem pressas, gosto de fazer compras em boa companhia.
2.12.08
Curiosidades do (nosso) Natal I
Já não me lembro muito bem da conversa (não ter um blogue em certas alturas dá nisto), mas numa das minhas conversas sobre o sr. de barbas brancas que desce pela chaminé e traz presentes, disse ao T. que ele vinha cansado e com fome, a partir desse ano (já lá vão três), na véspera de Natal o T. faz-me preparar um copo de leite (sem Nesquick, mamã, que o Pai Natal está um bocadinho gordo!!) e deixa o copo na mesa junto da lareira acompanhado de um pratinho com bolachas Maria, para que o Pai Natal recupere as forças. Escusado será explicar quem bebe o leite e quem devora as bolachas, no dia seguinte a primeira coisa que faz (sim, mesmo antes de olhar para a árvore é ver se o copo está vazio e se as bolachas foram comidas, sempre!!!). Há dois anos atrás lembrou-se que também tínhamos de deixar cenouras para as renas (não, estas não as como, voltam para o frigorífico!). Só rezo aos santinhos todos que ele não se lembre de querer deixar alguma coisa para o Pai Natal levar para os duendes.
Deve ser das pintas
o A. descobriu que tenho um sinal na cara, está fascinado (deve achar que tenho varicela como ele), não pára de me tentar tocar no sinal, como está localizado perto do olho, não tarda nada vai acabar mal.
Não me parece nada bem
Sempre quis aprender linguagem gestual. Sempre! Não, nunca lidei com surdos, mas da mesma maneira que quando me cruzo com algum estrageiro que me pede uma informação na rua, gostaria de lha dar o melhor possível, a linguagem gestual parece-me tão importante quanto qualquer língua estrangeira, ou mais.
Andei a pesquisar na net, onde poderia aprender e para meu espanto a Ass. Portuguesa de Surdos promove cursos durante o Verão, contra o pagamento de 100€. E é aqui que a porca torce o rabo, eu não pretendo aprender para ser intérprete ou ter um certificado de frequência do curso, mas conseguir comunicar com surdos. Eu só queria mesmo um curso básico... 100€????
1.12.08
conversas no carro
(Passado algum tempo de ter dito na brincadeira que estava a morrer e eu o ter repreendido com um "não se brinca com essas coisas".)
- Mamãã, porque é que não posso dizer a brincar que estou a morrer?
- T. tu sabes que um dia vais morrer, não sabes? Tu sabes que a mãe um dia vai morrer não sabes?
- Sei!
- E esse dia vai ser muito triste, não vai?
- Vai!
- Então, não podemos dizer essas coisas a brincar porque isso faz-nos pensar em dias tristes, boa?
- Boa!
(uffffaaaaa, saí-me cada pergunta mais cabeluda...)
- Mamãã, porque é que não posso dizer a brincar que estou a morrer?
- T. tu sabes que um dia vais morrer, não sabes? Tu sabes que a mãe um dia vai morrer não sabes?
- Sei!
- E esse dia vai ser muito triste, não vai?
- Vai!
- Então, não podemos dizer essas coisas a brincar porque isso faz-nos pensar em dias tristes, boa?
- Boa!
(uffffaaaaa, saí-me cada pergunta mais cabeluda...)
Varicela II - a continuação
Afinal não foi só o mais novo que regressou, o mais velho também quis vir para casa antecipadamente. Foi muito bom sentir o A. agarrado a mim aos pulinhos carregadinho de saudades. Jantámos em casa da avó e das tias e no regresso a casa fomos ver as iluminações de Natal espalhadas por Lisboa. Iluminada ficou a carinha do A. que não parava de dizer mamã e apontar para as luzes. O T. também ficou contente, depois de um fim-de-semana encafuado em casa devido ao mau tempo, lá arranjou algo para contar amanhã na Escola. Amanhã vou buscá-lo mais cedo e vamos os três enfeitar a nossa árvore de Natal.
Apetecia-me
Não gosto de Inverno, nem de frio e muito menos de chuva, principalmente quando tenho que sair de casa. Dias como o de hoje, foram feitos para estar em casa com aquecimento ligado, a ouvir chover lá fora.
(E agora, eu tinha os infantes a cirandar pela casa e enfeitávamos a árvore de Natal e a lareira crepitava e cheirava a scones acabadinhos de fazer)
Apetecia-me...
(E agora, eu tinha os infantes a cirandar pela casa e enfeitávamos a árvore de Natal e a lareira crepitava e cheirava a scones acabadinhos de fazer)
Apetecia-me...
Mapas de estradas
Eu sei que estamos na era digital, tecnológica ou, o raio que lhe queiram chamar. Gosto de pc's portáteis, de net móvel, de wireless, de telemóveis, de auriculares sem fios, enfim toda a panóplia que descomplique, mas no que toca a direcções, por favor, não me venham com Gps's, um bom mapa de estradas (para quem os sabe ler, como é o meu caso) é uma ajuda muito mais eficaz do que aquele aparelhómetro que nos manda seguir por uma estrada que já não existe e nos faz ir na direcção contrária da que a setinha na estrada indica.
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